sexta-feira, 13 de maio de 2016

SIC, VOA e RADIODIFUSÃO PORTUGUESA USAM O NOME DA FRELIMO E NYUSI PARA (DE)FORMAR E (DES)INFORMAR O POVO

Por: Sídio Macuácua
Saudades dos anos 90 quando os Meios de Comunicação Social tradicionais tinham um papel crucial e decisivo no processo político que originou o regime representativo contemporâneo em Moçambique a semelhança dos Ocidentais, em que os governantes são eleitos pelos cidadãos e considerados, deste modo, como seus representantes. O final do século XX e primórdios deste viu-se crescer o número dos Meios de Comunicação Social privados nacionais e estrangeiros e seus correspondentes, foi também o período de extraordinários sucessos democráticos.
Recordo que foi no período entre anos 1990 e 2010 que assistiu−se à emancipação da comunicação dirigida às grandes “massas”, fomentando de algum modo, a melhor expressão democrática e oferecendo, simultaneamente, entretenimento saudável e informação credível, que enfatizavam em comum a função socializante e pedagógica dos Media, mas hoje me bate uma saudade desses tempos que não voltam e nem prometem voltar tão já.
A título de ilustração sobre os efeitos da repercussão ou uso de redes sociais como canais de “produção” de informações por parte do VOA, SIC e RDP diante de acções equivocadas de Organizações, citam-se os casos do FMI, G14, E.U.A e outras potências ocidentais que apoiam directamente o Orçamento Geral do Estado (OE), que anunciaram a retirada do apoio orçamental, levaram poucos dias para “explodir” e, com as postagens na internet, apenas algumas horas para gerar uma grande repercussão com reações imediatas de indignação, críticas, notícias, alcançando os blogs, Twitter e até criação de página específica na web (Facebook) contra o Governo da FRELIMO, levando uma mobilização popular a forçar um posicionamento do Estado, com o esclarecimento da dívida, da suposta Vala Comum e do banquete que o PR Nyusi ofereceu ao seu homólogo português em Maputo.
Enquanto por um lado os donos do “Saco Azul”, “malta (G14), FMI, EUA” e tantos outros anunciavam a retirada do seu apoio ao OGE, justamente num momento difícil da nossa economia, por outro lado a SIC Notícias remata com “balde de água fria” publicando “Tenção em Moçambique: líder da Renamo convidado pelo Presidente de Moçambicano para jantar de Estado de Marcelo em Maputo” e entre linhas lia-se “Joaquim Chissano, o líder da Renamo que está escondido no mato há vários meses, foi convidado pelo Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, para estar no jantar de Estado, oferecido por Marcelo Rebelo de Sousa,..”, Um duplo golpe numa só cajadada que infestou as Redes Socias de todo mundo, desinformando o mundo e fragilizando a imagem de um pais irmão que acabava de entregar a chave que simboliza o reconhecimento a Marcelo Rebelo de Sousa pelo período que viveu em Moçambique quando o seu pai, Baltazar Rebelo de Sousa, era governador de Moçambique.
Em tão pouco tempo isso levou-me a desconhecer a verdadeira agenda da SIC, VOA e Radiodifusão Portuguesa, embora esteja clara a (de)formação e (des)informação do Povo por parte desses Media, ao tentar com veemência denigrir a imagem de Moçambique, do Governo da FRELIMO e seu Presidente.
É nesta senda de opinião que sublinho que a “Democracia Dollarizada” pelos Ocidentais perpetua crise funcional dos Media nacionais, internacionais e correspondentes, na medida em que eles começaram a ser predominantemente influenciados e movidos por uma lógica comercial que parte da diferenciação dos públicos e da segmentação do mercado, com inegáveis fins lucrativos. O próprio tratamento das questões públicas levou ao aumento das suspeitas para com as mais diversas instituições democraticamente constituídas (PR, Governo/Estado), os indivíduos passaram a interagir cada vez menos optando pela violência, difamação, calúnia e intriga, o que efectivamente passou a dificultar as disposições democráticas. Esquecem-se algumas bandeiras iniciais como a responsabilidade de informar de forma plural respeitando os diversos intervenientes das notícias, contribuindo para o espírito de indagação e crítica livre inerente ao funcionamento da democracia no mundo. (PART.1)

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