terça-feira, 10 de maio de 2016

Exportações a cair e importações a subir


FRANCISCO FERREIRA DA SILVA
Em termos mensais, as exportações portuguesas de bens desceram 3,9% em Março, face a igual período do ano passado, devido ao comportamento do comércio extracomunitário, onde se faz sentir a queda do comércio com Angola que caiu acentuadamente no último ano. Já no espaço da União Europeia as vendas ao exterior aumentaram 0,3%. Os dados do comércio internacional, hoje divulgados pelo INE, dão ainda conta que, excluindo combustíveis e lubrificantes, as exportações diminuíram 1,3% e as importações cresceram 2,8%. Ao mesmo tempo, o défice homólogo da balança comercial de bens subiu 133 milhões de euros mas, sem combustíveis e lubrificantes, o aumento é de 185 milhões de euros.
Vai ser apertada a malha no controlo dos contribuintes milionários. O Fisco baixou critério de cinco milhões para 750 mil euros de rendimentos anuais. Também a actual regra de 25 milhões de euros património passa para cinco milhões. Os novos limites serão aplicados a partir de amanhã, com os visados a passar a ser vigiados durante quatro anos. Os contribuintes de elevado rendimento e património passarão a ser vigiados pela Unidade de Grandes Contribuintes que, até agora, monitorizava apenas as grandes empresas. Os alvos das medidas que começam a ser aplicadas a partir de amanhã, são pessoas singulares com 750 mil euros de rendimentos anuais ou cinco milhões de euros de património, segundo a regulamentação das regras que constam da portaria, assinada a 28 de Abril pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (SEAF), Fernando Rocha Andrade, hoje publicada em Diário da República. 
Bolsa de Lisboa está a cair, em contraciclo com a Europa, onde o índice Stoxx 600, que segue as 600 maiores empresas, subia 0,56%. As principais praças europeias registavam, há pouco, subidas que iam de 0,07% em Londres, até aos 1,22% de Madrid e os 1,38% de Milão, passando pelos 0,33% de Paris e os 0,40% de Frankfurt. Já Lisboa caía 0,38%. A análise da trajectória dos títulos cotadas em Lisboa mostra que há sete a subir e outros tantos a descer. Entre os que mais sobem, o destaque vai para a Corticeira Amorim (+1,91%) e Jerónimo Martins (+1,43%). Já no sentido da descida, sobressaem as acções do BCP (-2,07%), Sonae SGPS (-0,96%) e Galp (-0,86%).
O CaixaBank entregou ontem na CMVM o pedido de registo da OPA sobre o BPI, bem como os projectos de prospecto e de anúncio de lançamento. A administração do banco tem oito dias, a partir de hoje, para se pronunciar, isto é até terça-feira dia 17 de Maio. Tiago Violas Ferreira, administrador da holding Violas, o quarto maior accionista do BPI através da Violas Financial, com 2,68% do capital, já criticou, em declarações ao Económico, o preço da OPA que fica bem aquém do real valor do banco presidido por Fernando Ulrich. Este accionista considera que o BPI vale pelo menos 1,61 euros por acção, mais 44,7% que a oferta do CaixaBank. Não é, por isso, esperada unanimidade na administração do banco em relação às condições da oferta. Também é expectável que os administradores que representam a Santoro, de Isabel dos Santos, rejeitem a OPA.
reescalonamento da dívida grega foi aflorado na reunião de ontem do Eurogrupo. Jeroen Dijsselbloem afirmou que se tratavam apenas de “primeiros debates” e que nada será decidido antes da próxima reunião magna dos ministros das Finanças da zona euro, a 24 de Maio, o tempo necessário para fazer novos cenários e avaliações, mas o certo é que o tema do reescalonamento da dívida grega esteve em cima da mesa. A curto prazo, a ideia é melhorar a gestão da dívida pública e reduzir o seu custo, sublinha o jornal francês "La Tribune". A médio prazo, poderão ser aumentados os períodos de carência e os prazos de reembolso. A longo prazo, o presidente do Eurogrupo indica que podem ser tomadas “medidas suplementares”, embora sem as especificar.  As medidas de médio e longo prazo só serão adoptadas depois de terminar o programa actual, ou seja em 2018. Em relação à dívida portuguesa nada foi discutido na reunião de ontem, tendo o ministro português das Finanças, Mério Centeno, referido à saída, que só foi discutida a situação da Grécia.
O Benfica comunicou à CMVM que chegou a acordo com os alemães do Bayern Munique para a transferência do médio Renato Sanches, de 18 anos, por 35 milhões de euros, mais 45 milhões por objectivos, ou seja, o total pode atingir os 80 milhões naquele que seria o negócio mais avultado de sempre com um internacional português a sair da Liga nacional para o estrangeiro. Renato Sanches tinha contrato com os benfiquistas até 2021 e uma cláusula de rescisão de 80 milhões. Em época de estreia na equipa principal dos bicampeões nacionais, Renato Sanches tem um percurso fulgurante e já se estreou inclusive pela selecção A. Renato Sanches nasceu a 18 de Agosto de 1997 e começou a carreira no Águias da Musgueira, chegando à Luz em 2006. Estreou-se pela equipa principal do Benfica a 30 de Outubro do ano passado. A transferência do jogador foi assessorada pela sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva, através da equipa de Direito do Desporto liderada por Paulo Rendeiro.

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