sábado, 4 de junho de 2016

"Governo já recusa conselhos do FMI" 03.06.2014


Milton Machel com Ivan Amade e 18 outras pessoas.
3 de Junho de 2014 · Maputo, Moçambique · 

Marcelo Mosse escreve no mediaFAX de hoje, Terça-feira, 03.06.14 *Nº5565:

"Governo já recusa conselhos do FMI"

(Maputo) Pela primeira vez em muitos anos de relacionamento com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Governo parece estar predisposto a rejeitar algumas das receitas do Fundo e dos doadores sobre a gestão macroeconómica e transparência em Moçambique. Trata-se de uma nova
forma de reagir, que parece só ser possível agora que o executivo está a encaixar receitas extraordinárias provenientes da tributação de mais valias sobre ganhos de capital das indústria extractivas."


Neo-soberanistas e Auto-Estimistas, pronunciem-se!

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63Schauque Spirou, Dércio Tsandzana e 61 outras pessoas
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Comentários


Elísio L Leonardo "Paginas de Jornal
Noticias de Riqueza nacional
temos carvao, temos petroleo, temos gas natural!" - Edson da Luz

Esta tudo dito

3 de Junho de 2014 às 13:06 · Gosto · 3


Nadia Issufo Isso faz-me lembrar Angola um pouco antes da crise financeira internacional, também recusou ajuda de Bretton Woods. Mas depois, claro, voltou atras. E também me faz lembrar os adolescentes que querem a independência, mas na hora da "dolorosa" quem arrota são os pais...

3 de Junho de 2014 às 13:07 · Gosto · 7


Nelson Livingston "temos carvao, temos petroleo, temos gas natural!" Mbora lá mandar passear malta FMI!!!!!

3 de Junho de 2014 às 13:09 · Gosto · 2


Lorena Massarongo O que nos "trama" é este maldito sense of belonging que nos impõe a falsa necessidade de um tutor!
Maturidade implica escolhas, responsabilidade sobre elas e suas consequências.

3 de Junho de 2014 às 13:14 · Gosto · 4


Milton Machel


3 de Junho de 2014 às 13:19 · Gosto · 4


Júlio Mutisse Milton Machel, pergunto: devia o governo aceitar sempre, mesmo quando os conselhos vão a contra mão do que esse mesmo governo acredita ser o caminho? Pergunto, deve ser o fmi a determinar o caminho ou nós? É errado ter um governo que no debate com o fmi assuma essa postura? Eu acho que não, desde que esteja claro o outro caminho que se pretende percorrer e, demonstradamente, seja viável.

3 de Junho de 2014 às 13:41 · Gosto · 6


Milton Machel


3 de Junho de 2014 às 13:54 · Gosto · 4


Keli Amarai Desde qdo FMI é conselheiro credível para o Sul? "Shock Doctrine" de Naomi Klein é um bom espelho da FMI

3 de Junho de 2014 às 13:59 · Gosto · 1


Jose Alexandre Faia CUSPIR NO PRATO QUE LHES DEU DE COMER ...

3 de Junho de 2014 às 14:56 · Gosto · 1


Milton Machel tomada de posiçao: eu até me orgulho do meu Governo, defendo essa SOBERANIA ECONÓMICA, que nao tivemos no tempo em que Carlos Cardoso e Kekoobad Patel quase se eram "cavaleiros do apocalipse" a lutarem contra OS FLAGELO DOS VENTOS DO OESTE. Todos sabe...Ver mais

3 de Junho de 2014 às 15:23 · Gosto · 7


Amosse Macamo Milton, eu, carrego a triste sina do meu pai: aversão as “ajudas”e tudo que elas representam. 
Queria-lhe chamar porém atenção em relação a um ponto que pode estar-te a escapar: podemos e com clareza hoje, estudar o tipo de ajuda que o FMI sempre nos d...Ver mais

3 de Junho de 2014 às 15:32 · Gosto · 8


Ivan Amade Caros, capacidade financeira e intelectual de um indivíduo ou governo é uma vantagem em negociação, e na definição de prioridades e caminhos a seguir-se. Me parece ser o caso, e não vejo mal nisso.

