quarta-feira, 11 de maio de 2016

Um pedido aos veteranos da luta de libertação nacional de Moçambique


Respeitados combatentes da luta de libertação nacional (de Moçambique), compatriotas!

Nesta hora de passagem de testemunho na gestão das conquistas do povo heróico de Moçambique, da vossa geração do 25 de Setembro—para as novas gerações, peço a vós, respeitados veteranos da luta de libertação nacional, para que tenhais MUITO cuidado com as alianças que fazeis.
Este pedido surge porque há sinais de que a Frelimo está a enfrentar uma luta interna pelo poder, luta esta que tem um potencial para ser fratricida. Na composição do actual Comité Central da Frelimo e também do actual Governo de Moçambique, há "crocodilos" preparando o assalto ao poder por uma escória do colonialismo português que sobrevive nas hostes da Frelimo, desde a mesma (a escória do colonialismo) se infiltrou na Frelimo nos primórdios.
Eu estou sabendo que essa escória do colonialismo português ainda nas hostes da Frelimo é que terá instigado a fundação desta organização (a Frelimo), a partir daqueles três movimentos (MANU, UDENAMO e UNAMI) como a única frente de luta pela "independência" de Moçambique. É isto que explica o protagonismo que essa escória do colonialismo vive reclamando na condução da agenda da Frelimo.
O termo "independência" vem entre aspas no parágrafo anterior, porque há evidência indicando que a iniciativa de instigar a união dos movimentos nacionalistas moçambicanos numa única frente foi primeira da Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), que era o serviço de inteligência do Estado colonial português. Os colonialistas portugueses pensaram que na impossibilidade de aparar o movimento independentista nas então-colónias portuguesas, era preferível que fosse o próprio regime colonial português a formar movimentos pseudonacionalistas e colocar na sua liderança indivíduos nativos da confiança do regime colonial português. É assim que o regime colonial fascista português inicia, na segunda metade da década de 1950, o recrutamento e treino de certas pessoas que mais tarde iriam integrar os tais movimentos pseudo-nacionalistas e os controlar por dentro, para inviabilizar o projecto de independências efectivas dos verdadeiros movimentos nacionalista, que entretanto estavam em formação em quase todos os territórios que eram colónias portuguesas. Esse recrutamento foi feito de uma forma muito dissimulada que alguns dos recrutas que integraram esse programa nem se deram conta de que estavam a ser preparados para o objectivo de inviabilizar a independência efectiva dos seus países.
E como acabar com a dominação dos nativos pelos europeus fosse o objectivo dos independentistas, a luta pelas independências das colónias em geral—em todo o mundo—era uma luta de classes, qual prevista na teoria sócio-económica-política de Karl Marx. Assim, para que a estratégia de infiltração de agentes da PIDE nos movimentos independentistas das então-colónias fosse bem sucedida, era necessário o plano de infiltração contemplar a instrução dos potenciais agentes em marxismo(-leninismo) ou "socialismo científico". (Alguns dos recrutas que participaram desse programa da PIDE tanto gostaram da teoria marxista sobre organização da sociedade e da economia que acabaram desertando a PIDE e começaram a agir por contra própria, procurando identificar-se com a causa da independência efectiva das suas terras de nascimento, mas reclamando para si o controlo do poder político. É precisamente a esses que eu trato por "escória do colonialismo" português em Moçambique.)
No caso de Moçambique, Eduardo Mondlane só foi convidado abraçar a causa da liberdade do seu povo quando o regime colonial português despachou para o campo de operações o primeiro contingente desses agentes da PIDE treinados em marxismo. Afinal, a FREnte de LIbertação de MOçambique (FRELIMO) acabou adoptado o "socialismo científico" como sua linha de orientação político-ideológica por conta desses agentes da PIDE nela (FRELIMO) infiltrados desde os primórdios.
É preciso destacar que o Eduardo Mondlane não fazia parte desse grupo de agentes da PIDE. Porém, sendo nessa altura funcionário das Nações Unidas, era uma figura incontornável para o regime colonial português. Além disso, Eduardo Mondlane contava com a simpatia dos verdadeiros nacionalistas do Sul de Moçambique, não só por ser desta região, mas sobretudo por causa do seu ascendente académico; e a PIDE sabia disso. Foi assim que, relutantemente, a PIDE urdiu um plano para que o Eduardo Mondlane fosse convidado para dirigir a frente que resultaria da união dos movimentos independentistas moçambicanos (MANU, UDENAMO e UNAMI), que regime colonial português contava poder controlar através da PIDE. A visita de Eduardo Mondlane a Moçambique, no primeiro trimestre de 1961, ocorreu nesse contexto. Só assim se explica a "hospitalidade" com que ele (Eduardo Mondlane)—"preto indígena" (porque não era assimilado!)—foi recebido pelas autoridades coloniais portuguesas em Moçambique.
