quinta-feira, 23 de junho de 2016

Assistência médica preocupa funcionários

Os funcionários e agentes do Estado da cidade de Maputo manifestaram o seu desejo de ver melhorada a qualidade da assistência médica e medicamentosa por parte do Estado moçambicano pois, e na sua óptica, não se beneficiam das regalias dela decorrente.
Este apelo foi apresentado ao governo moçambicano, por intermédio da governadora da cidade de Maputo, Iolanda Cintura, no quadro das celebrações do Dia Internacional da Função Pública que foi assinalado hoje, quarta-feira.
Naquele evento, os funcionários e agentes do Estado enunciaram que reconhecem o esforço que está a ser empreendido pelo governo para melhorar as condições de vida desta classe trabalhadora, face à actual conjuntura, com particular destaque para a evolução nas carreiras profissionais no que se refere às promoções, progressões e m mudança de carreiras.
Estes avanços se reflectem nos sectores da Educação e Saúde. Todavia, apelamos que a questão da assistência médica e medicamentosa seja melhorada, pois ainda não nos beneficiamos das regalias dela decorrente”, disse Teresa Ferrão, representante dos funcionários e agentes do Estado, a nível da cidade de Maputo.
Por seu turno, a governadora Iolanda Cintura, recordou aos presentes que a data era assinalada, este ano, sob o lema “Por uma Administração Pública Livre da Corrupção e Assente na Cultura de Paz e bem Servir” e fez apelos para que a classe procure resolver os problemas que mancham o funcionamento da Administração Pública, designadamente comodismo, preguiça, desleixo e falta de transparência.   
Nós repudiamos e condenamos a esse tipo de comportamento de alguns funcionários que desvia o grande objectivo da administração pública que visa prestar serviços de qualidade com base em pessoas honestas e trabalhadoras”, disse Yolanda Cintura.
Num outro desenvolvimento, Cintura referiu-se ao momento actual que o país vive que está a ser ensombrado por uma crise económica, agravada pela prevalência de hostilidades miliares na região centro e alertou para a necessidade de se “pautar pela austeridade no uso dos poucos recursos disponibilizados em cada uma das instituições, sem no entanto colocar em causa o funcionamento da máquina administrativa pública”, concluiu.
Texto de Idnórcio Muchanga
idnorcio.muchanga@gmail.com

A confusão que nos trouxe a famosa dívida de Moçambique presta-se a muitas reflexões práticas, sem teorizar, como tentam fazer muitos, como se de facto neste momento estivéssemos assim por causa disso.
É como se o dólar tivesse subido por causa da dívida que o país contraiu e estivéssemos com fome por isso.
Parece que esse dinheiro estava disponível em algum lado, numa mala pública, e alguém foi-nos roubar, sendo que, a partir dai,passamos a ter os problemas que temos, entretanto, espalhados por todos os países do mundo, sem excepção, claro, cada um à sua maneira.
Parece que estamos a ter problemas com os doadores e financiadores só por isso, lembrando-nos, se quisermos que, os mesmos já nos chantagearam tanto quanto puderam por outras razoes em outras ocasiões: ou porque apoiamos a luta pela Independência dos outros povos, incluindo o Zimbabweano, ora por causa de eleições não ganhas por quem gostariam, ora porque ousamos dizer que somos soberanos.
Parece que teria sido por isso que nos vieram destruir a indústria de caju a despeito de reabilitá-la ou rentabilizar o sector, erro reconhecido, mas entretanto não reparado até hoje a favor dos moçambicanos.
A minha ansiedade é de que de facto as instituições de Estado existentes, possam chegar à conclusão de que o dinheiro que tanta falta fará, daqui a pouco, foi mesmo roubado por alguém (uma pessoa singular) e possamos ir encontrar aonde o dito cujo o foi depositar para uso individual. Ai, sim, marcharei para que o individuo seja responsabilizado e juntarei o meu grito ao daqueles que estão à espera do pronunciamento das autoridades competentes para tirar as conclusões.
Todavia, não é a mesma ansiedade que tenho em relação a saber que o único erro cometido terá sido o facto de o empréstimo não ter passado pelo Parlamento. Principalmente se se provar que o dinheiro serviu para defender o país de alguns parlamentares moçambicanos a quem não se deve dizer o que se faz em matéria de segurança, porque o país precisa de se esquivar deles.
A ser isso, a ansiedade desta vez é para ver que instituições temos no país para julgar o Estado, para julgar a quem assim procedeu? Vai-se dizer que…violou a Lei, violou a Constituição, por não ter feito passar pelo Parlamento a proposta de financiamento. Ai, hei-de me rir!
Hei-de me rir porque tais instituições não saberão, responder-me as questões sobre (1) se é legal um Partido estar armado num Estado de Direito Democrático (2) se é legal haver pessoas concretas e conhecidas que todos os dias matam outras pessoas, em todo o país e se (3) isso é mais ou menos que emprestar dinheiro secretamente. Quererei saber que instituição do Estado estará disponível para agir em tal situação.
A minha ansiedade é se será desta vez que teremos o Estado a funcionar, depois que os patrões daestranja visitaram a Procuradoria da República, a sede do Parlamento moçambicano, a Presidência da República, com uma mensagem que sugere uma acção enérgica contra o tal empréstimo secreto.
Enfim, se não se sentirão envergonhadas (tais instituições do Estado) por receberem ordens de quem não se incomoda quando a Lei fundamental é grosseiramente violada, o Estado de Direito é violentado, todas regras de convivência democrática esfrangalhadas ate ao tutano e um povo inteiro massacrado…aonde se metem os conselheiros de hoje quando tudo isso acontece, ainda que seja em satisfação do sistema que querem que sigamos.
Estou expectante para me aperceber mais uma vez do quanto o crime o é conforme a sua origem e os mortos significam o que significam conforme quem os matou.
Estou ansioso!