3 de Junho de 2014 às 15:41 · Gosto · 4


Júlio Mutisse Me parece que a sugestão ao debate aqui era a de julgarmos o Governo por essa tomada de posição! O Milton, por exemplo, parece que tem aversão a ajuda chinesa, desconfia dela, mas não usa esse senso crítico para indagar porque o Governo tomou as opções que tomou mesmo tendo a base comparativa sugerida pelo Amosse Macamo e a ossatura intelectual que lhe reconheço. Me parece que estava a espera de palmas ou pedradas a opção tomada. Eu só quero que o meu Governo tenha e esteja a escolher com bases e bases bem sustentadas as opções que está a tomar a bem do nosso desafogo... apenas isso. Se a escolha for FMI que não seja pelos bons olhos da senhora que o dirige (cuja beleza e bom gosto, enquanto mulher, questiono) e se for a China, que não seja só pelos estádios ou Yutongs que nos oferecem, seja apenas pela sustentabilidade dessa opção e vantagens comparativas em relação a outra opção.

3 de Junho de 2014 às 15:55 · Gosto · 11


Amosse Macamo pois Julio, pois.

3 de Junho de 2014 às 15:59 · Gosto


Júlio Mutisse Lucio Langa não há gás nenhum ainda. Moçambique ainda tem um longo caminho a percorrer até mamar mola do carvão ou do gás a sério. Neste momento são só migalhas meu irmão! As descobertas anunciadas não são reflexo imediato de receitas milionárias para o Estado. É um processo e o FMI sabe disso. Não sejamos bonecos neste processo, vamos lá usar nossa capacidade intelectual para aferir tudo isso e discutirmos o que eles nos oferecem com conhecimento de causa.
Voltando ao assunto meu irmão, o Governo não é obrigado a aceitar as recomendações do FMI ou de qualquer outro. O que devemos OBRIGAR o governo a fazer é a fazer escolhas acertadas e a explicar nos essas escolhas ... explicar e nos entendermos. Só isso. Milton Machel sabe disso.

3 de Junho de 2014 às 16:44 · Gosto · 2


Milton Machel Por acaso, Júlio Mutisse e Amosse Macamo, a matéria deMarcelo Mosse (mais uma liçao de como se faz jornalismo económico, dirigida ás auto-promovidas novas estrelas do jornalismo em Moçambique) até fala mais da preocupaçao do próprio FMI em relaçao ao endividamento ao próprio PAPAO OCIDENTAL: a dívida pelo suculento negócio EMATUM. E fala também do endividamento aos irmaos Brazucas, por conta do meu METRO-Sonho. Os brazucas, lembre-se sao o país da VALE e da Odebrecht. Ou seja, SAO DÍVIDAS COM JUROS DE MUITAS DÚVIDAS quanto a racionalidade e razoabilidade económica de sua opçao. Se bem se lembram, no tempo da Ajuda de Emergencia, do assistencialismo, da desminagem, das calamidades naturais Moçambique foi praticamente um PAÍS das ONGS ocidentais, as quais faziam acordos claros de nao violaçao do território de um e de outro. Este país já foi retalhado e inclusive com bandeiras colocadas por ONGs Americanas por um lado, ONGs bitanicas por outro e um espaçozito ficava para a Cruz Vermelha e ONGs nacionais. No futuro, tempo da prosperidade extractiva, havemos de ver territórios prenhes de riquezas nacionais a serem colonizados pelas potencias do secto extractivo, muitas delas ocidentais; enquanto no país das grandes construçoes estará a mandar a China, com a Índia a tomar o lugar de vice-campeao. Sempre ficarao alguns peanuts, digo, algumas MANDOINHAS para a Nomenklatura e seu conglomerado de holdings...mas e para o POVO o que sobrará? em que políticas públicas tudo isso redundará, para a PROSPERIDADE DO POVO MARAVILHOSO? Tenho muita pena dos vivos da geraçao dos filhos dos nossos filhos, Amosse e Muthisse. Eles correm o risco de CARREGAREM O PEDREGULHO DE SÍSIFO, se nao fizermos aquilo que o vosso Camarada e nosso Quadro Tomaz Salomao alertou ano passado nas Jornadas Científicas do Banco de Moçambique e reiterou este ano na Oraçao de Sapiencia de abertura do ano académico da Universidade Politécnica este ano. Meus manos Jorge Matine e Kudumba Root, SOCORRO, por que será que me lembrei de um dito ouvido na neocolonial RTP-África da minha adolescencia, no meu preferido ACONTECE: "HAVEMOS DE CHORAR OS MORTOS SE OS VIVOS NAO O MERECEREM"?

