quinta-feira, 30 de junho de 2016

Falácias e mais falácias dos moçambicanos-contras e seus "parceiros"

Falácias e mais falácias dos moçambicanos-contras e seus "parceiros"

Fala-se que Samora Machel foi um dirigente imaculado de Moçambique. Não é verdade! Quando Samora Machel morreu estava visivelmente isolado da maioria dos seus camaradas.
Fala-se que Samora Machel era pela igualdade entre os Homens. Não é verdade! Samora Machel falava de igualdade, mas entendia-se que ele era contra o enriquecimento do moçambicano negro, o que configurava uma forma de discriminação racial, contra a qual tinha sido a luta levada a cabo pela Frelimo contra o regime colonial português. Samora Machel não percebia que a igualdade é inimiga da liberdade, outra causa pela qual a Frelimo lutou contra o regime colonial português.
Fala-se que Samora Machel era contra o capitalismo. Não é verdade! Samora Machel era contra a exploração do Homem pelo Homem, mas no sentido de Homem negro explorar outro Homem negro. Mas ele fazia-se rodear de Homens de cabelo liso e pele não negra, o que configurava uma forma de discriminação racial. Ninguém fala disto de forma aberta, mas é uma verdade que os contemporâneos de Samora Machel conhecem.
Fala-se que Joaquim Chissano é obreiro da paz. Não é verdade! Joaquim Chissano andou a perguntar em comícios se o Governo de Moçambique—que ele dirigia—devia ou não conversar com os bandidos armados. A resposta do povo era um peremptório "não". Mesmo assim, o Joaquim Chissano ouviu aqueles que diziam que o caminho para paz era o diálogo com a Renamo. Ele então formou a comissão governamental que negociou o Acordo Geral da Paz (AGP) com a Renamo. Finalmente, o AGP foi assinado por ele (Joaquim Chissano) e Afonso Dhlakama. Mas Moçambique só nunca viveu uma paz efectiva, porque a Renamo violou o AGP ao não desarmar completamente o seu braço armado, passando a acusar o Governo (liderado por Joaquim Chissano) por esse incumprimento. Até hoje, a Renamo continua a criar problemas com armas que não foram entregues como previsto no AGP. Ou seja, o cumprimento do AGP—que é o que deveria garantir paz efectiva aos moçambicanos—foi deficiente. Como consequência disso, Moçambique viveu um período (20 anos) de paz aparente ou falsa, com a Renamo ainda possuindo homens e armas nas matas de Moçambique, prontos para os usar no momento que bem entendesse, qual todos testemunhamos em 2012. Que paz foi aquela? E tendo sido assim, como é que o Joaquim Chissano pode ser chamado obreiro de uma obra que ele "abandonou" inacabada?
Fala-se que Armando Guebuza liderou a Frelimo para benefício próprio e dos seus apoiantes, e que isso originou um clima de descontentamento no sei da Frelimo. Isto também não é verdade. O que é verdade é que no seio da Frelimo houve sempre quem não estivesse contente com alguma coisa. Aconteceu no tempo de Eduardo Mondlane, razão por que ele foi morto; aconteceu no tempo de Samora Machel, razão por que ele morreu isolado dos seus camaradas; aconteceu com Joaquim Chissano, razão porque ele foi forçado, enfim, a deixar a liderança da Frelimo; e idem com Armando Guebuza. E não há nada de errado em que numa organização numerosa qual a Frelimo haja diferenças de opinião. As diferenças de opinião são o motor de mudanças que fazem com que a organização se adapte no tempo e no contexto político. O que verdade também é que Armando Guebuza dirigiu um processo de revitalização da Frelimo, que voltou a aproximar-se do povo, depois que na liderança de Joaquim Chissano a Frelimo se afastou do povo.
Fala-se que também que Armando Guebuza—que dirigiu um Governo cuja tónica era a luta contra a pobreza—liderou uma onda de corrupção generalizada, caracterizada pela corrida desenfreado dos dirigentes do Estado para a acumulação de fortunas pessoais à custa do trabalho do povo. Esta percepção é que gera o ódio que um número crescente de moçambicanos, mormente jovens, destila pelo Armando Guebuza e por aqueles que o celebram como um dirigente visionário, no bom sentido do termo. Porém, não é verdade que Armando Guebuza generalizou a corrupção. O que é verdade é que Armando Guebuza disse aos moçambicanos para que não tivessem medo de serem ricos, contratando com discurso histórico de Samora Machel sobre igualdade. Tenho em mim que esta incitação para a acumulação de riqueza pessoal decorreu do reconhecimento, pelo Armando Guebuza, de que não se pode vencer a pobreza com pessoas que têm medo de serem ricas, pessoas que não estão livres para explorar seu potencial intelectual para gerar riqueza. Armando Guebuza não incitou ninguém a enriquecer ilicitamente, ainda que haja indícios de que ele próprio e alguns membros do seu Governo possam ter usado os seus cargos para influenciar decisões a favor dos seus negócios pessoais ou familiares—o que é condenável, se for provado.
Fala-se que a crise económica e financeira que Moçambique atravessa é consequência de contratação, por "empresas fantasmas", de dívidas comerciais avalizadas de forma oculta pelo Governo liderado por Armando Guebuza. Não é verdade! O que é verdade é o Governo liderado por Armando Guebuza achou por bem potenciar a protecção da costa e das águas marítimas sob jurisdição de Moçambique, criando empresas públicas de direito privado para exercer actividades de vigilância marítima, no interesse do Estado moçambicano e, de forma comercial, prover serviços de protecção e assistência técnica às embarcações que navegam nas águas moçambicanas e igualmente às plataformas de exploração de hidrocarbonetos localizadas offshore, no canal de Moçambique, Oceano Índico. Esta iniciativa do Governo de Moçambique, liderado por Armando Guebuza, foi patriótica, contanto que visou assegurar o reforço da capacidade de defesa da soberania deste país (Moçambique). Quem não vê as coisas nesta vertente, está com défice de sentido de Estado e não para ser levado a sério! O que é verdade também é que a economia moçambicana é basicamente dependente do crédito externo, o que a torna vulnerável a choques externos, mormente quando o dólar norte-americano (a moeda usada no comércio internacional) se fortalece artificialmente, tal como está ocorrendo actualmente.
Fala-se que a Frelimo está a governar Moçambique como se fosse sua empresa privada. Isto também não é verdade! O que é verdade é que a Frelimo tem estado a governar Moçambique aprendendo dos seus próprios. Inicialmente, a Frelimo instituiu em Moçambique um regime socialista, em que se falava muito a favor da «igualdade entre os Homens» e contra a «exploração do Homem pelo Homem». Estes conceitos não foram bem entendidos por alguns moçambicanos, que começaram a construir a ideia de que "igualdade" significa que ninguém deve ser rico, que todos temos que ser iguais, que todos temos que viver o mesmo estilo de vida, exceptos quiçá os dirigentes do Estado, que teriam regalias especiais inerentes à sua função. Esta interpretação da noção de "igualdade" ficou enraizada nas mentes de alguns moçambicanos e está a causar problemas que persistem até hoje (2016). Por exemplo, a criação da Renamo pelo regime minoritário de Ian Smith (da então Rodésia, hoje Zimbabwe) com a colaboração dos antigos proprietários coloniais de empreendimentos económicos em Moçambique, teve como mote a recusa da igualdade entre os Homens e a defesa do direito à liberdade ( = direito à autoderminação individual).
A noção de que tudo é todos—dominante durante o consulado de Samora Machel com Presidente da Frelimo e da primeira República em Moçambique, no lugar de significar igualdade entre os Homens, significou que os são hábeis e dotados tinham que trabalhar para os ineptos e preguiçosos. Isso matou a iniciativa privada e promoveu o parasitismo. Pessoas houve que, por causa de suas posições nas empresas onde trabalhavam, mesmo como padeiros ou empregados de talho, ganhavam melhor a vida do que professores, médicos e engenheiros. Foi um tempo em que os que trabalhavam nas "lojas do povo" eram os comiam do bom e do melhor, açambarcando o pouco que era destinado para todos. Isto é, não é verdade que no tempo de Samora Machel havia justiça. Houve pessoas que foram condenadas à pena de morte por fuzilamento, só por causa de se ter provado que contrabandeavam camarão. Imagine-se: ser morto por vender camarão ilicitamente! O Samora Machel que hoje celebramos qual um grande líder, homem justo, já foi considerado um carniceiro implacável por algumas famílias moçambicanas, no seu tempo. Isto é verdade e a temos que dizer se quisermos ser fiel à nossa História, mas ninguém mais diz esta verdade, quiçá por medo de que dizer esta verdade possa ser considerado um acto de conspiração contra a figura de Samora Machel. Hoje os moçambicanos celebram Samora Machel como se ele tivesse sido um líder imaculado. Isso no mínimo é hipocrisia ou distorção deliberada da nossa História. Samora Machel cometeu muitos erros, alguns dos quais foram seus próprios e outros que lhe foram induzidos pelos seus colaboradores mais directos.
Quando morreu Samora Machel, em consequência de um acidente aéreo que tem tudo para ser considerado orquestrado para o eliminar fisicamente, Joaquim Chissano sucedeu-lhe na direcção dos destinos da Frelimo e de Moçambique. Foi em 1986. O tempo era de guerra, a economia estava quase que totalmente paralisada. Era preciso fazer qualquer que fosse possível para assegurar o funcionamento da economia e minimizar o sofrimento do povo. Foi assim que em 1987 Moçambique entrou no clube do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Grupo Banco Mundial (GBM), as famigeradas instituições que formam o "Sistema de Bretton Woods", adiante também designada SBW ou simplesmente "sistema". O FIM e o GBM aclaram as suas regras, entre as quais: (i) terminar o conflito armado, que opunha o Governo de Moçambique à Renamo, esta que já estava ao serviço do regime do apartheid, depois de ter servido do regime de Ian Smith até à independência do Zimbabwe; (ii) desvalorizar o metical, a moeda nacional de Moçambique, com a qual já nada se podia comprar em Moçambique, porque havia quase nada para vender nos nossos mercados; (iii) liberalizar a economia, que ainda centralizada; (iv) liberalizar a imprensa, que era controlada pelo Estado; (v) permitir que fosse o FMI a controlar as contas públicas de Moçambique, o que enfraquece a defesa da soberania; e (vi) introduzir um regime político de democracia liberal, que se caracteriza pela existência de vários partidos políticos, o que propicia a poluição do ambiente político, mediante a criação de partidos políticos por encomenda externa. Foi com a aceitação destas condições, cujos objectivos reais nunca foram esclarecidos por ninguém aos moçambicanos, que Moçambique "aderiu" ao FMI e ao GBM.