Desde que nasci que vagueio no tempo e no campo das ideias e ideais.
Não sei quem nasceu primeiro, se eu ou o tempo, mas desde que cresci assumi sem medo as ideais do meu tempo, como arma de arremesso contra o colonial- fascismo que nos escravizava, humilhava e explorava em nossa própria terra.Desde então o país e o mundo mudaram, a ponto de não caberem no juízo dos meus ideais.O que sei é que o tempo vai-se esgotando,e a paciência de ver as coisas acertadas no ponteiro da horas,caindo em plano de descrença.Existe um vácuo incomensurável de desgosto, por ver milhões que nada têm,e do outro lado, gente aburguesada só por ter algum,a sentir-se nas nuvens, tendo esquecido de onde veio,e sem se importar para onde vai, como se a pobreza na família nada fosse com eles.
Para uma sociedade saída de uma economia centralizada para economia de mercado, o país caminha nas asa de um capitalismo desregulado, carecendo de umaideologia massificada dominante, que possa instituir um projecto político com uma determinada visão sobre a sociedade e sobre aeconomia.A utopia de ver a justiça social e económica abragente aos mais necessitados,pela qual nos batemos na luta de libertação nacional, não deveria ser preocupação apenas do governo nem da igrejas, mas da solidariedade humana, na obrigação de insuflar de esperança uma pobreza, que não cansa de serpentear bairros, vielas e campos do imenso país que é Moçambique, e que dada a fertilidade do seu solo, poderia ser o celeiro de Africa.
A crise económica é pontual, Moçambique voltará a carrilar nos seus eixos, contudo existem desafios económicos e sociais urgentes, a precisar de atenção.O Estado não pode viver mais tempo sustentado numa economia providenciada de doadores, como se o modelo do nosso estado estivesse esgotado.Nessas circunstâncias o mais certo é a política do governo ser condicionada por aqueles que põem o dinheiro,como até agora, incluindo países com governos que já deram provas de não merecer a nossa confiança.
São tantos os desafios, mas o Estado não deve em momento algum tremer.
As elites não aprendem nada.A democracia foi concebida para melhor nos governarmos, alargar consensos políticos capazes de gerir as nossas vidas, e não para enriquecer os políticos.Quem escolhe a carreira  política deve pôr de lado a idéia de usar a política para enriquecer.A constituição deve ser respeitada, e não adulterada para benefício de grupos e indivíduos.E isto é verdadeiro para Moçambique, como para outras democracias.Se alguém anda a financiar o terrorismo da Renamo deve ser denunciado e neutralizado.O que nos distingue não é o facto de sermos moçambicanos,é o facto de uns serem patriótas, e outros que por um punhado de dólares se vendem aos estrangeiros.
Neste momento conturbado de uma hierarquia social artificializada, quem não herdou não passa de lixo, e até ao momento o que conquistamos foi uma máquina complicada  de difícil manejo,e que entende as nossas línguas e limitações pontuais. Chegamos ao ponto de permitirmos que o Estado seja chantageado por acções terroristas, por um grupo de bandidos.Temos gente que não trabalha nem quer trabalhar, empresários que não pagam impostos, e mesmo assim querem receber ajudas do estado. Como foi possível a sociedade descer tão baixo?
Destruir infraestruturas, matar, entre outras coisas, são acções próprias de um movimento terrorista e extremista, e não de um partido com assento parlamentar.Espero que na marcha agendada para o dia 18 de Junho, haja alguém na sociedade civil, com discernimento para dizer basta ao terrorismo protagonizado pelos homens armados da Renamo!Espero que a marcha não seja mais uma manobra da incendiária Alice Mabota, para desvirtuar o sentido cívico da iniciativa, para englobá-la na sua agenda política e do seu amigo Dlhakama...