3 de Junho de 2014 às 16:49 · Gosto · 2


Eduardo Paulo Sengo Sinceramente, os elementos que Marcelo Mosse apresenta como prova de o Governo está rejeitar os conselhos do FMI, pra mim não Sao novos. Por ai dizia que o Governo vêm desrepeitando algumas regras/aconselhamento do FMI. 1. Sobre regras fiscais: varias vezes o FMI aconselhou ao Governo a criaçao de um fundo soberano. Inclusive, na Missao do FMI de 2012 deram uma formação aos quadros das Financas, MPD e Banco Central (participei como estão Economista do MF). A ideia de regras fiscais é nova versão, depois de ter sido rejeitado o primeiro aconselhamento; 2. Sobre o rácio salario/PIB: de facto, o FMI defende que este rácio de esse estar a 11%. Varias vezes recordo-me do puxão de orelha da Missao do FMI por estarmos sempre a extravasar. Inclusive, o FMI defendia que se evitasse a constelação de subsidios, passando a integrar o salario ou eliminados. Mais uma vez, o Governo não o fez, embora não rejeitasse; 3. Sobre contratos de PPP, Projectos de Grande Dimensao e Concessões Empresariais: existe um departamento na Direcção de Estudos e Analise Economica do MF chamado Departamento de PPP e Mega-projectos. Aqui, o FMI defendeu/aconselhou que este depto se tornasse num orgao autonomo para analisar as PPP e contratos de grandes projectos com alguma independencia, o Governo ate hoje nada fez pra isso. Portanto, é assunto com barba branca!

3 de Junho de 2014 às 16:57 · Gosto · 2


Júlio Mutisse O que questionas acima o que deve significar em termos das escolhas que o Governo deve fazer em termos de disponibilidade de opções de ajuda? O que dizes pode até ser preocupante mas, neste momento o Governo deve tomar posições claras. Qual?
Sabes o que me preocupa Milton Machel? É o espaço que dedicamos a pensar o que devemos fazer para prescindir de qualquer papão, seja ele chinês ou ocidental. Esse mecanismo é o trabalho de todos nós. Trabalho árduo como a China fez para ser o que é hoje. Estamos a discutir qual agiota e não como nos livrar deles. Trabalhemos mais, vocês profissionais da mídia digam a nossa ministra para tomar a sério o discurso do chefe dela e pôr as pessoas a trabalharem não a procurar emprego onde se tornam improdutivas apesar de pagas. F... se o FMI a melhor opção é Moçambique e a capacidade dos moçambicanos.

3 de Junho de 2014 às 16:57 · Gosto · 5


Milton Machel Júlio Mutisse, enfiaste um DAGGER no amago do meu umbigo e "alançaste" uma AZAGAIA no fundo do meu coraçao. Tu falas com alma de um progressita, com espírito de um revolucionário e com a mente de um verdadeiro patriota. Já disse uma vez e repito, tu és dos poucos mas poucos mesmo jovens frelimistas sensatos que conheço (sem exclusao de partes). Hoje digo de outro modo: EU TE AMO, Júlio Mutisse. Se me permite, professor Elisio Macamo

3 de Junho de 2014 às 17:08 · Gosto · 3


Júlio Mutisse Milton Machel se esse amor significa concordar com meu apelo ao arregaçar de mangas... obrigado. Este país não vai desenvolver pela ajuda de outros, desenvolverá pelo nosso trabalho... mesmo que nos matemos a discutir quais os melhores China ou FMI, estamos a adiar o melhor debate: qual o nosso auxílio ao desenvolvimento do país.
PS: mais do que a algumas pessoas que possam estar ligadas a classe dirigente, há mais gente a enriquecer... o que devemos discutir é como fazer mais gente chegar lá... 
PS2: Nunca associe o que penso ao facto de ser membro da FRELIMO, ou qualquer outra organização. Sou, antes, cidadão. Sou mais útil ao meu partido assim, nessa qualidade, sem me desfazer da minha qualidade de cidadão.

