sexta-feira, 13 de maio de 2016

Nove funcionários do Exército a contas com a justiça por delapidação de fundos

@Verdade EDITORIAL: O cúmulo da hipocrisia
Editorial
Escrito por Redação  em 13 Maio 2016
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O Presidente da República, Filipe Nyusi, iniciou a Presidência Aberta, ora baptizada de visita presidencial, no norte do país, numa altura que o país atravessa o seu pior pesadelo económico dos últimos tempos. Com vista a distrair incautos, o Chefe de Estado simulou que reduziu o número de indivíduos que compõem a sua comitiva. Embora tenha levado poucos ministros, a redução não passa de uma atitude meramente cosmética para dar entender que há uma preocupação em cortar as despesas supérfluas.
É sabido, por experiência feita, que as comitivas do PR são por natureza despesistas. Na situação em que o país caminha, a passos largos, para o abismo sem precedentes, e os moçambicanos vivem na incerteza do que hão-de comer no dia seguinte, é pura insensatez, para não dizer insulto à dignidade do povo moçambicano, essa iniciativa do Chefe de Estado de promover Presidências Abertas.
Porém, o cúmulo da insensatez do Presidente da República não está somente na promoção das pomposas e improdutivas Presidencias Abertas. Aliás, na província do Niassa, o Chefe de Estado mostrou, à saciedade, a sua hipocrisia crassa ao afirmar que vai mandar as Forças de Defesa e Segurança protegerem os membros da Renamo que têm de dialogar com o Governo. E não ficou por aí. Cinicamente, Filipe Nyusi disse que a melhor forma de resolver o conflito armado é através do diálogo. Que grande novidade! Só hoje o PR se deu conta disso, após anos a fio a promover uma guerra que tem vindo a dizimar dezenas de moçambicanos inocentes?
Na verdade, Nyusi, como sempre, saiu-se muito, muito mal. É sempre assim quando está diante das câmaras de televisão. Aliás, a cada dia que passa o Presidente da República aparece ainda mais politicamente fragilizado e aproveita a oportunidade para pôr a nu o esvaziamento do seu discurso.  E, desta vez para o país inteiro, revelou, toda a hipocrisia por que ainda rege a si próprio assim como  ao seu partido.
Depois de, estupidamente, comparar a situação que país atravessa com a malária, no seu primeiro pronunciamento público sobre a dívida contraída ilegalmente pelo Governo, ao invés de fazer o mesmo que fazem outros políticos corruptos e oportunistas (mentir e prometer até à exaustão), optou, portanto, por se fazer passar por um bom samaritano no norte do país.
Nove funcionários do Exército a contas com a justiça por delapidação de fundos
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Destaques - Newsflash
Escrito por Redação  em 13 Maio 2016
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O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) acusou, na semana passada, nove funcionários do Comando do Exército moçambicano, pela prática do crime de branqueamento de capitais, abuso de cargo e burla por defraudação. Os visados são quatro militares, dos quais dois processadores de salários, e cinco civis, num esquema que lesou o Estado em “cerca de 36 milhões de meticais”.
O Comando do Exército é um dos três ramos das Forcas Armadas de Defesa de Moçambique, sob alçada do Estado Maior General, mas todos tutelados pelo Ministério da Defesa Nacional (MDN).
O que não se compreende, neste e tantos outros casos relacionados com a delapidação do erário, é como é que determinados funcionários sacam dinheiro – à medida grande – e as instituições a que estão afectos não descubram a tempo.
E mais: é ainda incompreensível como é que os mesmos funcionários efectuem pagamentos indevidos, roubando milhares de meticais, e fazem descaminho de verbas sem que instituições centrais como o Ministério da Economia e Finanças percebam que alguma coisa anda mal, diante da vigência do Sistema de Administração Financeira do Estado (SISTAFE).
Segundo o GCCC, o processo-crime já foi remetido ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (TJCM) para posteriores trâmites. Alguns funcionários implicados na fraude processavam salários no Comando do Exército, tendo, entre os anos 2010 e 2015, efectuados pagamento indevidos de vencimentos “em benefício de seus familiares e conhecidos”.
