domingo, 22 de maio de 2016

Medidas arrojadas para sair da crise

Os empresários da província de Tete afirmam que o país precisa tomar medidas audazes para sair da presente crise económica, causada por factores internos e externos. Segundo eles, a paz, o estabelecimento de efectivos vínculos de negócios com os grandes projectos e redução de custos variáveis nas empresas e instituições públicas e privadas podem ajudar a afugentar a crise.
Também há quem fala em cortes mais profundos em despesas como combustíveis, subsídios, viagens, entre outros. 
Tete é a província moçambicana que mais sequelas está a ter da presente crise económica gerada, entre outros, pela baixa drástica dos preços das principais matérias-primas, ou commodities como os anglo-saxónicos chamam, da alta do dólar e até mesmo de bens alimentares.
Até há pouco menos de dois anos esta província era um dos maiores destinos de investimentos bilionários promovidos por empresas mineiras e que tinham um efeito multiplicador na economia local, a ponto de surgirem hotéis e restaurantes de primeira, supermercados e lojas de requinte, negócios de viaturas e imobiliários nunca antes imaginados.
Nos últimos oito anos, a pesquisa e descoberta de estrondosos jazigos de carvão mineral, do mais valioso que existe na face da terra, que estava a ser desenvolvidas pela Vale, Jindal, ICVL, Minas de Moatize, Minas de Nkondedzi, Minas de Rovúbuè, entre outras, propiciou o surgimento de novas Pequenas e Médias Empresas (PMEs) das já referidas empresas, muitas delas da categoria de Pequenas e Médias Empresas (PME’s).
Só a Vale realizou investimentos estimados em centenas de milhões de dólares a que se somam as aplicações das restantes empresas, que superaram tranquilamente os cinco biliões de dólares em pesquisas e estabelecimento das empresas em diferentes pontos daquela província.
Dados em nosso poder indicam que, por causa desta avalanche de dólares, foram criadas e estabelecidas mais de 50 empresas de construção civil e de engenharia dedicadas exclusivamente à prestação de serviços de pesquisa de carvão.
Consta que a Vale Moçambique, sozinha, tinha contratado mais de 500 motoristas para todo o tipo de máquinas, a ICVL precisou de 300 motoristas e a Jindal contratou uns 200. Aqui não se incluem técnicos de diferentes áreas que igualmente foram contratados para descobrir onde o carvão está, qualidade, quantidade, entre outros.
Durante aqueles oito anos, a lei económica da procura e da oferta funcionou em pleno em todas as áreas possíveis. Era tanta a demanda por bens e serviços que os preços aumentaram até a vida da própria população local se tornar difícil.
Dispararam as rendas de casa que, em muitos casos passaram a ser cobradas em dólar americano. O famoso cabrito de Tete, que era adquirido pela módica quantia de 300 a 500 meticais por cabeça, foi extrapolado para assustadores 1500, 2000 e por vezes 2500 meticais sem poucas hipóteses de regateio.
Os poucos hotéis até então existentes tinham contractos com empresas mineradoras e permaneciam em estado de “lotação esgotada” o ano inteiro. Só por isto, muitas famílias passaram a dispensar as suas habitações para os expatriados e a fazerem uma receita com a qual nunca tinham sonhado antes.
O parque imobiliário cresceu, a lista de restaurantes, cafés, bares, oficinas, salões de cabeleireiro, supermercados, piscinas, serviços de táxi, parques de venda de viaturas e equipamento industrial, lavandarias e centros de formação técnico profissional surgiram como cogumelos. E competiam ferozmente entre si. 
É preciso perceber que Tete é uma província diferente”, afirma Edson Lino, coordenador provincial para as PMEs, que sublinha que a diferença reside no facto desta parcela do país possuir um imenso potencial no subsolo, mas também ao nível da agricultura, pecuária, pesca, geração de energia, e por aí em diante.
DEPOIS VEIO A TEMPESTADE
Carlos Cardoso, presidente do Conselho Empresarial da provincial de Tete, uma entidade satélite da Confederação das Associações Económicas (CTA), recorda que Tete registou um crescimento bastante significativo porque ali se instalaram grandes projectos.
A chegada destes projectos ajudou a alavancar as empresas locais porque estas suportavam o desenvolvimento dos grandes empreendimentos. Essa relação só foi possível depois de conseguirmos estabelecer o espírito de Conteúdo Local em que se orienta as grandes empresas a darem primazia à aquisição de bens e serviços junto das empresas locais e só depois importarem”, disse Carlos Cardoso.