3 de Junho de 2014 às 17:20 · Editado · Gosto · 5


Circle Langa ATITUDE... Finalmente alguém beliscou o cérebro e captou o ÂMAGO DA "TEORIA DA DEPENDÊNCIA". No mínimo, alguém percebeu que estamos nas estatísticas da contínua reprodução do subdesenvolvimento na periferia do capitalismo mundial.

PS: Apenas pelo despertar, CONGRATULAÇÕES.


3 de Junho de 2014 às 17:19 · Gosto · 3


Júlio Mutisse Ya... Circle Langa estás certo nesta imagem devemos nos preocupar! Seja a China ou FMI nos olham assim! Mudemos o cenário, sendo nós os maiores contribuintes da ajuda ao país. Isso custa, um dos custos é pagar o que devemos pagar

3 de Junho de 2014 às 17:26 · Gosto · 1


Manuel J. P. Sumbana Quando um banco empresta dinheiro é ajuda?

3 de Junho de 2014 às 17:33 · Gosto · 5


Gito Katawala Brothers, eu li a peca do Marcelo Mosse e estou a acompanhar as contribuicoes aqui, acho que estao muitos a gritar fogo e outros a pedirem calma. Na minha opiniao o Governo nao fez nada de extraordinario, alias, fez o que olhe compete. Para alguns eh surpresa porque esse Governo habituou-nos a nao mostrar que questionava e segundo a revelacao mais recente, o Governo eh que nao sabia lidar com o FMI, e foi assim por muitos e longos anos.Qualquer um com certeza de que tem recursos (cartas na manga) teria a mania de importante, agora se a grunhice vira ao de cima, ai eh que vamos julgar.

Agora quanto ao desafio lancado Milton, usando os meios e a experiencia que tens, acho que es bem capaz de desenhar um quadro onde por um lado esta o timeline e a progressao do FMI desde 1986 e por outro lado tens a China e o seu desmedido apetite em conquistar a Africa. Ha dias perguntei se alguem conhecia Hao Shengli. Pelos vistos ninguem faz ideia, mas Hao Sheng li eh um dos mercadores que veio da China e trouxe os filhos adolescentes e quer ve-los a terem relacoes com mulheres mocambicanas para terem a nacionalidade mocambicana por via do casamento. So um exemplo.

3 de Junho de 2014 às 17:34 · Gosto · 1


Milton Machel Jay Pee, desde quando és filósofo e jornalista, quem te deu autorizaçao para fazeres essas perguntas retóricas, heinh!? Nao achas que já nao tens idade pra ser rebelde, einh!?

3 de Junho de 2014 às 17:36 · Gosto · 1


Domingos Machava e pa a China esta nos enlouquecer

3 de Junho de 2014 às 17:39 · Gosto


Elsa Do Rego No great fear is worse then its own fear .... as empresas extractivas terao outro panel de dirigentes mais espirtos q terao q impor novas leis de extracao mineral de modo q qdo daqui uns nove anos tda a empresa q queira continuar a lucrar c a extracao ira ter influencia na promulgacao do cancelamento da divida ou senao q pagar a huge levy for the extracao ... so there is no burden left for the mz people to pay " a divida" -

