domingo, 1 de maio de 2016

“Cabe ao Instituto Nacional de Nomes Geográficos avaliar a toponímia da Beira”

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, diz Carmelita Namashulua

Ministra da Administração Estatal e Função Pública defende que as toponímias devem ter a ver com o local
A cidade da Beira, capital da província de Sofala, avançou, recentemente, com várias propostas de nomes de figuras moçambicanas a serem atribuídas às ruas daquela urbe. Até aí, nenhum problema. Não obstante, considerando que na lista aparece o nome de Urias Simango, antigo Vice-Presidente da Frelimo acusado pelo partido da “maçaroca” de ser reacionário e de ter fomentado actividades que pretenderam pôr em causa a luta armada pela independência de Moçambique, surge a dúvida se as instituições competentes irão aprovar tais propostas.
Além de Simango, a lista do Município da Beira apresenta outros nomes não canonizados, como Afonso Dhlakama, líder da Renamo, Raúl Domingos, um dos negociadores do Acordo Geral de Paz, Alice Mabota, Presidente da Liga dos Direitos Humanos, e o escritor Mia Couto.
Confrontada com a situação, Carmelita Namashulua diz que o Governo vai analisar a proposta de alternação dos nomes de ruas da cidade da Beira, aprovada pelo MDM, na Assembleia Municipal.
“Não posso dizer que os topónimos serão aprovados ou reprovados. Vamos analisar caso por caso. O Município da Beira aprovou os topónimos com os quais se identifica no que diz respeito ao seu percurso de desenvolvimento. Agora, o Instituto Nacional de Nomes Geográficos de Moçambique avaliará caso a caso”, afirmou a Ministra da Administração Estatal e Função Pública, explicando ainda os critérios para a definição de nomes de ruas.
“Afinal, como são definidos os nomes para um local? Os topónimos têm sempre em conta os nomes, as configurações geográficas e históricas que têm a ver com o próprio local”, rematou.
A proposta de alteração dos nomes de ruas da Cidade da Beira foi aprovada no início de Abril, com 30 votos a favor, pelo MDM, e 14 contra, pela bancada da Frelimo.

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