Ocorreu que, coincidentemente, Eduardo Mondlane colocou como condição, para aceitar o convite para se juntar à causa da independência de Moçambique, que os três movimentos que entretanto eram conhecidos nessa altura (a PIDE sabia da existência) se unissem numa única frente de luta, contanto que que a causa era comum. É aqui onde o plano da PIDE começa a ficar ameaçado, pois desde logo ficou claro que seria difícil ter Eduardo Mondlane a dirigir essa projectada frente nacionalista—que veio a chamar-se FRELIMO—sob o comando secreto do regime colonialista português. Outrossim, Eduardo Mondlane sabia que, para conseguir o apoio popular e assegurar a conquista da independência efectiva de Moçambique (que a PIDE pretendia inviabilizar), era necessário que a causa da luta dessa frente não fosse apenas a conquista da independência nacional de Moçambique, mas também a construção de um Estado Novo com orientação político-ideológica pró-justiça social, e nessa altura o socialismo (esquerda política) é que estava em voga. Por outras palavras, Eduardo Mondlane compreendeu que era preciso que a frente que estava prestes a nascer (a FRELIMO) fizesse uma rotura política total com Portugal. É assim que se explica que quando a FRELIMO se forma e o Eduardo Mondlane torna-se seu Presidente, a PIDE vê o seu plano de conceder uma pseudo-independência a Moçambique cair por terra. Isso precipitou a morte de Eduardo Mondlane por assassinato urdido pela PIDE, a pedido de seus agentes infiltrados na FRELIMO.
Eduardo Mondlane pressentiu que seria mártir da luta pela independência efectiva de Moçambique, dai que na linha de sucessão na direcção da FRELIMO tinha proposto (i) Uria Simango, (ii) Joaquim Chissano e (iii) Armando Guebuza. Mas os últimos dois eram ainda muito jovens, razão pela Eduardo Mondlane os fez substituírem-se como seus assistentes particulares. O Uria Simango era, portanto, o imediato sucessor de Eduardo Mondlane na direcção da FRELIMO, em caso da morte deste último. Isto é, Samora Machel não estava nas preferências de Eduardo Mondlane como seu sucessor (...).
Como, então, é que Samora Machel fica sucessor de Eduardo Mondlane na liderança da FRELIMO?
Evidência disponível nos arquivos da PIDE já desclassificados indica que, com o assassinato de Eduardo Mondlane, o regime colonial português tentou retomar o controlo da FRELIMO, através dos agentes da PIDE nela (na FRELIMO) infiltrados. São esses agentes da PIDE infiltrados na FRELIMO que desde o princípio instigaram conflitos tribais entre os militantes da frente nativos de Moçambique. Samora Machel sem compreender como, é idolatrado em consequência de uma campanha de endeusamento levada a cabo por esses agentes da PIDE infiltrados na FRELIMO, exactamente porque no seu plano queriam que fosse ele (Samora Machel) a ficar no lugar de Eduardo Mondlane como "líder" da frente (i.e. da FRELIMO). Pensaram eles (os infiltrados da PIDE na FRELIMO), erradamente, que seria mais fácil manipular e controlar Samora Machel, quiçá subestimado por causa do seu baixo nível académico. Engaram-se, como o tempo lhes provou mais tarde, e por isso também eliminaram Samora Machel de uma forma muito sofisticada, e eles (agora feitos simples escória do colonialismo dentro Frelimo) continuam vivinhos da silva até hoje.