Os dólares que não havia na casa forte do Banco Moçambique para financiar a economia—pois a guerra de desestabilização paralisara quase todas as actividades produtivas ou de rendimento, razão pela qual o país não tinha o que vender no mercado externo para captar divisas—dizer, os dólares que não tínhamos começaram a chegar, via FMI e GBM. Estávamos, assim, a iniciar um ciclo de endividamento externo que nos levou a estar entre os países pobres mais endividados do mundo, sem capacidade para pagar as suas dívidas. Foi assim que entramos para a lista HIPC (Heavily Indebted Poor Countries). No seu primeiro mandato, como Presidente da República de Moçambique, eleito por sufrágio universal, à moda imposta pelo FMI e GBM, Joaquim Chissano teve que aceitar a "proposta" de colocar a compatriota Luísa Digo (LD)—que entretanto já era funcionária do Sistema de Bretton Wodds em Moçambique—como Ministra das Finanças; no seu segundo mandato, Joaquim Chissano teve mesmo que colocar a LD como Primeira-Ministra (PM), para o agrado do FMI e do GBM. [Agora já sabes porquê que a mana LD é bem querida pelo SBW: é que ela provou que sabe gerir bem os interesses do SWB em Moçambique, por isso confiam nela; e veja que se trata de ter ela ter provado que sabe gerir bem os interesses daquele sistema em Moçambique e não o contrário!] Já como PM, LD tomou «chás de madrugada» a trabalhar para tirar Moçambique da lista HIPC, sem comprometer os interesses do SBW neste país. [Agora até é aparente que o SBW quer ver a mana LD a tomar o controlo da Frelimo e de Moçambique. Caso para se dizer que a empreitada é gigantesca, mas muito bem pensada e desenhada ao mínimo detalhe! Mas disto ninguém te fala. Sabes porquê? Porque pensam que tu és intelectualmente inepto para entenderes as verdadeiras intenções do SBW. E pode até ser que a própria mana LD não esteja a entender como aquele sistema tem usado a ela para um fim não confesso, mas definitivamente não benéfico para Moçambique! (…)].
Fala-se, pois, por aí que a mana LD seria melhor no lugar ora ocupado por Filipe Nyusi, sucedendo a Armando Guebuza. Mas ninguém fala por aí que tudo está a ser maquinado pelo SBW, desde há mais de duas décadas, para que se a Renamo—uma organização terrorista que Joaquim Chissano foi "forçado" a legalizar como um partido político em Moçambique—não for capaz de fazer o que aquele sistema quer ver feito em Moçambique, como aliás já está provado que a Renamo não é capaz de tamanha façanha, então a solução será o SBW tomar o controlo da Frelimo e de Moçambique, usando para tal a mana LD como ponta de lança. Maquiavélico o plano, então não?!
Fala-se por aí que a Renamo e o Afonso Dhlakama são representantes da maioria do povo moçambicano. Não é verdade! O que é verdade é que os que criaram a Renamo sabem muito que esta organização terrorista dificilmente pode converter-se num partido político genuíno com a liderança que tem. É por isso que foi preciso o SBW "patrocinar" a criação do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) como alternativa rápida à Renamo, caso seja impossível tomar conta da Frelimo a partir de dentro de si mesma. O objectivo não confesso de toda esta engenharia política, numa empreitada com quase a idade da independência de Moçambique, é colocar no poder neste país um regime que facilite os negócios das transnacionais (amiúde também chamadas multinacionais) que comandam a política doméstica e externa dos países quotistas-maioritários do SBW ( = FMI & GBM), em detrimento do pobre e pacato povo moçambicano.
Fala-se por aí que os militantes seniores da Frelimo, veteranos da luta pela independência em todas as frentes, abusam do poder soberano do povo moçambicano, e que estão a acumular riqueza para si e suas famílias de forma fraudulenta ou ilícita. Esta percepção tem a sua razão de ser, porque é um facto inequívoco que há problemas muito sérios de comunicação entre os governantes e os governados, problemas esses que geram a suspeição de que os governantes estão a batotar os governados. O que é verdade, porém, é que a falta de comunicação entre os governantes e os governados é um problema cultural africano, que tem raízes na estrutura tradicional dos governos das nações da África negra anteriores à colonização do continente pelas potências europeias. Atesta isto o facto de que mesmo nas nossas famílias (refiro-me às famílias negras) a cultura de prestação de contas entre os cônjuges é pobre ou ausente, mormente do marido para a mulher. Não são poucas as vezes que uma mulher pensa que o seu marido "tem muito dinheiro escondido por ai", quando na verdade não tem nada, está muito endividado e é insolvente. Este problema de falta de cultura de prestação de contas eleva-se do nível micro (da esfera familiar) para o nível macro (da esfera governamental). Eu não estou aqui para defender que assim seja. Longe disso. Estou é a querer dizer que não é tão verdade assim que quando os governantes não comunicam com os governados sobre os actos de governação é porque estão a roubar para enriquecer sozinhos em detrimento dos governados.
No caso de Moçambique, até não corresponde à verdade o discurso de que há uma distribuição desigual da riqueza nacional, pois este país ainda nem se quer tem riqueza para distribuir pelos seus cidadãos. O que é verdade é que Moçambique têm vastas reservas de recursos naturais que podem ser explorados para gerar riqueza para o povo deste país. Entre esses recursos, destacam-se a terra arável, as florestas, os rios, o mar, minérios, hidrocarbonetos e o Homem que pode explorar estes recursos e os transformar em riqueza. Ocorre, porém, que o Homem que tem que explorar estes recursos e os transformar em riqueza carece do conhecimento e da tecnologia necessários para essa empreitada. No passado colonial, o Homem branco sabia pensar e pôr o Homem negro a produzir os produtos que várias indústrias locais e estrangeiras precisavam como matérias-primas. Hoje o Homem preto não consegue pôr outro Homem preto a produzir essas matérias-primas para as indústrias internas e externas. É por isso que o Homem branco agora está de volta para fazer funcionar a economia. E não volta para pedir favores, mas sim para fazer riqueza com os recursos que há na terra do Homem negro, porque este só se sente prestável como empregado. Quando Armando Guebuza discursava contra este comportamento do Homem negro, que é, afinal, a causa fundamental da sua pobreza, poucos moçambicanos entenderam o alcance desse discurso. São esses poucos que pensam como Armando Guebuza, ou que entenderam a sua mensagem, que ousaram se aventurar em actividades empresariais que hoje estão a ser criticados e rotulados por causa dessa sua ousadia. Quer dizer, o Homem negro não quer fazer e não quer ver outro Homem negro fazer. Eis a causa fundamental da pobreza na África negra, em geral, e em Moçambique, em particular! Mas ninguém fala disto de forma aberta. Sabes porquê? Porque o Homem negro tem medo de ser rico, porque teme o feitiço doutro Homem negro! O entendimento do Homem negro é de que ser rico só traz azares; logo prefere viver pobre e para sempre empregado ou dependente. De quem é a culpa?
Na análise da Contra Geral do Estado referente ao ano económico de 2014, ouvimos os deputados da dita "oposição parlamentar moçambicana", uma oposição montada ardilosamente pelo SBW, a dizerem que as contas sobre a cobrança de receitas próprias, sobre empréstimos contratados e sobre donativos recebidos, as contas sobre os gastos e investimentos feitos pelo Governo de Moçambique no período em referência, em benefício dos moçambicanos, são "falsas". Mas só disseram que são "falsas" para o povo ouvir e acreditar simplesmente; não chegaram a dizer e tampouco provaram como foi que chegaram à essa conclusão. Por causa disso, é mais lógico é concluir-se esses fulanos, ditos "representados do povo", é que são uns falsos; eles mentiram ao povo, só para mostrar que estão na Assembleia da República a fazer alguma coisa. Nada! Tudo mentira! A verdade é que alguns daqueles "deputados" mentirosos até nem se quer chegaram a ler o relatório da Conta Geral do Estado para 2014, que dizem ser "falsa".
Temos visto e ouvido, mormente na SOICO TV (stv), um naipe de economistas e sociólogos a esgrimir argumentos para provar que Moçambique está no curso errado, tudo por causa das políticas "erradas" da Frelimo. Igual que aqueles deputados falsos que só plantam terror nas mentes dos moçambicanos, tais "especialistas" dos múltiplos painéis de debate organizados pela stv só espalham terror nas mentes dos moçambicanos que acompanham esses debates, mas sem nunca argumentarem validamente para provar que estão melhor informados que aqueles que também são especialistas das mesmas áreas e têm um ponto de vista diferente, mas que nunca são convidados pela produção dos debates da mor-stv. Nunca ninguém questiona abertamente estas montagens destinadas tão somente a exibir o que está mal sem o devido confronto com que o está bem. Caso para se perguntar: que independência é essa que só prefere a exibição do mal, sem o devido confronto com o bem? Então não é claro que quando há preferências pelo mal em detrimento do bem, aí não se deve (se bem que se pode) falar de independência da linha editorial? Nunca foi menos aparente que a nossa mor-stv tem uma preferência muito especial por envolver, na sua empreitada de «construção de pontes», ex-governantes com simpatias no SBW, qual o caso da já mencionada mana LD. Será obra do acaso? O será que há um "dolarducto" e/ou "euroducto" ligando a SOICO ( = SOciedade Independente de COmunicação) ao sistema de SBW ( = FMI & GBM)? E quem fala da SOICO fala, também, do "Canal de Moçambique", "Media Coop" e quejandos. Parece que para estas "sociedades de comunicação" moçambicanas, "independência" significa "agir contra o regime da Frelimo".
Enfim, há cada vez mais falácias e falácias dos moçambicanos-contras e seus "parceiros" com relação a Moçambique. E falácia é, por definição, um argumento que aparenta ser válido ou verdadeiro, mas que na verdade é inválido ou falso. O recurso à falácia na comunicação destina-se a desinformar e manipular a opinião publica, de modo a viabilizar uma agenda oculta. A mim me parece que essa agenda tem como ponto central o seguinte:
PONTO ÚNICO - Fragmentar a Frelimo, para a enfraquecer e viabilizar a chegada ao poder de alguém conveniente para o SBW e aliados, alguém com quem as corporações dos países quotistas-maioritários do SBW ( = FMI + GBM) poderão fazer negócios para render lucros fabulosos em Moçambique, em detrimento da maioria dos moçambicanos.
Gostaria que o meu querido Presidente, Filipe (Jacinto) Nyusi, pudesse prestar especial atenção a estas falácias e outras tantas com as quais o tentam convencer a agir de uma determinada maneira, como se fossem amigos verdadeiros e honestos, enquanto na verdade estão a colocar cascas de banana adiante, no seu percurso político. Eu continuo a confiar nele do mesmo jeito que anunciei durante a campanha eleitoral para as eleições gerais de 2014! Tenho fé de que ele vai superar a admiração aparentemente ingénua que tem por amigos falsos, e encarar a realidade devidamente. Com o poder não se brinca!

