sábado, 14 de maio de 2016

Polícia que se suicidou queria acompanhamento psicológico

Este é o primeiro caso, este ano, de um suicídio na Polícia de Segurança Pública. Contudo, no ano passado foram 8 os agentes que tiraram a própria vida.

© DR
PAÍS BEJAHÁ 2 HORASPOR PATRÍCIA MARTINS CARVALHO
António Broa, de 42 anos, colocou termo à vida na última quinta-feira. O ato inesperado deixou familiares e amigos devastados.
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O agente do Comando da PSP de Beja era casado, pai de duas raparigas e morava em Ferreira do Alentejo. Quando chegou a casa de manhã, depois de um turno noturno, nada fazia prever o que se iria passar. À noite disse à mãe que ia descansar e foi para o quarto.
Arrumou os seus pertences da PSP em sacos (cinto, algemas, bastão, armas, carregadores e fardas) e de fora deixou apenas uma arma e uma das fardas pendurada num cabide. Depois disparou um tiro na cabeça com a arma de serviço.
Fonte policial revelou ao Notícias ao Minuto que António havia pedido a um colega, um dia antes da tragédia, o número do gabinete de apoio psicológico da PSP.
Ninguém sabe ao certo o que atormentava o agente que havia ingressado na PSP há “mais de 20 anos”. Sabe-se apenas que havia confidenciado a um colega que estava a atravessar alguns problemas conjugais.
António Broa admitiu que precisava de ajuda psicológica, mas não se sabe se chegou a entrar em contacto com os especialistas da PSP.
Ao que o Notícias ao Minuto apurou, o Comando de Beja não dispõe de um gabinete de apoio psicológico, informação que foi confirmada pelo presidente do Sindicato Unificado da Polícia, Peixoto Rodrigues.
Assim, o número que foi dado a António Broa foi o do gabinete de Lisboa.
Notícias ao Minuto entrou em contacto com a Direção Nacional da PSP para tentar perceber de que forma um agente da PSP que precisa de apoio psicológico pode aceder ao mesmo quando não existe um gabinete próprio no comando onde trabalha. Porém, até ao momento não foi dada qualquer resposta.

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