sexta-feira, 6 de maio de 2016

Moçambique adopta medidas de contenção


2016-05-05 08:43:03 (UTC+01:00)
Devido a dívida pública que vem afectado sobre maneira o orçamento do estado o Governo anunciou a introdução de medidas de contenção mas que não irão abranger as áreas vitais da sociedade.
MAPUTO- O Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, garantiu que as áreas de saúde e educação serão a mais protegidas, na nova fase que o país vai atravessar.

Maleiane falava ontem em torno do anúncio da interrupção do G14 de financiar o Orçamento do Estado (OE), uma contribuição constitui cerca de 12% das despesas.

Ainda de acordo com o ministro o governo está agora a rever os seus gastos com viagens e outras coisas que podem ser imediatamente dispensadas. [FI]
Austeridade: "Mbora" lá ser sérios!

Agora o assunto do dia em Moçambique é austeridade, na acepção de rigor de disciplina na utilização do dinheiro disponível ou possível de gerar com o trabalho próprio. Esta é a lição boa que crise financeira em que Moçambique se encontra (não por causa das dívidas escondidas).
De facto, há muito despesismo no aparelho do Estado moçambicano, mormente na função pública, exactamente o sector que não produz dinheiro directamente. É preciso disciplinar os gastos que se fazer neste sector da economia moçambicana, porque, honestamente, não há disciplina aqui.
Qual é a fórmula concreta?
1. Bem, eu não sei porquê que os funcionários públicos moçambicanos, incluindo ministros e deputados, têm que viajar em primeira classe. "Mbora" lá parar com essa brincadeira de mau gosto para os contribuintes. "Business class" é para "business man" e não para "public servente".
2. Também não sei porquê que onde há municípios tenha que haver uma figura que representa o Estado. Afinal o município serve a quem? E o Estado serve a quem? Bem, aqui, politicamente, até tenho as respostas, mas são respostas que acarretam custos desnecessários! "Mbora" lá entregar mais serviços públicos aos municípios e eliminar essas figuras de representantes do Estado!
3. Viaturas e casas de alienação para dirigentes! Que bicho é esse? Para quê? "Mbora" lá acabar com isso!
4. Isenções fiscais! Quem tem que ter isenção fiscal é quem ganha pouco e não quem ganha bastante, porque este pode pagar. "Mbora" lá rever a política das isenções fiscais!
5. Regalias dos dirigentes do Estado! Porquê e para quê? Porquê que o contribuinte tem que pagar a empregada, a renda da casa, o motorista, o ajudante de campo e o telefone pessoal do camarada/senhor Ministro, camarada/senhor Dr Juíz, camarada/senhor Dr Procurador, camarada/senhor membro da Comissão Permanente da Assembleia da República, do camarada/senhor Provedor da Justiça, do camarada/senhor Presidente do Conselho Municipal, do camarada/senhor Presidente da Assembleia Provincial ou Municipal, do camarada/senhor Governador Provincial ou Administrador Distrital? Porquê? Porquê, hem? Epá, "mbora" lá acabar com isto tudo! Servir o povo—ou «servir o cidadão», como diz a camarada/senhora Ministra Victória Diogo—não isto! Isto é delapidar o povo, delapidar o cidadão. "Mbora" lá, sem demoras, acabar com isto!
Primeiro vamos fazer estes cortes, lá em cima, do topo à base da hierarquia do Estado; a seguir vamos sentar e fazer contas para vermos quanto conseguimos poupar. Depois é vamos ver onde mais podemos fazer cortes.
Esta é a minha proposta de fórmula para as medidas de austeridade. Que se não pense em fazer cortes dos salários e aumentar impostos, antes de aplicar este fórmula, porque não será fácil conter a fúria do cidadão!
Eu pelo menos sei que a crise financeira que Moçambique atravessa não decorrente da ocultação de parte dívida pública, mas sim da conjuntura interna e externa (aqui dentro produzimos menos do que consumimos e lá fora as coisas estão muito caras). Todo o mundo está em austeridade, mas em Moçambique nunca estivemos. Agora é a nossa vez. Demorou, mas agora tem que ser mesmo! "Mbora" lá por em prática aquela promessa de eliminação do despesismo, feita no dia 15 de Janeiro de 2015, sobretudo na função pública, onde preferimos o produto mais rales, chinês, ao preço mais alto, comprado na loja do camarada fulano, que no fim do dia não paga impostos.
"Mbora" lá ser sérios!

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Glossário
Mbora = Vamos
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Estevao Munguambe Obrigado professor,espero que os nossos dirigentes leiam este post.
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Anidia Tacaiana concordo com os cortes..
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João Pedro Muianga Lógico Prof.!!! Pena que é um batuque que soa e não se ouve! Estou 100% convicto que se se implementar as reformas no modelo que propõe, tudo se pode resolver.
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Hilario Tui Seria 1 alivio para o cidadao que esses cortes sejam feitos da funcao publica. Acho que ajudaria muito esse dinheiro no pagamento da divida
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Josue Mucauro O IESE já tinha prevista a austeridade, e dr. JJC acabou de dar uma das melhores soluções, tas de parabens camarada e espero quem é de direito leia e entenda de boa fé, pois a muito aprendizado neste post
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Joaquim Micas Nota 10, concordo com as medidas sem contestação.
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Luis Manuel Bom post. Boa ideia. Eu sugiro k a cidade de maputo nao tenha governador e presidente do municipio, porque no fim o governadora nem se sente cmo governante. Os distritos dentro da cidade tem de acabar.
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Nelsoncarlos Tamele Modelo aplicavel! Nada de sacrificar o cidadao pacato enquanto os graudos continuam a viver o luxo q nem nos paises ditos do 1 mundo nao se vee essas regalias...
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Teixeira Teté da Silva Pois estariam mesmo aliviar nos, seria uma excelente medida prof.
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Sérgio Pedro Malauene Parabéns Prof. Julião João Cumbane pela reflexão.
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Noe Nhancale Concordo plenamente!
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Amilcar Joaquim Inguane Vejo que hoje acordou para nos brindar com um assunto. "Assunto" no verdadeiro sentido da palavra.... obrigado pelo contributo visionário Camarada JJC
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Efraimo Neves Bom dia sua excelência s senhor primeiro Ministro Dr. Carlos Agostinho de Rosário, aqui vai algumas das medidas sugeridas pelo povo para o povo nós concordamos acredito que o povo também
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Augusto Mate Reflexão digna de louvor, pecando, apenas, no «não por causa das dívidas escondidas».
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Salomao Xerinda Magnífica reflexão! Gosto.
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Mateus Mateus Jr. Por avaliar!
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Eugenia Sousa Concordo plenamente com o professor, e dizer que deve - se fazer de tdo pra que assim seja e evitar austeridade nos pencionistas (idosos), porque o que eles recebem nos correios é uma lástima.
Lenine Daniel É um prazer ler o que o professor hoje escreveu, com excepção do ignorar dos efeitos das dívidas. Os meus parabéns pela excelente reflexão.
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Luciano Mapanga Aqui tenho que aplaudir. Bem colocado. Espero que este texto chegue aos seus destinatários. Parabéns prof.
Azarias Felisberto Assinado por mim
Estevao Pangueia Professor Julião João Cumbane se tivesse feito este post logo na tomada de posse do Presidente Nyusi, como alternativa para um rigor na gestão do bem público, teria todo mérito.
Mas agora, austeridade depois de um endividamento não esclarecido e responsabilização dos seus mentores, acho que estamos a colocar a carroça enfrente dos bois.
Jeronimo Gungulo A ideia do Prof. Julião Cumbane merece uma reflexão. Sabe, escrever mentira doi, hoje o Prof. Está a desabafar, p libertar seu coração
Última sobre dívida oculta de Moçambique