Afirma ainda que para se chegar a este entendimento foram necessárias várias sessões de trabalho com os gestores das grandes companhias até que elas percebessem que existe capacidade interna produção e de fornecimento.
Por outro lado, Carlos Cardoso, também aponta que um dos constrangimentos que marcou o início das relações entre as empresas de Tete e os grandes projectos foi a falta de capacidade financeira que sempre caracterizou as empresas nacionais e da falta de abertura dos bancos para financiar iniciativas empresariais despidas de garantias.
As empresas nacionais não tem esse alicerce e tivemos que optar por trilhar por alguns caminhos que a própria banca está a abrir, nomeadamente com a criação de um sistema de informação no qual a nossa agremiação fornece às instituições financeiras para indicar quais as empresas que são credíveis. Ou seja, o banco consulta à associação. Isto, de certa forma dá resultados positivos”, disse.
Por esta mesma via, foi aberta a possibilidade de as empresas locais que tenham contractos com os granes projectos, passarem a beneficiar de adiantamentos de fundos por parte da banca. “É uma garantia para a banca e essa situação ajuda as pequenas e médias empresas”.
Apesar de todos estes avanços, a partir de uma certa altura o preço do carvão mineral despencou no mercado internacional, o que deu origem a uma desaceleração do crescimento económico, com impactos na manutenção de postos de trabalho e consequente instabilidade a nível social.
Perante esta realidade, Edson Lino, coordenador provincial das PME’s de Tete, defende que “os moçambicanos devem começar a produzir e a pensar seriamente em apostar em actividades que possam ser sustentáveis”.
Segundo ele, é necessário que o sector privado e, também, o público, comece de imediato a reduzir os custos do seu funcionamento. Para Edson Lino, o país precisa de tomar medidas arrojadas, mas igualmente necessárias. “É um desafio que os gestores precisam assumir”.
Refiro-me aos custos variáveis, como poupar combustível, viagens, subsídios de representação e salários de pessoal de todo para que seja possível ter algum capital que ajude a evitar o colapso”.
Carlos Cardoso, por seu turno, afirma que existe entre os empresários de Tete a consciência de que a presente situação é passageira e que o preço de carvão vai voltar a crescer, tanto é que existem alguns sinais de vontade de investimento directo estrangeiro. Porém, o constrangimento é a instabilidade político-militar. “A paz é crucial”.
Temos cerca de 300 empresas registadas, mas sabemos que há muitas mais e queremos que todos constem na nossa base de dados para que possamos conhecer melhor os problemas e procurarmos soluções para que os negócios continuem a acontecer”, disse Cardoso.
REALIDADE DELICADA
PARA O TRABALHADOR
Enquanto os empresários procuram soluções para manter as empresas a funcionar, Edson Lino afirma que os trabalhadores também devem dar todo o seu contributo “Porque a situação é má para todo o mundo. Há exemplos que nos chegam do Brasil, China e até mesmo de alguns países europeus como Portugal e Grécia”.
Assim sendo, Lino defende que com a classe trabalhadora deve assumir o compromisso de trabalhar mais para reverter o actual quadro de crise. Aliás, segure que, tal como os quadros de topo, que na sua perspectiva devem ter salários mais consentâneos com a realidade social e económica, os trabalhadores também devem ter uma visão diferente em relação às chamadas horas-extra, a dedicação ao trabalho, o rendimento e eficiência.
Texto de Jorge Rungo
jrungo@snoticias.co.mz
Indivíduos até aqui desconhecidos têm vindo a danificar parte da Estrada Circular de Maputo. As pessoas em causa retiram o pavet colocado no separador central da via e cavam o chão para retirar cabos eléctricos que servem para alimentar o sistema de iluminação pública.
Confrontada com esta realidade, a Empresa de Desenvolvimento de Maputo-Sul, através do seu presidente, Silva Magaia, disse que se está diante de um problema preocupante, apelando as pessoas para serem mais vigilantes.
De acordo com Magaia, os actos de vandalização verificam-se com particular destaque nas zonas da Estrada Circular onde o sistema de energia eléctrica ainda não se encontra operacional.