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PS: Sei que há-de aparecer por aqui alguém preguiçoso para registar dizendo que fiz um "lençol" com "vários assuntos misturados e atabalhoadamente arrumados". A esse tal que aportar aqui para deixa ficar tal tipo comentários, eu digo antecipadamente o seguinte: fica na tua e me deixa eu com os meus "lençóis" a expor "ideias diversas e atabalhoadas"! Afinal assiste-me o mesmo direito à liberdade de pensamento e de expressão que assiste aqueles que discordam de mim. Eu não o culpado pelo bloqueio intelectual de que padeceis vós que tendes dificuldades de me entender, dificuldades essas causadas pelas vossas crenças. Cuidai do vosso juízo que eu cuido do meu!
Os Homens dão nomes às coisas para melhor referência

Quem pensa é pensador;
Quem trabalha é trabalhador;
Quem mata é assassino;
Quem rouba é ladrão;
Quem ensina é professor;
Quem inventa é inventor;
Quem mente é mentiroso;
Quem causa medo ou terror é terrorista;
Enfim, quem faz merdas é merdeiro;
E assim a vida prossegue. Ninguém precisa inventar termos novos para designar coisas que já foram contempladas com designações específicas. Fazer isso é uma futilidade, é tolice.
Renamo desde que existe só mata e destrói. Nunca construiu NADA em Moçambique. Só destruiu e continua a distruir o que com muito sacrifício os moçambicanos construíram e continuando construindo, na esperança de dias melhores. Peço para que NINGUÉM me peça para não chamar as coisas que a Renamo, sob o comando de Afonso Dhlakama e não sei exactamente de quem mais, tem estado a fazer em Moçambique: matar e destruir. Quem Mata pessoas e destrói obras e propriedade de outrem, arbitrariamente, é criminoso e DEVE ser tratado como tal pelas autoridades do Estado.
O Estado TEM QUE assegurar o gozo das liberdades cívicas por todos os cidadãos. Quando eu não posso circular livremente por este imenso país, por temer os ataques da Renamo, então não estou livre. Os ataques daRenamo causam terror e privam os moçambicanos do gozo dos seus direitos fundamentais. Afonso Dhlakama NÃO é dono da paz em Moçambique. Ele NÃO DEVE continuar a viver fazendo obstrução ao exercício do direito dos moçambicanos de viver em paz e em liberdade, fazendo cada um o que pode e deve para o bem da sua vida.
Eu não concordo com o acarinhamento que se dá ao terrorismo daRenamo em Moçambique. Quando o Estado não age com a devida pujança contra as atrocidades cometidas pela Renamo, está a faltar ao seu dever de proteger os cidadãos contra essas atrocidades. A paz já está quebrada e não se justifica mais que o Estado não haja com pujança necessária em nome dessa paz que já não existe.
Há muito que ficou mais do claro que a Renamo não quer a paz. É tarefa do Estado garantir que a paz quebrada seja restaurada e seja duradoira. Se os moçambicanos de bom senso querem realmente viver em paz, então não devem ter medo da guerra. Só a guerra pode acabar com o terrorismo que a Renamo Resistência Nacional MoçambicanaRenamopromove! E que seja guerra prolongada, se tiver que ser, mas o povo moçambicano já não deve mais continuar a permitir que as autoridades do Estado continuem a dar mimos à Renamo, enquanto esta mata e destrói. Não se deve negociar com pessoas que estão a matar outras pessoas, seja qual for o motivo. É preciso eliminar as pessoas que matam outras, porque não respeitam a vida. Não existe explicação para que se respeite a vida de quem mata ou manda matar outrem, de forma tão arbitrária e impune, qual a Renamo tem feito em Moçambique. Já basta!