Sim, esta é a minha última intervenção sobre a badalada "dívida oculta" de Moçambique. Desta vez quero passar um CERTIFICADO INCOMPETÊNCIA INTELECTUAL patológica a todos aqueles que PENSAM E ACREDITAM, SEM ADMITIR OUTRAS HIPÓTESE, que:
1. Armando Guebuza, enquanto dirigente do Estado moçambicano, só promoveu a prática de gatunagem;
2. A crise financeira que Moçambique está a atravessar actualmente é por causa de 1;
3. Todas as vozes que se pronunciam contra Armando Guebuza e o Governo que ele dirigiu são indiscutivelmente honestas;
4. As lideranças de Joaquim Chissano e Armando Guebuza fizeram da Frelimo um antro de corrupção; e
5. Todos aqueles que, qual eu, apelam à consideração de outras hipóteses para melhor entender a crise que vive em Moçambique estão a fazer um esforço ridículo em defesa do indefensável.
Sim, eu considero todas as pessoas que pensam desta maneira (exposta nos 5 pontos acima)—e são muitas—, intelectualmente atrasadas; e as desafio a provarem-me, com recuso à razão, que estou errado, podendo.

Termino com duas citações:
I. Carl Jung: «Pensar é difícil; é por isso que a maioria das pessoas prefere julgar.»
II. Albert Einstein: «Só conheço duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana; e não estou seguro quanto ao Universo.»

