segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A NINHADA DA FRELIMO FOI ASSALTADA POR PIRATAS DO SÉCULO

ZECA CALIATE VOZ DA VERDADE - 
EX-COMANDANTE DO 4º SECTOR DA FRELIMO NA FRENTE SUL DA PROVÍNCIA DE TETE, FORNECE A TODO POVO MOÇAMBICANO DO ROVUMA AO MAPUTO E DO ZUMBO AO CHINDE INFORMAÇÃO ORIGINAL E VERÍDICA SOBRE A VERDADEIRA HISTÓRIA DA LUTA PELA LIBERTAÇÃO DE MOÇAMBIQUE, A QUAL EU PROMETI CONTAR TODA VERDADE COMO FOI…
Tudo começou em Março de 1969, com uma bomba que se encontrava camuflada dentro de um livro armadilhado.
Ao abri-lo, deflagrou e matou instantaneamente o primeiro Presidente da Frente de Libertação de Moçambique Frelimo, Dr. Eduardo Mondlane.
Depois do seu funeral, o Vice-Presidente do Partido, Uria Timóteo Simango, receoso e sem coragem para assumir imediatamente a Presidência da Organização, conforme se regia nos estatutos da Frelimo, o qual dizia de que na morte do Presidente, em qualquer circunstância, seu Vice-Presidente devia assumir imediatamente a Presidência do Partido até ao próximo Congresso.
O que se verificou após a morte do Eduardo Mondlane, foi que um bando de piratas do século, que se vestia de capas de revolucionários, dirigidos por Samora Moisés Machel, não deixou que Uria Simango, tomasse posse como novo Presidente da Organização e obrigaram-no a aceitar uma proposta para a criação de um CONSELHO PRESIDÊNCIAL, compostos por três elementos intitulado, por (TRIUNVIRATO), tendo os três poderes iguais, coisa que nunca se viu em lado nenhum.
Aí, Uria Simango, deixou-se enganar sistematicamente e foi manipulado, ao aceitar a sua nomeação para servir de conselheiro dentro daquele grupo. Ficou todo contente com isso e sem perceber que era uma armadilha para o controlar e depois o encostar à parede, foi o que aconteceu.
Esta posição não lhe serviu de nada e quando mais tarde abriu os olhos, descobriu que estava sendo engando e tentou reagir, mas já era tarde demais, pois seus rivais, Samora Machel, Marcelino dos Santos e Joaquim Alberto Chissano, lutavam desesperadamente contra o tempo, pois queriam a todo custo correr com Uria Simango o mais depressa possível.
Durante os poucos meses que trabalharam juntos com Simango, armadilharam-lhe todos os caminhos e depois convocaram-no para uma reunião, que normalmente costumava ser realizada em Dar-és-Salaam, na sede do Partido Frelimo. Porém, Samora Machel e Marcelino dos Santos, exigiram que a mesma fosse realizada na base militar da Frelimo em Nachingwea, o reduto de Samora Machel, onde tinha o número de quadros estagiários provenientes das Províncias, pelos quais alguns tinham sidos manipulados e o apoiavam. Também, convocou os principais chefes militares que dirigiam a guerra nas três Frentes, nomeadamente Cabo Delgado, Niassa e Tete para participarem na referida reunião.
Além de Uria Simango, que normalmente residia na cidade de Mbeya, também foi convocado Silvério Núngu, que era administrador da Frelimo bem como outros importantes quadros da Organização, que prestavam serviço na cidade de Dar-es-Salaam, e que estiveram presentes na dita reunião. Samora Machel odiava alguns destes por serem na sua maioria naturais do Centro e Norte de Moçambique.
Nesta reunião, cujo único tema foi o RELACIONAMENTO existente entre Uria Simango e seu Presidente Dr. Eduardo Mondlane?
Uria Simango, falou durante sete horas seguidas e respondeu a várias perguntas que lhe eram dirigidas. Ao fim de tantas horas a falar, já não conseguia responder a todas perguntas como deve ser e por fim limitou-se a dizer que algumas das perguntas lhes criavam atitudes negativas e aí encostaram-no a parede, dado que não tinha mais respostas para dar aos seus interlocutores.
