segunda-feira, 20 de junho de 2016

Negócios desonestos

Negócios desonestos (i)

Meu caro amigo e compatriota, moçambicano homem ou mulher!
Tu ergues as paredes da tua casa e vais à uma loja comprar chapas de zinco para fazer a cobertura. Entretanto, o dono da loja contrata alguém "habilidoso" para roubar os zincos mesmo antes de tu terminares de fazer a cobertura da tua casa. Voltas à loja para comprares mais zincos, que também são roubados antes de tu completares de fazer a cobertura da tua casa, e assim sucessivamente. Cada vez que vais à loja para comprar "novos" zincos, explicas, frustrado, ao dono da loja que tens estado a ser vítima de roubos sistemáticos, razão pela qual não consegues completar a cobertura da tua casa. Ele lamenta e, para mostrar solidariedade contigo, até chega a vender-te a chapa de zinco a um preço "especial".
Agora eu pergunto-te...
1. Para o dono da loja: Quem és tu? E o indivíduo que te rouba as chapas de zinco para as devolver à loja?
2. Para ti: Quem é o dono da loja? E o indivíduo que rouba as chapas de zinco?
3. Para o indivíduo que rouba as chapas de zinco: Quem és tu, a quem ele rouba? E o dono da loja que lhe contrata para te roubar?
Por favor, pensa e responde com honestidade!
(…).
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Comments
Julião João Cumbane Homer Wolf, anda por ai a exibir uma carta uma nota do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, dando luz verde à vontade dos que se querem manifestar, sanadas que foram as irregularidades de que enfermava a informação inicial sobre essa vontade. Tal é sinal inequívoco de que são infundadas as alegações de que em Moçambique está a ser governado por um regime intolerante ou repressivo.
Like3June 17 at 9:32pmEdited
Homer Wolf eh eh eh... o Profe é um verdadeiro saltimbanco: sempre a posicionar-se no lado das conveniências... Com que então « é sinal inequívoco de que são infundadas as alegações de que em Moçambique está a ser governo por um regime intolerante ou repressivo.» né?... eh eh eh
Isso é um dejà-vu. Agora as questões são outras,,,
Like2June 17 at 9:33pmEdited
Julião João Cumbane Responde às perguntas colocadas no texto,Homer Wolf! ...
Homer Wolf Aqui estou a responder ao seu comment sobre o comunicado que escarrapachei...
Julião João Cumbane Responde às perguntas postas no texto, Homer Wolf! Podes?!...
Estevao Pangueia A pressão é maior meu caro, não haveria outra saída se não ceder o direito ao povo.
Julião João Cumbane Cumpra-se a lei como regra de vida, e todos estaremos bem! Ninguém vai reclamar ilegalidades ou usar ilegalidades de outrem para justificar as suas próprias! Então não é,Estevao Pangueia e Homer Wolf?...
Filimao Suaze Parece haver confusao aqui. Haveria que ceder mesmo sem o cumprimento dos requisitos? E, uma vez cumpridos, porquê se haveria de nao autorizar? Acaso, essa Constituiçao e Leis näo foram,aprovadas com o mesmo partido no poder e com maioria no parlamento? Foi tambem devido à pressoes? De quem? Sempre DAs mesmas pessoas? E se SIM ja nos perguntamos a razao?
Thaulany Farias Mapsanganhe Autorizar? O quê? O exercício do direito a manifestação? Por acaso carece ela de autorização? Que lei emana isso?
Que requisitos não haviam sido cumpridos? Em que base legal veem postulados tais requisitos? Coisas do regime mesmo: manobras dilatórias só.
Like17 hrs
Julião João Cumbane Thaulany, a manifestação não carece de autorização, mas alguém tem que ter a última palavra obre se se realiza ou não: esse é o zelador pelo cumprimento da lei em dado espaço geográfico!
Like13 hrs
Estevao Pangueia Em política a decisão em tempo útil é muito importante porque revela a nossa habitabilidade em análise e síntese, mesmo se isso implicar perda de vantagens a favor do inimigo a curto espaço de tempo mas ganho a médio e longo prazos. Isso o Governo não está a fazer!
Assim está atrás do prejuízo. Tenho dois pontos para sustentar o que digo:
(i) O desecorajamento e fracasso da manifestação convocada pelo Grupo Massango- isso provou que o Governo não quer
aquele exercício de cidadania. Mas desta vez a manif foi autorizada.
(ii) O líder da Renamo condicionou o encontro com Chefe de Estado à presença de mediadores, levamos muito tempo, perdemos tempo, vidas e dinheiro, só hoje que o senhor presidente acomoda tal exigência.
Coincidentemente o FMI está em Moçambique sobre a crise da dívida.