Notas de fecho:
1. O termo "estupidez" refere-se ao uso incorrecto do juízo ou da razão, pelas pessoas. Uma pessoa que usa bem a razão emite opiniões para além do óbvio; explora várias hipóteses para explicar os eventos que ocorrem ao seu redor; questiona tudo e todos, incluindo a si próprio. Por isso, não surpreendentemente e não poucas vezes, contradiz-se, se for necessário, e vai apontar o motivo da contradição.
2. Uma forma simples de avaliar a maturidade e integridade intelectuais de uma pessoa é apreciar a medida em que essa pessoa aceita e explica as suas contradições. Uma pessoa que crê que nunca se contradiz, é estúpida e deve ser evitada por outras pessoas a todo custo, porque pode conduzir toda uma sociedade ao abismo. Evidentemente, tal não o meu caso; não é caso de Samora Machel, Joaquim Chissano, Armando Guebuza e Filipe Nyusi; não é caso da Frelimo. Mas tal é o caso das pessoas—e são muitas!—que julgam sem pensar para além do óbvio. Pensa bem! Qual é o teu grupo?
3. Se fores uma entre as pessoas que acham que a Renamo tem razão de ter representação parlamentar e ter um braço armado que perpetra ataques contra todo o tipo de alvos, então és um estúpido! Também és estúpido se pensas e crês que Armando Guebuza é estúpido ao ponto de autorizar a contratação secreta de uma dívida com o aval do Estado para benefício próprio. És estúpido porque estás a fazer mau uso da razão; és estúpido porque permites que as tuas crenças te bloqueiem a razão. És estúpido por pensares e acreditares que eu estou a escrever isto em defesa de alguém, excepto do bom uso da razão.
4. Aos estúpidos recordo—se é que se podem lembrar de alguma coisa—que a minha presença aqui no Facebook tem dois fins, nomeadamente (i) tomar conhecimento do pensamento de outrem e aprender com isso, e (ii) partilhar os meus pensamento, conhecimentos e experiências com outrem. Quem aportar aqui no meu mural para descobrir "lambebotas", "escovistas", etc., e não para saber do meu pensamento e aprender algo de bom com isso, e deixar ficar comentários que expressam o seu próprio pensamento, para que eu e os outros possamos aprender com isso, esse indivíduo que faz isso é definitivamente um estúpido e NÃO MERECE a mínima atenção de ninguém!
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Observador da Justiça Me baseando n nota d fecho.1, estariamos a concorrer juntos para receber esse certificado, e tenho certeza absoluta q o caro amigo prf Julião terá por mérito. Só para terminar, opiniões diferentes fazem um juízo.
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Julião João Cumbane Não disputo nada com ninguém aqui, tampouco contigo, Observador da Justiça. Vai fazer o teu juízo no inferno que te aguarda!
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Julio Lacitela Em agonia?
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Julião João Cumbane Em agonia está quem vive de uma só fonte de pensamento: a crença. Tu fazes parte do grupo dos estúpidos, Julio Lacitela; não terás a minha atenção!
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Chande Puna Em agonia e desespero
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Elcidio Alberto Maleane O sobrevivente G40 em acçao pk a maioria ja xtao na falencia
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Jorge Antonio Calane Kito POR VEZES SEUS POSTE SÓ ME DAO VONTADE DE INSULTAR. Juro q se ser licenciado resumi se nesse seu conhecimento juro que prefiro continuar com a minha 2 classe.
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Sérgio Angelo Zameia Zameia Elcidio nao me faz rir.mais tens toda razao.prof o defenssor da ilegalidade.advogado do governo,governo curupto.
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Raúl Timóteo Gomes Gomes Para agir segundo a razão, não é necessariamente que tenha licenciatura, pode agir bem, segundo a razão sem essa 2' classe, o mundo não nasceu com homens locenciados, mas de entre eles, agindo com razão levaram ao mundo até o estagio de hoje. Há licenciados e Doutores que têm preguiça de pensar e de questionar. Concordo, agir segudo a razão é omelhor metodo que nos leva ao conhecimento dos fenomenos, das causas e dos efeitos. Não devemos agir sem método e o melhor método é o da razão.
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Jorge Antonio Calane Kito É QUE esse professor não aceita ser contrariado , e quem o contraria logo vem a questionar o nível académico.
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Carlos Edvandro Assis O que é razao? O que é agir com razao? O que é agir com metodo?
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Max Panguene e como os doutores consiguiram formar se com tanta preguiça ?houve offer money para transitarem
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Julião João Cumbane Carlos Edvandro Assis, razão pode ser entidade ora como uma faculdade ora como um motivo. Como faculdade, razão é o uso correcto do intelecto. E para saber se estás a usar bem o teu intelecto, basta avaliar se te sentes bem com o que estiveres a pensar. Se os teus pensamentos te causam sentimentos negativos, então não estás a usar bem o teu intelecto.
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Efraimo Neves Julião João Cumbane seguindo o seu raciocínio chego a conclusão que aquele que apenas olha para um problema apenas usando uma hipótese é estúpido, ignorante, e por aí como se referiu acima ora, desde que começaste ou melhor desde que este assunto foi despoletado todos os seus posts e comentários defendem uma linha de pensamento , ou seja apenas uma hipótese, há de o que motivou o governo anterior a contrair uma dívida secreta é uma causa nobre e de soberania nacional, a mesma que levou o estado ao abismo, AO PENSAR ASSIM VOS REVELAIS QUE SOIS UM DEMENTE MENTAL QUE BLOQUEIA A RAZAO
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Mário Xavier Ah ah ah ah
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Jorge Antonio Calane Kito Ups. Calast a trombeta do Guebuza
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Chande Puna O dono do post revê se no mesmo!
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Julião João Cumbane «AO PENSAR ASSIM VOS REVELAIS QUE SOIS UM DEMENTE MENTAL QUE BLOQUEIA A RAZAO». Sim,Efraimo Neves, eu sou isto para ti. Eu seja, para ti! Nem vou tentar contrair-te. A única coisa que te vou dizer é que não entendeste a minha mensagem. Tu entendeste que eu estou em defesa do regime. Errado! Eu estou em defesa do bom uso da razão. Se admites, por hipótese, que és pobre porque alguém vive "roubado-te" ou "enganado-te", também por hipótese deves admitir que podes estar a fazer mau juízo da tua situação. Pode ser que estejas pobre por culpa própria, e muitas vezes é assim, infelizmente para todos! Eu não vejo esta situação em que estamos em Moçambique sob um único ponto de vista; vejo-a a partir de vários ângulos. A minha afinidade pela hipótese de que "não sou pobre porque alguém me rouba ou me engana" decorre do exame que fiz às outras hipóteses, exame esse que excluiu as outras hipóteses por não serem razoáveis. Para mim não é razoável, por exemplo, indexar a crise financeira que Moçambique ao endividamento externo oculto. Para mim também é não razoável crer com tanta fé que Armando Guebuza e o seu elenco vazaram os cofres do Estado para benefício próprio. Para mim é razoável a explicação prestada pelo Governo de Moçambique ao seu povo, sobre a situação económica do país, com particular destaque para destino dado ao dinheiro obtido mediante contratos de dívida comercial externa. Se eu sou «DEMENTE MENTAL QUE BLOQUEIA A RAZAO» porque penso assim, então eu gosto da minha "demência mental", porque me faz viver sereno, condição necessária para eu poder pensar melhor. É assim que sou capaz de ver e entender coisas que alguém zangado e agitado não pode ver e/ou entender, porque tem a razão bloqueada pelas suas crenças. Uma boa crença/razão é aquela que nos põe tranquilos; o que nos põe agitados e de avesso deve ser evitado a todo o custo, e muitas vezes é a devoção por nutrir pensamentos maus por outrem. Eu estou fora!
Maulana Domingos Maulana Kkkk... Esta vou comentar mais tarde. Tenho que planificar minhas aulas como professor que sou e os meus estudantes me esperam. Ate breve.
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André Mahanzule Eu li com muito prazer este Post e com um prazer redobrado pois a cada período ia ganhando certeza de q contrariamente a muitos cujos nomes não foram mencionados aqui mas q se encontravam ou se encontram na linha férrea e o comboio trucidou e já se identificaram a cima e ainda vai trucida-los e vão se identificar a baixo, contrariamente a esses tantos, eu não sou estúpido, nada. Boa noite.
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Pio Cassicasse Certificados, certificados e sempre certificados. Esse país tem muitos certificados a porta fora!
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Inacio Mario JJ afinal porque não fazes uma pausa de reflexão? Estás constantemente em conflito contigo mesmo! SFF seja parte da solução. Grande abraço.
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Julião João Cumbane Inacio Mario, tu refletiste para deixar este comentário aqui?!
Azarias Felisberto Kkkkkkkkkkk, Ao defender com unhas e garas o governo cessante mesmo sabendo que vendeu o país aos credores Europeus o prof também está admitir uma e única hipótese.
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Julião João Cumbane Eis aqui mais um estúpido. Ele insiste que eu estou a defender o regime, mesmo tendo já provas de que tal não é o caso. O que faço eu de bem para o Azarias Felisberto?
Mensagem aos obstinados

