domingo, 12 de junho de 2016

O parlamento holandês considera que o seu país foi usado para transições ilícitas de capitais, ou seja, para “operação de lavagem de dinheiro, roubo e corrupção internacional

Lazaro Mabunda
June 8 at 1:15pm · Maputo, Mozambique ·

Um excelente trabalho do "Canal de Moçambique", na verdade, o único jornal que tem estado a investigar os escândalos de EMATUM, revela novos contornos do que a imprensa ocidental já apelida de “uma das maiores fraudes da história de África”. De acordo com o Canal de Moçambique, para Guebuza e seu grupo, conseguiram empréstimo e trazê-lo para Moçambique, criaram a “Mozambique EMATUM Finance 2020 (MEF 2020)”, uma empresa registada em Amsterdão, capital da Holanda, com o nr. 58587314. Esta empresa faz parte de uma Holding internacional das finanças denominada “TMF Group HoldCo BV, também localizada na Holanda. Trata-se de uma empresa de comercialização de títulos de ddívida, de capitais holandeses, criada para facilitar a transacção, na no território Europeu, dos 850 milhões de dólares.
O parlamento holandês considera que o seu país foi usado para transições ilícitas de capitais, ou seja, para “operação de lavagem de dinheiro, roubo e corrupção internacional”.
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Comments


Velemo Massingue


Like · June 8 at 2:16pm


Wilson Xavier


Like · June 8 at 2:30pm


Andre Dimas terrivel..!

Like · June 8 at 2:31pm


Kamba Chirombo


Like · June 8 at 2:33pm


Laercio Eder Camal Mulima A coisa está mal.

Like · June 8 at 2:34pm


Jorge Fernando Joia Calma a procissão ainda vai no átrio, esperem que o que vem aí ainda é ou devia ser mais vergonhoso para a classe política que neste país se intitula defensora do povo e seus direitos constitucionais.

Like · June 8 at 2:37pm


Baltazar Vasco


Like · 1 · June 8 at 2:40pm


Velemo Massingue


Like · June 8 at 2:50pm


Manuel Moises Americo


Like · June 8 at 2:54pm


Nakulozy Bululu Isto ainda vai animar...

Like · 1 · June 8 at 3:02pm


Rodrigo Fernandes Samora daria pena de Morte a este tipo de empreendedorismo desta geracao de VIRAGEM!!...

Like · 1 · June 8 at 3:24pm


Arlindo Nhantumbo E ainda ha muito por vir.Os discursos patrioticos para salvar a honra da dívida não colhem.O negócio de alguns no seio do governo colocando à margem os restantes.Que grande decisão soberana.A venda do país.

Like · June 8 at 3:24pm


Rodrigo Fernandes Estou ate agora surpreendido! Afina Damiao jose tambem nao sabia?

Like · June 8 at 3:27pm


Rodrigo Fernandes Onde se le afina deve se ler afinal...

Like · 1 · June 8 at 3:29pm


António Maia Campos Você pá, um dia destes a denunciar estes MILANDOS, vai ter problemas. Que nunca te falte a coragem, jovem. Força aí.

Like · 1 · June 8 at 3:40pm · Edited


Francisco Pacheco Chigogoro


Like · 2 · June 8 at 4:37pm


Jaime Alfiado dizanguetei

Like · June 8 at 4:58pm


Puzzle Nuvunga


Like · 1 · June 8 at 5:54pm


Maria Jasso


Like · June 8 at 5:56pm


Moniz S. Walunga Essa noticia ja'e'um passo grande para fazer o track dos negocios dos "bandidos de gema"! Forca investigadores holandeses!

Like · 1 · June 8 at 6:40pm · Edited


Sergio Chisseve Hum!!!!!

Like · June 8 at 6:26pm


Carlos Afonso Matsinhe Tiyomboooo

Like · June 8 at 6:27pm


Lazaro Mabunda Kakakkkkkk, Tiyombooooooo, so me lembro dos tempos em que era pastor de gado no Guija.