3 de Junho de 2014 às 17:39 · Gosto


Elisio Macamo ama o gajo, Milton Machel, permissão dada. se houver justiça no mundo esse matxangana vai ser meu ministro para as (in)tolerâncias de vírgulas e tudo o mais que nos impede de arregaçar as mangas. a primeira medida vai ser não postar durante as horas normais de expediente... e ele tem que dar o exemplo! quanto ao assunto em discussão. desde os primeiros minutos do governo de guebuza ficou evidente que ele não tinha muita paciência com esse pessoal. a expectativa de rendimentos provenientes de recursos deu a moçambique mais opções e melhor posição negocial. isso é bom. quem não se lembra do representante do fmi que teve que engolir as suas palavras aquando da greve dos médicos? acho isso bom. o Manuel J. P. Sumbana que me desculpe, mas em minha opinião - portanto, sem dados de nenhuma espécie - um dos problemas dessas duas instituições é de que não são necessariamente dirigidas por empresários ou banqueiros de sucesso. são poucos lá com experiência empresarial. há muito político por lá que ao chegar a washington esquece que o que faz a economia é a política, nunca o que vem nos manuais de economia. as economias de sucesso ao longo da história - incluíndo as ocidentais - devem o seu sucesso em grande parte a decisões que teriam arrepiado muitos economistas sensatos. é a mesma falácia ecológica que afecta o auxílio ao desenvolvimento. como a suíça ou a alemanha são países desenvolvidos pensa-se que todo o suíço e todo o alemão leva consigo o gene do desenvolvimento...

3 de Junho de 2014 às 17:39 · Gosto · 2


Milton Machel obrigado, professor, pela permissao dada e por mais esta faca afiada na jugular: "como a suíça ou a alemanha são países desenvolvidos pensa-se que todo o suíço e todo o alemão leva consigo o gene do desenvolvimento..."

3 de Junho de 2014 às 17:42 · Gosto · 3


Circle Langa Essa revelação recente de que o "Governo não sabia lidar com o FMI", honestamente para mim, é lacunosa. Se olharmos para o contexto histórico da adesão, percebe-se claramente que Machel esteve em situação de "saia justa". Sua relutância, por si só, já denunciava que ele tinha consciência plena do que são os BRETTON WOODS, embora posteriormente, 1984, tenha se "rendido" à eles...

Tendo em conta que estávamos entre "a espada e a parede", a questão central, no meu prisma, não é a adesão como tal. É uma espécie de "amnésia" e "miopia" sobre aquilo que era o nosso objectivo no âmbito dessa adesão. Estranhamente, tínhamos maior controlo nesta relação antes que hoje...

3 de Junho de 2014 às 18:02 · Gosto · 2


Manuel J. P. Sumbana Elisio Macamo, os paises sáo soberanos e eles é que escolhem para ir a cama. É claro que o FMI nunca se mostrou aberto a financiar ou assistir um governo com um projecto Marxista-Leninista. E como a própria Lagarde disse, náo é o FMI que se aproxima dos países mas sim o contrário.
Os outros países/parceiror também impôem condiçöes, como boa-governaçâo, transparéncia, afinidade idelôgica ou qualquer outra coisa.
Eu náo tenho dados concretos sobre que condicionalismos é que sâo impostos pela China. Nunca vi um contrato de credito empréstimo ou subvençâo da China. O que sei é o que é veiculado na imprensa. E como esses empréstimos serâo pagos com os meus impostos eu deveria saber, mas os glutôes dorminhocos da AR nâo parecem preocupados com isso.
Mas de facto a China tem mà fama. Diz-se que a coberto de náo-ingeréncia nos assuntos internos dos seus parceiros, faz vista grossa å má (ou boa) governaçâo, à falta de transparéncia, å exploraçâo náo sustentàvel dos recursos naturais, à agressâo ao ambiente, etc. E como ela nâo parece negar, assumo que é verdade.
Eu conheco os condicionalismos do FMI e posso comparà-los com os dos ouros países. Mas náo com a China.
Por exemplo no negòcio da digitalizaçâo dei a minha opiniáo e defendi a posiçáo governo (de envolver a StarTimes) na medida em que a China é que foi o financiador seleccionado. Mas ninguém me disse, nem ouvi os nossos 'ilustres' sonolentos questionar se este business náo era elegivel a ser financiado por exemplo pelo WB como projecto de desenvolvimento em condiçòes mais favoràveis, jà que esta é uma 'emergéncia criada pela ITU, que à semelhança do Banco Mundial é umaagência das Naçòes Unidas.