Like2June 17 at 8:40pmEdited
Julião João Cumbane Estevao Pangueia, responde às perguntas que coloquei no texto, por favor! Convido os demais a fazerem o mesmo. ...
Estevao Pangueia Mas Filimao não respondeu!
Like27 hrs
Homer Wolf Acontece que essas perguntas estão bastante atabalhoadas... se pudesse reformulá-las (até porque o Profe... é profe)...
O que pretende comprovar ou negar, afinal? De que é estamos a falar (zinco, manif, dívidas, "Ríder") ?
Julião João Cumbane Homer Wolf, as perguntas já estão reformuladas. Não sejas como Afonso Dhlakama! Agora podes, tum também, responder. Vem daí!
Alfredo D. Baltazar Isso faz a cobra quando lhe é cortada a cabeça, não acha prof Julião João Cumbane?
Julião João Cumbane Se não entendes, o melhor é perguntar, Alfredo D. Baltazar!
Alfredo D. Baltazar No seu lugar pouparia meus megas, fingindo estar atento aos jogos do Euro 2016...
Julião João Cumbane Não te pedi para seres gestor dos meus "megas", Alfredo D. Baltazar; pedi para responderes às perguntas colocadas no texto! Podes?!...
Zee Mavye Ha momentos que mesmo sem querer, voce acaba sendo "convocada" a rir,
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Nathaniel Mucavele Indo directamente para as respostas do texto:

1. Para o dono da loja: Sou uma fonte de rendimento fácil, uma vaca leiteira para o seu "negócio"! O indivíduo que me rouba as chapas de zinco para devolvê-las à loja é um ladrão que depende dele (o dono da loja) para o seu próprio sustento e que estará susceptível de qualquer ordem imposta pelo dono da loja para atingir seus objectivos.

2. Para mim: O dono da loja é um lobo vestido de ovelha pois, recorro-me ao fornecedor para expor o meu problema que por sinal, tem feito que está a ajudar-me por fazer um preço "especial" mas no entanto, ele é o meu maior problema! O indivíduo que me rouba as chapas de zinco é, simplesmente um ladrão.

3. Para o indivíduo que rouba as chapas de zinco, sinceramente não sei o que um e outro poderá ser para ele.

Agora profe, no seu "problema" não falta uma outra questão para contextualizar o mesmo? Preciso de perceber concretamente a relação do problema com a história da carta do CMCM...
Onde pretende chegar?
Julião João Cumbane Obrigado pelas respostas, Nathaniel Mucavele! Responderei à tua pergunta brevemente.
Thaulany Farias Mapsanganhe A resposta prof. Julião João Cumbane? Precisa tanto tempo assim?
Like37 hrs
Negócios desonestos (ii)

Meu caro amigo e compatriota, moçambicano homem ou mulher!
Agora imagina que és um empreiteiro de construção civil. Eu contrato-te para construíres um bloco de apartamentos para habitação ou para escritórios, que quero usar como fonte de rendimento. O dinheiro com que te vou pagar pela empreitada foi-me cedido por empréstimo, a juros comerciais, por um banco em que tu és um dos accionistas, mas não sei disso. Todo o material de construção a ser usado na minha obra é fornecido a ti por empresas das quais tu és igualmente um dos accionistas, mas eu não sei disso. A empresa que contrato para fiscalizar a obra também é "tua", mas eu não sei disso. Tu terminas de construir e me entregas a obra "pronta". Eu pago completamente a minha factura, a ti, e coloco os meus apartamentos à venda ou em arrendamento.
Alguns anos depois, antes mesmo de eu terminar de pagar a minha dívida com o banco de tu és um dos accionistas e eu não sei, expira o período de garantia da obra que fizeste para mim. Logo a seguir, os apartamentos vendidos/arrendados começam a ter problemas de infiltração, iluminação, esgotos, etc., etc. Eu, confrontado pelos meus clientes com essa situação inusitada, corro a contratar uma empresa, que de novo é uma daquelas em que és um dos accionistas e eu não sei, para me inspeccionar a obra e recomendar soluções. Em resposta essa empresa aponta-me os problemas e me recomenda contratar os serviços de uma outra empresa para resolver os problemas detectados. Tu é igualmente sócio-accionista desta última empresa, mas eu não sei. O montante solicitado por esta empresa para fazer as reparações supera a minha capacidade financeira, de modo que me vejo sem saída senão voltar a pedir empréstimo adicional ao "teu" banco.
Assim entro num ciclo vicioso de endividamento que favorece os teus negócios e prejudica, deliberadamente, os meus negócios. Rapidamente, eu entro em bancarrota e o "teu" banco penhora os meus apartamentos e os vende para recuperar o dinheiro que eu não estou a conseguir pagar. O meu sonho de ser empresário na área de imobiliária morre; eu fico pobre, para sempre pobre e dependente.
