quinta-feira, 23 de junho de 2016

Derrotas militares no Oriente Médio obrigam EI a focar na Europa

As coisas não estão a correr bem para o EI no território do Iraque e da Síria. O grupo terrorista perdeu parte da cidade de Fallujah. Essa vitória abre caminho para mais operações militares contra os militantes
Por Redação, com Sputnik Brasil – de Beirute/Washington:
Os esforços multinacionais, incluindo as operações da coalizão encabeçada pela Rússia, permitiram causar grandes danos ao Estado Islâmico, mas os terroristas não vão tombar sem lutar.
Ao contrário, os militantes vão depender de agentes que tentarão provocar danos na Europa enquanto eles estão perdendo posições no Oriente Médio, comunicou o analista político Oleg Glazunov ao jornal russo Izvestiya.
Os esforços multinacionais, incluindo as operações da coalizão encabeçada pela Rússia, permitiram causar grandes danos ao Estado Islâmico, mas os terroristas não vão tombar sem lutar
Os esforços multinacionais, incluindo as operações da coalizão encabeçada pela Rússia, permitiram causar grandes danos ao Estado Islâmico, mas os terroristas não vão tombar sem lutar
As coisas não estão a correr bem para o EI no território do Iraque e da Síria. O grupo terrorista perdeu parte da cidade de Fallujah. Essa vitória abre caminho para mais operações militares contra os militantes, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Iraque Ahmad Jamal.
Estas campanhas “vão se destinar principalmente à libertação de Mossul, a maior cidade iraquiana que está sob controle do Estado Islâmico. O exército já tinha executado várias missões na província de Salah-ad-Din. Assim, as forças da segurança conseguiram empurrar os terroristas para fora da área de al-Shirqat e zonas adjacentes”, acrescentou ele.
A província de Salah-ad-Din tem fronteira com a região de Nineveh, cuja capital é a cidade de Mossul.
– Falamos sobre uma cidade que tem uma grande população civil – disse Ahmad Jamal, afirmando que o processo de reconquista da segunda maior cidade iraquiana vai levar mais tempo do que a operação de Fallujah.
Entretanto, o porta-voz espera que a cidade de Mossul, sob controle do EI desde junho de 2014, seja reconquistada até ao fim do ano.
Ele acrescentou também que os estrategos militares cooperam com analistas da Rússia e Irã no Centro de Coordenação situado em Bagdá. A informação obtida pelo centro “simplifica significativamente”a operação contra o Estado Islâmico.
A libertação de Mossul e Raqqa, as cidades mais importantes para o grupo terrorista, será o golpe devastador para o império do EI. Mas as operações não vão pôr fim à existência do próprio grupo, afirma Glazunov.
Segundo estimativas preliminares, os terroristas perderam cerca de 45% do seu território no Iraque e 20% na Síria.

Recurso

A Administração do presidente dos EUA, Barack Obama, não tem planos para desviar os recursos militares e de inteligência envolvidos na luta contra o (Estado islâmico), para a luta contra o presidente sírio, Bashar al-Assad. A informação é do porta-voz da Casa Branca, Josh Ernest.
Além disso, o porta-voz acrescentou que a atual administração não quer cometer erros, como os que foram feitos em 2003, com a invasão do Iraque.
– Os nossos esforços na Síria estão agora concentrados no Estado Islâmico e qualquer oferta de direcionar os nossos recursos militares e de inteligência contra o regime de Assad significa necessariamente redirecionar os recursos dirigidos contra o Estado Islâmico – disse ele aos jornalistas.
Na última quinta-feira, dois jornais americanos, New York Times e Wall Street Journal, relataram que funcionários do Departamento de Estado dos EUA assinaram uma carta, destinada para uso interno, com um apelo para começar a bombardear as forças oficiais de Damasco. Os oficiais classificaram o plano como ‘única maneira de lutar contra o Estado islâmico e alcançar a paz na Síria.
– A política do presidente pode ainda não ter conduzido aos resultados que queremos ver na Síria. Mas ela nos salvou da reputação da administração anterior e dos erros que foram  cometidos. O presidente deixou claro que nem os EUA nem qualquer outro país será bem sucedido, colocando em primeiro plano a solução militar para os problemas na Síria – disse ele.
O porta-voz acrescentou que é “importante a lição que tenha foi dada a partir da invasão dos Estados Unidos no Iraque em 2003”.

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