sexta-feira, 15 de abril de 2016

Sobre trabalhar e ganhar Lazeres e quedas económicas

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CARTA A MUITOS AMIGOS

Em países muito mais ricos e desenvolvidos que o nosso há poucos feriados, raras pontes, muito menos tolerâncias de ponto. As férias nos Estados Unidos, Japão, China, Coreia do Sul andam pelos 15 dias anuais.
Cá na terra uma maravilha, mais do que os que gozam de muito mais prosperidade do que nós.
Feriados 8. Pontes não dão para contar. Tolerância porque o feriado calha num Sábado ou num Domingo, dias dos municípios, minha gente, para a direita ou esquerda, cá na terra anda-se pelos 30 ou mais!
Façam as contas de quantos dias de trabalho se entregam cá na terra ao desbarato.
Quanto custa isso à economia nacional, às empresas?
Acrescentemos a isso que serviços públicos, instituições estatais não trabalham nos sábados e encerram sempre pelas 15h30.
Para alguém tratar de um documento forçoso faltar ao trabalho, de novo lesando a empresa, instituição e o erário nacional. Maravilha!
Na boa vontade de limparmos os males e opressões coloniais, esquecemos de fazer contas.
Pesou mais a boa vontade e generosidade do que o cálculo económico.
Com seriedade e coragem acredito que devemos rever esta generosidade extrema num país que quase vive de esmolas, donativos, empréstimos.
Escandaleiras com dinheiros públicos? O Gabinete de Luta Contra a Corrupção e a PGR já abriram autos.
Os últimos dizem envolver embaixadores, funcionários diplomáticos, a antiga directora daINATER. Tudo longe da arraia-miúda. Pessoas em instituições do Estado a ganharem ilegalmente acima de quatrocentos mil MT, várias vezes o salário do Chefe do Estado ou do Primeiro-Ministro!
Quem vai para a cadeia? O pilha galinhas sem protectores de alto nível, quem devolve ao Estado o esvaziamento dos cofres públicos?
Como devolvem o uso em proveito próprio e egoísta dos bens públicos e em quanto tempo? Quem se sente à vontade? O gatuno.
Quem fica mal porque paga do seu bolso os desmandos de terceiros?
Pois o cidadão comum, cada um de nós, as crianças sem carteiras, os professores mal pagos, os enfermeiros, os pacientes sem medicamentos nos hospitais públicos e a todos os níveis, de Maputo até aos distritos e postos médicos. Quem cala… Não, continuaremos a protestar.
Porque razão quem vive na capital em casa própria ou alugada, boa casa, mobílias e electrodomésticos de qualidade, empregados domésticos, quando designado para Ministro ou Vice-Ministro, director disto ou daquilo, necessita que lhe entreguem uma outra casa, uma outra mobília, mais electrodomésticos e novos empregados?
Porque razão atribuir mais uma viatura protocolar, mais uma 4x4, mais outra viatura também para uso doméstico e pessoal? Andava de chapa? O 4x4 destina-se ao serviço da instituição ou para deslocações a quintas e praias? Para quê tantas viaturas e quem paga a manutenção, combustível, peças de reposição, multidões de motoristas? Nós!
Já viram as escoltas e motos e o não sei o quê para esta e aquela alta entidade? Quem ameaça os Conselheiros do Supremo, da Conselho Constitucional, do Tribunal Fiscal? Em contrapartida não damos protecção a Procuradores com casos ardentes, a investigadores de crimes sérios. Nem eles ou famílias estão protegidos e encontram-se à mercê do crime organizado e da escumalha da sociedade nacional e estrangeira.
Não se trata de esbanjamento dos bens do Estado?
Que alarido porque uma estrangeira organizadora de uma manifestação ilegal se viu expulsa do país! Até uma procuradora meteu o bedelho no assunto, como se alguma vez a concessão ou retirada de vistos para estrangeiros estivessem na alçada das diversas magistraturas. Porque não averigua ela casos escandalosos de pilhagem do Estado e da sociedade?
Vivemos uma grave crise económica. Quem investiga as falcatruas internas que fragilizam a economia moçambicana?
Verdade, nenhuma muralha hermética rodeia o nosso país. A crise económica originou-se nos grandes países do Primeiro-Mundo e até num país pequeno e modesto como Portugal.
A banca desses países entregou-se a numerosas manigâncias e pilhagens, o que aconteceu em Portugal também tocou Moçambique e talvez tocará mais, uma vez que vários bancos cá na terra dependem dos accionistas lá.
Espanta a todos que empresas portuguesas que mais que provaram incompetência, desleixo pela qualidade do trabalho e a vida das pessoas nas obras, ainda por cá continuem, sem que lhes retirem alvarás, sem que paguem indemnizações às vítimas, aos municípios e instituições a quem deviam prestar serviços.
Todos fecham os olhos? Fiscais, municípios, Estado? Quais os compromissos, por cima e por baixo da mesa? Quem paga os prejuízos? Pois pagam os cidadãos inocentes, enquanto A ou B recebeu as ditas comichões, palacetes e o que sabemos mais? Quem deve devolver o mal ganho? Que compromissos existem e quais as razões?
Quem deve ir para a cadeia? Apenas o pilha-galinhas, muitas vezes linchado pela vizinhança?
Segundo a comunicação social, milhares de portugueses estão a ser despedidos em Angola, devido às dificuldades económicas que o país atravessa. A mesma comunicação social indica que esses novos retornados carregam alguns diamantes e pedras preciosas ou semi-preciosas nas suas bagagens e bolsos.
Aqui asiáticos e não asiáticos e outros tendem a ilegalmente e nas barbas das alfândegas a enviarem para fora cornos de rinocerontes, que transformados em pó se consideram potentíssimos afrodisíacos e pontas de elefantes. Consta que alguns desses produtos se interceptaram nas fronteiras da Tailândia e doutros países da Ásia, com provas que os haviam pilhado em Moçambique. Óptimo para o nosso desleixo nota 20/20!
Acredito que o Ministro do Interior, o novo Comandante-Geral da PRM, tudo gente séria vive um pesadelo devido às heranças recebidas de verdadeiros patifes. O Presidente da República, o Primeiro-Ministro não dormem tranquilos com tanta patifaria que sobre eles desabou.
Devemos todos levantar as nossas vozes, manifestarmos o nosso apoio total para uma limpeza que se impõe.
Para isso o meu abraço, a mim não me vão silenciar, não deixo de escrever ou falar.
A Luta Continua e a nossa saga manda muito mais que mais que os diversos oportunistas e os variados lambe-botas. O dono das botas já caiu! Um abraço.
P.S. Todos se assustam com a derrapagem do metical. Porque tudo importamos e pouco exportamos (pensem no atum e pescado que outros produzem nas nossas águas), todas as peças de reposição das viaturas de fora vêm, nomeadamente dos vizinhos sul-africanos, e a preços exorbitantes e, ao demais devemos aguardar 45 dias ou mais, como ficamos?
Porque a agricultura sul-africana desde os primórdios do século XX está altamente subsidiada, o nosso arroz, tomate, cebola, feijão, laranja, papaia, fica na machamba, graças aos acordos mal assinados na SADC. Viva!
                                                                                                   SV