Nota que tu isto está a ocorrer sem que eu tenha conhecimento de que tu tens interesses em toda a cadeia de empresas com as quais estou a lidar no meu sonhado negócio de apartamentos. A única coisa que sei é que tu és um empreiteiro de construção civil, que executou para mim uma obra que começou a ter problemas alguns anos depois. Mas afinal, na verdade, tu até tens assento nos conselhos de administração de todas as empresas com que estou a lidar no meu sonhado negócio.
Agora pergunto-te:
1. Como se chama o que tu estás a fazer comigo?
2. Qual é a tua verdadeira intenção ao fazeres isso comigo?
3. Como se pode construir um mundo justo, com gente a fazer a outrem o que tu fazes comigo?
Por favor, pensa e responde com honestidade!
(…).
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Comments
Joao Teodosio Tique Para que este exercicio de retóica? Fica calmo e acompanhe os acontecimentos. Aposte num futuro promissor.... Só isso JJ
Antolinho André Realmente isso requere uma autêntica reflexão. Só uma pergunta: chegas a conclusão de que o teu empreiteiro é realmente sócio destas empresas? A ser verdade estás no direito de levantar uma acção judicial contra este fulano depois de contratar terceiros serviços que possam provar que o trabalho feito no seu imobiliário estava fora dos padrões técnicos recomendados quanto ao tipo de material usado bem como alguns protocolos. E isso é feito por gente com conhecimento.
Tony Ferreira Caro J.J cada empresa é uma pessoa jurídica e como tal responde pelos seus actos porque tem capacidade jurídica e acredito que por esse ângulo não podemos responsabilizar o dono da empresa de construção pela má qualidade da obra do seu empreiteiro achando que ele agiu de má fé.

Penso que sendo essa a intenção( burlar) do homem detentor dessa cadeia de empresas incluindo o banco seria alvo de uma grave violação dos direitos dos consumidores e como tal haveria direito a ressarcir pelos danos causados, mas pela má qualidade da obra respondia a sua empresa de construção porque um facto certo é de que a lei comercial permite que tu tenhas ou poças exercer qualquer negócio que queiras desde que para tal tenhas capacidade.
Acredito que depois do banco no qual o sujeito é acinionista ter feito o gentleman agreement contigo ficaste satisfeito porque ias concretizar o teu propósito que era construir, a fase subsequente já não diz respeito ao acionista do banco porque quero acreditar que no vosso contrato não havia essa cláusula de ter que ser a empresa de construção do acionista a fazer a sua obra.
Negócio nhya parte Tsapau nhya parte.
É o meu ponto de vista.
Julião João Cumbane Tony Ferreira, empreendedor de apartamentos não tem conhecimento sobre a estrutura accionista das empresas com que lida; ele só quer serviços! Só que ele acaba comprando serviços do mesmo grupo de empresas e fica preso num ciclo de dívida sem se aperceber da montagem...!
Rafael Joaquim José Isso chama-se dominação ou mesmo, exploração. A ideia ou intenção é torna-lo cada vez mais dependente e paupérrimo. Dependência perpétua e sem piedade. Não se pode construir nenhum mundo "justo" com esse tipo de gente. Esse tipo de gente, não tem diferença com Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional.
Ricardo Manuel De facto JJ, este poste leva-me a pensar FMI e no BMundial, assim esta votado o meu Pais.

Entao ha que comecar a fazer uma pesquisa das empresas, bancos e seus acionistas antes de comecar a empreender..
Negócios desonestos (iii)—Conclusão

Meu caro amigo e compatriota, moçambicano homem ou mulher!
Já consideramos duas situações de negócios desonestos. Uma em que um comerciante rouba-te o que te vende, de modo que tu passes a vida a comprar sempre dele; e outra em que um monopolista de negócios faz-te entrar num ciclo de endividamento, do qual acabas saindo insolvente e incapaz de iniciar um negócio sustentável. Em ambas situações alguém é forçado a entrar num ciclo de dependência interminável.
Agora, pensa nos produtos que consomes todos os dias. Pensa na escova de dentes e na pasta dentífrica que usas todas as manhãs; pensa no papel higiénico que usas; pensa no pão que vai à tua mesa na hora do teu pequeno-almoço; pensa no guardanapo que usas na mesa onde tomas a tua refeição; pensa na própria mesa onde tomas a tua refeição; pensa na cadeira onde sentas para tomares a tua refeição; nos pratos e talhares que usas; pensa na chaleira e nas panelas que usas para preparares a tua refeição; pensa nos electrodomésticos que possuis; pensa nos medicamentos que tomas, quando és acometido por uma enfermidade; pensa na roupa que vestes; pensa no meio de transporte que usas; enfim, pensa naquilo de que hoje dependes para viver.