Silvério Núngu e outros quadros vindos de Dar-es-Salaam, foram acusados ali mesmo de corrupção, desvio de fundos e outros bens do Partido, para fins particulares. Foram presos de imediato e escoltados para a Província de Cabo Delegado, onde foram executados por fuzilamento. Por isso, eu pergunto então a Frelimo está no poder há 41 anos, após Independência. Os Presidentes e ministros todos oriundos do Partido Frelimo, fartam-se de desviarem milhões de dólares com o País a entrar em colapso absoluto e continuam a praticar os mesmos roubos, mas infelizmente em Moçambique existe leis que sentencia autores de desvio de tanto dinheiro público e também de muita corrupção. Eles continuam intocáveis. Porquê?
No final daquela reunião, Uria Timóteo Simango, saiu humilhado de Nachingwea para Dar-es-Salaam escoltado e acompanhado pelo próprio Samora Machel, Marcelino dos Santos e Joaquim Chissano e naquela cidade, convocaram uma conferência de Imprensa, onde Uria Simango, foi obrigado a fazer declarações tristes culpando-se a si próprio, reconhecendo crimes e outros desmandos de natureza tribalista, que nunca tinha praticado no seio daquela Organização desde a sua fundação.
No dia seguinte, o governo de Professor Július Kambraji Nyerere, emitia um mandato de expulsão de Uria Simango do território tanzaniano para nunca mais voltar àquele País. Assim Uria Timóteo Simango e sua família, partiram rumo ao Cairo, Egipto, um destino que não era o seu sonho, deixando para trás o chamado Triunvirato, que jamais voltou a funcionar. Por sua vez, Samora Machel e seu bando de piratas, ficaram felizes porque agora sem rival podiam fazer e desfazer à sua vontade, naturalmente com ajuda do aliado Július Kambraji Nyerere.
Em outubro de 1969 se a memoria não me trai, Samora Moisés Machel e seu bando de piratas, com a partida de Uria Simango para o Egipto, sentiam-se aliviados e muito rapidamente oficializaram-se como novos donos da Frelimo, infelizmente não pensaram na realização de um Congresso que justificasse a reeleição de um novo Presidente da Frelimo. Pois isso, não convinha, porque Samora e seu grupo, sabiam de que os congressistas não iam escolher o nome de Samora Machel para Presidir a Frelimo, por não reunir condições mínimas para ser eleito: além disso na Frelimo havia indivíduos capacitados e alguns eram licenciados como Dr. Eduardo Mondlane. Mas infelizmente, eles não tiveram a mesma sorte de nascerem na Província de Gaza.
Foi por isso, que o bando procurou esta via fácil para Samora chegar à Presidência da Frelimo e mais tarde chefe do Estado da República Popular de Moçambique.
Porém, nesta mesma reunião do (CC) Comité Central da Frelimo, que durou dois a três dias, já com novos membros da confiança de Samora Machel, os quais hacviam sido atempada e amigavelmente selecionados. O local, de tal reunião de CC da nova Frelimo, foi realizado no mesmo centro de preparação político-militar de Nachingwea, dirigida pelo próprio Samora Machel e, no final de três dias mencionados, qual não foi o espanto de todos, ao sermos informados que Samora Moisés Machel era o novo Presidente da Frelimo, pois era esta sua intenção de saltar todas as barreiras para se apoderar da direção máxima do Partido e declarar-se unilateralmente, Presidente daquele movimento para a Libertação de Moçambique. Não havia nada para fazer, senão aceitarmos colaborarmos com os criminosos.
Todavia, a partir daquele momento as coisas começaram a ficar feias e o primeiro passo de Samora foi a exoneração de todos os chefes dos Departamentos da velha Frelimo, incluindo os membros seniores Fundadores do Partido. Alguns foram declarados “personas non gratas” «REACIONÁRIOS», sendo alguns expulsos de imediato e outros raptados e posteriormente fuzilados sem motivo aparente, sobretudo os naturais do Centro e Norte de Moçambique. Foi este golpe militar silencioso que ninguém estava à espera de ver, como uma peça de teatro que foi bem desenhada ao longo de muito tempo, cujo inicio iniciara com a morte por assassinato do chefe dos Departamentos da Defesa e Segurança da Frelimo, Filipe Samuel Magaia, cuja morte foi protagonizado pelo próprio Samora Machel em colaboração com o próprio Eduardo Mondlane quando ainda estava vivo.