Na América e no mundo ninguém dialoga com terroristas.Nesses países o único sítio para terroristas é a cadeia,a forca ou execução sumária.
Conforme diz o presidente Flipe Nyusi``Estamos num estado democrático e de direito.Por isso não devemos abrir espaço para uma convivência dualista,em que por um lado há partidos civis, e por outro, partidos armados.``
Esta é quanto a mim, o cerne principal da enfermidade, com que padece a nossa democracia.Quando vejo países a dizer que querem ajudar, vislumbro  tentativas de protagonismo, e vontade em  influenciar decisões, porque se houvesse vontade em ajudar, ter-se-ia condenado a Renamo por até hoje recusar desarmar os seus homens, e continuar a matar.Para o ocidente e para gupos como o Bilderberg os pretos não tem cotação no mercado.
Apesar da matriz cristã que a caracteriza, o ocidente nunca ressarciu, nem pediu desculpa a Africa, pela escravatura dos negros para as Américas, e ninguém ressarciu o continente africano, pelas agruras do colonialismo, que enriqueceu a Europa e as suas elites.Quanto à divida soberana , os estados têm dividas, uns mais do que os outros.As instituições da Bretton Woods não são inocentes.Alguns antigos funcionários daquelas instituções financeiras confessaram que enquanto funcionários, o seu trabalho resumiu-se em endividar certos países, que careciam de recursos, concedendo empréstimos para além do que precisavam, para reconstrução e desenvolvimento.Projectos megalómanos financiados com empréstimos gigantescos, de bancos do primeiro mundo.Muitas economias foram dessa forma simplesmente assassinadas, e alguns países da OCDE como Portugal, continuam endividados graças a essas práticas.Quem ficou a ganhar?As instituições de crédito naturalmente.
A questão da divida soberana  escondida, está sob investigação da PGR e do FMI, e até lá vamos aguardar o desenvolvimento.
O país necessita de paz, para crescer económicamente.Só nós sabemos quantos literados temos, e de quantos o país está necessitado para irmos adiante.Quantos temos sem o ensino secundário completo, e só sabem pegar na arma.Quantos temos com curso universitário e quantos necessitamos para educar.Educar numa perspectiva de tornar competitivo e diversificado o mercado, e não apenas para inglês ver.
Universidades temos, mas será que tem a qualidade exigível segundo padrõs universais ou para satisfação do consumo interno?A democracia foi- nos imposta ou uma escolha?
É que se foi uma escolha, não entendo a prevalência das armas, porque estas deveriam estar nos quartéis e nas esquadras da polícia.O estado está no seu legítimo direito de recolhe-las à força.
Se escolhemos a democracia esta deveria ser alimentada, com diálogos e consensos, e não permitir a radicalização de sectores.E não devemos permitir que uma democracia de armas se sobreponha à razão, que escolhermos para sair do chão, em que fomos séculos obrigados a viver.Esse chão que queiramos ou não, não nos querem dele erguidos, porque se um dia nos reerguermos nada ficará como dantes.
Como Nação e povo é- nos exigido em qualquer circunstância a auto-estima. Temos muita gente idosa ao deus dará, jovens em idade escolar na prostituição,os níveis de prevalência de HIV/Sida em doentes continua elevada, assim como a mendicancia e desemprego entre a juventude.Estamos a tempo de corrigir as discrepâncias sociais e económicas, assim como as assimetrias regionais, por não acreditar ter sido em vão edificar um estado laico e plural, baseado no pressuposto de justiça e inclusão social e económica.
Unidade, paz e democracia