3 de Junho de 2014 às 19:33 · Gosto · 3


Fernando Costa Não existe nenhuma cadeira na Universidade que ensine a matéria que se aprende num post destes e nos comentários. .. Parabens ilustres patriotas...

3 de Junho de 2014 às 19:41 · Gosto · 5


Milton Machel Eu, digo, nós, é que agradecemos por tamanho reconhecimento, FC.

3 de Junho de 2014 às 19:48 · Gosto · 1


Elisio Macamo Manuel, os países são soberanos... até certo ponto. ao que parece, moçambique, devido aos recursos, tem mais possibilidades de ficar soberano. mas esse jogo eu aceito. o fmi não se aproxima de ninguém, claro. mas se machel levou moçambique ao fmi não foi porque queria. foi porque só nessas condições é que poderia negociar o reescalonamento das dívidas do país. até houve momentos que mesmo a ajuda humanitária foi condicionada a isso... nos anos oitenta. mas esse jogo também aceito. só que fico contente por saber que temos opções. não são inocentes. mas se as tivermos tanto melhor.

3 de Junho de 2014 às 19:57 · Gosto · 3


Manuel J. P. Sumbana Concordo, Elísio. Sò que como muitos países, somos peritos em ir ao FMI quando jà estamos à beira da morte. E nâo é por sermos moçambicanos. Os 'teus' civiliizados vizinhos PIGS também fizeram o mesmo. E os choros do nosso colonizador foram bem audiveis.

3 de Junho de 2014 às 20:06 · Gosto · 5


Gito Katawala Government rejects IMF advice
on windfall gains, salaries
Also published Thursday is the government's "Letter of Intent" - the government policy statement
as negotiated with the IMF. The letter and PSI report make clear that government has rejected IMF
advice on two issues:
! The IMF wants Mozambique to establish an explicit budget rule on the use of "windfall" revenue,
such as capital gains taxes on sales of shares in gas companies. Mozambique explicitly rejects this,
and says this is an issue to be left for the new government after the election; it only agrees the
money should not be used to "finance recurrent spending increases".
! The government wage bill this year will be 11% of GDP, which the IMF says is too high.
Government says no. This has been an important bone of contention, because most of the wage
bill is for teachers and health workers. Government also points out that part of the increase is due
to election-related hiring agreed with Renamo.
But government has agreed to treat Ematum as one of 15 "fully-owned state-owned enterprises
created with social objectives". These companies submit plans, budgets and accounts to the
Ministry of Finance. Government will include $500 mn of Ematum bonds as governmentMOZAMBIQUE
258 - Mozambique news reports & clippings – 31 May 2014 - 3
guaranteed debt. It notes that there are also 156 fully or partially owned "public corporations,"
which are supervised by IGEPE (Instituto de Gestão das Participações do Estado).
The Letter of Intent also sets out more explicitly than before several government policies and
plans:
! "Priority spending", mainly social and anti-poverty spending, are two-thirds of the budget, but fell
below that in 2013 because budget support donors again withheld money - $87 mn in late 2013.
And this year (2014) priority spending will fall to 58% of the budget, due to extra spending on
elections and on the military (notably the patrol boats bought on the Ematum loan).
! There are two previously unplanned expenditures for this year, $35 mn for extra election
spending and $25 mn "to complete investment projects that lost foreign support in 2013", meaning
Millennium Challenge projects not completed on time.
! Subsidies in 2014 will be 0.2% of GDP for fuel, and 0.1% of GDP for wheat flour for bread,
public transport, and a school feeding programme.
! Of the huge backlog of VAT rebates, going back to 2012 and earlier, $100 mn will be repaid this
year, with the money taken from capital gains tax payments.