“Quando terminarmos o exercício com a EDM, não teremos onde ligar porque os cabos não estarão lá. Vão dizer que a responsabilidade da falta de iluminação é do Estado, quando são as pessoas que estão a vandalizar a estradaApelamos aos beneficiários desta infra-estrutura para que sejam vigilantes e alertem às autoridades quando notarem movimentações estranhas, que acreditamos que ocorrem no período da noite”, frisou o presidente da Maputo-Sul.
Silva Magaia referiu que foi realizado um trabalho intenso com a Policia de Trânsito, mas que agora está claro que a Polícia da República de Moçambique (PRM) terá que trabalhar no sentido de assegurar a protecção daquela infra-estrutura.
Em relação aos troços da Estrada Circular em que a iluminação pública ainda não está activada, dificultando a circulação no período da noite, Silva Magaia disse que tal se deve ao facto da EDM não possuir linhas com capacidade para alimentar as luzes.
Tal como referiu a fonte, a Maputo-Sul está a trabalhar com a Electricidade de Moçambique no sentido de se fazer a extensão da corrente eléctrica para iluminar a Estrada Circular por completo.
Magaia destacou ainda que representa um enorme desafio a colocação de iluminação nas zonas onde ainda não há postes e cabos eléctricos, como são os casos dos troços Chiango-Marracuene e Zimpeto-Tchumene que, para o efeito, haverá necessidade de buscar financiamento para colocar o sistema.
De referir que o défice de iluminação pública está relacionado com a concepção do projecto da Estrada Circular, em que foram definidos dois tipos de área, uma urbana e uma rural, tendo, a primeira, sido considerada para a colocação do sistema eléctrico em que nas quais se pode verificar postes.
EM COLOCAÇÃO
BANDAS SONORAS 
Entretanto na Estrada Circular está em curso a colocação de bandas sonoras, um tipo de sinalização que faz parte do conjunto de medidas com vista à redução de acidentes naquela via.
O Presidente da Maputo-Sul disse que serão colocadas bandas sonoras na aproximação de todas as rotundas existentes na Estrada Circular, como forma de prevenir os automobilistas.
Muitos automobilistas que ainda não se habituaram aos lugares onde existem rotundas na “Circular”, vezes sem conta embatem com as viaturas, o que contribui para danificar parte da obra.
Temos consciência que o problema não está nas rotundas. Trata-se do factor humano associado ao facto da estrada ser nova”, disse Magaiatendo acrescentado queoutro problema que actualmente se assiste é de condutores circulando em contra-mão só para não percorrerem alguns quilómetros até a rotunda mais próxima para de seguida passar para outra faixa de rodagem.
A possibilidade de causar acidente para quem circula na contramão é altíssima. Já registamos cerca de meia dúzia de acidentes por causa dessa situação, destacou Silva Magaia.
A campanha que visa retirar os sacos de plástico nocivos à saúde pública e ao ambiente, lançada em 2015, através do Regulamento sobre gestão e controlo dos sacos de plástico sob orientação do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, está a surtir os efeitos desejáveis.
Tanto o comércio formal, bem como o informal, na sua maioria, usa sacos com unidades a partir de trinta micrómetros, ou seja, com uma espessura aceitável e isenta de substâncias prejudiciais.
domingo percorreu nas últimas semanas alguns estabelecimentos e bancas de venda de diversos géneros de consumo e serviços: farmácias, talhos, padarias e mercados de produtos frescos e constatou que a razão do triunfo deve ser repartido entre o comerciante e cliente. Ambos os segmentos atinam a necessidade de zelar pela saúde pública e pelo meio ambiente. “Nós acatamos as ordens. Como podem ver, trabalhamos com sacos de plástico a partir de trinta micros”,afirma Jorge Macaringue, agente de farmácia.
Entretanto, não só os serviços farmacêuticos acolhem a medida com satisfação. Colaborar para a boa saúde do cidadão passou a ser, igualmente, um princípio de quem labuta em estabelecimentos de fabrico e comercialização de pão. “Comecei há um mês e entendo a importância de pôr à disposição do cliente sacos de plásticos que não prejudiquem”, garante-nos Daúde Gulamo, gerente de padaria.
Os louvores estendem-se a alguns mercados de venda de produtos frescos tais como legumes e hortícolas. Aqui, a nossa reportagem conversou com Elisa Tembe, vendedora, que assegurou que os sacos antigos ficaram, mesmo, no passado. “Já não se usa, e os nossos clientes tambémengrenaram na nova medida. Aceitam comprar sacos melhorados, que custam dois meticais, para introduzirem as suas compras”.