 PS. O estado moçambicano sairá sempre vencedor deste desafio, criado pelas forças residuais da Renamo.O estado tem legitimidade de usar a força. Segundo  o filósofo, a única lei é a força do mais forte, que pode tudo quanto tenha força para conquistar e conservar. 
 Inacio Natividade
“Na multidão dos sonhos há vaidade, assim também nas muitas palavras” Eclesiastes 5:7
Toda a pessoa viva e consciente no mundo carrega consigo os seus sonhos. Desde a antiguidade, até aos dias de hoje, ela (pessoa), segue, nesse seu galope frenético em direcção ao progresso com os seus sonhos. Citando o médico neurologista Austríaco de origem Judia Sigismund Schlomo Freud, mais conhecido como Sigmund Freud, e pai da psicanálise:A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.”Isso porque segundo ele, o sonho é um fenómeno psíquico, um conjunto de ideias e imagens mais ou menos confusas e disparatadas que se apresentam ao espírito durante o Sono. Só que os sonhos, (isso já quanto a mim), são condicionados pelo espaço geográfico onde a pessoa nasceu e reside, e são também, influenciados muitas vezes pela condição financeira da pessoa sonhadora. Por exemplo, enquanto no nosso continente a maior parte das pessoas, dorme com o estômago vazio a clamar pela comida, os seus sonhos surgirão em forma de migalhas de comida, (tipo mandioca, Xima de Karakata ou de milho, água do poço, etc.). De acordo com o Relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento, (Setembro 2010), o número de pessoas que vive com menos de Um dólar por dia nos 49 países mais pobres do mundo - principalmente no nosso Continente, mais do que duplicou nos últimos 30 anos, chegando a 307 milhões, o que equivale a 65% da população. O mesmo Relatório estimava que este número poderia chegar a 420 milhões até o ano passado (2015). Eu digo que, enquanto nós Africanos sonhamos com um bocado de comida e água potável, os Europeus e outros Povos do primeiro mundo, onde o dinheiro é uma espécie de bichinho de estimação, os sonhadores imaginam-se nadando em banheiras doiradas com Jacuzzis de água quente massajando-lhes os corpos. Por ser este meu espaço bastante exíguo, vou direitinho ao assunto: criticar o sonho europeu dos africanos, em particular dos moçambicanos. Apesar de o colonialismo ter-nos deixado já vão para cima de quatro décadas, não obstante, o espectro oufantasma de assimilados europeus continua arraigada nas nossas mentes. Vai daí os nossos sonhos apresentarem-se em forma de anjos brancos. Concretizando: Todo o jovem africano, (rapaz e rapariga), sonha com a obtenção dum Grau Académico, um Emprego num gabinete luxuoso na cidade, (raros são os que sonham com uma Licenciatura, para não falar de Doutoramento mas amanhando a Terra no Campo); um casamento com roupa de marca “Pierre Cardin”. Admito que, embora o uso do traje académico do fim de curso e o vestido de noiva impliquem o respeito e cumprimento de certas regras  por se tratar de acontecimentos solenes, onde a obrigatoriedade de se vestirem apropriadamente, (no caso do fim de um curso académico a Beca composta por capelo, acompanhado de pingente que deve ser posicionado do lado esquerdo, símbolo do curso, capa vestida sobre a beca, faixa também sobre a beca na altura da cintura); no caso do casamento fato completo para homens e o respectivo vestido rendilhado para noiva), não obstante esses momentos serem sem dúvida belos, por permitir aos “protagonistas”, compartilharem a alegria com os entes queridos, assim como forma de expressarem o reconhecimento daqueles que de alguma forma contribuíram para a materialização dos seus sonhos, mesmo assim, continuo a dizer que devíamos sonhar Africanamente. Como!? Boa pergunta. Confeccionando a nossa Beca, Fato e Vestido de Noiva com os nossos tecidos tipo “Kapulana”, evitando despesas supérfluas, e conquistando a nossa auto-estima. Vejamos o exemplo do casamento duma europeia: Uma estudante Moscovita de 20 anos Khadija Uzhakhova, que se casou recentemente com Said Gutseriev, filho do oligarca Russo Mikhail Gutseriev, importou de Paris, um exuberante vestido de noiva pesando cerca de 25lb que custou qualquer coisa como £18.000, (para subir ao altar precisou de ajuda de quatro pessoas!) e todo esse aparato para ser exibido durante algumas horas. Onde iremos nós com essas imitações? Vamos lá sonhar deitados na esteira e com os pés no chão Africano: africanamente! Sonhei mal!?

Kandiyane Wa Matuva Kandiya
nyangatane@gmail.com

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