A seguir à ascensão de Samora Machel para a liderança da FRELIMO, os agentes da PIDE que urdiram secretamente essa ascensão, fizeram de tudo para culpabilizar o Uria Simango pela morte de Eduardo. O plano inicial desses agentes da PIDE infiltrados na FRELIMO era que o Uria Simango fosse morto; inclusivamente, alguns dos elementos que tinham trabalhado directamente com Eduardo Mondlane e eram da sua confiança pessoal tinham que ser também eliminados fisicamente. (Joaquim Chissano era para morrer juntamente com Eduardo Mondlane, mas o plano falhou...!) Felizmente, os serviços de inteligência tanzanianos, auxiliados por serviços secretos de países que apoiavam a causa genuína da FRELIMO, interceptaram esse plano e informaram ao Julius Nyerere (então Presidente da Tanzania). Este ficou zangado ao saber desse plano macabro e tratou de advertir os seus mentores que se o mesmo (o plano) fosse executado, a FRELIMO seria expulsa da Tanzania. É assim que o Uria Simango escapa temporariamente a execução e foge da Tanzania e procura outro exílio (…). Mas o plano de eliminação das figuras que tinham trabalhado directamente com Eduardo Mondlane na direcção da FRELIMO não parou por ai. Os agentes da PIDE infiltrados na frente (i.e. na FRELIMO) levaram a cabo o seu plano, mas já no campo de batalha, no interior de Moçambique. Aquela lista inicial de heróis nacionais (moçambicanos de gema) cujos restos mortais jazem na Praça dos Heróis, na Cidade de Maputo, é de combatentes assassinados no âmbito da execução desse plano. As escaramuças tribais que eclodiram na sem Dar-es-Salam, envolvendo militantes da FRELIMO, e que culminaram com a morte de Mateus Sansão Muthemba, faziam parte do plano urdido por esses agentes da PIDE infiltrados na FRELIMO para tomar o controlo desta frente. Hoje, esses fulanos não passam de que escória do colonialismo que viraram com o passar do tempo, ainda no seio desta organização, mas felizmente sem protagonismo relevante, exceptuando fazer algumas barulho nos órgãos de comunicação social "independentes", paridos no advento do projecto de construção do Estado de Direito Democrático em Moçambique. Joaquim Chissano e Armando Guebuza também eram visados por aquelas escaramuças entre militantes da FRELIMO em Dar-es-Salam, mas escaparam milagrosamente, o que veio a revelar-se crucial para a viabilidade da FRELIMO como um movimento verdadeiramente nacionalista, pois mais tarde os dois ajudariam Samora Machel a manipular inteligentemente o cerco que lhe estava sendo imposto por elementos daquela escória do colonialismo português que tinham urdido o plano para o colocar na liderança da FRELIMO, sem que ele soubesse ou lhes conhecesse as verdadeiras intenções.
Agora, de volta ao meu pedido aos veteranos de luta de libertação nacional (de Moçambique), é preciso continuar a vigiar de forma cerrada e bem perto essa escória do colonialismo português que ainda milita nas hostes da Frelimo (Partido). A luta dessa escória por ter o controlo da Frelimo e de Moçambique continua. A estratégia dos elementos dessa escória do colonialismo português em Moçambique continua a ser a mesma: colocar na liderança da Frelimo e de Moçambique alguém que possa ouvir só a eles (e se for uma MULHER melhor ainda, assim pensam eles!), de modo que possam ter o controlo efectivo de tudo neste país. Se vós, veteranos da luta de libertação nacional (de Moçambique) que sóis verdadeiros nacionalistas, que sóis «moçambicanos de gema», permitirdes que essa escória do colonialismo português volte a ter influência nas decisões que a Frelimo toma sobre o futuro de Moçambique e do seu povo, então adeus independência, adeus liberdade, adeus, soberania, enfim, adeus todas as conquistas da luta que travastes e dedicastes toda a vossa juventude para que todos nós (moçambicanos) pudéssemos ser livres e sonhar com uma vida cada vez melhor. Por favor, não permitais que a liderança e o poder da Frelimo sejam hipotecados a fanáticos ideológicos à mistura com uma corte de pseudopolíticos e empresários gananciosos que já começam a infiltrar-se nos órgãos do Partido (Frelimo) e do Estado. Cuidado! Essa gente sem escrúpulos pode e vai hipotecar, sem vacilar, todas as vossas/nossas conquistas, se lhes cederdes a cadeira do poder!
Enfim, é preciso e urgente que fique claro que a actual crise financeira internacional, que é de todo o mundo, mas que afecta Moçambique de modo excepcionalmente duro, devido à fragilidade da nossa economia doméstica, está a ser aproveitada por aquela escória do colonialismo português a que fiz referência neste meu pedido, agora coadjuvada pelos seus acólitos (velhos e jovens), para enfraquecer o poder do Presidente Filipe Nyusi na liderança da Frelimo e do Governo e Estado moçambicanos. A juventude moçambicana, particularmente a liga juvenil da Frelimo—a OJM—, tem que ser instruída para saber e reconhecer que na Frelimo há uma escória do colonialismo que tudo tem feito, desde os primórdios, para inviabilizar a luta do povo moçambicano pela independência, liberdade e justiça.