Agora eu pergunto-te… Onde é que isso tudo (em que acabas de pensar por minha sugestão) é feito? Que detém as fábricas que produzem o que tu consomes ou usas? E as matérias-primas usadas nessas fábricas são extraídas aonde ou donde? Quem produz o grão de trigo de que se faz o pão que comes? Quem produz a fibra de algodão ou a seda com que se faz o tecido usado na confecção da roupa que usas? (...).
Tens respostas para as perguntas acima? Creio que sim! As fábricas, sabes que primeiro existiram nos países ditos "desenvolvidos"; os donos dessas fábricas são originários desses países. As matérias-primas, sabes que são extraídas principalmente dos países ditos "subdesenvolvidos". Ultimamente, algumas das fábricas são localizadas nestes últimos países, preferencialmente nas zonas francas, para não pagarem impostos! A transferência da localização das fábricas para as zonas francas visa (i) diminuir custos de produção (com o transporte das matérias-primas e pagamento de mão-de-obra) e (ii) reduzir encargos fiscais, tudo isto visando maximizar os rendimentos dos seus proprietários. Nunca é por outra razão senão a maximização do lucro dos proprietários, que as fábricas que produzem tudo o que consumimos ou usamos são localizadas nos países subdesenvolvidos!
Se estiveres a acompanhar o meu raciocínio, então deves ter percebido que os donos das fábricas só estão interessados em maximizar o lucro. Eles buscam servir cada vez melhor, mas sempre de modo a maximizar o lucro. Todo o "boom" do desenvolvimento tecnológico que temos vindo a assistir no mundo contemporâneo decorre da necessidade dos proprietários das "fábricas de soluções" para os desafios da vida humana em maximizar o lucro. Nunca te enganes mais! Quem te oferece algo, quer ganhar alguma coisa—mesmo que não seja directamente de ti! Os ricos sempre querem ganhar mais. Considera isto como uma lei da natureza humana! E saibas que as portas para se entrar no clube dos ricos são várias, mas não estão abertas. Para tu entrares no clube dos ricos, tens que arrombar uma dessas portas; não há outro jeito. E uma vez lá dentro do clube, terás que viver segundo as leis que regem a gestão da riqueza, uma das quais é fazer de tudo para maximizar o lucro.
Para Moçambique entrar no clube dos países ricos, os moçambicanos têm que permitir que aqueles que podem acumular riqueza acumulem-na, desde que o processo de acumulação não seja selvagem e a riqueza acumulada seja usada para gerar mais riqueza para Moçambique. Só assim os moçambicanos podem sonhar com dias melhores; só assim Moçambique poderá, também, ter empresas transnacionais. Porquê não!
As plataformas de extracção de gás natural instaladas na Bacia do Rovuma, na boca do canal de Moçambique, no Oceano Índico, estão actualmente a serem guarnecidas por empresas de segurança estrangeiras. Sabeis o que isso significa? Significa que o dinheiro que poderia ficar em Moçambique, se essas empresas fossem moçambicanas, não está a ficar. Logo, Moçambique não está a tirar o máximo proveito possível pela exploração das suas reservas de gás natural. O gás de Moçambique na Bacia do Rovuma está a beneficiar mais a quem o explora (os verdadeiros donos das plataformas de exploração) e quem providencia serviços de segurança às plataformas (as empresas de segurança estrangeiras que neste momento operam nas nossas águas marítimas) do que aos próprios moçambicanos. A criação da EMATUM, Proindicus e MAM tem em vista inverter esta situação. Gabriel Muthisse explica melhor isto, num texto que ele 'postou' no seu mural no Facebook [https://www.facebook.com/gabriel.muthisse/…/1146836792040733]. No referido 'post' eu registei um comentário que se lê assim:
«Caro Gabriel Muthisse, parabéns pelo belo e elucidativo texto e, também, pela coragem de dar a cara. Da leitura dos comentários a este texto, fica aparente que em Moçambique temos muita gente, mormente jovem, que ainda entende pouco de "Pátria", "Independência" e "Soberania". Para essa gente, o termo "estratégico" na gestão dos assuntos do Estado não significa nada. Mas se calhar essa gente não seja tão culpada por não saber o que não sabe, ou por ter senso de responsabilidade patriótica como devia ter, para exercer a cidadania com responsabilidade. Analisando este assunto, ficou com o pensamento de que as autoridades que superintendem a área de educação (no Governo e no Parlamento) têm que convocar a sociedade moçambicana para uma reflexão profunda sobre o nosso sistema de educação. A mim parece que precisamos de um novo paradigma de educação em Moçambique. Tal como as coisas estão actualmente, os nossos filhos crescem sem saber o que é "Pátria", o que é "Independência", o que é "Soberania", e como se ganham estas coisas. Também pouco sabem sobre "Estado", "Governo", "Parlamento" e suas funções. Pouco entendem o que é uma "Sociedade" ou "Povo". Também não creio que entendam correctamente o que é um "Partido Político" e a sua diferença com "Estado" e "Governo". Tampouco entendem de "Economia" e de "Finanças". Pior: adoram "Democracia" (à moda ocidental), mas não sabem o que é "democracia" e quais outros sistemas de Governo há por aí pelo mundo fora. Hoje, as nossas crianças são "educadas" pela indústria de informação e de entretenimento; não pela família, pela comunidade e pela escola. Lembrando o poema de Manuel Rui Monteiro—ora com inúmeras versões musicais, das quais partilho aqui a de Paulo de Carvalho [https://www.youtube.com/watch?v=aEtb_jlslDw]—já não existe a fogueira à volta da qual os meninos possam «aprender coisas de sonho e de verdade; aprender como se ganha uma bandeira; e a saber o que custou a liberdade»! Numa sociedade com estes défices educacionais não se pode esperar outra coisa senão pessoas facilmente manipuláveis e vivendo irresponsavelmente, sem se importarem pela viabilidade da sua colectividade. Com muita gente assim num povo maioritariamente jovem, não se pode construir uma Nação viável! (...).»