Obstinados sois vós que insistis em crer que os cofres do Estado moçambicano ficaram vazios porque alguém de lá (dos cofres) tirou dinheiro para benefício próprio. Os cofres estão vazios, sim, mas não porque alguém tirou o dinheiro para benefício próprio. Os cofres estão vazios mas é porque o dinheiro que lá (nos cofres) estava, proveniente das vossas parcas exportações e dos empréstimos contraídos junto ao FMI, foi usado para importar, papel (todo o tipo de papel que usais, até aquele para limpar o vosso ânus depois de defecardes), canetas, cadernos, roupa, calçado, bebidas (até água), arroz, carne, leite, milho, óleo alimentar, cebola, tomate, sementes, enxadas, alfaias agrícolas, mobília, produtos de limpeza, combustíveis, medicamentos, material hospitalar, alfinetes, ..., e até urnas, tudo isto que vós não produzis localmente em quantidades que satisfaçam as vossas necessidades! É por isso que o dinheiro acabou e agora precisais de outros empréstimos a quem dá dinheiro só para isto e não para mais nada: o Fundo Monetário Internacional (FMI)!
O dinheiro pedido emprestado para apetrechar as forças de defesa e segurança e para criar EMATUM, Proindicus e MAM foi usado exactamente para isso e nada mais, até prova em contrário. E a fonte de financiamento para viabilizar estes projectos não poderia ser o FMI, porque este não financia projectos para a defesa da soberania de nenhum país qual Moçambique. É por isso que se recorreu a outras fontes, quais aquele banco suíço e aquele outro russo (vós conheceis os nomes desses bancos).
O congelamento do financiamento já acordado com FMI e outros "parceiros de cooperação" ocidentais, exactamente neste momento que Moçambique está com os cofres vazio (porque aplicou os créditos anteriores) é um castigo por termos solicitado outros créditos para financiar projectos que o FMI não financiaria, por não fazer parte da sua política. A política do FMI é abrir mercados para as empresas ocidentais nos países com economias fracas, de modo a perpetuar a dependência económica desses países (vede o diagrama). O financiamento do FMI serve para evitar que os países com economias fracas desenvolvam indústria local e possam, assim, prosperar.
É por isso que em Moçambique mataram as nossas indústrias do caju, de pescas, têxtil e de madeira. A indústria do açúcar também já esteve moribunda; a de cimentos idem. Isto tudo o FMI faz para nos obrigar a exportarmos tudo em bruto, com os compradores (e não nós vendedores) a marcarem os preços para os produtos que exportamos. Trata-se, enfim, de uma roubalheira camuflada de ajuda financeira. É isto que vós obstinados não estais em condições de entender, porque teimais em acomodar a ideia errada de que alguém tirou dinheiro dos cofres do Estado para benefício próprio, em detrimento do povo. Isto é exactamente o que o FMI e outros "parceiros de cooperação" lá do Ocidente querem que vós pensais.
Zangados porque a criação das empresas EMATUM, Proindicus e MAM fechou as oportunidades de negócios cobiçados por empresas ocidentais, pegaram nos créditos que fizemos fora do circuito do FMI (para escaparmos das limitações que o FMI impõe em benefício de outrem)—ditos "dívida oculta"—e venderam à imprensa internacional, para serem publicados como se fosse fraude financeira orquestrada para benefício individual de alguns de nós (moçambicanos).
Mas para quem pensa razoavelmente, a crise financeira que Moçambique experimenta actualmente é nada mais nada menos que um castigo que nos está a ser aplicado por termos tido um Governo que ousou defender a nossa soberania. É como que um aviso, que está a ser emitido para o actual Governo, de que se fizer algo parecido ainda se pode dar muito mal. Foi tudo orquestrado pelo FMI, que tomou faz tempo conhecimento de que Moçambique contraiu empréstimos fora do seu circuito (circuito do FMI), para aplicar em projectos de defesa da sua soberania (soberania de Moçambique), para anular esse esforço (de defesa da soberania nacional moçambicana).
E nós, obstinados em continuar a ver o mundo com a cor dos óculos que eles(FMI e parceiros de cooperação lá do Ocidente) nos põem, ficamos zangados entre nós, fazemos barulho acusando-mo-nos uns aos outros de corrupção; enfim, fazemos exactamente como eles querem. Permitimos que nos instrumentalizem para continuarmos a ser só consumidores dos produtos das suas empresas, com os preços que eles marcam; produtos esses fabricados a partir de matérias-primas tiradas da nossa terra e do nosso mar, que eles comparam de nós a preços marcados também por eles. Afinal, onde estamos e o que fazemos com as nossas cabeças?
Meus caros, a "democracia" que eles nos impingem tem um preço muito elevado para nós: é para continuarmos pobres e dependentes. A "transparência" que eles nos impõem não serve aos nossos interesses, mas sim aos interesses deles: é para que não tenhamos direito à privacidade como um povo. A defesa dos "direitos humanos" tem um elevado preço para nós: é para que não possamos combater o crime de forma efectiva, para que não sejamos livres. E um povo que não está livre não pode pensar direito; não pode ser visionário; não pode prosperar.
Vamos lá tirar os óculos que eles nos colocaram com estas coisas de democracia, transparência, transparência e todo o raio de coisas que nos impigem para nos atrasar, e começarmos a olhar para o mundo com os nossos próprios olhos, tal qual eles sempre fizeram e continuam a fazer. Vamos lá dizer sim à democracia, à transparência, aos direitos humanos, ao Estado de Direito, mas à nossa maneira, à maneira africana, à maneira moçambicana.
Vamos copiar o que é bom para nós e vamos inovar o nosso próprio modelo de sociedade, para termos identidade próprio e não só nacionalidade; vamos aspirar sermos uma civilização que ofereça um exemplo a seguir para outros povos. Mas não tal qual nós hoje seguimos cegamente o modelo de vida da civilização ocidental e perpetuamos a nossa colonização por eles.
Vamos aspirar ser uma civilização que preza a liberdade e a justiça na sua plenitude. Para isto ser possível, é preciso trabalho árduo, é preciso estudo, é preciso boa liderança, liderança que saber ousar. Neste capítulo, Eduardo Mondlane, Samora Machel, Joaquim Chissano, Armando Guebuza, e agora Filipe Nyusi, e a Frelimo, não foram ou não são maus líderes.
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Cleto Goncalves Mas esse Julião João Cumbane esta bom.... sinceramente. Tenho pena da UEM....
Julião João Cumbane Cleto, se tu achas que eu não estou bem da cabeça, eu também duvido da tua sanidade mental. Assim sendo, não vejo utilidade da nossa amizade virtual. Tirei-te da minha lista de amigos! Ainda podes ver o que publico nesta plataforma, mas próxima acção minha ao próximo ataque teu, será bloquear-te para que nunca mais tenhas acesso ao que partilho com amigos neste espaço. Digo-te: é uma medida radical!
Julião João Cumbane Qual é significado deste teu boneco, Jaime Carlos? Conheces?!...
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Jaime Carlos Significa indignacao pelo facto de ter anunciado o fim da sua intervencao em relacao a um dos grandes temas do momento.
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Homer Wolf E o Profe a dar-lhes!... eish
Carlos Edvandro Assis Para se instituir uma empresa de tamanha dimensao como sao as EMATUM, PRO-INDICUS e MAM é necessario que antes se facam estudos de viabilidade para este caso tratando de empresas que o seu enfoque é business o seu primeiro indicador seria nesse caso me...See More