A luta continua!
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PS: Homer Wolf & acólitos do terrorismo, já chamei à colação a noção de que sois MUITO "pequeninos" para compreender o significado do que tenho escrito. Vós jamais me diminuireis para eu ficar do tamanho do vosso agrado. Tenho visto as dedicatórias que fazeis para mim e vos agradeço pela atenção que tendes dispensado.
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24 Comments
Comments
Vitorino David KKKKKKK. Essa sim
Khossa Dário Não existem referências absolutas. Aliás todos esses que foram referidos (trabalhadores, assassinos, etc) sao pensadores e nao existe uma linha fina/divisória entre os mesmos. Quer me parecer que o prof. é muito radical quando o assunto é a Renamo e seu líder. Estarei equivocado? Parece-me que para si a solução é a eliminaçao física de DHL e eventual extermínio da Renamo. O que acha de escrever cartas "nao" abertas ao PR que deve estar a ser "mal" assessorado no sentido de conversar (negociar) com os bandidos?
Ps. Ainda se lembra do motivo que fez "emigrar" do nosso vocabulário expressoes tais que "bandidos armados", "guerra de desestabilização", etc?
Ps2. Porque razao as pessoas sofridas e utentes da EN7 e EN1 exigem (sim, exigem porque sao o patrao) que as parte beligerantes (sem aspas aqui) se sentem à mesa de conversaçoes e ultrapassem suas diferenças, contrariamente a muitos insensíveis aqui no burgo?
Ps3. Concordo consigo que há guerra, sim. E quem vai vencer?
Jorge Cumbane O caminho proposto tem consequências negativas na sociedade em geral.
Homer Wolf Calo-me e "recolho-me" à minha pequenez...
Pelos outros "acólitos do terrorismo" não respondo...
Manuel Domingos J. Cossa Os estudantes do Prof devem ser todos anti- renamo ...de tanto terem de atura - lo. O prof não falas e outra coisa. Cada post é Renamo.
Fale nos um pouco mais de física, família, desporto, politica (no bom sentido).
Fale nos da má planificação ( ou boa, na sua óptica ) na gestão da cidade de Maputo. Entre outras coisas
Julião João Cumbane Fala ou escreve tu o que eu não digo/escrevo, J. Manuel Domingos J. Cossa! Não dá tua agenda que eu tenho a minha própria!
Sandro Issufo Manuel Cossa, como podemos falar de física ou matemática, se os nossos irmãos, pais, filhos, avós estão sendo assassinados indiscriminadamente, por motivos pouco claros. A RENAMO está no Parlamento, é lá onde são debatidos os assuntos do País, as armas só causam dor e luto. Não existe outro assunto mais actual...
Julião João Cumbane Sempre os mesmos, a exigir o "acarinhamento" do terrorismo da Renamo! Vós estais equivocados, "amigos", não importa o vosso número ou a massa de carne humana que juntos somais. Não é o número que mede a qualidade de uma opinião; mas sim a validade do argumento! Qual é a justificação que tendes para estar do lado de quem destrói Moçambique e compromete o futuro de todo o um povo humilde e trabalhador? Qual é vossa causa? Independência, liberdade e justiça não é, tenho eu certeza, medindo pelo vosso AMOR DOENTIO pela Renamo e peloAfonso Dhlakama!
Manuel Domingos J. Cossa Liberdade e justiça. ...Para alcançarmos a independência total e completa
Beto Smed "Quando se tem fome não tem mal nenhum comer no mesmo prato com o inimigo"
Beto Smed Estamos numa época que ja não se confia mais em ninguém, a Renamo faz mal a Frelimo também faz mal, em quem confiar agora.
Beto Smed Isto está a virar uma Colônia Moçambicana.
Homer Wolf Merece trilha sonora...
https://youtu.be/2cjv7hEAytU
My custom made video for one of 2Pac's biggest hits, "Me Against The World". Also…
YOUTUBE.COM
Nelo Txuma PROF.não esta para brincadeiras...
Godinho Carlos i a FRELIMO oki fés d especial
Sandro Issufo Infelizmente, muitas pessoas banalizam as mortes que estão a ocorrer com ataques protagonizados pela RENAMO, quando dizem que 10 pessoas foram mortas, as pessoas encaram 10 como um simples número MAS as coisas não são bem assim, estamos falar de um pai que não vai voltar para família, ou duma mãe que não poderá ver seus filhos crescerem, ou duma criança que lhe será roubada a possibilidade de ter uma vida.... Independentemente da filiação ou simpatia partidária, TEMOS QUE CONDENAR viemente estes ataques mortíferos....a RENAMO tem que se adaptar a Democracia, tem aprender a discutir e a resolver os assuntos no Parlamento, O RECURSO AS ARMAS DEVE SER CONDENADO POR TODOS.
Homer Wolf Já "condenamos"... mas e daí? Para acabar com a guerra, "avançamos" ou conversamos? - eis a questão
Sandro Issufo Homer, será que já condenamos?? Enquanto são "os outros" a morrer, a condenação é tímida e quase invisível..... Esses "diálogos" de mudos e surdos não resolvem nada, mais de 100 rondas de "conversação" sem efeito, o que terá mudado???? Porque desta vez será diferente?? O povo, a sociedade Civil deve sair a rua e exigir o desarmamento incondicional da RENAMO, já chega...ja morreram muitos moçambicanos em nome duma agenda oculta.
Homer Wolf Sim... Admitamos que vamos sair todos 25 milhóes à rua. E a Renamo - alegando os mesmos motivos que vem alegando e que julga legítimos - não aceita desarmnar. FAZ'-SE O QUÊ?
Homer Wolf E mais: quem é que disse que o unico problema desta guerra é o facto de a Renamo estar armada? Esteve armada por mais de 20 anos e não houve guerra...
Sandro Issufo 25 milhões de mocambicanos nas ruas a condenar a morte de inocentes, seria uma condenação inequívoca da RENAMO e seria suficiente para legitimar um ataque armado para desarmar a RENAMO, nem que para isso viesse uma força internacional, a semelhança do que acontece na luta contra o Daesh. Se formos a ver, não existem grandes diferenças entre o Daesh e a RENAMO, ambos matam inocentes para fazer valer as suas posições, a RENAMO até é pior porque tem representação parlamentar.
Sandro Issufo Homer, não faz sentido um Partido que participa na vida activa do País tenha seu "exército privado", qualquer decisão não favorável, logo activam o seu movimento armado para forçar as decisões....isso é inaceitável. Seria o mesmo que os apoiantes do "não" no Reino Unido pegassem em armas para impedir vitoria do "sim" no Brexit.
Hermes Sueia Sandro Issufo qual é a sua receita?
Sandro Issufo Hermes Sueia, eis a receita:
25 milhões de mocambicanos nas ruas a condenar a morte de inocentes, seria uma condenação inequívoca da RENAMO e seria suficiente para legitimar um ataque armado para desarmar a RENAMO, nem que para isso viesse uma força internacional, a semelhança do que acontece na luta contra o Daesh. Se formos a ver, não existem grandes diferenças entre o Daesh e a RENAMO, ambos matam inocentes para fazer valer as suas posições, a RENAMO até é pior porque tem representação parlamentar.
Hermes Sueia E como chegaram a essa representação parlamentar?
Sandro Issufo O caminho das armas para reivindicar deve ser irradiado, não estou aqui para debater se as eleições foram justas ou não, estou a condenar a morte de pessoas inocentes, nenhum motivo político deve servir para matar inocentes.
Hermes Sueia Sandro Issufo.........boa governação......está é a receita para que haja harmonia em qualquer sociedade.
Homer Wolf NÃO PODES dissossiar as coisas Issufo!... Queres atacar a problemática da guerra, ataca'a a partir das causas...
Hermes Sueia Exactamente...........
Sandro Issufo Entendam-me, por MAIOR QUE SEJA A DISCÓRDIA, não podemos aceitar que a solução passe por matar a mamana de capulana que vai no machimbombo, a morte não pode ser banalizada, NÃO PODE HAVER CAUSA CUJO EFEITO SEJA A MORTE DE CIVIS.
Sandro Issufo Matar Civis não pode entrar na equação da resolução de problemas. Isso não podemos aceitar....
Hermes Sueia É por isso que se está na fase do diálogo.......o resto está no segredo dos políticos caro Sandro......
Milton Chembeze Todas as mortes devem suscitar repulsa da nossa parte; desde os 11/15 corpos da alegada vala comum, os refugiados no Malawi, os assassinatos (selectivos) dos membros da oposição, as dividas ocultas,...
Se continuarmos com teatro ninguém nos ouvirá. Chamar atenção a uma parte quando sabemos que temos dois beligerantes é mau, a não ser que as armas do outro lado tiram atum.
Hermes Sueia Me Against the World.........está tudo dito amigo Homer Wolf......
Homer Wolf eh eh eh eh eh.... Sandro Issufo... Ainda estás nesse estágio de entendimento da situação? Iss que dizes é sério?