É que nos comentários que se podem ler no referido 'post' do Gabriel Muthisse, percebe-se que há muita gente a favor de negócios desonestos praticados pelos nossos "parceiros de cooperação" para connosco. Eles (esses nossos "parceiros de cooperação" lá do Ocidente) já são ricos; são os donos das fábricas que produzem quase tudo o que consumimos e usamos no dia-a-dia. E não desejam a nossa felicidade como povo; querem nos manter no ciclo da dependência, porque se não as suas fábricas ficam sem clientela. Para eles, nós só temos que viver trabalhando para alimentar os seus negócios, de modo que eles possam acumular mais riqueza para si. Vai daí que quando ensaiamos qualquer coisa para sairmos da dependência a que nos condenam de várias formas, eles não gostam, ficam zangados e nos aplicam um castigo que julgarem conveniente. Por exemplo, quando souberam que um consórcio de entidades empresariais moçambicanas contratou dívidas comerciais para criar empresas que vão contribuir grandemente para a Tesouraria Nacional, com o aval do Estado, eles não gostaram e suspenderam a implementação dos acordos de cooperação com o nosso Governo (o Governo de Moçambique). Estejamos claros de que a suspensão do apoio é um castigo que eles nos estão a aplicar, porque ousamos criar empresas que vão permitir captar um pouco mais do dinheiro que eles estão a investir pela exploração do nosso gás na Bacia do Rovuma. O que eles querem é conseguir explorar o gás do Bacia do Rovuma pagando o mínimo possível aos moçambicanos. Lembra-te da lei de maximização do lucro a que aludi lá acima, neste texto? Pois é isso mesmo! As plataformas de extracção do gás natural debaixo das nossas águas marítimas são deles; as empresas de segurança que protegem as plataformas também são deles. Assim Moçambique fica a ganhar só de irrisórios impostos—o dinheiro todo investido aqui volta para os cofres deles. E nós, os donos dos recursos naturais que eles exploram ganhamos o quê com isso? Só mais pobreza, pois ficamos sem o dinheiro deles e sem o nosso gás! É por isso e para isso que eles são contra a criação da EMATUM, da Proindicus e da MAM, que são empresas para tirar máximo proveito da exploração do gás a favor de Moçambique.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) ou o Grupo Banco Mundial (GBM), NUNCA financiam projectos que fechem oportunidades de negócios para empresas de capitais ocidentais. De facto, o FMI e o GBM são usados para criar oportunidades de negócios para as empresas de capitais ocidentais nos países pobres como Moçambique. É por isso que exportam a dita "democracia liberal ou representativa" para nós os pobres. Com a imposição da "democracia liberal ou representativa", o FMI e o GBM conseguem abrir os nossos mercados para as empresas de capitais ocidentais, que fazem uma concorrência desleal às nossas empresas que acabam fechando as portas, lançando para o desemprego milhares de compatriotas nossos. Além disso, eles conseguem a liberalização da imprensa, permitindo assim a instalação de uma indústria de propaganda contra o poder legitimamente instituído. Tal propaganda é talhada para entreter o povo com a uma pretensa defesa do "Estado de Direito" e dos "direitos humanos". Organizações chamadas "ligas de defesa de direitos humanos" e quejandos são ardilosamente criadas e financiadas por eles, para defender os criminosos que criam pânico na sociedade e incapacitam a acção do Governo em manter a ordem e garantir segurança e liberdade dos cidadãos. Usando essas organizações—amiúde chamadas "organizações da sociedade civil"—, os capitalistas lá do Ocidente conseguem instigar a instabilidade social para fragilizar os governos dos países pobres onde pretendam investir. Com isso, conseguem desviar a atenção desses governos para os problemas sociais, negligenciando detalhes na gestão da economia a tal ponto que acabam não sendo capazes de prestar devida atenção aos contratos de exploração dos recursos naturais dos seus países. Isto facilita a batota que os investidores estrangeiros praticam com os países pobres como Moçambique. Este é "modus operandi" dos monopolistas do capital financeiro internacional, que explica por que o FMI e o GBM nunca foram bem-sucedidos em tirar um país pobre da pobreza. Na verdade, o que ocorre nos países onde o FMI e o GBM dizem apoiar pretensos "programas de desenvolvimento" é a agudização da pobreza e, por via disso, de conflitos sociais que não permitem que os governos desses países se concentrem na boa gestão das suas respectivas economias.