Julião João Cumbane Carlos Edvandro Assis, não estás a pensar que o Armando Guebuza e o Manuel Chang, por exemplo, não sabem do que dizes no teu comentário. Estarias a ser presunçoso em demasia. As empresas em questão aqui foram criadas porque se concluiu que eram viáveis. O que ocorre é que as previsões então feitas erraram na análise do comportamento dos mercados, que ditou atrasos no início das actividades comerciais daquelas empresas.
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Carlos Edvandro Assis Empresas que sao estabelecidas antecedidas de estudos de base dificilmente cairiam em situacoes de previsoes com sinais mais para uma falencia existencial ainda nao existida.
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Julião João Cumbane Carlos Edvandro Assis, um plano de negócios pode dar certo ou errado. Os planos da EMATUM, Proindicus e MAM não deram errado. Apenas não estão a correr totalmente de acordo com o plano. Daí este barulho todo com as suas dívidas comerciais, contraídas com o aval do Estado moçambicano. Mas há saídas para as tornar operacionais e rentáveis!
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Carlos Edvandro Assis Julião João Cumbane Confesso te que se o fulcro da ideia da criacao destas instituicoes for a acontecer poderemos ter a producao de atum como uma vantagem absoluta no ganho do nosso comercio internacional e dai um grande trampolim para a nossa balanca de pagamentos. O meu receio é porque é que ate agora nada se fez? Quais sao as reais causas desta recessao no plano inicial? O que deve se fazer para melhorar a eficacia e efeciencia da producao destas empresas para que elas por si mesmo pagarem estas dividas da sua autoria? O que deve se fazer para que estas empresas se tornem verdadeiramente sustentaveis?
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Rogerio Sitoe Carlos Edvandro Assis, pela idade deve ter conhecido uma empresa de nome SOCIMO, consta me que a EMATUM nasceu com o mesmo objectivo.
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Julião João Cumbane É isso mesmo, caro Rogerio Sitoe, eu concordo plenamente com o Carl Jung!
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Estevao Pangueia Professor "colocar panos quentes" dá nisto, anteriormente o ilustre dizia que o Estado contratou a dívida para a defesa da soberania através das empresas ora criadas, hoje a dívida foi para importar o que consumimos e que não produzimos?!
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Carlos Edvandro Assis Uma das coisas que ate agora ainda bato a minha cabeca pelas quatro paredes da minha casa é se estas empresas foram criadas com o impetu comercial qual é a motivacao (razao) de se nao tornar publica uma empresa que vai vender ao mercado? Como é que o potencial consumidor estaria informado da existencia de um producto sem no entanto conhecer quem a produz?
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Estevao Pangueia Certamente, Carlos Edvandro Assis, questões não faltam, mas ninguém têm resposta firme nem mesmo o Governo que antes defendia que a Dívida foi contratada para a segurança do Estado, hoje a mesma foi contratada para importação do que consumimos e não produzimos.!
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Julião João Cumbane Estás muito enganado se pensas que estou fazer "pastos quentes" a ti ou a outrem. Não é meu trabalho esse aqui. Veja uma resposta mais elaborada para quem pensa como tu pensas no meu mais recente 'post'. Vai aqui:https://www.facebook.com/jj.cumbane/posts/952589011525785
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Chande Puna Sempre importamos e nunca precisamos de emprestimos secretos pra tal. Penso que este post é pra analfabetos, só peca por não ter audio.
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Ercílio Fernandes Bechardas Hahahahahahahha...sempre se aprende alguma coisa fora do comum com o Prof.!...
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Julião João Cumbane Analfabeto estás a mostrar que tu és um,Chande Puna. Há uma resposta mais elabora para este teu comentário no meu mais recente 'post'. Vai aqui:https://www.facebook.com/jj.cumbane/posts/952589011525785
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Chande Puna Amigo, nao me apetece viajar, Eu? Posso ser na tua optica, mas nao tento ser o que nao sou pra mostrar servico, o resto e resto, bosta como sempre, so acredita quem nao tem 2 dedos de testa
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Álvaro Xerinda Para defendermos a nossa soberania não precisamos de empréstimos secretos com aval de ESTADO
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Julião João Cumbane Então sabes muito pouco sobre defesa e sobre soberania, Álvaro Xerinda. Veja se aprendes mais sobre este assunto, no teu próprio interesse.
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Sérgio Angelo Zameia Zameia O professor a se contradizer.comprou-se armas p defender a soberania,ora comprou se o que mencionou.porque nao te cales???
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Lourenco Sergio Dos Santos Democracia, direitos humanos a nossa maneira!?
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Álvaro Xerinda No mínimo se pais estive em PAZ os moçambicanos chorariam menos
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Julião João Cumbane Então escreve para o Afonso Dhlakama e pede para ele depor as armas que porta ilegalmente, Álvaro Xerinda!
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Cesar Tique Será que os americanos iriam contratar uma empresa Moçambicana para segurar os seus neócios? Não acredito. Eu vivi na America e conheço bem como eles pensam sobre o outro mundo. America tem tantas empresa de segurança inclusive na guerra assassina que fizeram no Iraque as unidades americanas eram protegidas por empresas de segurança americanas. America tem tantos mercenarios qualificados, incluindo pequenos exercitos que não acredito que haveriam de precisar de ser guardados por Moçambicanos, principalmente magrinhos como são a maioria dos policias. Portanto essa de ter uma empresa de seguranca para proteger as empresas que estão na costa é uma pura invenção e falácia para enganar-nos. O dinheiro foi para o bolso de pessoas.
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Julião João Cumbane Cesar Tique, tenho uma resposta mais elaborada para ti no meu 'post' mais recente. Vai aqui:https://www.facebook.com/jj.cumbane/posts/952589011525785
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Sérgio Angelo Zameia Zameia Isso e verdade meu caro.
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Laice Faustino Nkwemba Eh por isso que sempre digo que quem esta a perder aqui so eh o povo... estas guerras sao criadas pra enriquecer as duas partes
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Gaspar Americo Gove Que vergonha pah....... Isto e' um insulto ao povo.
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Mario Fernando Jamaldine Fumo JJC e as suas, eu já não sei o que dizer... o senhor Prof. Mais controverso de moz...kkkkk
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Nelson Timbe O k ganhas xcovando pah?
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Nelson Timbe A passar coca cola
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Xaiza Ribeiro Adade Caro professor, isto faz todo o sentido. Aquilo também. Não sei se é verdade ou inverdade, mas interessa analisar por esse lado.
Se alguém tirou do bolo, uma fatia que não lhe cabia, acho que isso seria outra conversa. Ou não? Talvez.