A concretização do esquema consistia em os acusados pagarem a si mesmos e a outros funcionários, remunerações e subsídios “em elevadas somas de dinheiro, furtando-se de aplicar a tabela salarial em vigor no sector”.
“Os visados incorporavam os colegas, familiares e conhecidos, e inscreviam, também, outras contas suas, logrando assim auferir, em certos meses, entre 3 a 7 salários, alguns deles acima dos 100 mil meticais”, lê-se num comunicado enviado ao @Verdade.
O documento ajunta que implicados empolavam, a cada mês, os totais dos mapas que serviam de base para a requisição de fundos ao Departamento de Finanças do Estado Maior General.
Outro suposto ladrão morre nas mãos de populares em Nampula
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Destaques - Newsflash
Escrito por Leonardo Gasolina  em 13 Maio 2016
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Populares do bairro de Natikiri, na cidade de Nampula, lincharam na madrugada de quarta-feira (11) um cidadão cujo nome não apurámos. A vítima, de aparentemente 27 anos de idade, foi alegadamente surpreendida a arrombar a porta de uma residência naquela urbe, numa altura em que os donos estavam ausentes.
O caso deu-se por volta das 02h00, na zona de Nakahi. Antes de ser linchado com recurso a pneus, o malogrado foi submetido a uma agressão física.
O corpo do finado foi abandonado nas proximidades de um riacho em Natikiri. Agentes da Polícia de Protecção fizeram-se ao local para trabalhos de perícia, mas não avançaram informações sobre a vítima.
Os casos de justiça pelas próprias mãos são constantes nos centros urbanos de Moçambique. Em Nampula, particularmente, tende a ser normal os moradores encontrarem cadáveres na via pública, alguns com sinais de linchamento e outros com marcas de espancamento.
O sociólogo moçambicano e Professor Catedrático, Carlos Serra, tem defendido a necessidade de se educar a sociedade no sentido de não expor as crianças a este tipo de actos.
Segundo ele, “as crianças não nascem a acusar pessoas” de feiticeiras e ladrões, por exemplo, elas aprendem dos adultos a fazê-lo e no futuro “cometem os crimes que conhecemos”.
Caçadores furtivos mais fortes que autoridades e o elefante está a acabar em Moçambique
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Vida e Lazer - Ambiente
Escrito por Redação  em 13 Maio 2016
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Os animais protegidos por lei, em particular o elefante, continuam à saque nas áreas de conservação, ou seja, os caçadores furtivos ainda são mais fortes que a acção do Estado no combate deste mal. O paquiderme é um dos mais sacrificados, tendo passado de 20 mil para 10.300, nos últimos cinco anos, e as áreas de conservação do norte de Moçambique são as mãos assoladas pelos caçadores furtivos.
As autoridades estimam que no período em alusão o país perdeu pelo menos 48 porcento de elefantes.
Afonso Modope, coordenador do projeto Moçambique Biodiversidade (MozBio), uma instituição do Estado, indicou que se o cenário prevalecer Moçambique pode ser banido pela União Europeia e pelos Estados Unidos do comércio internacional de derivados da elefantes, por falta de clareza na gestão destes animais.
Carlos Lopes Pereira, chefe de Departamento de Fiscalização e Combate à Caça Furtiva na Administração de Áreas de Conservação, disse à jornalistas que "a caça furtiva em Moçambique é uma realidade difícil de controlar”.
As principais causas da matança de animais no país são a pobreza das populações locais, o crescimento do mercado internacional de venda de marfim e a localização de Moçambique nas proximidades dos países considerados como centros da caça furtiva, o que contribui na generalização do crime, disse Carlos Pereira, sugerindo que para contornar este cenário é preciso capacitar técnica e financeiramente as instituições de preservação.
Segundo ele, o nosso país perde anualmente dois mil animais, o que significa seis elefantes abatidos por dia. "A situação tem de mudar ou teremos de assumir que esta espécie entrou numa fase que se torna inviável".
A informação foi revelada na quinta-feira (12), em Maputo, no Seminário de Revisão da Estratégia e do Plano de Ação para a Conservação do Elefante em Moçambique.

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