1. jamais acontecerá uma maneifestação nessa escala (os resultados de todas as eleições, as intervençóes das pessoas nos espaços e plataformas de comunicação, e o descontentamento popular generalizado comprovam-no)

2. Conversa com militrares ou pessoas com conhecimentos militares q.b. que te dirao prontamente que isso de " legitimar um ataque armado para desarmar a RENAMO," não é uma quest~qo de querer, é poder!

3. Nenhuma "força internacional" se predisponibilizará a vir apoiar um governo que comete as gaffs infantis que o nosso ' náo só em relaçáo a assuntos militares mas todos; economicos, sociais, de Direitos Humanos...
Sandro Issufo Sim ainda estou nesse estágio, não aceito nem me conformo com a morte civis, independentemente das razões e/ou motivos. MATAR CIVIS NÃO.
Homer Wolf Nem eu aceito!... Só que tambem não tenho palas para julgar que tudo isso é só e só por culpa da Renamo....
Por ex. ouviste as declaracoes dos refugiados no Malawi? E a história dos esquadrões da morte?...
Sandro Issufo Homer Wolf, se a RENAMO não pegasse em armas, não teríamos refugiados no Malawi. Essas armas estão a matar nossos irmãos. MORTE DE CIVIS, NÃO.
Homer Wolf (AAAAAAAAAA EEEEEE UUUU....Sabes o que é isto?... É Bater na mesma tecla!)... É o que estás a fazer Issufo.
Náo foi a "renamo que pegou em armas" assim do nada... Seja honesto. É isso que nos falta
Sandro Issufo Qual é a tua honestidade, eu ja apresentei os meus pontos.
Sandro Issufo Homer Wolf, tens razão, se o Estado Moçambicano tivesse Poder JÁ teria resolvido o assunto mas infelizmente o nosso Estado é FRACO. Por isso, vamos assistindo a morte de inocentes...
Homer Wolf O nosso estado enfraquece a partir do momento em que pensa que pode resolver este problema por outras formas senão o diálogo... a negociaçáo
Sandro Issufo Alguém pegou em armas para exigir negociações, e com essas armas está MATAR civis, ISSO NÃO PODEMOS ACEITAR. MORTE DE CIVIS, NÃO.
Homer Wolf Não estás a ser honesto ao estabelecer a cronologia dos acontecimentos...
Sandro Issufo O caminho das armas para reivindicar deve ser irradiado, não estou aqui para debater se as eleições foram justas ou não, estou a condenar a morte de pessoas inocentes, nenhum motivo político deve servir para matar inocentes.
Homer Wolf Opa!!! EU TAMBEM...
Homer Wolf A instabilidade politico-militar foi inegavelmente o fardo mais pesado que o actual PR herdou da gestão do seu antecessor. Vejamos os factos relevantes que marcaram a génese deste conflito – ainda durante os dois ultimos anos do consulado de Armando Guebuza – depois de 20 anos de paz efectiva, com Joaquim Chissano no poder.

- A 17 de outubro de 2012, Dhlakama, regressou à sua antiga base em Satundjira. Lá permaneceu durante um ano, até que as forças governamentais tomaram a base e ele foi obrigado a fugir.

- Ataque em Muxúnguè em abril de 2013, onde quatro polícias e um militante da Renamo foram mortos num ataque contra uma esquadra da polícia. Foi o mote para a intensificação de ataques, na EN1, entre o Save e Muxúnguè. Os ataques arrastaram-se durante meses.

- Em outubro de 2013, as forças governamentais cercaram e atacaram a base da Renamo na Gorongosa, onde estava o líder do partido, Afonso Dhlakama. A Renamo respondeu ao ataque, anunciando o “fim do Acordo de Paz de 1992.. Dhlakama refugia-se na serra da Gorongosa, em local que ficou conhecido como “parte incerta”.

- Os ataques alastram-se a outras regiões a partir de outubro de 2013, e prolongaram durante meses

- A sociedade civil moçãmibicana mobilizou-se e protestou a 31 de outubro de 2013, nas ruas de Maputo, Beira e Quelimane contra a guerra e contra a onda de raptos em Moçambique. A capital foi palco do maior protesto contra o Governo, dos últimos anos.

- A Renamo boicota as eleições autárquicas de 20 de novembro de 2013, por discordar da lei eleitoral.

- Dhlakama fala pela primeira vez à imprensa, desde o ataque à sua base de Satunjira, em dezembro de 2013.

- Em Fevereiro de 2014, finalmente Governo e Renamo chegam a consenso sobre composição da CNE. O órgão passou a ter 17 membros contra os anteriores 13. Desses, cinco são indicados pelo partido no poder, quatro pela Renamo e um pelo MDM. Os restantes sete membros são indicados pela sociedade civil.

- Afonso Dhlakama recenseou-se a 8 de maio de 2014, e pouco mais de um mes depos, a 23 de junho, foi confirmado pela RENAMO como candidato do partido às eleições presidenciais de 15 de outubro.

- Nesse mesmo mês de Junho a Renamo ameaça dividir país, caso o Governo não aceitasse a sua proposta de paridade na composição do exército. E menos de trinta dias depois exigiu ao Governo que quadros seus preenchessem metade do efetivo de duas forças especiais da polícia, a Força de Proteção de Altas Individualidades e a Força de Intervenção Rápida.

- Nessa altura, agastado, Armando Guebuza, tera desabafado que as exigências da RENAMO eram “cada vez mais impossíveis de satisfazer".

- Finalmente alcançou-se o famoso Acordo de cessação de hostilidades, de 5 de agosto de 2014, após 69 rondas negociais. O documento foi assinado, ao mais alto nível, pelo PR Armando Guebuza e pelo líder da RENAMO, Afonso Dhlakama.

Seguiram-se a eleções, e tudo o resto que se arrasta até hoje...
Sandro Issufo Este é um lençol a moda do Prof. Julião João Cumbane.....
Homer Wolf POIS... e continua.
Sandro Issufo Carrega no botão, quanto mais, melhor.
Homer Wolf A negaçâo dos resultados das eleições de 15 de Outuro de 2014 foi o mote para a situaçao que se vive agora. Porém o ambiente viria a desanuviar quando, meses depois o Presidente Filipe Nyusi assumiu o poder, discursou bonito e agiu melhor ainda: recebeu Afonso Dhlakama, o lider da Renamo. Um encontro que que nâo podia ter sido (aparentemente) mais feliz – a avaliar pelos rasgados sorrisos de ambos nas belas poses para a posteridade, e pelas declarações que ambos fizeram ao pais..
Dhlakama conseguira fazer passar ao presidente o motivo de toda a sua “agitação”, bem como apresentar a sua proposta de solução para as desavenças: “fechava os olhos” a tudo o resto, desde que se lhe fosse concedido o direito de ser ele a nomear os governadores nas seis provinciais onde garante ter tido maior numero de votos . O mais alto magistrado da nação, não só apreciou as ideias da contrparte, como ainda exibiu o seu lado “gentleman”, ao convidar Dhlakama a submeter o seu projecto ao orgão competente, a AR.

Tambem embalados pelo discurso inicial de Nyusi, tal como Dhlakama, muitos segmentos da sociedade moçambicana apressaram-se a concluir que aquilo eram “favas contadas”. Ou seja: pensou-se que, dada aquela cumplicidade demonstrada entre os dois lideres, teria havido mais do que um entendimento formal. E que, duma ou doutra forma a proposta da Renamo passaria no Parlamento. Só que não foi assim: o Parlamento chumbou sumariamente o (sobejamente conhecido) anteprojecto das Autarquias Provinciais... Aliás, ja’ antes se ouvira importantes figuras ligadas ao partido no poder, afirmarem categoricamente que o documento nao passaria.

Então voltou tudo à estaca zero. Talvez até, muitos furos abaixo de zero. Porque Dhlakama, uma vez mais... sumiu. Aliás, tem sido sempre assim: tudo começa quando Dhlakama decide fazer as malas e desaparecer lá para os confins da parte incerta...
Reapareceu em comicios ralâmpagos, banhado de multidões, com um discurso extremamente musculado, entendidos e interpretados sob vários, prismas conforme o gosto dos “fregueses”. Mas a ideia de querer assumir a governacao das seis provincias, ainda nesta legislatura, esteve sempre presente. Até aí o confronto com o Governo (e com o partido Frelimo) era verbal.
As coisas azedaram mesmo quando se chegou a vias de facto, com o lider da Renamo a sofrer duas emboscadas consecutivas, ambas em Manica.
Ninguem na altuira assumiu a responsavilidades dos atentatos, tendo-se quiçá aventado as mais estapafúrdias hipoteses.