Three IMF documents were released Thursday and Friday:
! IMF Country Report No. 14/148: Second review under the policy support instrument (PSI); staff
report, etc: http://www.imf.org/external/pubs/ft/scr/2014/cr14148.pdf
! IMF Country Report No. 14/147: Poverty reduction strategy paper (PRSP) - progress report:
http://www.imf.org/external/pubs/ft/scr/2014/cr14147.pdf
! Letter of Intent, Memorandum of policies, etc:
http://www.imf.org/External/NP/LOI/2014/MOZ/042314.pdf
========Ver Tradução

3 de Junho de 2014 às 20:58 · Gosto · 2


Elisio Macamo Manuel, não é uma questão de sermos peritos nisso. as circunstâncias em que moçambique se dirigiu ao fmi foram muito específicas e provavelmente diferentes das de muitos outros países africanos. o país tentou um modelo de desenvolvimento económico que por circunstâncias de vária ordem não funcionou. pelo que alguns estudiosos da matéria dizem a estrutura económica do país não estava assim tão mal. havia uma certa base para aquela euforia que levou o governo a declarar a década de oitenta como a década da luta contra o subdesenvolvimento. uma das coisas que tornou a viragem para o fmi particularmente tóxica foi o facto de ela ter "corrigido" essa outra opção. e talvez o facto de que o nosso governo continuou a pensar na economia e no papel do estado nos mesmos moldes antigos. creio que guebuza foi o primeiro a reconhecer que os termos do jogo tinham mudado completamente. os meus "vizinhos" também não foram por vontade própria ao fmi. também foi uma imposição.

4 de Junho de 2014 às 8:39 · Gosto · 1


Dino Foi "...cuja beleza e bom gosto, quanto mulher, questiono". Bwakakaka, ha gajos maus! Eu tinha medo de levar com pedras la no meu mural. Kikikiki, obrigado pela coragem, Júlio Mutisse.
Sobre o assunto, ainda estou a beber sabedoria aqui neste mural.

4 de Junho de 2014 às 8:49 · Gosto · 1


Amilcar Frederico Pereira Sobre a relacao entre o FMI e os governos, e ainda sobre as receitas para uma governacao economica eficaz, tive um professor que disse o seguinte: Ha dois tipos de economistas: os "cut cut" e os "spend spend", quando se esta em crise economica como e o caso actual estao na moda os "cut cut", a unica receita milagrosa que conhece e cortar nas despesas etc... quando passa a crise e preciso estimular o investimento voltam a moda os "spend spend" criam-se fundos e programas para tudo com vista a estimular a economia, fundo de promocao de emprego, fundo de promocao de investimentos, etc. Na sua tese o meu professor fala de ciclo economicos de longa duracao como uma tendencia na economia, de flutuacoes entre crises e eras de prosperidade. Os cut cute os spend spend tendem a ver e econtrar solucoes para curto prazo no horizonte de 3 a 5 anos (isso é uma contigencia politica, os mandatos de muitos governos tem que renovar nesse tempo), exemplo veja a uniao europeia a celebrar que pais x e y saiu da recessacao, ou seja cortou cortou as despesas e esta mais responsavel, para tal teve que ir ao FMI,... para nao alongar muito, resumindo: no momento o nosso governo acha que tem algum musculo para se impor e decidir o rumo a dar a economia, nao se acha muito condicionado pelo FMI. Pessoalmente acho isso positivo, mesmo que consciente de que estou a dizer algo que pode parecer com um posicionamento ideologico, tambem estou condicionado pelo meu percurso academico, sempre e por todas escolas que passei fui formatado a pensar que o FMI e Banco Mundial nao sao uma boa coisa (dito de forma simples). Ate que comecei a suspeitar dessas certezas e dessa formatacao, e me fiz a pergunta, porque que uma coisa tao ma e negativa tem uma grande influencia nos destinos de muitas nacoes. Procurei a bem dizer fazer um exercicio mental para sair da caixa negra (FMI e Banco Mundial nao presta), praticar um pouco de pensamento lateral e nesse esforco tenho com resultado mais perguntas e reconheco mais complexidade nos problemas. Mas dizer, se o nosso governo dispensando o FMI for capaz de assegurar uma gestao economica aceitavel isso devemos ver como um aspecto positivo. O FMI e o Banco Mundial tem uma funcao importante que é acompanhar a evolucao economica dos paises e em casos de problemas intervir, normalmente os Estados quando recorrem ao FMI e porque esgotaram por si so a sua capacidade de resposta ao problema com que se confrontam. Podemos dispensar hoje o FMI mas nao sabemos nem podemos prever quando poderemos voltar a recorrer ao FMI. O nosso pais e conhecido nao literatura academica sobre ajuda como um caso de imposicao extrema de condicionalidades de politicas para acedermos a ajuda, que levou a uma situacao de extremo envolvimento dos doadores na definicao de opcoes a seguir pelo pais, tornando os juntamente com o nosso governo responsaveis pelos fracassos (o exemplo do caju largamente citado e, Mc) e sucessos dessas medidas. Por esses motivos hoje se fala em colocar os governos no lugar do motorista e nao os doadores. Mas o assunto releva-se profundamente complexo. Apenas quis me associar com algumas notas reflexivas sobre o assunto!