Samora Machel e seu bando de piratas, tiveram apoio expresso e foi de imediato reconhecido por parte do governo de Tanganica, na altura o Presidente Július Kambraji Nyerere, que não tardou em solicitar seu homólogo Zambiano Keneth Kaunda, para este também seguir seu exemplo, em apoiar incondicionalmente a rebelião que tinha sido declarada por Samora Machel no seio da Frelimo. Os dois governantes; Tanzaniano e Zambiano, uniram-se os esforços comuns em prol do apoio moral e material ao bando de insurgentes liderados por Samora Moisés Machel.
Após a tomada de posse de Samora Machel, como novo Presidente da Frelimo, no mesmo dia nomeou Marcelino dos Santos como Vice-Presidente da nova Frelimo e renovou a nomeação de Joaquim Alberto Chissano para as Relações exteriores e chefe máximo da Segurança da Frelimo e que trabalhava neste ramo da segurança em colaboração com Mariano Araújo Matsinhe. Estes dois não perderam tempo a expandirem aquele serviço, infiltraram seus agentes informadores em todos os Departamentos que a Frelimo tinha, incluindo Escolas onde haviam Estudantes e Centros de refugiados de guerra, sendo que estes agentes espionavam-se mutuamente uns contra outros.
Este sistema de segurança que Joaquim Chissano e Mariano Matsinhe foram buscar à URSS, foi eficaz e implantaram no seio da Frelimo e que expandiu rapidamente para o seio das chamadas Forças Populares de Libertação de Moçambique (FPLM). Assim Joaquim Chissano, sabia de tudo o que se passava à volta do Partido Frelimo. Nas Províncias em guerra, foram introduzidos e empossados chefes Provinciais de Segurança, que criaram tais Esquadrões da Morte e em Cabo Delgado foi nomeado um chefe Provincial que se chamava Salésio. Em Tete, Tomé Eduardo (Omar Juma), e no Niassa, Osvaldo Tazama, mais tarde o mesmo foi colaborador de Sérgio Viera em Nachingwea, estes dois Tazama e Vieira, tudo quanto sabiam, corriam e iam transmitir a Samora.
Por fim, quero denunciar o tipo de comportamento e desespero de membros do Partido Frelimo, desde o seu Presidente, os Ministros de governo, Governadores das Províncias, os Administradores Distritais, aos Parlamentares da Frelimo, os generais das Forças da Defesa, os comandantes da Polícia, os Comentadores nas TVs e outros meios de comunicação de Moçambique: agora os Defensores dos direitos humanos, em comícios, nas reuniões publicas e entrevistas etc. todos tocam no mesmo botão do acordeão, cuja musica é semelhante uma da outra. Todos dizem mal de Afonso Dhlakama e seus homens que resistem na luta pela Democracia em Moçambique.
Os mesmos Frelimistas, acusam e culpam o Partido de Dhlakama e seus homens, dizendo que são ladrões, porque assaltaram algumas Clinicas, onde retiraram meia dúzia de frascos de tinturas e alguns comprimidos de Aspirinas. Acho bem, pois o facto de viverem no mato não significa que eles não precisam de medicamentos. Eu no lugar deles fazia o mesmo para cuidar da minha saúde e dos meus combatentes, aliás a própria Frelimo tem experiencia pois fazia o mesmo durante a guerra colonial. Mas infelizmente esse grupo da sociedade que atrás mencionei, nunca se atreve dizer que Armando Emílio Guebuza, Jacinto Nyusi e outros são ladrões de milhares de votos nas eleições de 2014 e que também roubaram bilhões de dólares Americanos que se destinavam ao serviço de todo povo Moçambicano e que tornaram a vida de todos mais difícil. Por sua vez, as FDM roubam cabeças do gado ao Povo e dizem depois que é a Renamo, criam Esquadrões da Morte, que raptam e assassinam inocentes e dirigentes da Oposição, depois dizem que a culpa é dos guerrilheiros de Afonso Dhlakama.
Recentemente assistimos a uma cena em Caia, onde as Forças Armadas desviaram uma Carrinha com seis comerciantes que traziam bens, os quais foram saqueados e por fim foram fuzilados, tendo escapado um gravemente ferido e foi parar ao Hospital e outro escapou ileso. Os dois acusaram as forças da segurança da Frelimo, que vergonha para este governo de ladrões e assassinos que se escondem e acusam o bom nome da Renamo.
Até quando que isto vai durar?

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