Aos intelectuais que o contradizem, agradecia uma explanação mais elaborada, pois, o truque de usar a chapada quando ja não tivermos argumentos, está caduco.

Haa, professor, nao se chateie conosco, compreenda que, para muitos, é-nos difícil entender um problema cabeludo, quando nem sabemos se o cabelo é crespo ou liso. Enfim...

Abraços e que continue partilhando as suas ideias. Eu particularmente, olho para elas como ideias/opiniões e não como ideias/opiniões do fulano.
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Salomao Manjate Parabens JJC. Quem fala ou expoes dest forma nao e gago. O FMI custuma punir quem mija fora do penico: OPEP, Brasil, Libia, etc. Caso para dizer e recordar CAI (Como Age o imperialismo ou inimigo ou imbecil ou impostor).
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Julio Muambale Ha quem prefere acreditar no inimigo a ser patriota apenas por razoes de ordem politica
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Enio Jorge Malema Defender o indefensavel
Abramos olho para sermos plenamente soberanos

Joaquim Chissano aceitou engolir todos os sapos que lhe obrigaram a engolir para terminar com a guerra de desestabilização. A guerra terminou só quando fingimos que aceitamos viver num ciclo da dependência do capital ocidental, para serem os donos desse capital a ditar como devemos viver. Numa palavra, ficamos em paz em troca da nossa soberania. Foi necessário aceitar isto para encurtar o sofrimento do povo moçambicano.
Armando Guebuza (Presidente da República), Filipe Nyusi (Ministro da Defesa Nacional), Aberto Mondlane (Ministro do Interior), Gregório Leão (Director-Geral do SISE) e Manuel Chang (Ministro das Finanças) urdiram um plano para a recuperação da soberania de Moçambique. Eles decidiram ignoraram as regras do Fundo Monetário Internacional (FMI) e contrair empréstimos financeiros no mercado paralelo de capitais para o apetrechamento das forças de defesa e segurança, e criar empresas para assegurar a protecção e defesa da costa e águas marítimas moçambicanas de forma sustentável. Isto foi feito assim:
Empresa 1 ( = EMATUM)
Actividade(s): Pescar atum e fazer vigilância.
Empresa 2 ( = Proindicus)
Actividade(s): Prestar serviços de protecção para a Empresa 1, as plataformas de exploração de hidrocarbonetos e outras embarcações nas águas marítimas moçambicanas.
Empresa 2 ( = MAM)
Actividades(s): Prestar serviços de assistência técnica às empresas 1 e 2 (acima) e outras empresas operando nas águas marítimas moçambicanas.
A criação destas empresas visa principalmente assegurar que os empreendimentos económicos estrangeiros que operam nas águas marítimas moçambicanas exportem apenas os seus lucros e o dinheiro para o pagamento dos custos operacionais fique retido em Moçambique. Ideal genial, pois faz o país ganhar mais com a exploração dos seus recursos offshore!
Porém, quando o FMI tomou conhecimento disto não gostou, a razão sendo que uma das funções suas funções é gerar oportunidades de negócios para as companhias empresariais ocidentais. Aliás, isto explica a exigência para a liberalização dos mercados nos países que recebem o financiamento do FMI.
Claramente, a criação das empresas 1, 2 e 3 indicadas acima fecha ou diminui oportunidades de negócio para as companhias empresariais estrangeiras nas águas marítimas moçambicanas e isto é motivo bastante para o FMI não colocar dinheiro em Moçambique, contanto que não poderá cumprir com um dos mais importantes objectivos do empréstimo a dar a este país, nomeadamente abrir oportunidades de negócios para as companhias empresariais ocidentais, de modo a permitir a exportação do grosso do capital investido neste país (recebedor do "empréstimo") de volta para a origem dos investimentos.
É deste modo que os países que recebem empréstimos do FMI, qual Moçambique, não podem desenvolver indústria local e vivem de vender os seus recursos naturais em bruto, ao preço determinado pelos mercados ocidentais. Armando Guebuza e o seu "team" projectaram evitar isto continuasse assim, a partir de algum momento lá no futuro. Um bom sonho, sem dúvidas, mas infelizmente poucos de nós entendem assim, preferindo viver na preferia do porgresso.
Logicamente, cada um dos que tiveram o brilhante sonho qual descrito acima deve ter tido a tentação de sair com ganhos individuais. Isso não faz o povo moçambicano pobre. Antes pelo contrário, Moçambique produz alguns ricos entre os seus filhos. Quanto a mim, isso está "Ok". Não vejo como possamos ficar todos ricos ao mesmo tempo. Igualmente, não vejo razão para que aceitemos ser todos pobres.
Vamos abrir o olho e sermos sensatos. O barulho sobre as dívidas ocultas, que divide a opinião pública entre nós (em Moçambique), não tem razão de ser como está sendo. Alguém urdiu isto para nos dividir e nos pôr a brigar entre nós. Enquanto brigamos, não podemos prestar atenção ao facto de que a nossa soberania está a ser usurpada por quem nos divide e nos põe a brigar entre nós.
Não me vou cansar de repetir isto para tu que me lês. Agora recomendo que voltes a apreciar aquele meu fluxograma de empobrecimento de economias fracas (veja a última imagem que acompanha esta reflexão), a ver se compreendes e apreendes a mensagem que o mesmo veicula. Se não abres olho, nunca serás plenamente soberano.
Abraço.
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Comments
Ali Juhute Não entendi porque diz que as empresas visavam? AFINAL NÃO VISAM FAZER O TRABALHO PELO QUAL FORAM CRIADAS?