E pagar por esses sacos não tem levantado nenhum burburinho. Afinal, há necessidade de compensar o esforço e desembolso da parte do comerciante. As embalagens são adquiridas ou em Tchumene: “compramos embalagens de quinhentos plásticos por quinhentos e cinquenta meticais, e aqui na padaria vendemos cada saco por dois meticais”, palavras de Gulamo Daúde, ou em Zimpeto: “eu compro embalagens de sessenta meticais…”, afirma Elisa Tembe.
Entretanto, há quem dá de borla o apreciado saco ao seu estimado cliente. “Não vendemos!”,dispara Macaringue, e, na esteira disso, considera “um erro o que acontece nos outros locais de comércio: vendem os sacos ou entregam o produto na mão do comprador”.
Mas, conforme referiu, os sacos utilizados para embalar as vendas em farmácias são trazidos da farmácia sede. E, “nota-se uma grande diferença entre os antigos e os actuais”. Os últimos, garante-nos o agente farmacêutico, são mais resistentes.
Por falar em resistência, assumimos que não existe bela sem senão. Nas voltas feitas pela nossa reportagem, lá se teveum tropeço, ao nos depararmos com um cidadão de plástico vetado em mão. Tratava-se de Luís Aspirante. Preocupado, revelou que desenterrou o frágil e desinteressante saco lá pelas bandas da Bic, na Matola. “Comprei uma camisola no mercado e eles deram-me este saco. Não sabia da sua proibição”, justificou-se.
BUTCHER BAGPARA TALHO
Assumindo que cada ponto deve estar no seu i, foi nos passada a necessidade de certos produtos comercializados serem embalados de maneira apropriada para evitar complicações a vários níveis.
Licínia Melo, gerente de talho, deu o seu show, primeiro, ao garantir que as medidas preventivas adoptadas no seu estabelecimento partiram“de nós mesmos. Nunca recebemos nenhuma recomendação”. Segundo, por seguirem a boa conduta dos comerciantes de carnes, usando embalagens apropriadas. “Sempre foi desta forma. Temos sacos próprios para talhos. OButcher Bag. Fazemo-lo pela higiene, isto é, pela saúde dos nossos clientes”, até porque “sempre fui contra o uso daqueles sacos pretos levezinhos e muito antes sairem de circulação, levava o meu próprio saco às compras”.
SÃO REAPROVEITÁVEIS
Mudanças vêm ocorrendo. O bolso do comprador está a ser afectado, mesmo assim o facto é encarado de bom grado, principalmente porque “se evita doenças; os sacos antigos soltavam uma tinta esquisita e chegavam a ficar desbotados quando se metia lá alguma coisa”, anota René Ordem, funcionário público. E, uma vez que é pelo bem-estar das pessoasao nível da saúde e do meio ambiente “nós aceitamos sim”, afirma, por seu turno, Larice Branquinho, estudante.
Entretanto, se o cidadão agradece, o meio ambiente fá-lo na mesma medida ou… um pouco mais, pois é preciso ter em conta que “a nossa cidade anda entupida de vários resíduos, incluindo os sacos de plástico”; acredito que esta medida faz e fará diferença, no que diz respeito à protecção do meio ambiente”, observam René Ordem e Larice Branquinho.
Sacos de plástico abaixo
de 30 micrómetros são nocivos
-Afirma Inácio Bucuane, Inspector ambiental
A medida que visa retirar os sacos de plástico nocivos à sua saúde e/ou ao meio ambiente foi iniciada ao nível do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER).
Trata-se de um trabalho feito em coordenação com a Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE), e com município, sendo que, nesse processo, a inspecção ambiental divulgou o decreto de gestão e controlo, ao mesmo tempo que efectuava a apreensão, nas unidades de fabrico, dos sacos que continham medidas abaixo de trinta micrómetros, uma vez que na sua composição continham substâncias químicas (furanos e toxinas) nocivas à saúde.
Estes dados foram avançados por Inácio Bucuane, Inspector ambiental do MITADER, que destacou que, actualmente, a continuidade destes trabalhos está a ser garantida pela Agência Nacional da Qualidade Ambiental daquele ministério.
Conforme referiu, cerca de cinquenta e oito toneladas de sacos de plástico com medidas abaixo do recomendável foram recolhidos ao nível nacional e perto de quatro toneladas recicladas para a fabricação de tubos de rega, distribuídos por Maputo e Gaza em instituições de ensino agrário.