O EPISODIO DAS PALMEIRAS
Quando depois de multiplas tentativas de reaproximaçâo tudo parecia encaminhar-se para um final feliz, eis que se dá o mediático caso das Palmeiras.
Sucintamente, o Presidente Nyusi e Afonso Dhlakama, enfim, chegaram a acordo para uma nova ronda negocial em Maputo. Seria o recomeço da discussâo sobre as provincias autonomas. Prudente, o lider da perdiz, alegando razões de segurança, exigiu a presença de observadores para o acompanharem na viagem à capital.
Da “parte incerta” onde se encontrava até à cidade da Beira, tudo correu às mil maravilhas. Lá pernoitado, na sua residência no nobre bairro das Palmeiras, o lider acordou cercado pelas Forças de Defesa e Segurança, que alegamente ali estavam para recolher armas – entre as quais as que haviam sido capturadas numa das emboscadas ao lider, em Gondola, Manica.

A confiança aí desabou definitivamente. Dhlakama voltou ‘às matas e reactivou o discurso da governação das seis provincias, só que agora, com um detlhate: data. Março. E mais: agora seria ‘a força, caso o governo nao cedesse “a bem”. Nessa altura começou igualmente anunciar a instalação de novos quarteis militares.

Passaram-se quatro meses até o lider “dar as caras”. Fê-lo, a 20 dias do mês prometido (Março), através de uma Conferência de Imprensa a partir da sua casa de pau-a-pique, algures nas matas de Santundjira. Nem o local nem o timming da reapariçâo parecem ter sido escolhidos ao acaso: o evento aconteceu poucos dias após uma importante Reunião do CC da Frelimo – da qual, sinceramente, se esperam decisões que tivessem impactos directos (positivos para a paz) para se ultrapassar esta crise – para além de que, na véspera, a própria Renamo havia anunciado o estabelecimento de “road-blocks” ao longo das EN1, EN6 e EN7.
E tambem não passavam muitos dias do atentado sofrido pelo seu SG, Manuel Bissopo, o nr. 2 da organizacao, uma vez mais “sem autores” .

GOVERNAR E MAIS NADA
Dhlakama reapareceu portanto a 10 de Fevereiro, para reiterar aos moçambicanos, em cadeia nacional, que vai tomar o poder nas seis provinciais a partir de Março. Aos jornalistas explicou como pretende efectivamente concretizar os seus intentos. Vai, sim, nomear os governadores para Manica, Sofala, Tete, Zambezia, Nampula e Niassa.
Esclareceu ainda que os dirigentes por si nomeados não terão necessariamente que ter um “espaço físico” para exercerem o seu trabalho, a exemplo dele próprio, que a dirige a Renamo “a partir de uma casa feita de palha e paus”. Enfatizou que os seus Governadores terão “apenas de coordenar to¬das as actividades de todos os seus dis¬tritos, ter em mão todo o poder executivo, ou seja, ter do seu lado a população e lidar com inves¬tidores nacionais e estrangeiros”.

Na logica do lider da perdiz, esses impedimentos constitucionais – dos quais tanto se fala – são simples detalhes, facilmente ultrapassaveis, ja’ que para ele, “a paz e esta¬bilidade política não podem ficar reféns de um papel escrito pelo próprio homem. A Constituição deve servir os interesses superiores de um povo e não de meia duzia de individuos!”. Por isso adianta que a solução passa por fazer-se uma revisão constitucional: “podemos convidar constituciona¬listas nacionais e estrangeiros para fazerem uma emenda à Constitui¬ção”.

NOVAS LUZES?
Exactas duas semanas volvidas, o presidente Nyusi, convocou uma reunião de emergencia com o Conselho Nacional de Defesa e Segurança, para discutir o espectro de guerra (ou como se lhe queira chamar a situação) que se vive no País. Foi a 24 de Fevereiro ultimo. Fazia muito tempo que aquele órgão não se reunia. Alias durante os 10 anos da presidencia de Armando Guebuza o CNDS quase ha memoria de se ter reunido.
A criação de condições de segurança para o encontro com o líder da Renamo, com vista a pôr termo às confrontações armadas e consolidação definitiva do ambiente de paz, foi a principal deliberação do encontro.
Para os mais cepticos isto soou a “desguise” apenas para entreter a comunidade internacioal dados os supramencionados “incidentes” nas vezes anteriores em que se tentou a aproximacao de ambos. No enanto há muitos moçambicanos a acreditar que com maiores ou menores sacrificios, no final, a confiança entre as partes e o bom senso prevalecerâo
Vamos aguardar com serenidade pelos proximos acontecimentos (..)

A verdade e’ que chegamos a Março. O mês “prometido por Afonso Dhlakama. Disse e voltou a reiterar que a Renamo iria governar, nas seis provinciais onde obteve maior numero de votos nas eleições de 5 de Outibro de 2014.

(... to be continued)
Sandro Issufo Homer Wolf, estas a descarregar todas munições...assim não tenho como acompanhar o "diálogo".
Homer Wolf Eu estou a pretender dizer que tenho estado a trabalhar neste assunto há bué e com alguma exustividade.
E que por vezes fico (meio) puto da vida quando sou confrontado com visóes muito simplistas, sobre um assunto por demais complexo...

Ex: ver alguem sentado na esplanada de um Elvis Bar a sorver um cocktail ou whatever, incentivar que se faça mais guerra, mais mortes, porque "náo se pode dialogar com vermes e terroristas"
Sandro Issufo Também causa muita confusão essa estratégia de matar civis para obter consensos, muitos desses civis provavelmente apoiam a RENAMO. É uma estratégia nonsense, na minha opinião.
Sandro Issufo 17 de Outubro 2012, Dlakhama regressou a sua base de Santugira, mas esqueste de mencionar o número de homens armados que o acompanhavam e quais foram as motivações para "regressar" a base, opsss, base? Um partido parlamentar com bases?? O que teria nessa base????
Ismael Xicamane Foram as sucessivas e tremendas tentativas de morte na rua dos sem medo na cidade de nampula.
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Homer Wolf Neste país qualquer pessoa é livre de circular e estabelecer-se onde bem entender....
E se queres falar das bases, revisita o ÃGP
Sandro Issufo Esqueste de mencionar o número de homens armados que o acompanhavam e quais foram as motivações para "regressar" a base, opsss, base? Um partido parlamentar com bases?? O que teria nessa base????
Sandro Issufo Base da RENAMO em Gorongosa?? Epa?? Partido com bases? Homens armados....com exército....enfim...
Sandro Issufo AGP faz referência a Guarda pessoal e não Exército. Sejamos honestos, a RENAMO NUNCA desarmou os seus homens...
Homer Wolf Ok... TENS RAZÁO... boa noite
Sandro Issufo Não estou a procura de Razão. Apenas quero dizer que MORTE DE CIVIS, NÃO.
Homer Wolf Mas olha, agora cheguei a uma coclusão:
Sandro Issufo Não estou a procura de Razão. Apenas quero dizer que MORTE DE CIVIS, NÃO.
Julião João Cumbane Gostei da conversa que o Sandro Issufo e Homer Wolftravaram entre si, nesta 'postagem'. Estou do lado da razão, e esse lado é o do Sandro IssufoHomer Wolf peca por ser apologista da método "os fins justificam os meios". Para Homer Wolf, a Renamo tem razão de recorrer ao uso da força das armas para fazer valer as suas posições, TODAS elas ilegais. Para ele (Homer Wolf), o Acordo Geral da Paz (AGP), de assinado em Roma em 1992, entre o Governo de Moçambique e a Renamo, está acima da Constituição da República de Moçambique, aprovada por consenso em 2004, integrando TODOS os protocolos que compõem o referido AGP. Dele (Homer Wolf) faltava-me mais esta aberração. Reservo-me o direito e espaço para elaborar um pouco mais sobre esta aberração de Homer Wolf.
Homer Wolf eh eh eh... deturpando as minhas palavras né Profe?!...

