quarta-feira, 11 de maio de 2016

AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MEDIÁTICA

Noam CHOMSKY: 

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1. A estratégia da distracção. 
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, presa a temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à quinta com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).
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2. Criar problemas e depois oferecer soluções.
Esse método também é denominado “problema-reacção-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reacção no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam que sejam aceites. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja quem pede leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.

3. A estratégia da gradualidade. 
Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições sócio-económicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4. A estratégia do diferimento. 
Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacríficio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregue imediatamente. Logo, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. 
A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adoptar um tom infantilizante. Por quê? “Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão de factores de sugestão, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.
6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. 
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…
7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. 
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeia entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).
8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. 
Levar o público a crer que é moda o facto de ser estúpido, vulgar e inculto.
9. Reforçar a autoculpabilidade
Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de revoltar-se contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e se culpabiliza, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de agir. E sem acção, não há revolução!
10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. 
No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.
Um dia, atravessando o Tejo de barco, em direcção ao Seixal, escutei 3 indivíduos, portugueses, falando de Moçambique com muito entusiasmo e paixão, quase chorando cada vez que um deles se lembrava de um lugar ou de um episódio especiais. Olhando sistematicamente para mim, ajuizei que eles talvez quisessem que eu lhes dissesse donde eu vinha. Quando lhes disse, pularam de alegria. Um deles perguntou-me, sem qualquer esperança que eu lhe respondesse positivamente: "Olha, eu desconfiei logo que você não era angolano, não, pois esses tipos são gabarolas e você pareceu-me muito humilde. Ora diz-me lá se conhece por lá o meu furriel Tique?". "Olha", respondi-lhe de pronto, "você só pode estar a falar do Luís dos Santos Tique", um amigo, quase irmão e com quem vivi em Porto Amélia e de lá fomos alistados para o exército, em 1973."O homem chorou, copiosamente, e quando se restabeleceu, e já o barco se fazia à ponte cais, pediu apenas que eu lhe facultasse o meu contacto, no Seixal, pedido a que satisfiz, imediatamente. Um dia depois, confiou-me esta fotografia, pedindo-me que a entregasse ao Luís Tique. Isto foi em 1991. Posto-a apenas porque um dia ouvi o José Lourenço dizer que fez tropa com o Luís, abrindo-se assim a hipótese de também conhecer esta malta portuguesa. O que me dizes, Pato?

Maria Estela Paulo, Beatriz Fernanda Govene, José Norberto Carrilho e 23 outras pessoas gostam disto.
Comentários
Manuel Alvarinho
Manuel Alvarinho Que história, Luís! Obrigado!
28 h
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José Lourenço
José Lourenço Luís Loforte, sim confirmo o Luís Tique foi meu colega em Palma no ano de 1973,sabendo ele da amizade que eu tinha com o João, além de colegas tornamo-nos amigos, uma vez falamos ao celular e foi uma alegria com lágrimas.
38 h
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José Lourenço
José Lourenço Luís Loforte a semana passada numa das minhas idas ao norte, numa fila para comer uma especialidade da zona, está um casal á minha frente e pelo sotaque apercebi-me que eram moçambicanos meti conversa claro eram de Mueda,falei macua e a resposta foi (AFINAL).
48 h
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Luís Loforte
Luís Loforte Acontece e aconteceu-me inúmeras vezes em Portugal. Em Agosto, talvez ainda viva mais algum episódio.
18 h
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Roque Loforte
Roque Loforte O Luís dos Santos Tique é uma Joia de Pessoa.Todas as vezes que cruzo com Ele-e isso acontece com frequentes pois vivemos na mesma Cidade de Maputo-começa logo a cantarolar...I have got to leave...oh Durham Town...And This leavin's gonna get me Down!
24 h
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Roque Loforte
Roque Loforte ...acontece com frequência....Desculpe!
14 h
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Edmundo Galiza Matos
Edmundo Galiza Matos
3 h
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Joao Teodosio Tique
Joao Teodosio Tique ishi! Que estilo. Que emocao!

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