Finalmente ainda, anotai que objectivo central dessa escória do colonialismos português em Moçambique é assumir o controlo da Frelimo e de Moçambique em proveito próprio, já que ao colonialismo português não pode mais servir na presente ordem política internacional. A visão míope dos líderes inconfundíveis dessa escória do colonialismo em Moçambique é de que se forem eles a controlar a agenda política deste país então o progresso será acelerado. Eles ignoram completamente os obstáculos que são deliberadamente colocados às economias fracas pelos monopolistas do capital Ocidental. Consequência da sua instrução em marxismo ou socialismo científico, os componentes dessa escória do colonialismo português em Moçambique ainda acreditam, erradamente, que a igualdade é o ideal adequado na luta pela justiça social. Não entendem que a justiça só pode ser prática de vida onde as pessoas são verdadeiramente livres e vivem em harmonia social. Actualmente, em Moçambique, só a Frelimo entende que o ideal de uma luta justa é soma da liberdade com a paz efectiva e permanente. É exactamente porque os elementos dessa escória do colonialismo português em Moçambique não entendem este ideal original dos verdadeiros nacionalistas moçambicanos, e, portanto, da Frelimo que estes ajudaram aqueles a fundar—mas estes últimos por um objectivo nobre, nomeadamente a conquista da independência, liberdade e soberania efectivas—, que aqueles (elementos da escória do colonialismo) não param de fazer críticas sem sentido (razão porque não colam) ao Governo de Moçambique e à liderança da Frelimo, mormente desde a morte de Samora Machel. Tentaram sem sucesso instrumentalizar Joaquim Chissano e Armando Guebuza; agora estão a tentar instrumentalizar Filipe Nyusi. Se não não conseguirem dominar Filipe Nyusi, vão tentar substituí-lo por outra pessoa que eles possam controlar, preferencialmente uma mulher com simpatias no Ocidente!
Agora mesmo para fechar: por favor, veteranos de luta de libertação nacional, atendei este pedido dos vossos filhos; não deixai a Frelimo e Moçambique ficar sob controlo de nenhuma escória do colonialismo! Eu confio em vós, qual vós e eu juntos confiamos no Filipe Nyusi, que vós conduzistes à liderança da Frelimo! Agora vós e nós, vossos filhos sóbrios, vamos todos juntos ajudar o Filipe Nyusi a comandar a tripulação do nosso barco rumo ao progresso sustentável. A escória do colonialismo pode, entretanto, continuar entre nós até um dia, já que não há como negar que a mesma (escória) esteve na génese da Frelimo, ainda que os seus objectivos não fossem nobres. Vós e nós, vossos filhos sóbrios, vamos continuar a lutar incansavelmente e sempre vigilantes para que os objectivos nobres da Frelimo—nomeadamente organizar e guiar o povo moçambicano na sua luta (i) pela conquistar e defesa da independência (total e completa, soberania inclusa!) e (ii) pela vida em liberdade, paz (efectiva e permanente!) e justiça—prevaleçam.
Aqui ficou o meu pedido.


Confissão de medo

Ter medo é bom para a sobrevivência. Os impávidos ou destemidos são espécies em extinção; não são viáveis.
Eu confesso que eu estava com medo quando escrevi a minha longa carta—agora completamente editada e com a maioria das gralhas corrigidas—aos veteranos da luta de libertação nacional (de Moçambique).
Não obstante, quando volto a ler o que escrevi, sinto que me identifico com o todo o conteúdo, particularmente neste momento difícil para Moçambique e para a Frelimo. É que eu considero uma grande falta de senso de responsabilidade política e de justiça para os que lutaram pela independência deste país, e também uma exibição de um grande défice de patriotismo genuíno, que hajam entre os veteranos de luta de libertação nacional (de Moçambique)indivíduos que cantam e dançam, simpaticamente, a música tocada nas capitais económicas/políticas do mundo Ocidental sobre Moçambique.