Ora, nem mais. A manifestação realizada na Cidade de Maputo, no passado dia 18 de Junho, convocada por um grupo de tais "organizações da sociedade civil" moçambicana, enquadra-se nessa estratégia dos que mandam no FMI e no GBM em fragilizar os governos dos países pobres para facilitar a maximização do lucro pelas suas empresas. É por isso eu, com todo o respeito que tenho pelos direitos cívicos—entre os quais destaco aqui o direito à liberdade de expressão—, solicito que me seja permitido, no âmbito dos mesmos direitos, dizer que os que participaram são uns incautos; são pessoas que não sabem quanto custa ganhar uma bandeira e a liberdade de pensar e agir. Quem pensa comigo nesta reflexão, há-de perceber que aquela manifestação foi contra a independência e a liberdade dos próprios manifestantes e de todo o povo moçambicano; foi uma manifestação a favor dos ataques terroristas da Renamo, comandados por Afonso, usando nossos incautos concidadãos como carnes para canhão; foi uma manifestação contra os esforços do Governo de Moçambique em assegurar a livre circulação de pessoas em bens em todo o país; enfim, foi uma manifestação a favor de negócios desonestos que os nossos "parceiros de cooperação" têm estado a fazer connosco, nós «moçambicanos de gema».
Por pensar como expus acima, neste texto e nos precedentes, também solicito que me seja permitido dizer a quem escreveu o texto intitulado «Guebuzistão» [http://www.verdade.co.mz/…/21332-mas-que-conto-mais-desenca…], cuja autoria é atribuída por alguns ao nosso escritor mor, Mia Couto, este que refuta a autoria desse texto, como alguém assim indica aqui no endereçohttps://www.facebook.com/miacoutooficial/photos/a.298941346819589.66688.298257536887970/535545033159218/?type=3&permPage=1—dizia eu que solicito que seja permitido—dizer ao verdadeiros autor desse texto que ele(a) foi infeliz.
A ser Mia Couto o autor desse texto, ele não podia ter sido mais iludido pelo respeito que todos os «moçambicanos de gema» têm por ele. Sim, há vezes que o respeito que nos é dispensado pelas pessoas que nos rodeiam nos leva a cometer asneiras, geralmente quando começamos a pensar que somos "deuses", donos de opinião incontestável! Aristóteles, discípulo de Sócrates que fora, cometeu algumas das maiores asneiras que ainda continuam a ser veneradas por alguns incautos como "referências sacras" da erudição humana. Conta-se, por exemplo, que ele (Aristóteles) teria dito que a matéria é uma amálgama de quatro (4) "elementos", nomeadamente terra, água, ar e fogo; e que a Terra é o centro do Universo. Ora, como se sabe hoje, tudo isto provou-se falso. A matéria é a amálgama da substância (leptões) e da energia (bosões); terra, água, ar e fogo são apenas representações das quatros estados em a substância pode ser encontrada, nomeadamente sólido (terra), líquido (água), gás (ar) e plasma (fogo).
Eu tenho fé de que o tempo vai provar falsa a parábola sobre «Guebuzistão». Aqueles que hoje são vilipendiados porque ousaram mostrar um caminho para Moçambique sair do ciclo da dependência externa, são candidatos ao reconhecimento como heróis do Moçambique de amanhã. Foi assim com Galileu Galieu, que até foi condenado a morrer na fogueira pela Santa Inquisição, a menos que renunciasse publicamente a sua teoria negando que o planeta Terra era o centro do Universo, teoria essa que demolia o "Aristotelescismo" que dominava as mentes humanas naquela época. Mas para isso é necessário que os gestores do Moçambique de hoje—e aqui chamo atenção especial ao meu irmão Filipe Jacinto Nyusi—não se deixem embalar nas parábolas dos acólitos do Aristotelescismo.