4 de Junho de 2014 às 12:07 · Gosto · 5


Vasco Ernesto Muando O pais esta endividado ate ao pescoço e nada mais de aceitar empréstimos. Moz não pode mais contrair dividas se não vamos a venda...

4 de Junho de 2014 às 15:24 · Gosto · 2


Helmano Nhatitima Nos não temos que aceitar tudo que o ocidente nos dita..

4 de Junho de 2014 às 22:36 · Gosto · 1


Fernando Costa Tão importante como necessário reler este post e os comentários!

Ontem às 8:45 · Gosto · 7


Custódio João Sabonete Concordan consigo Fernando, actualíssimo este post, mas acho que alguns argumentos nele esgrimir os poderão ser alterados.

Ontem às 8:59 · Gosto


Fernando Costa Com um ano de distância e os piores cenários confirmados, todos sabemos tudo! O que não sei, é se todos aprendemos tudo!

Ontem às 9:04 · Gosto · 1


Chande Puna Ainda há muito por se beber deste post e seus comentários.

Ontem às 9:11 · Gosto · 4


Ariel Sonto Lendo comentarios. Interessante.

23 h · Gosto


David Nhassengo Interessante

22 h · Gosto


Anacleto Machava Soberania, soberania swa mbangui ni massiguari n'tsén!

22 h · Gosto · 3


Rafael Ricardo Dias Machalela Alguns estao arrependidos pelos comentários que teceram... Eish

20 h · Gosto · 1


Rafael Ricardo Dias Machalela Mário Xavier take your timeVer Tradução

20 h · Gosto


Abu Casanova Mahmud


20 h · Gosto


PC SocScholar Interesting!Ver Tradução

19 h · Gosto


Gito Katawala Oh oh!!!!

17 h · Gosto


Eugenio Chimbutane Na verdade essa recusa não começou hoje. O única novidade aqui está no facto dessa recusa ser directa. Quando entramos no mundo oculto lá para 2012 (pelo menos até aonde foi cavado até hoje) já estávamos a recusar de forma oculta (óbvio) esses conselhos do FMI. Como resultado, a economia está onde está hoje. Agora só resta saber se a recusa directa e frontal (a luz do dia) vai contribuir para nos levar ainda mais para fundo do poço ou para nos tirar de lá ... Time alone, oh, time will tell ... Quando volto para escritos de muitos jovens datados de 2005 a 2010 por exemplo, muitos disponíveis on-line, principalmente nos blogs e outras plataformas de opinião, me convenço cada vez mais que este país tem profetas ...

12 h · Gosto


Amilcar Frederico Pereira O FMI nem sempre esta certo no que diz tal como qualquer um de nos, dai que tambem possam ocorrer situacoes em que seus conselhos nao sejam acatados pelos alunos, independentemente do que nos achamos desse aluno!!!

11 h · Gosto


Eugenio Chimbutane Para o mim a questão nem é acatar conselhos do FMI. O mais grave é ignorar conselhos de acadêmicos e outros cidadãos moçambicanos de boa vontade, que a sua maneira tentam mostrar caminhos para a paz e desenvolvimento do país. Por exemplo, alguém já sentou para ler com a devida seriedade as publicações do IESE?

11 h · Gosto · 3


Dino Foi O FMI fica no canto dele basta você não chateia-lo.
Você não pode querer ser membro de um clube e não seguir as regras.

11 h · Gosto · 3


Jaime Guambe Pois, Dino. O resto è conversa para o boi dormir!

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