sexta-feira, 17 de junho de 2016

Dhlakama diz que diálogo com mediação internacional poderá iniciar próxima semana

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Líder da Renamo falava hoje à imprensa
Afonso Dhlakama diz que o diálogo com mediação internacional poderá iniciar próxima semana. O líder da Renamo, que falava hoje à imprensa, por telefone, diz que manteve contacto com o Presidente da República, o que resultou em vários consensos, e refere que tudo agora está nas mãos das equipas criadas pelas partes.
Quanto aos ataques no Centro do país, Afonso Dhlakama diz que não tem como cessar sem que haja garantias de que as forças governamentais não vão atacar. O líder da Renamo diz que deve haver vontade entre as duas partes.
“Sobre a questão militar, é a Frelimo que movimenta contingentes militares, que andam mais de 1500 quilómetros a caça de Dhlakama. Tudo pode ser negociado para que haja de facto a tranquilidade nas estradas e nas famílias. Gostaria mas não posso adiantar, nem posso dizer que amanhã vamos cessar-fogo porque isso tem implicações. Cessar-fogo significa pararmos. Você para e alguém está escondido. Você pensa que já está, paramos, e vai-te capturar e matar-te. A questão militar é complicada, mas tudo é possível; se existir boa vontade em ambos os lados. Eu gostaria que acontecesse, sinto pena das crianças, os resultados nas escolas… Treinadas (as crianças) em Maputo, vêm cá morrer sem que os familiares tenham notícias. Pode ser possível, vamos negociar este ponto de cessação das hostilidades, desde que haja garantias de que ninguém vai-se esconder para capturar ou trair o outro”, disse Afonso Dhlakama.
Início  Política  Política  Renamo e MDM insistem que é necessário responsabilizar Governo anterior

Renamo e MDM insistem que é necessário responsabilizar Governo anterior


Caso dívida pública

A questão da dívida pública continua na ordem do dia e a suscitar debates acesos. Devido a relevância do assunto, o Governo deslocou-se a “casa do povo” para explicar aos moçambicanos os contornos da dívida que já assola o país.
No entanto, na sessão realizada na manhã de hoje, os partidos da oposição, Renamo e MDM, insistiram na necessidade de responsabilização do Governo anterior por contrair dívida sem autorização do parlamento. E não ficam por aí. A oposição considera que o Governo não trouxe algo de novidade ao parlamento na tentativa de esclarecer sobre as verdadeiras razões do endividamento.
“A informação não nos satisfaz porque o facto deles terem vindo ao parlamento não significa que isto torna a dívida legal. Portanto, nós queríamos que o Governo viesse a cá para explicar porquê ignorou completamente a Assembleia da República. Nós, como representantes do povo, achamos que os moçambicanos não devem continuar a ser empobrecidos pela Frelimo”, disse Ivone Soares, Chefe da Bancada da Renamo.
Não muito distante do descontentamento manifestado pela deputada da perdiz, Fernando Bismarque, Porta-Voz do MDM, foi categórico ao afirmar que as informações prestadas, hoje, pelo Governo, não fogem muito das que foram prestadas pelo Primeiro-Ministro, na altura em que se comunicou ao país.
“A verdade é que o Governo não foi autorizado pelo parlamento para contrair estas dívidas. Então, o país não deve pagar por isso. Os agiotas internacionais devem prestar contas com o Governo passado e não com o povo moçambicano, que não tem culpa nenhuma”. Essa foi a posição do MDM, muito diferente da que foi defendida pela Frelimo. Aliás, o militante da maçaroca, Caifadine Manasse, trouxe uma abordagem optimista em relação aos passos dados pelo Governo.
“A preliminar informação apresentada pelo Primeiro-Ministro e o Ministro da Finanças consubstancia com o trabalho que o Governo está a fazer no sentido de explicar cada vez mais aos moçambicanos sobre a questão da dívida. Neste momento sinto que o Governo trouxe mais substância e matérias para que os moçambicanos entendam que o Governo não tem medo, e está interessado em explicar a situação da dívida”, proferiu Caifadine Manasse, realçando que a questão da austeridade já avançada pelo Primeiro-Ministro reflecte a crise internacional, motivada pela queda dos produtos no mercado.
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Embaixador dos EUA reitera disponibilidade para apoiar na resolução da tensão político-militar


Dean Pittman falava na audiência concedida pelo Presidente da República
O embaixador dos Estados Unidos da América (EUA) manifestou, sexta-feira, a disponibilidade do seu país em ajudar na solução da actual tensão política prevalecente e que tem na zona Centro o ponto da confrontação militar.

Dean Pittman manifestou esta disponibilidade, numa audiência concedida pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, em que a situação política no país foi um dos assuntos abordados.

Mesmo sem especificar o tipo de ajuda possível, o embaixador dos EUA garantiu que o seu país está atento aos problemas que afectam Moçambique pelo que vão continuar a incentivar o espírito de diálogo entre o Governo e a Renamo para a cessação das hostilidades.

“Nós somos parceiros de Moçambique, por isso estamos disponíveis para apoiar com vista ao restabelecimento da paz e estabilidade. Sempre apelamos para o diálogo entre as partes, por isso estaremos disponíveis para que tal facto aconteça mais vezes até encontrarem consensos que possam garantir a paz duradoura”.

No mesmo dia, Filipe Nyusi recebeu também o Embaixador da União Europeia em Moçambique, Sven Burgsdorff, com quem abordaram a situação económica prevalecente no país, com destaque para a crise da dívida pública.

O encontro entre o Chefe de Estado e os diplomatas estrangeiros acontece numa fase que o país vive uma situação de tensão político-militar o que tem causado vários danos humanos e materiais, bem como uma crise económica associada ao agravamento de moedas internacionais e endividamento do país.
Início  Política  Política  PM considera pertinente que a Justiça esclareça dúvidas sobre a legalidade das dívidas da EMATUM, MAM e ProIndicos

PM considera pertinente que a Justiça esclareça dúvidas sobre a legalidade das dívidas da EMATUM, MAM e ProIndicos

Carlos Agostinho do Rosário falava hoje na AR
O Primeiro-Ministro considera pertinente que os órgãos de Justiça esclareçam todas as dúvidas sobre a legalidade das garantias dadas pelo Governo na contratação das dívidas da EMATUM, MAM e ProIndicos. Para Carlos Agostinho do Rosário, cada órgão deve fazer a parte que lhe compete.  

“O Governo considera pertinente que os diferentes órgãos da Administração da Justiça, nomeadamente, a Procuradoria Geral da República e os tribunais, continuem a fazer a sua parte para esclarecer as dúvidas sobre a legalidade da emissão das garantias soberanas e aplicação dos recursos mobilizados”, disse Rosário, assegurando que o Governo irá colaborar com as instituições em tudo o que for necessário para assegurar o devido esclarecimento das questões suscitadas em torno da problemática da dívida pública.

“Respeitemos e depositemos a nossa inteira confiança no trabalho dos órgãos de administração da justiça do nosso país”, frisou o governante na intervenção feita no Parlamento, na manhã de hoje. 

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