Por fim, quanto à manifestação (pretensamente contra a "guerra", "dívidas ilegais" e "corrupção", e "pelo direito à esperança"), ocorre-me reiterar que, não obstante ela tenha se realizado no estrito respeito pela lei, o que reforça o Estado de Direito em Moçambique, foi uma manifestação totalmente desprovida de sentido patriótico; e igualmente, os seus organizadores e participantes demonstraram uma severa falta de sentido patriótico! (O meu amigo Homer Wolf participou e trouxe-me para esta página o imagem que acompanha esta reflexão. Aqui fica registado o que eu penso da sua atitude.) Quanto aos financiadores daquela manifestação, que fique claro que a sua verdadeira agenda é instigar os moçambicanos a digladiarem-se e se autofragilizarem, de modo que eles (os financiadores da manisfestação) possam maximizar os lucros dos seus investimentos em Moçambique.
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Rosário Daniel Certo irmao,foi extremamente bom ler a informacao,sei que muitos nao leram ou nao vao ler por completo,mas eu li e percebi,sendo assim,saboreio dizendo que,Ele(Marchal Samora) foi sincero pelas palavras suas,Actualmente Moçambique é terra Queimada.tamos sendo explorado na nossa propria terra pelos proprios nossos irmãos que estao no mais alto patamar que aceitam que possamos ser escravisados indirectamente,é claro que ainda nao renascemos,é preciso muito mais,somos ricos pelos recursos que estao no nosso subsolo, pobres na politica...
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Beto Smed Smd Muito bem colocado
Like19 hrs
Julião João Cumbane Rosário Daniel, se quiseres sair da pobreza tens que permitir que o teu vizinho seja rico, se pode ser. Não permitir que haja ricos numa sociedade, NUNCA irá resolver o problema dos pobres! Samora Machel NÃO ESTAVA CERTO, quando negava que entre os moçambicanos surgissem ricos. Ele estava MUITO ERRADO, porque estava a jogar CONTRA as leis da Mãe Natureza! Resultado: morreu precocemente!
Like19 hrs
Homer Wolf Um dia destes se o Profe puder conversar com alguem que conhece profundamente o dossier I Republica - (e que, por acaso, foi meu docente, orientador de tese e mais tarde chefe de um projecto para o qual trabalhei no MAEFP) - teria uma visão menos embaciada e maisa ssertiva sobre esse periodo ...
Falo do Dr. JOM, que é uma pessoa e aberta e que gosta de conversar sobre esse assunto...
Like29 hrs
Calvino Cumbe Permitir q o vizinho enriqueça não é opção prof. O problema é o enriquecimento ilícito pisando os outros"fundos públicos"
Like19 hrs
Calvino Cumbe Para o prof Guebuza e Nyussi são santinhos para nos mostrares os pecados do Marechal.
Like19 hrs
Julião João Cumbane A quem te referes por JOM, Homer Wolf?... Alguém que eu conheça?!... E que dossier é esse sobre a Primeira República?...
Like13 hrs
Homer Wolf Welcome back... Já imaginava que durante esta ausencia o Profe estaria a "aprontar" alguma,

Se eu percebi bem, este extenso «Tratado» tem como objectivo, só e só, dizer que « foi uma manifestação oca de sentido patriótico; e igualmente os seus organiz...See More
Like219 hrsEdited
Julião João Cumbane Actualiza as tuas citações, Homer Wolf!... Depois vamos "debater" o conteúdo do texto e não as tuas lucubrações. Eu acho que a manifestação esteve oca de sentido patriótico; e os seus organizadores e participantes também! Algum problema?
Like19 hrs
Homer Wolf Mesmo seguindo as suas actualizações, não muda quase nada. O que eu estou a questionar é:
O Profe escreveu este "Tratado" quilométrico, cheio de links por acessar, APENAS para dizer que «foi uma manifestação totalmente desprovida de sentido patriótico; e igualmente, os seus organizadores e participantes demonstraram uma severa falta de sentido patriótico!» ???
Like119 hrs
Julião João Cumbane Homer Wolf, o texto tem MUITO MAIS CONTEÚDO do que isso que tu fixaste a partir dele. Lê-o TODO, do princípio ao fim!
Like118 hrsEdited
Homer Wolf eh eh eh... esse é o Profe. A ministrar uma aula.
É OBVIO que eu li - e aliás, já ouvi de si umas 50 vezes, tudo o que vem aí acima, e tb já divergimos o mesmo numero de vezes, sobre essas mesmas questões... E tambem já chegamos à conclusão que nesses aspectos não chegaremos a consenso...

Neste post, novidade-novidade mesmo (para mim)´são as suas percepções sobre à manif... QUE IGUALMENTE DISCORDO em absoluto!
Like18 hrsEdited
Julião João Cumbane Homer Wolf, veja aqui nesta imagem quantos vós éreis na manifestação! "Mais de 500 pessoas manifestantes", não é? Tsc.