Like · 2 · June 8 at 6:29pm


Heleno Bombe a verdade demora mas sempre aparece

Like · 1 · June 8 at 6:45pm


Zito Domingos Gimo Escandalo

Like · 1 · June 8 at 6:58pm


Marius Ioannes Que a justiça seja feita

Like · 1 · June 8 at 7:12pm


Ivan Otsirave


Like · June 8 at 7:35pm


Lévan Vass kkkkk fodas pahhh kem m dera fzer parte do governoh,,

Like · June 8 at 7:48pm


Júlio Mutisse Lazaro,quais são as premissas deste enredo todo Makwero? Conhecer essas é importante para tirarmos conclusões informadas. A estrutura empresarial (a estrutura de grupo) não é ddeterminante para chegarmos a conclusão de que fomos roubados. Há outros elementos que nos levariam aí e esses não estão a ser ainda trazidos a lume.
Se fores a ver muitas as grandes empresas que operam em Moçambique tem como sócia uma empresa localizada num dos tantos paraísos fiscais: ou Dubai ou Maurícias. Isso não ilegaliza, de per si, as actividades dessas empresas. É uma forma que as empresas usam para obter alguma optimização fiscal sem ser ilegal. A ilegalidade pode se situar, neste caso EMATUM, MAM e PROINDICUS na forma como essas dívidas foram contratadas e no eventual desvio para fins pessoais do dinheiro aí contratado ou para outras operações que possam ser consideradas criminosas.
Precisamos ter clareza de em que é que esse dinehriro foi usado. Meu ponto de vista. E olha que estou preocupado porque sou pagador de impostos e corro risco de nao acabar minha cabana em Madzukane

Like · 5 · June 8 at 8:28pm


Calisto Joaquim Mabutana Mocambicanos sao bons

Like · June 8 at 8:53pm


Lazaro Mabunda Júlio Mutisse, eu citei Canal d Moçambique, que cita a imprensa local e os deputados locais. As investigações que os holandeses, ingleses e americanos estão a fazer é que irá esclarecer. Tens razão quando falas de paraisos fiscais, só que Holanda é dos países que combatem paraisos fiscais. É por isso que está a indignar o parlamento local, a imprensa local e os holandeses no geral.

Like · 2 · June 8 at 9:34pm


Júlio Mutisse Ok. Mas nós moçambicanos ainda estamos a fazer nada... estamos simplesmente a reproduzir coisas. Precisamos de criar conhecimento próprio sobre os problemas que nos afligem.

Like · June 8 at 9:36pm


Lazaro Mabunda Mas a inforamacao nunca está disponível.

Like · 1 · June 8 at 9:37pm


Júlio Mutisse Temos que furar meu irmão. A informação está a sair aos poucos precisamos é fazer as necessárias ligações.

Like · June 8 at 9:39pm


Lazaro Mabunda Como furar como? Estou a procura de informacao simples ha anos.

Like · June 8 at 9:41pm


Lazaro Mabunda O problema é esse. É mais facil obter a informação de Moçambique a partir de fora do que de dentro. Por isso que o jornalismo hoje está a trabalhar em rede. Ou seja, se me fecham a informação aqui em Moçambique sobre um negocio entre uma empresa indiana e o Estado de Moçambique, entro em contacto com um colega indiano e este tem facilidades porque la a informacao é disponível. É por isso, meu amigo Julio Mutisse que nao se deve escandalizar quando a informacao de Moçambique vier de fora. É que naqueles países o acesso a informação é uma realidade.

Like · 6 · June 8 at 9:53pm


Júlio Mutisse Mara why?

Like · June 8 at 9:53pm


Lazaro Mabunda Quem sai a perder é o país, porque o impacto começa na europa e depois espalha-se pelo mundo. Seria menos impactante talvez se tudo partisse daqui, mas aqui tudo é segredo do Estado.

Like · 1 · June 8 at 9:54pm


Júlio Mutisse E já agora, quando agimos assim nao estamos a capitular às dificuldades.

Like · June 8 at 9:54pm


Lazaro Mabunda É uma forma de aceder a informação que no teu país não te dão. A cultura de secretismo é terrivel aqui.

Like · 2 · June 8 at 9:56pm


Hossi Sonjamba Que situação

Like · June 8 at 11:22pm


Sonia Mboa Mboa Epa

Like · June 9 at 12:32am


Ndaneta Mbuya Nkulo Poxa

Like · June 9 at 1:52am


Rito Muzazaila Massuanganhe !?!?.

Like · June 9 at 5:12am


Joao Cabrita E agora leio num comunicado * da empresa EMATUM que os barcos ainda não possuem as necessárias licenças para pescar.

Diz o comunicado que a empresa está satisfeita com os padrões de construção da frota, mas ouvi o ministro das finanças, Adriano Maleiane, a declarar na AR que 10 das 24 embarcações da EMATUM tiveram de ser enviadas para a África do Sul por não estarem devidamente apetrechadas.

A EMATUM esconde não apenas os moldes financeiros em que opera, mas também a realidade daquilo que comprou. Já antes se sabia, pela voz de um economista da CTA, que a frota não era polivalente, pois, segundo ele, 'infelizmente havia chegado a Moçambique fora da época do atum'.

Torna-se claro que os donos da empresa fizeram contas sobre os joelhos - uma frota pesqueira não pode ficar parada à espera de épocas, caso contrário a empresa proprietária abre falência, num abrir e fechar de olhos.