Paralelamente a isto, foram feitos trabalhos de educação e consciencialização do cidadão em relação aos malefícios para a saúde pública.
A este leque de medidas é adicionado a necessidade de o consumidor desembolsar valores pecuniários para a compra de sacos de plásticos para embalar as suas compras. Inácio Bucuane considera que, esta acção, “visa fazer com que as pessoas utilizem o mesmo saco por várias vezes, portanto, que não o descartem”, de qualquer modo “a interdição da fabricação constitui maior factor para o sucesso que se verifica”, conclui.
Texto de Carol Banze
carolbanze@snoticias.co.mz
Fotos de Jerónimo Muianga
O Conselho Municipal de Maputo vai lançar formalmente, no corrente mês de Maio, um projecto visando a requalificação dos bairros Polana-Caniço A e B, zonas densamente povoadas da capital do país.
Para tal, será promovida
uma conferência de investidores,
a qual deverá
juntar diversas sensibilidades,
com destaque
para empresários do sector privado
nacional e internacional,
bem como de entidades públicas
interessadas em investir na criação
de habitação para os seus
funcionários.
A edilidade, em parceria com
o IGEPE, rubricou um memorando
de entendimento em 2008,
no âmbito do qual foi elaborado
um estudo detalhado sobre a requalificação
dos bairros Polana-
-Caniço A e B.
Esse estudo comporta vários
resultados, nomeadamente
o Plano Parcial de Urbanização,
aprovado em finais do ano passado,
o Plano de Pormenor que
foi submetido à Assembleia Municipal A suportar estes estudos, há
uma série de outros levantamentos
que foram realizados, como
é o caso da necessidade em
termos de infra-estruturas, tipo
de arruamentos e sua extensão,
avaliação do sistema de abastecimento
de água, bem como de
outros serviços.
De notar que, a titulo de
exemplo, a actual rede de abastecimento
de água naquelas zonas
residenciais é considerada
precária, precisando de melhoramentos
de grande vulto.
Quanto ao saneamento e drenagem,
vai ser necessário fazer
um trabalho profundo, visto que
a zona é sensível, servindo como
exemplo o facto de em 2000 ter
sido bastante afectado pelas enxurradas
que se abateram sobre
diversas áreas da cidade.
O estudo determina o número
de escolas que devem ser instaladas
e os lugares onde devem
estar localizadas as infra-estruturas
públicas, como scolas,
hospitais, esquadras, terminais
de transporte, parques para estacionamentos,
entre outras.
Segundo nos disse o vereador
para o pelouro das Actividades
Económicas, João Munguambe,
o Plano Parcial de Urbanização
define o zoneamento e uso do
solo para os Bairros Polana-Caniço
A e B, facto que vai implicar
refazer aquelas duas zonas residenciais.
O plano, de acordo com a
fonte, vai permitir a duplicação
do número de ocupação populacional,
fixada actualmente em
cerca de 18 mil famílias, o correspondente
a cerca de 91 mil
pessoas.
De acordo com o plano, que
prevê a densificação através de
construções em altura, pode se
elevar para o dobro o número de
ocupações naqueles dois bairros
residenciais. Em termos de
construções em altura, existirão
áreas cujos edifícios poderão ser
até quatro pisos, outras com oito
e outras até quinze andares.
De referir que a área de intervenção,
estende-se desde a zona
da Escola Portuguesa até a parte
traseira do Campus da Universidade
Eduardo Mondlane, passando
pela zona do “compound”,
até a Avenida FPLM.
Face à proximidade da zona
do Aeroporto Internacional de
Maputo, poderão ser instalados
os edifícios com menor altura,
sendo que as construções de
maior elevação deverão se situar
ao longo da “Marginal” da cidade.
Prevê-se, com o plano, atingir
entre 25 a 30 mil habitações.
Temporariamente, na fase
de implantação dos novos edifícios,
vai ser necessário retirar
algumas famílias, que depois
poderão voltar para ocuparem
os apartamentos dos primeiros
conjuntos habitacionais em
altura. Receber dinheiro como
compensação, de acordo com
Munguambe, será a última opção
a ser considerada no projecto de
requalificação, como forma de
evitar o risco de as pessoas desencaminharem
os valores.
O investimento imobiliário
para os bairros Polana Caniço A
e B está avaliado 3.5 mil milhões
de dólares.
De notar que este projecto
está desenhado para ser implementado
ao longo dos próximos
dez anos.

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