quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Presidente da República solidariza-se com vítimas de ataques armados da Renamo em Funhalouro


Visita presidencial a Inhambane
O Presidente da República, Filipe Nyusi, prestou ontem solidariedade às vítimas do último ataque atribuído aos homens da Renamo no povoado de Tsane, em Funhalouro, província de Inhambane.

No segundo dia da visita de trabalho que efectua à província de Inhambane, Filipe Nyusi escalou o distrito de Funhalouro e fez questão de, publicamente, se solidarizar com as famílias afectadas pelas acções militares que em Julho último resultaram na morte da esposa do secretário da célula do partido Frelimo e incêndio de casas de alguns residentes. O Chefe de Estado disse que episódios do género têm de acabar e apelou às vítimas daquelas acções a que não se sintam abandonadas pelo Estado.

Além de comícios, em Funhalouro, Nyusi visitou um tanque carracicida e um viveiro de plantas de castanha de caju; em Vilankulo, inaugurou o complexo residencial de Nhamacunda, da Sasol, a multinacional sul-africana que explora gás natural em Pande e Temane, na província de Inhambane.


Falta de água em Funhalouro
Na sua interacção com o Chefe de Estado, a população de Funhalouro queixou-se de escassez de água, que afecta mais de cinco mil pessoas só naquele distrito. Em resposta, o Chefe de Estado anunciou o arranque,  em breve, da construção de oito fontes de água e reabilitação de 30 furos.



Agenda nacional com paz no Centro

Durante os encontros populares nos distritos de Inhambane, Nyusi tem focalizado as suas intervenções na agenda nacional, centrada na produção e na necessidade da paz. No posto administrativo de Mapinhane, em Vilankulo, um dos pontos que escalou esta quarta-feira, o Chefe de Estado pediu “a todos os patriotas” e ao mundo em geral para se juntarem ao apelo à paz, frisando que os moçambicanos querem viver em paz e harmonia social.

“Os moçambicanos já identificaram o problema. Aqueles que complicam que oiçam o apelo à paz”, disse Nyusi, sublinhando que devem ser os moçambicanos a resolver os seus problemas. O Presidente da República vincou que, neste processo, “não queremos ajuda para continuar em guerra”.

Durante um dos comícios, Filipe Nyusi ouviu pedidos para que se encontre com o líder da Renamo, de modo a trazerem a paz ao país. Em resposta, reiterou a sua prontidão para o efeito.

Renamo submete proposta para cessar-fogo ao Presidente da República



Partido da perdiz não revelou teor do documento
A Renamo revelou, hoje, ter enviado uma proposta ao Presidente da República, Filipe Nyusi, com algumas condições para o cessar-fogo. Sem avançar com o teor do documento, o partido de Afonso Dhlakama disse estar à espera da resposta.

De acordo com José Manteigas, chefe da delegação da Renamo na Comissão Mista, a trégua de que os moçambicanos esperam depende dessa resposta.

Neste momento, a Renamo continua a negociar a questão das seis províncias, cuja governação reivindica.

Mediadores reúnem-se com delegação governamental para falar das seis províncias reivindicadas pela Renamo


Amanhã a sessão será com a delegação da Renamo
Os mediadores do diálogo político reuniram-se, hoje, em Maputo, com a delegação do Governo, no âmbito do processo de auscultação sobre a questão da governação das seis províncias reivindicas pela Renamo.

Durante aproximadamente duas horas à porta fechada, os mediadores ouviram da delegação governamental o seu posicionamento sobre o primeiro ponto da agenda e sobre o nível de flexibilidade para se ultrapassar a questão das seis províncias.

A sessão terminou sem declarações à imprensa, ficando apenas a informação de que amanhã o dia estará reservado à delegação da Renamo, que também será ouvida sobre a matéria.


Restabelecimento da paz encalhado na inflexibilidade das partes


Conversações reiniciaram hoje
À entrada do terceiro mês de trabalho, a comissão mista para o diálogo político, cuja missão é preparar o encontro ao mais alto nível entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, continua a revelar inflexibilidade nos posicionamentos, que colocam o restabelecimento da paz ainda no campo de miragem.
Ontem, data do reatamento das conversações, os mediadores - que regressaram ao país após pouco mais de uma semana nos respectivos países - encontraram na mesa das negociações a mesma inflexibilidade de parte a parte que deixaram sobre o primeiro ponto da agenda.
Depois de hora e meia à porta-fechada com a comissão mista, os mediadores abandonaram a sala, com poucas palavras, transmitindo um sinal de que o trabalho de casa que haviam deixado para as partes não registou avanços.
Quett Masire, antigo presidente do Botswana, que hoje assumiu o papel de porta-voz dos mediadores, descreveu o encontro como tendo sido “satisfatório”, contudo, deixou transparecer que ainda há muito caminho a percorrer.
Amanhã, a comissão mista volta a reunir, novamente com a presença de mediadores, num encontro que poderá dar novas luzes sobre como é que a mediação deverá tentar conciliar os posicionamentos divergentes.
Refira-se que a Renamo tem sobre a mesa negocial a governação imediata das províncias de Niassa, Nampula, Zambézia, Sofala, Manica e Tete, onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014, situação que, para a delegação do Governo, é tida como inconstitucional, considerando, por isso, que não há como ser viabilizada no quadro dos resultados do escrutínio de há dois anos.


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