Depois da constituição da empresa e compra da frota é que os gestores da EMATUM concluíram que não tinham tripulação experiente e qualificada e por isso contrataram uma firma americana para vir ensinar, mas seguindo métodos inadequados às especificidades da costa moçambicana.

O governo pode ter muito boas intenções de acabar com a fome, de explorar recursos pesqueiros e outros. Mas falta-lhe a experiência, que é proporcional à falta de arrogância - e erra sistematicamente, misturando neste caso, defesa com pesca, quando se sabe que defesa é para militares, pesca para os pescadores. Não se brinca em serviço, senhores generais: rentabilidade empresarial não é uma questão de primeiros tiros.

*http://www.ematum.co.mz/.../26-following-the...



Following the pronouncements of the Minister of Economy and Finance
"Unfortunately, misinformation led to statements from the Ministry of Finance, and then misleading press articles, concerning the building standards of EMATUM's trawlers.
EMATUM.CO.MZ|BY SUPER USER

Like · 3 · June 9 at 10:07am


Álvaro Xerinda O que é mais estranho nessas dívidas não há nenhum investimento na agricultura

Like · June 9 at 11:00am


Joaquim Joao Correia me admira este novo governo a querer remar contra a mare

Like · 1 · June 9 at 11:02am


Ismael C. Gocaldas O governo da frelimo meteu o pé na culatra

Like · June 9 at 11:20am


Joao Cabrita A EMATUM também não nos mostrou as infra-estruturas que possui em terra para apoio à frota, em termos de manutenção e reparação, e reposição de peças. Irá repetir-se a «rica experiência» tida com o equipamento rolante importado de países do Leste, que acabou por ficar paralisado por falta de peças sobressalentes? Senhor Gabriel Muthisse ?

Like · June 9 at 12:53pm · Edited


Gabriel Muthisse Amigo João Joao Cabrita, eu disse algumas vezes que, por ora, não pretendo discutir este assunto da dívida no facebook. Não por falta de argumentos. Mas devido ao facto de que, por ser matéria sensível, não saber, como indivíduo, até onde posso falar. Esses assuntos sensíveis são de Estado. Só este deve determinar até onde quer fazer o descloaure.

Like · June 9 at 2:32pm · Edited


Joao Cabrita De acordo - e compreendo, Caro Gabriel Muthisse. Mas a minha pergunta não se relaciona com a questão da dívida, mas com aspectos da gestão da empresa em si, nomeadamente se há infra-estruturas em terra que possibilitem o apoio à frota, em termos de manutenção e reparação, e reposição de peças. Uma frota como a da EMATUM justifica, creio, infra-estruturas desse tipo.

Like · June 9 at 1:48pm


Gabriel Muthisse Esses serviços são terciarizados, caro Joao Cabrita. A EMATUM não precisa, nem é aconselhável, que os tenha.

Não os tem, por exemplo, a PESCAMAR, a nossa maior empresa camaroneira, que tem uma frota maior que a da EMATUM. É como os TPM,s; em princípio não se deveriam encarregar da manutenção dos seus autocarros. Esses serviços devem ser feitos por empresas especializadas. O que, em gestão, se chama outsourcing. Abraço

Like · June 9 at 2:29pm


Joao Cabrita Portanto, assumo que estão garantidos esses serviços, e que o caso recente, das 10 embarcações da EMATUM que tiveram de se deslocar à África do Sul, é uma excepção à regra, Gabriel Muthisse.

Like · June 9 at 3:12pm


Gabriel Muthisse Veja o objecto social da MAM, uma das três empresas criadas e que estão na ribalta hoje, Joao Cabrita

Like · June 9 at 3:15pm


Joao Cabrita A MAM, de acordo com os estatutos (BR 29, III Série, 2014 ), “tem por objecto principal a prestação de serviços multiformes na área petrolífera, mineira, portuária e ferro portuária, incluindo a exploração, representação, comercialização, agenciamento, importação e exportação”.

Apesar dos estatutos referiram ainda que a MAM “poderá desenvolver outras actividades, subsidiárias ou complementares do seu objecto principal, desde que devidamente autorizadas”, parece haver uma omissão quanto a embarcações, de pesca neste caso.

Quer isso dizer que a EMATUM subcontrata (outsource) a MAM, e esta subcontrata terceiros, sul-africanos, como no caso recente das 10 embarcações?

E sem querer tocar no assunto sensível da dívida, a MAM, enquanto sociedade anónima, contraiu um empréstimo de $535 milhões, avalizados pelo Estado moçambicano, mas depois teve de recorrer a terceiros (na RSA), para prestação de serviços que, aparentemente, constituem parte do seu objecto empresarial.

Pergunta de leigo a um economista (Gabriel Muthisse): não seria mais viável, em termos financeiros, a EMATUM subcontratar (outsource) directamente a empresa sul-africana, excluindo assim um intermediário (MAM)?

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