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Homer Wolf eh eh eh... e o que tem a ver quantos "éreimos" com o facto de - a seu ver - ter sido «uma manifestação totalmente desprovida de sentido patriótico; onde os organizadores e participantes demonstraram uma severa falta de sentido patriótico» ???

PS; Essa foto foi tirada ainda na concentração, portanto ANTES do inicio do evento (é so conferir o local), ntsém!...
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Julião João Cumbane Lol! Homer Wolf, mostra lá uma foto reportando o momento do início da marcha! Tens?!...
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Homer Wolf Não mostro coisa nenhuma.
Convido-o, isso sim, a ler um post meu sobre o assunto (vou tagga-lo). Lá poderá ver as fotos e os comentarios... TUDO o que tenho a dizer sobre a manif está lá (e como sou bom comunicador, modestia à parte, tudo muito claro, conciso e objectivo.. Ali desconstruo esta sua falacia sobre o evento...
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Estevao Pangueia É engraçado que Cumbane esteja preocupado com o número de manifestantes, não. O importante é a causa, a manifestação existe a cada dia no interior de cada moçambicano de boa fé. Os que não saíram às ruas tiveram medo do terror, mas como não há repreensão que dure neste momento, se os moçambicanos não são deixados erguer o país que querem, há quem fará por eles.
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Dercia Venancio Mulhanga Força irmaos vamx acordar PR a vida PK esses curptos vão vender ate as nossas casas se não tomarmos medidas seja louvado a manifestações pacífica
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Julião João Cumbane Em nome da transparência, há que haver uma forma de mostrar que o dinheiro doado foi bem usado. Então é?...
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Homer Wolf Ao contrário daqueles que usam mal até dinehiro emprestado (vá lá este que é doado) e ainda por cima pagam-no com o nosso dinhero...
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Julião João Cumbane "Tadinhos" os adeptos desta miséria de autoestima e de intelecto...!
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Estevao Pangueia Não interessa o número, o importante é a causa, as pessoas não saíram as ruas por medo do terror. Mas não há repreensão que dure para sempre.
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Homer Wolf Ntsém!
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Calvino Cumbe Ya prof rendi, até Samora estava errado. Por isso que o Guebuza terá longos dias na terra.
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Julião João Cumbane Calvino Cumbe, Samora Machel cometeu muitos erros, uns por culpa própria e outros por indução pelos seus conselheiros-mor! ...
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Calvino Cumbe Porque o Samora iria combater o enriquecimento lícito prof? Não se referia aos q usam fundos públicos ilicitamente?
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Calvino Cumbe Ja agora quais os erros de Guebuza e Nyuss para tanto barulho ?
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Julião João Cumbane Calvino Cumbe, eu não gosto de perder tempo com pessoas que deixam as suas crenças bloquearem o tino. Eu fiz referência superficial aos erros de Samora Machel, e tu questionaste isso, qual que admitires que Samora Machel não errou. Eu expliquei-te que Samora cometeu erros, muitos erros. Por exemplo, não estava correcto quando apregoava a igualdade universal dos cidadãos. Esse foi dos seus erros mais graves, porque contraria a ordem natural! Não sei como é que agora queres que eu fale dos erros de quem eu não estava a falar...
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Calvino Cumbe Sim prof concordo. A nossa luta não é pela igualidade mas sim combater os q enriquecem com fundos públicos e quero acreditar q era o q oMarechal se referia e num dos seus post denunciastes as negociatas dos actuais governantes q usam o estado para fazerem os seus negócios é contra isto tudo q lutamos e nos manifestamos
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Estevao Pangueia Caro amigo Julião João Cumbane, a igualidade que se refere não é apenas em termos de distribuição d recursos, mas sim da natureza humana, nós todos somos iguais, aquela igualdade também conquistada no mundo liberal, no amplo sentido através da Revolução Francesa.
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Julião João Cumbane Não tal coisa como igualdade no mundo material em qua a humanidade existe, Estevao Pangueia. A igualdade é um ideal irrealizável. Somos inerentemente diferentes, e a diferença é que assegura a nossa viabilidade!
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Francisco Alexandre MAS VOCE PAH....KKKKKKKKKKKKKKKKJJKKKKKKK. .....ISSO TUDO PARA DEFENDER OS LADROES?
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Virgilio Mussera Arquitecto Não te doem os dedos??? A mim nao me doi a vista... Vou compartilhar, gravar e ler com calma, obrigado.
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Tony Ferreira Gosto do embate JJC e Homer Wolf avante compadres estamos na plateia
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Julião João Cumbane Claro, Tony Ferreira! Este bandido (na imagem) só sabe queimar...
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Homer Wolf eh eh eh... No entanto o NHUZI vai cinversar com ele - o que está deixar o o Profe à beira de um ataque de nervos... eh eh eh
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