segunda-feira, 9 de maio de 2016

PRM DESMENTE EXISTÊNCIA DE VALA COMUM EM MANICA

A Polícia da República de Moçambique (PRM) convocou, esta segunda-feira, a imprensa para desmentir a existência de uma vala comum com 120 corpos no distrito de Macossa, norte da província central de Manica.
Informações postas a circular indicavam que a vala comum que fez manchetes em alguma imprensa nacional e internacional localizava-se na região de Macossa, na zona limite com o distrito de Gorongosa, província de Sofala, centro de Moçambique.
O comandante provincial da PRM em Manica, Amando Canheze, disse que quando a informação começou a circular foi criada uma equipa multissectorial composta pela Polícia de Investigação Criminal (PIC), Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE), saúde, entre outros, que se deslocou a Macossa a fim de localizar a vala e apurar as reais circunstâncias em que aconteceram as mortes.
Canheze afirmou que o que se constatou no local foi a existência de 13 corpos debaixo de uma ponte.
Não temos nenhuma vala comum em Macossa. O que a nossa equipa de trabalho apurou foi a existência de 13 corpos abandonados e em avançados estado de decomposição, explicou Canheze.
Devido ao estado em que estavam os corpos, segundo a fonte, ficou decidido que os mesmos deveriam ser sepultados naquela mesma zona. Com apoio dos líderes comunitários e outras pessoas de boa-fé, foi identificada uma zona onde decorreu o enterro das 13 vítimas que perderam a vida em circunstâncias ainda por esclarecer.
Articulamos com o sector de saúde que disponibilizou sacos plásticos. Porque os corpos estavam decompostos, transportamos para uma zona próxima do local onde haviam sido abandonados e fizemos a sepultura, disse o comandante, que na mesma ocasião garantiu que passos subsequentes serão de esclarecer as circunstâncias em que as pessoas perderam a vida e responsabilizar os autores do crime que chocou o país e o mundo.
Vamos continuar a investigar porque interessa-nos saber a causa das mortes, como é que aqueles corpos foram parar naquele local, asseverou Canheze.
Questionado se os corpos não estariam ligados ao conflito político-militar que se vive no país desde finais do ano passado, Canheze disse não querer avançar detalhes ou fazer acusações porque não foi possível concluir se se trata de agressões físicas ou baleamento, visto que os cadáveres estavam decompostos.
Não queremos especular nem fazer acusações. Na verdade há um trabalho de investigação em curso. Só depois disso é que poderemos dizer, com toda certeza, se estamos perante uma situação de agressões físicas ou assassinato com recurso a arma de fogo. Depois das investigações acredito que também saberemos quem foram os criminosos e serão responsabilizados.
Fonte: AIM – 09.05.2016

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