Claro que só podia estar do lado do Issufo, se ele veio aqui em sua defesa!...
Julião João Cumbane Não deturpei NADA, Homer Wolf! Ou terás que apontar a deturpação que denuncias...
Homer Wolf Amigo Profe, temos que esteja a ficar cada vez mais isolado nessa sua "empreitada:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153821857902476...
Julião João Cumbane Tu avalias mal a minha "empreitada", Homer Wolf. E também não chamas à colação o motivo da minha presença nesta plataforma de interacção social, que já o tornei público. Eu não estou preocupado pelo número de pessoas que seguem o que tenho partilhado a...See More
Homer Wolf Não nos desviemos. O PR está empenhado na paz - e não no prolongamento da guerra "até à vitória final". E o Galiza - um dos novos "recrutas" da equipa de negociaçóes tambem...
Era só isso que queria lhe recordar
Julião João Cumbane Enganas-te, se pensas que as coisas serão como tu e o Afonso Dhlakama e acólitos quereis. NUNCA será dessa maneira! Desta vez haverá responsabilização pelas mortes e pela destruição, seja formal ou informalmente. Em Moçambique já não haverá mais espaço para acomodar pessoas que sequestram a paz para viver de negocia-la.
Homer Wolf A ver vamos... Mas neste momento, sem entrar em futurologias como o meu amigo, só posso lhe dar aquele conselho básico: "vamos aguardar com serenidade"
Julião João Cumbane Eu estou não só sereno, Homer Wolf...!
Felix V. Mondlane Kkkk eu espera que o ilustre professor Julião João Cumbane poderia integrar o groupo do dialogo.
Ricardino Jorge Ricardo Dessa vez falhou. Quem sabe lá se estará a mandar recados para o Galiza...
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Elcidio Alberto Maleane Kkkk o povo iria marchar e pelo menos Jr vai mandando piadas descabidas e xte só xtaria a deturpar
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Sandro Issufo Homer Wolf, pelo menos JÁ não negam a autoria dos ataques a civis, até porque o próprio DHL assume a autoria dos mesmos. Será que o Sr. concorda com essas mortes? Ja imaginou um ente querido seu ser morto APENAS porque alguém não concorda com os resultados eleitorais.
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Sandro Issufo E no dia que o Sr. Dlakhama der ordens para cessação das hostilidades, as matanças vão terminar, foi assim 1992, foi assim em 2014. A mesma voz que deu início aos ataques, é a mesma que pode por fim.
Junta-te as vozes de condenação a MORTE DE CIVIS.
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Beto Smed Concordo com mano Azagaia quando diz que "o povo é que está no puder! "
Comments
José Belmiro Este prof já foi kkkkk. Gostei do lençol
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Tony Ferreira Escrevendo. .....
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Felisberto Nankuta Ainda estou a ler.......
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Chaida Nicaca Estou sem comentário! Desta vez!!! Fechaste a minha boca.
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Isaac Sitoe Jr. Pura verdade, este post devia ser uma das teses a ser debatidas m preparacao d congresso
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Yaqub Sibindy Já comecei a ler! Todavia, Machel não foi acidentado, mas sim foi golpeado por seus seguidores mais próximos para acabar com a Frelimo Patriótica e colocar no seu lugar uma FRELINEGÓCIOS que se esconde atrás dos interesses do povo para roubar o mesmo povo!

Essa escravatura não vai pegar, pois os seguidores da Frelimo Patriótica, vão se inspirar no seu dirigente que mesmo morto, continua à iluminar às mentes das vítimas do regime guebuziano para se libertarem dos novos traidores dos projectos de desenvolvimento e partilha de riquezas que todos nós libertamos sem discriminação!
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Mauro Benedito Chilaule A medida que ia lendo me interessava mais e perdia o sono, é uma abordagem muito coerente em termos de arrumação das ideias e dos factos e quando é assim torna-se um desafio numa unica análise interpretar e discutir tudo que foi dito, particularmente vou me focar na análise que faz em torno da figura Samora Machel, concordo que realmente tenha cometido erros na sua governação só não acho correto radicalizar tal facto pois, é preciso perceber que as convicções políticas do presidente Machel fundamentavam-se numa utopia de construir um homem novo, um Estado forte e inclusivo, porém as pessoas, algumas lideranças da própria Frelimo e do mundo não compreendiam a filosofia política de Machel interpretavam mal as suas reais pretensões e consequentemente surgiram as execuções sumárias fundamentadas no espírito revolucionário, entendo que estas e mais situações foram fazendo com a figura Machel perdesse os valores com os quais se edificou o Estado Moçambicano, enfim termino repisando a ideia inicial, Samora não foi compreendido e provavelmente no futuro vamos perceber que Armando Guebuza também não foi compreendido e acabo concordando que uma das razões é a falta de um mecanismo de comunicação eficaz e eficiente entre os governados e os que governam.
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Lito Heliodoro Mundlovo Guebuza não generalizou a corrupção, concentrou-a para si e apaniguados.
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Julião João Cumbane Tenho as minhas dúvidas sobre se sabes o que estás a dizer neste teu comentário, Lito Heliodoro Mundlovo. Corrupção existe como parte da natureza dos seres vivos que competem por escassos recursos. Onde há fartura, a percepção da corrupção é baixa; onde há fome, a percepção da corrupção é alta. E veja que estamos a falar de "percepção" e não de "evidências" de corrupção. Até prova em contrário, Armando Guebuza não praticou corrupção, não obstante haja uma precepção alta de que no seu consulado o corrupção atingiu níveis de causar uma fúria popular. Mas como argumento do texto, essa percepção alta foi engendrada pelos "contras", com o apoio das sociedades "independentes" de comunicação, ardilosamente financiadas pelo SBW, para viabilizar aquela agenda de ponto único: «Fragmentar a Frelimo, para a enfraquecer e viabilizar a chegada ao poder de alguém conveniente para o SBW e aliados, alguém com quem as corporações dos países quotistas-maioritários do SBW ( = FMI + GBM) poderão fazer negócios para render lucros fabulosos em Moçambique, em detrimento da maioria dos moçambicanos.»
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Lito Heliodoro Mundlovo Ora vejamos, o visionário tem 50 % da TATA Moçambique que foi favorecida nos defuntos 50 Autocarros que jazem no yard da mesma (incluindo Contrato de manutenção que nunca se efetivou), a Focus 21 da vizionariazita tem participações no cambalacho das cartas, BI e Dires; o mesmo no cambalacho da inspeção de viaturas; tem 50 % da GIGAWAT que vende energia a EDM a preço de extorsão; Mussombiji empresa do varão do visionário está a mamar na ja moribunda Mcel sem prestar nenhum serviço; o espectro da Radiofrequência está nas mão de uma empresa cujo branche domésticos tem a vizionariazita como CEO; há muita coisa que é do domínio público que faz este senhor um dos mais corruptos que esta terra já viu nascer...note que nem falei das EMATUM, proindicus e MAN
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Julião João Cumbane Vai apresentar uma queixa junto às instâncias de direito, ó Lito Heliodoro Mundlovo! Lembra-te de levar junto os dados que tens! O regime do Estado de Direito Democrático que nos governa permite que cidadãos singulares apresentem queixas sobre ilegalidades de que tenham conhecimento. Estás à espera de quê para exerceres o teu DEVER cívico?
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Lito Heliodoro Mundlovo Vão Deusificando o visionário e Filho mais querido da nação equanto nas vossas despensa e bolsos vão se fazendo sentir as suas acções corruptamente visionárias.
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Julião João Cumbane Lito Heliodoro Mundlovo, nota que o teu ódio infundado por Armando Guebuza e seus colaboradores mais directos só faz sofrer a ti que o tens e não aos que odeias!
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Lito Heliodoro Mundlovo JJC um dia vais me dar razão...
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Homer Wolf Podes esperar sentado... eh eh eh
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Julião João Cumbane Queres razão dada por mim para quê, Lito Heliodoro Mundlovo? Queres ser proprietário da razão para que fins? A razão não é para ninguém a ter como propriedade. A razão decorre da organização do teu pensamento com recurso à lógica formal e argumentativa...See More
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Homer Wolf eu não falei?!... eh eh eh
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Lito Heliodoro Mundlovo O tempo e a sensatez diram... está aí a auditoria forense, vai destapar o manto da trafulhice, espero que tenhas a hombridade de reconhecer o lado da razoabilidade
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Julião João Cumbane «Auditoria forense» pedida por quem, Lito Heliodoro Mundlovo?... Com que propósito?...
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Lito Heliodoro Mundlovo Com o propósito de se saber onde foram usados os mais de 2 bis de USD e por via disso sermos resgatados do burraco que estamos, ou ainda não te deste conta que estamos na bancarota e sem capacidade de viabilizar o OGE e o PES?
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El Patriota Fala-se que o simpático e cordato presidente Nyusi é uma marioneta e efectivamente não é ele quem governa. Qual é sua versão sobre isso teacher?
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Homer Wolf Elementar meu caro El Watson:

«O meu querido Presidente, Filipe (Jacinto) Nyusi, deve prestar especial atenção a estas falácias e outras tantas com as quais o tentam convencer a agir de uma determinada maneira, como se fossem amigos verdadeiros e honestos, enquanto na verdade estão a colocar cascas de banana adiante, no seu percurso político.
Eu continuo a confiar nele do mesmo jeito que anunciei durante a campanha eleitoral para as eleições gerais de 2014! Tenho fé de que ele vai superar admiração aparentemente ingénua que tem por amigos falsos, e encarar a realidade devidamente»
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El Patriota Professor deveria ter feito ciências sociais...
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Homer Wolf eh eh eh.. "NÂO MATES A NOSSA ARTE"!
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Julião João Cumbane Quem mata a vossa arte são pessoas como tu,Homer Wolf. Pessoas que recorrem à falácia para defender posições e actos indefensáveis, como são os ataques terroristas da Renamo. Tu não podes ajudar a construir Moçambique com falácias, meu caro! Quem anda por aí a fazer "bla bla" és tu e não eu.
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Homer Wolf Eu ainda se entende (que sou um pobre coitado), agora atirar pedras para tudo e todos - até ao renomado Dr. Timbana - também é demais...
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Julião João Cumbane «Renomado Dr Tibana» querias dizer, Homer Wolf? Com que então pensas que os "renomados" viraram pessoas de opinião sempre acertada? Olha que o Roberto Tibana tem dito algumas aberrações que são tomadas como "opiniões melhor informadas". Ele não está sempre certo e é PRECISO que não haja tabus em questionar quem quer que seja!
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Homer Wolf Isso é o que mais temo: andarnos a querstionar, só por questionar...
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Julião João Cumbane Homer Wolf, questiona sempre que tiveres dúvida, ainda que possa parecer estúpida na óptica de alguém! Questiona para melhor o teu entendimento sobre as questões! E questiona provocando, se julgares necessário! Este é o melhor caminho para proporcionar oportunidades privilegiadas de aprendizagem de todos.
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Heleno Bombe tanta escrita que parece dissertação de mestrado e no fim igual a 0, nada de útil e aposto que não terá mais de 50 likes, este prof insiste em pregar no deserto!
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Homer Wolf eh eh eh
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Julião João Cumbane Estás muito equivocado, Heleno Bombe! Eu não escrevo para tu me avaliares ou para tu gostares. Estou me lixando se tu consideras "nulo" ou não o que escrevo. O importante é que leias, se souberes ler! (...).
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Ricardo Manuel "Agua mole bate em pedra dura ate que fure", real prof, continuemos debatendo ideias e nos desenvolvamos.
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Talique Amuda Ossol um texto muito rico que precisa de reler e reler para poder entender.fiz isso, e ao longo do texto vi frases lindas e bem pensado que espelham a vivência de muitos povos africanos como: " o Homem negro tem medo de ser rico, porque teme o feitiço doutro Homem negro" vi algumas dicas "com o poder não se brinca"e outras 'falácias' como o professor disse. que a ser verdade é de a firmar que algo nunca esteve bom.
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Noe Nhancale Eu concordo que é necessário estudarmos sem emoções nem paixões à estória de Samora Machel, tal como de Mondlane e outros. Só achei estranho que parece que para o autor desde texto todos dirigentes foram maus o único imaculado e Armando Guebuza, ish!
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Julião João Cumbane Noe Nhancale, eu não tenho culpa por tu me entenderes mal ou pelo ódio que nutres pelo Armando Guebuza. Para mim cada uma das figuras destacadas neste 'postagem' teve os seus méritos e deméritos. Se não foste capaz de observar os méritos dos demais para além dos de Armando Guebuza, há-de ser porque tu és da opinião de que ele só fez tudo mal. Eu sou da opinião de que Armando Guebuza fez MUITO bem por ousar concentrar-se na infraestruturação de Moçambique. De facto, no consulado de Armando Gubeza construíram-se ou foram reabilitado(a)s muito mais estradas, ferrovias, pontes, salas de aulas, novas escolas, postos de saúde, hospitais, e linhas de transmissão de corrente eléctrica para a electrificação do país do que em qualquer outro momento na história de 41 anos de Moçambique independente. Duvidas?
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Noe Nhancale Creio que nao entendeu o meu comentario: nao tenho odio absolutamente nenhum com presidente Guebuza, julgo que fez coisas boas mas tambem cometeu seus erros como todos os outros presidentes, por isso defendi que todos sejam objectos de estudo sem paixoes como parece que acontece quando falas de Guebuza. Julgo que para falar dos meritos de Guebuza nao precisamos desdenhar os outros como Samora machel em particular que teve o duro desafio de gerir a primeira republica!
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Julião João Cumbane Onde foi que tu viste desdém por Samora Machel ou Joaquim Chissano, no meu texto, Noe Nhancale? Quem não entendeu a quem? Tu a mim ou eu a ti? Lê o texto com atenção, no teu próprio interesse!
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Amipossa Nhapossa Os tempos de que o autor fala, quer o passado de Samora, quer o de Chissano, ou o de Guebuza e, assim, tambem o actual sao vividos pelo mesmo povo que, para infelicidade do autor, tem entendimentos, percepções e julgamentos diametralmente opostos aos do autor. Como nosso conselho, reveja o seu data base e reanalise. O povo nao erra e nao mente.
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Homer Wolf Ntsém!
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Julião João Cumbane «O povo nao erra e nao mente» (sic). Pobre Amipossa Nhapossa! Onde aprendeste isto que dizes no trecho aqui por mim citado?
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Homer Wolf Então quem ERROU redondamente foi o seu "querido presidente" ao eleger incondicionalmente o povo como seu patráo, assim que assumir o cargo...
Porque será???
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Julião João Cumbane Se quiseres saber, Homer Wolf, eu não gosto desse discurso de «povo patrão». Povo é soberano sim, mas elege alguém para exercer o poder, sujeito a avaliação periódica. Esse eleito passa a ser o chefe ou gestor dos negócios e da vida do povo. Eu não vejo lugar para "patrões" e "empregados" na relação entre governantes e governados. Mas respeito o entendimento que Filipe Nyusi tem dessa relação entre ele como PR e o povo, embora eu pense que é demagógico. Ele de facto é o chefão e o povo segue o que ele diz. Quem é o "patrão" aí: aquele que fica à frente dos outros e é seguido ou aqueles que o seguem? Vamos lá ser honestos!
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Homer Wolf Bem, até aí concordo...
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Raul Junior Nao fiz like ao seu texto Professor Julião João Cumbane nao porque esteja contra, mas porque em alguns momentos nao me cita. kkkk. Lembra-se que foi neste espaco num passado recente em que discutimos abertamente sobre os que dirigiam a Frelimo nos tempos de Samora? Eu dizia abertamente que individuos nao pretos nem brancos manipulavam o camarada Samora. Eles 'e que construiam todo aquele odio. O mesmo que aconteceu com MPLA. Ha um camarada que la para 1967 desse grupo a que me refiro ja nao se falava com Eduardo Mondlane pois quis dar conferencia de Imprensa em Moscovo enquanto o lider estava ai. Chissano suportou o grupo, mas Guebuza como tem tomates (3) no lugar nao mais fez senao sacudir o eixo do mal. So que o grupo parece me forte porque controla a imprensa. Uma meia palavra dita por eles, a populacao aplaude. Eles 'e que criaram este odio que se tem de Guebuza! Toda gente nao cega bem sabe disso
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Raul Junior E, se eu dissesse que o aviao de Samora foi abatido e em seguida se ter despenhado naquele vilarejo de Mbuzine iriam me apedrejar? Fui ao local das ocorrencias duas vezes (1995 e 2011) e, fiquei espiritualmente assombrado pelas vozes dos que choravam naquele dia factidico de 19/10/1986. Eles diziam me que fomos atingidos por um missil. Quem for para Mbuzine de certeza se for uma pessoa real ha-de sentir que a teoria de queda por erros dos pilotos so faz sentido para fetos deitados em latrinas dos bairros de mafalala, chamankulo...
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Titos Cau Eu também não posso deixar de notar um certo esforço em elevar o Presidente Guebuza em detrimento dos antecessores. É lamentável. Talvez seja apenas "percepação" minha.
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Amipossa Nhapossa Julião João Cumbane
Por favor, vamos por fazes:
1. Nem sempre é necessario ser academico saido de universidades para dar opinião ou fazer analise do dia a dia.
2. Mas como pergunta, estudei por ai.
3. No computo geral voce é de opiniao ilibadora apenas dos erros cometidos actualmente, mas nos somos nação e nação tem história.
4. Exactamente por isso a nossa analise tem de ser imparcial ao menos que alguém nos induza a opinião. .. acho não ser o seu caso.
5. Samora governou um pais e um governo saidos do paradigma de libertação do povo, da terra, economia e cultura, para o qual nenhum de nós estava capacitado. Mas isso não iliba a ninguém. É no reconhecimento disso que hoje agudizamos a vigilancia e aprofundamos a analise.

Bem haja o povo que nunca erra!
Nelo Txuma prof.para mim SAMORA É UMA REFERÊNCIA.

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