segunda-feira, 25 de abril de 2016

Sobre trabalhar e ganhar Lazeres e quedas económicas

Sobre trabalhar e ganhar Lazeres e quedas económicas

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CARTA A MUITOS AMIGOS

Em países muito mais ricos e desenvolvidos que o nosso há poucos feriados, raras pontes, muito menos tolerâncias de ponto. As férias nos Estados Unidos, Japão, China, Coreia do Sul andam pelos 15 dias anuais.
Cá na terra uma maravilha, mais do que os que gozam de muito mais prosperidade do que nós.
Feriados 8. Pontes não dão para contar. Tolerância porque o feriado calha num Sábado ou num Domingo, dias dos municípios, minha gente, para a direita ou esquerda, cá na terra anda-se pelos 30 ou mais!
Façam as contas de quantos dias de trabalho se entregam cá na terra ao desbarato.
Quanto custa isso à economia nacional, às empresas?
Acrescentemos a isso que serviços públicos, instituições estatais não trabalham nos sábados e encerram sempre pelas 15h30.
Para alguém tratar de um documento forçoso faltar ao trabalho, de novo lesando a empresa, instituição e o erário nacional. Maravilha!
Na boa vontade de limparmos os males e opressões coloniais, esquecemos de fazer contas.
Pesou mais a boa vontade e generosidade do que o cálculo económico.
Com seriedade e coragem acredito que devemos rever esta generosidade extrema num país que quase vive de esmolas, donativos, empréstimos.
Escandaleiras com dinheiros públicos? O Gabinete de Luta Contra a Corrupção e a PGR já abriram autos.
Os últimos dizem envolver embaixadores, funcionários diplomáticos, a antiga directora daINATER. Tudo longe da arraia-miúda. Pessoas em instituições do Estado a ganharem ilegalmente acima de quatrocentos mil MT, várias vezes o salário do Chefe do Estado ou do Primeiro-Ministro!
Quem vai para a cadeia? O pilha galinhas sem protectores de alto nível, quem devolve ao Estado o esvaziamento dos cofres públicos?
Como devolvem o uso em proveito próprio e egoísta dos bens públicos e em quanto tempo? Quem se sente à vontade? O gatuno.
Quem fica mal porque paga do seu bolso os desmandos de terceiros?
Pois o cidadão comum, cada um de nós, as crianças sem carteiras, os professores mal pagos, os enfermeiros, os pacientes sem medicamentos nos hospitais públicos e a todos os níveis, de Maputo até aos distritos e postos médicos. Quem cala… Não, continuaremos a protestar.
Porque razão quem vive na capital em casa própria ou alugada, boa casa, mobílias e electrodomésticos de qualidade, empregados domésticos, quando designado para Ministro ou Vice-Ministro, director disto ou daquilo, necessita que lhe entreguem uma outra casa, uma outra mobília, mais electrodomésticos e novos empregados?
Porque razão atribuir mais uma viatura protocolar, mais uma 4x4, mais outra viatura também para uso doméstico e pessoal? Andava de chapa? O 4x4 destina-se ao serviço da instituição ou para deslocações a quintas e praias? Para quê tantas viaturas e quem paga a manutenção, combustível, peças de reposição, multidões de motoristas? Nós!
Já viram as escoltas e motos e o não sei o quê para esta e aquela alta entidade? Quem ameaça os Conselheiros do Supremo, da Conselho Constitucional, do Tribunal Fiscal? Em contrapartida não damos protecção a Procuradores com casos ardentes, a investigadores de crimes sérios. Nem eles ou famílias estão protegidos e encontram-se à mercê do crime organizado e da escumalha da sociedade nacional e estrangeira.
Não se trata de esbanjamento dos bens do Estado?
Que alarido porque uma estrangeira organizadora de uma manifestação ilegal se viu expulsa do país! Até uma procuradora meteu o bedelho no assunto, como se alguma vez a concessão ou retirada de vistos para estrangeiros estivessem na alçada das diversas magistraturas. Porque não averigua ela casos escandalosos de pilhagem do Estado e da sociedade?
Vivemos uma grave crise económica. Quem investiga as falcatruas internas que fragilizam a economia moçambicana?
Verdade, nenhuma muralha hermética rodeia o nosso país. A crise económica originou-se nos grandes países do Primeiro-Mundo e até num país pequeno e modesto como Portugal.
A banca desses países entregou-se a numerosas manigâncias e pilhagens, o que aconteceu em Portugal também tocou Moçambique e talvez tocará mais, uma vez que vários bancos cá na terra dependem dos accionistas lá.
Espanta a todos que empresas portuguesas que mais que provaram incompetência, desleixo pela qualidade do trabalho e a vida das pessoas nas obras, ainda por cá continuem, sem que lhes retirem alvarás, sem que paguem indemnizações às vítimas, aos municípios e instituições a quem deviam prestar serviços.
Todos fecham os olhos? Fiscais, municípios, Estado? Quais os compromissos, por cima e por baixo da mesa? Quem paga os prejuízos? Pois pagam os cidadãos inocentes, enquanto A ou B recebeu as ditas comichões, palacetes e o que sabemos mais? Quem deve devolver o mal ganho? Que compromissos existem e quais as razões?
Quem deve ir para a cadeia? Apenas o pilha-galinhas, muitas vezes linchado pela vizinhança?
Segundo a comunicação social, milhares de portugueses estão a ser despedidos em Angola, devido às dificuldades económicas que o país atravessa. A mesma comunicação social indica que esses novos retornados carregam alguns diamantes e pedras preciosas ou semi-preciosas nas suas bagagens e bolsos.
Aqui asiáticos e não asiáticos e outros tendem a ilegalmente e nas barbas das alfândegas a enviarem para fora cornos de rinocerontes, que transformados em pó se consideram potentíssimos afrodisíacos e pontas de elefantes. Consta que alguns desses produtos se interceptaram nas fronteiras da Tailândia e doutros países da Ásia, com provas que os haviam pilhado em Moçambique. Óptimo para o nosso desleixo nota 20/20!
Acredito que o Ministro do Interior, o novo Comandante-Geral da PRM, tudo gente séria vive um pesadelo devido às heranças recebidas de verdadeiros patifes. O Presidente da República, o Primeiro-Ministro não dormem tranquilos com tanta patifaria que sobre eles desabou.
Devemos todos levantar as nossas vozes, manifestarmos o nosso apoio total para uma limpeza que se impõe.
Para isso o meu abraço, a mim não me vão silenciar, não deixo de escrever ou falar.
A Luta Continua e a nossa saga manda muito mais que mais que os diversos oportunistas e os variados lambe-botas. O dono das botas já caiu! Um abraço.
P.S. Todos se assustam com a derrapagem do metical. Porque tudo importamos e pouco exportamos (pensem no atum e pescado que outros produzem nas nossas águas), todas as peças de reposição das viaturas de fora vêm, nomeadamente dos vizinhos sul-africanos, e a preços exorbitantes e, ao demais devemos aguardar 45 dias ou mais, como ficamos?
Porque a agricultura sul-africana desde os primórdios do século XX está altamente subsidiada, o nosso arroz, tomate, cebola, feijão, laranja, papaia, fica na machamba, graças aos acordos mal assinados na SADC. Viva!
                                                                                                   SV

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