Rafael Mandlate Lamentável pois eu analisei isto apesar de pouco enteder de economia. Mas sempre tive o estinto de dizer que e criação destas empresas visava salvaguardar o benefício para o nosso país. E isso directo ou indirectamente daria altos benefícios aos filhos deste terra amada. Pena que somos poucos que vamos isto.
Carlos Edvandro Assis Se visava salvaguardar o beneficio para o nosso pais porque é que tinham que passar a perna a Assembleia da Republica que é o segundo orgao de soberania do estado?\
Frederico Pereira afinal? essas empresas cusatm 2.2 bilioes ?
Frederico Pereira grande gestor, e nao dao lucro????
Rafael Mandlate Olha o que havia sido projectado nao Sei certo mas que era um grande negócio isso sim era
Raúl Nhagumbe E tendo se gasto o dinheiro a EMATUM ja esta a pescar?
Sergio Rafael O FMI o FMI....sob ponto de Vista mercantilista estamos feitos ao bife
Carlos Edvandro Assis O que é mercantilismo?
Josue Mucauro Na visão de Senhor prof quer dizer que as empresa era interligadas? Se eram vou ter de ficar triste, pois se ematum for fiasco, pela interligação as duas outras serão também fiascos. Pessoalmente acho que o mal está feito, agora temos de aranjar solução... Uma delas seria vender ou devolver uma parte dos materiais adquirido
Julio Lacitela Qual que qual carapuça?!!!
Devis Gimo "Logicamente, cada um dos que tiveram o brilhante sonho qual descrito acima deve ter tido a tentação de sair com ganhos individuais. Isso não faz o povo moçambicano pobre. Antes pelo contrário, Moçambique produz alguns ricos entre os seus filhos. Quanto a mim, isso está "Ok". Não vejo como possamos ficar todos ricos ao mesmo tempo. Igualmente, não vejo razão para que aceitemos ser todos pobres."
Este parágrafo me assusta, revela incoerência em tudo que aprendi, faz me acreditar que roubar pode ser legítimo quando poder tornar me rico, a transparência e a honestidade não levam a riqueza. Mas entendo que o maior problema deste discurso, é a separação dos conceitos, "rico e endinherado", e pelo que se entende, o país tende a produzir senhores endinheirados, isto poucas vezes produz efeitos locais, pois este dinheiro acaba sempre escondido, com investimentos no estrangeiro e não localmente.
Penso que a ser este o objectivo do executivo, "brilhante", poderia ter encontrado apoio dos moçambicanos, mais peritos poderiam ter avaliado os riscos deste negócio. Consequentemente, todas as empresas receberam o valor mas não tem capacidade técnica para avançar. Nem recursos humanos temos para valer estes negócios, triste fim.
Aderito Helton Taminho O sr parece k esta a piorar, achas k engana a kem. Se voce esta na cupula faca mas roubo ja o fizeram, pra mim a sua esplicacao nao passa dum fiasco, ultimamente ja mostras k puxar saco e motivo de adquirir cargo. Boa sorte
Maitu Buanango Se houver espaço para responsabilização pelos procedimentos utilizados para a contracção de tais dívidas, não há dúvidas sobre quem recai a culpa. Para mim, o Presidente Nyusi enquanto ministro (subordinado) cumpriu e bem com o seu papel. Parece estar implícito nessa publicação que se tiver lugar alguma responsabilização, esta terá que ser repartida equitativamente. A ser verdade esta minha percepção, creio que estaremos a desviar a atenção das pessoas do real foco do problema. Tenho dito
Estevao Pangueia Como é que "você" quer ser soberano se não se liberta da dependência?
Caro professor, há dois pontos de partida para que toda justificação seja desacreditada.
1- O facto de a dívida ter sido escondida.
2- As empresas que o professor refere não estão a progredir.
Mais uma vez, estamos num beco sem saída por falta de transparência. O Estado está encarregue por uma dívida não transparente, e sem resultados.
Neste contexto, os nossos dirigentes é que colocaram em causa a nossa soberania, ao aceitar o acorrentamento do país através dessas dívidas ocultas. Eles sim, podem ter penhorado a nossa soberania, e mais, quando diz que uma das funções do FIM é gerar oportunidades de negócios para as companhias ocidentais, é lógico, a China também faz o mesmo, veja o que impõe com a doação dos 16 milhões de dólares!
Joao Amos Maure Acho que a maioria não entendeu o artigo do Julião João Cumbane. Ele explicou que as empresas criadas têm missões de soberania e não propriamente o objecto tornado público, porque a terem feito assim, o FMI & Cia. Limitada não emprestariam dinheiro para tal. É dificil entender isso?
Julião João Cumbane Pior, Joao Amos Maure: o FMI fecharia todas as linhas de crédito para Moçambique; não emprestaria nem um tostão! O congelamento do financiamento já acordado com FMI neste momento que o Moçambique está com os cofres vazio (porque aplicou os créditos anteriores) é um castigo por termos solicitado outros créditos para financiar projectos que o FMI não financiaria, por não fazer parte da sua política. A política do FMI é abrir mercados para as empresas ocidentais nos países com economias fracas, de modo a perpetuar a dependência económica. O financiamento do FMI serve para evitar que os países com economias fracas desenvolvam a indústria local e possam, com isso, prosperar. É por isso que em Moçambique mataram as nossas indústrias do caju, pescas, têxtil e madeira; a indústria do açúcar também já esteve moribunda, a de cimentos idem. Isto tudo para exportarmos tudo em bruto, com os compradores (e não nós vendedores) a marcarem os preços para os nossos produtos que exportamos. Trata-se, enfim, de uma roubalheira camuflada de ajuda financeira. É isto que muitos que comentam aqui não estão a entender, quiçá por ignorância ou por comodismo intelectual. A África não sai da pobreza por causa dessas mentes preguiçosas, que se alimentam só de "democracia" e "transparência". Bullshit!

