segunda-feira, 20 de junho de 2016

Angola: Ditadura prende mais 4 revús - Pedrowski Teca



Johannesburgo - Por altura de se completar um ano desde que 15 jovens de um total de 17 foram injusta e arbitrariamente presos em Luanda, inicialmente por falsas acusações de tentativa de golpe de Estado e atentado contra a vida do presidente ditador José Eduardo dos Santos, o regime angolano prendeu mais 4 jovens, desta vez na província de Benguela.
Fonte: Club-k.net
Denúncias apontam que as detenções aconteceram próximo ao Instituto Superior Politécnico Maravilha, por volta das 15 horas de ontem, 16 Junho, quando os ativistas, nomeadamente: Avisto Botha, Francisco Contrário, Ilídio Francisco, e Rafael Chindula, distribuíam papeis nos arredores da cidade de Benguela, sobre uma manifestação que terá lugar no dia 19, para assinalar as perseguições e injustiças, exigindo a liberdade dos 15-2-1 jovens presos políticos em Luanda, e reclamarem a liberdade de expressão designada na Constituição de Angola.

Os jovens do Movimento Revolucionário de Benguela foram surpreendidos por agentes da Polícia Nacional, que interromperam a sua atividade e levaram-nos para a Direção Provincial de Investigação Criminal de Benguela.

Os 4 jovens detidos foram obrigados a passar a noite ao relento do quintal da mesma instituição, onde foram informados que serão julgados sumariamente por desobedecerem a posição do Governo Provincial de Benguela, que proibiu a realização da manifestação, sendo que em pouco tempo ocorreu um protesto similar na mesma província.

A explicação do Governo Provincial é vaga e sem respaldo legal, violando assim o direito de reunião e de manifestação protegidos pela Constituição.

A actividade de distribuição de panfletos para a mobilização de cidadãos à manifestação pública, não constitui a manifestação em si.

É condenável a ação politizada e arbitrária da Polícia Nacional e do Governo Provincial de Benguela, que prenderam e mantiveram jovens indefesos ao relento, no recinto da Direção Provincial de Investigação Criminal.

É aconselhável a libertação imediata e incondicional dos jovens, que têm o direito de prosseguir com os arranjos para a manifestação, sendo que não estão a violar nenhuma lei.

A lei não proíbe a realização de uma manifestação, simplesmente porque as suas exigências já foram feitas em outro protesto ocorrido há dias anterior. A justificação do governador Isaac dos Anjos é descabido de lógica e legalidade.
Exigimos a liberdade imediata e incondicional dos mesmos.
 

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