sábado, 21 de maio de 2016

STF QUEBRA SIGILOS DE JUCÁ, QUE FICA INSUSTENTÁVEL NO GOVERNO TEMER





O Ministério Público Federal conseguiu no Supremo Tribunal Federal a quebra do sigilo bancário e fiscal do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que é o ministro do Planejamento do governo interino de Michel Temer; a autorização foi dada pelo ministro Marco Aurélio Mello; Jucá é investigado, neste caso, por condutas referentes à liberação de emendas parlamentares para obras que depois teriam sido superfaturadas; o senador é considerado um dos homens fortes do governo Temer; foi ele também que substituiu o presidente interino no comando do PMDB durante o período da tramitação do impeachment na Câmara; em nota, a assessoria do ministros diz que ele "colocou à disposição da Justiça todas as informações pertinentes ao processo"



20 DE MAIO DE 2016 ÀS 19:30






247 - O Ministério Público Federal conseguiu no Supremo Tribunal Federal a quebra do sigilo bancário e fiscal do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que é o ministro do Planejamento do governo interino de Michel Temer.

A autorização foi dada pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Jucá é investigado, neste caso, por condutas referentes à liberação de emendas parlamentares para obras que depois teriam sido superfaturadas.

O procedimento não está ligado às investigações sobre Jucá na Lava Jato e na Operação Zelotes.

Em nota, a assessoria do ministros diz que ele "colocou à disposição da Justiça todas as informações pertinentes ao processo".

Belo Monte

Mais cedo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a inclusão de Jucá e de outros políticos (o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e Jader Barbalho (PMDB-PA)) em um inquérito já aberto na Corte que investiga o suposto pagamento de propina na construção da usina Belo Monte. O ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA) já é investigado.

O pedido de extensão da investigação foi baseado na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral. O inquérito tramita em segredo de Justiça no STF e tem como relator o ministro Edson Fachin.



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