Homer WolfMaitu BuanangoEstevao PangueiaAderito Helton TaminhoDevis Gimo & Companhia, passai vós por aqui para beberdes desta água!
Estevao Pangueia Professor a "colocar panos quentes", num assunto esclarecido.
Junior Armando hum estava a procura do comentario do homer wolf................
Sérgio Angelo Zameia Zameia Outras coisas so da para rir.que tipo de empresas sao essas que sao criadas com o dinheiro do povo,mais a revelia do proprio?sem nenhum concurso publico e a revelia da assembleia da republica?qual atum ta sendo pescado???o pvo e o meu patrao....mais o empregado nao presta contas ao patrao.se o patrao descobre por si,manda embora o patrao
Aderito Helton Taminho Sr juliao Julião João Cumbane lembra se no forum Mozefo kndo te davam 1 minuto reclamavas ? E pork akela presentadora sabia k so falavas palhassadas. Caro professor ja escovaste o sufiente so a cupula ja entendeu k nao prestas pra nada, se nao venderas o grupo
Julião João Cumbane Não me estarás contigo para a tua estupidez,Aderito Helton Taminho!
Manuel Moises Americo E agora que a corda rebentou, meu caro Julião João Cumbane, quais são as possíveis saidas que nós como soberanos temos?
Julião João Cumbane Trabalha e produz, Manuel Moises Americo! A oportunidade para entenderes que és dependente e isso não é bom é esta. Se não tiveres dinheiro para começar algo vá pedir emprestado, mas venha aplicar esse dinheiro na produção rentável!
Carlos Edvandro Assis Vou dar duas razoes de porque nao dei um like ao teu poste meu caro Julião João Cumbane. 1 - O teu poste tem um enfoque de disinformacao contrastando aquilo que todos nos sabemos nao precisamos de binoculos muito menos de lupas para perceber a intencao do nivel de percepcao que procuras buscar dos mocambicanos que lutam os dias todos para produzirem para as suas familias. 2 - Seria justo que na casa onde tu nasceste e cresceste o teu pai construisse casas e ou mansaos fora sem o consetimento da tua mae e voces membros integrantes da casa? Onde é que afinal de contas esta "A PEDRA A PEDRA" que nos cantamos no nosso hino nacional todos os santos dias se isto é fintado aos mocambicanos? Pergunta: Se isso era para o beneficio do povo mocambicano porque é que se fintou ou melhor dizendo porque é que se deu rasteira a Assembleia da Republica que é o segundo maior orgao de soberania do estado?
Julião João Cumbane Perdeste tempo em explicações por pensares que eu preciso do teu "like", Carlos Edvandro Assis. Não escrevo para ter os teus "likes" e se não gostas não precisas de me dar explicação. O importante para mim é que leste o que escrevi. Isto sim, é útil para ambos (para ti e para mim). Agora, se não sabias, fica a saber: os indivíduos e as organizações, quais sejam famílias e países têm direito à privacidade. Numa família ou num país, nenhum todos têm direito a ter acesso a toda a informação, até para o seu próprio bem. O acesso a todo o tipo de informação pode revelar-se perigos para a vida de quem tiver acesso à ela!
Carlos Edvandro Assis Julião João Cumbane Nao me respondeste onde paira a "PEDRA A PEDRA" que cantamos todos os dias no nosso hino nacional?
Evaristo Cumbane Penso que deviamos parar de procurar desculpas sobre o que aconteceu. Foram cometidos erros graves...ponto final. Todos os mocambicanos vao chupar...claro a maioria que esta mergulhada na probreza. Ja esta fora de moda tentarmos defender o errado. Mesmo num teste...eu nao gostava quando o professor dava me meio-certo...porque dessa maneira eu nao aprendia. Meio certo nao vale a pena....eu adorava um X logo. Isso mesmo o que foi feito sei la em nome da soberania so merece um X e nao meio certo ou meio X. Argumentos para que? Voces analistas e academicos parem de se morder...aceitem a realidade. Isto esta mal. Mesmos os camponese e nossos pais analfabetos ja entenderam tudo...isto esta mal..ser analfabeto nao 'e ser burro. Alias o burro nao 'e "burro" como nos pensamos. Escrevam isto: Ainda vamos chorar pois o pior vem
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Nazario Muanambane O pior vem só para distruir vosso país. Que pior se refere? Em vez de contribuir para uma solução. São vocês os tiranos do povo, dê o César o que de César.
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Evaristo Cumbane Amigo Nazario nao atire a culpa disso tudo a mim. Eu e que tenho q solucionar isso? O sr devia saber as consequencias do que foi feito. Os economistas ja o dizem sempre...o ministro da economia tambem ja o diz. O sr nao acompanha? Fala aqui de tiranos...se se refere a um cidadao comum como eu tas enganado. Tou muito longe de ser tirano e nem serei. O sr sabe quem sao os tiranos. Fala do "vosso" pais. Se nao es daqui entao deixe nos lamentar sozinhos.

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