Sim, a Frelimo é suficientemente madura para admitir e tolerar que se cante e dance a música dos FMI, G14, USA (ou EUA, etc., em detrimento do bom nome e boa imagem da própria Frelimo e de Moçambique, mas tal não deve ser feito sem que revele a génese de tais comportamentos atípicos de alguns dos seus militantes mais antigos. É que se se fica totalmente no silêncio, sem colocar os pontos nos "ish", quem sai mal na fotografia aos olhos do mundo é todo o povo moçambicano, que passa a ser tido como pouco sério porque conduz ao poder organizações e dirigentes políticos corruptos, quando tal não corresponde à verdade. O que estou a dizer aqui é que o exercício do direito à liberdade de expressão por alguns veteranos renomados da Frelimo está a ser feito de forma irresponsável, antipatriótica, e isso projecta uma imagem ofuscada de Moçambique e do seu povo para todo o mundo, o que resulta no exacerbamento da falta de confiança deste mundo para com Moçambique e seu povo.
É verdade que há corrupção em Moçambique, mas tal não é um fenómeno exclusivo a este país e descoberto hoje pelo FMI ou por quem quer que seja. Corrupção há em todo o mundo onde há competição pelo acesso aos recursos necessários para a satisfação das necessidades da vida—mormente das necessidade do ser humano que tem vários níveis, sumariamente organizados em três blocos, nomeadamente (i) o bloco das necessidades de sobrevivência (fisiológicas, protecção e defesa; (ii) o bloco das necessidades sociais ou de participação (amor, ser membro de num grupo social, ter aceitação e boa integração nesse gruo); e (iii) o bloco das necessidades de autorrealização (desenvolver capacidades que individualizam a pessoa, tais como a aquisição de riqueza material, intelectual e/ou espiritual; desenvolvimento de habilidades técnico-profissionais; entre outras coisas que assim que particularizam o indivíduo e elevam a sua utilidade na sociedade). O que é necessário é que a corrupção seja combatida permanentemente, sem tréguas, para que os níveis de sua percepção não sejam elevados e emperrem o progresso harmonioso de uma sociedade. Isto está sendo feito em Moçambique, pesem embora as dificuldades estruturais e conjunturais que o país a atravessa. Por pensar assim, eu esperava maior serenidade por parte de alguns veteranos da Frelimo que se exibem hipocritamente em público, como se o seu currículo sociopolítico fosse imaculado. Que se critique, mas com sensatez, sem hipocrisia. Para surtir melhor efeito—para ser efectiva, positiva e bem encarada—a crítica tem que ter referência na história individual (negativa e positiva) de quem critica.
Sim, redigi a mensagem aos veteranos de luta de libertação nacional (de Moçambique) irritado por esses comportamentos irresponsáveis de alguns históricos da Frelimo, que melhor não fazem à imagem deste partido político cinquentenário aos olhos do eleitorado para malgrado de todos os seus militantes e simpatizantes. Tenho em mim que mais do que a troca de acusações infundadas de corrupção em público, os militantes seniores da Frelimo devem cooperar na explicação, aos moçambicanos—especialmente à juventude—, da verdadeira génese da crise financeira que Moçambique está a atravessar actualmente. A crise que Moçambique está a atravessar resulta de uma conjugação de factores estruturais é conjunturais; não é uma simples consequência de uma gestão pouco criteriosa como alguns desses veteranos da Frelimo pretendem dar a entender.
Enfim, foi pensando assim que eu formulei aquele meu pedido dirigido aos veteranos da luta de libertação nacional (de Moçambique). Perdoai-me por qualquer impertinência ou falta de sentido de oportunidade para abordar matérias algo sensíveis. Criticai-me e me ensinai, por favor; estou aberto para aprender!
Hilario Tui
Hilario Tui Se a tal escoria do colonialismo Portugues existe e eh conhecida porque a Frelimo nao faz questao de os expulsar oh Senhor Professor
13 h
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Julião João Cumbane
Julião João Cumbane Tens a resposta para esta tua pergunta no texto, ó Hilario Tui! Lê o texto com atenção e encontrarás resposta que precisas!
3 h
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Manuel Domingos J. Cossa
Manuel Domingos J. Cossa Passagem de testemunho foi já há um ano professor
2 h
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Julião João Cumbane
Julião João Cumbane E daí, Manuel Domingos J. Cossa?...
2 h
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Manuel Domingos J. Cossa
Manuel Domingos J. Cossa E daí que web não procede essa falácia professor
2 h
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Julião João Cumbane
Julião João Cumbane Fica na tua, com as tuas crenças e descrenças, Manuel Domingos J. Cossa!
2 h
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Tony Ferreira
Tony Ferreira
137 min

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