Sobre modas modinhas Bom e mau gosto decência

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CARTA A MUITOS AMIGOS 
Desde que o Homo Sapiens saiu das cavernas procurou proteger o corpo das canículas, frios, chuvas, neves. A vestimenta começou a fazer parte da protecção dos humanos, primeiro com peles, cascas de árvore, mais tarde com tecidos.
Com os tecidos começaram a surgir diferenças nas roupas, quer entre os sexos, quer mesmo dentro de cada género e, claro, consoante os climas para onde migraram as pessoas a partir da África.
Desde sempre a decência, o bom gosto buscaram triunfar e, algumas vezes sucumbiram aos caprichos muitas vezes bem momentâneos, por exemplo penteados de senhoras na Europa do século XVIII de um metro ou mais de altura e, até as mais ousadas colocavam na cabeleira uma ave ou ninho! Cada uma buscava uma originalidade que diferenciasse das demais.
Nos princípios do século XX as gentes começaram a frequentar as praias, fatos de banho para os homens tapando o peito, as senhoras cobrindo os joelhos com as suas roupas de praia.
Pouco a pouco os homens libertaram-se da cobertura do peito e as senhoras fizeram subir do joelho para o cimo das pernas o seu maillot.
Depois surgiram inovações, nos anos cinquenta aparecem os bikinis, mais tarde já pelos finais do século passado os chamados topless, tangas, fios dentais.
Também no século passado, em locais bem reservados criaram-se campos de nudistas, com acessos bem reservados e que impediam a entrada de meros curiosos.
Rebentou agora uma polémica devido à decisão do Ministério da Educação de obrigar as alunas a usarem uniformes com saias até aos tornozelos.
Houve uma manifestação junto a uma escola secundária, várias ONG estrangeiras lá estavam.
A polícia interveio porque não haviam solicitado a permissão como manda a lei. Pelo que li e vi na TV as moçambicanas não vieram com calções curtos, trajavam com decência.
Ora bem, vamos raciocinar e procurar o que parece mais justo.
1.             Uniforme com saias até ao tornozelo, as chamadas maxi, parece-me algo absurdo. Para andar, correr apanhar o machibombo, chapa, my love com certeza saia muito inapropriada e desagradável. Há riscos.
2.             Jeans com vários cortes à frente, além de mais caros que os normais, reflectem muito mau gosto, estupidez, espírito de Maria vai com as outras. Fora de questão e diria que pais, encarregados de educação deviam impedir esse ridículo.
3.             Calções curtos com um top a mostrar o umbigo, fora de uma praia ou piscina ou local de campismo, significa indecência excepto para uma criancinha até aos 5 ou 6 anos, antes de ir para a escola. Inadmissível, apenas aceitável numa creche.
4.             Calças muito apertadas, coladas ao corpo e por vezes com tecidos sintéticos que privam a pele de respiração e dificultam a circulação do sangue intolerável e os sintéticos perigosos para a saúde.
5.             Decotes exagerados que só não mostram o bico dos seios, dará para as prostitutas que frequentam certas ruas e bares reles.

No que se veste, come-se, bebe-se há que haver ponderação, moderação, bom gosto e decência.
Mas nem oito ou oitenta! A decisão do Ministério peca pelo exagero de impor as maxi. Saia, sim, dois ou três dedos abaixo do joelho, não demasiado apertadas assegurando a boa circulação do sangue.
Calças sem rasgões, não demasiado apertadas e com tecidos não sintéticos, porque não? Elas, as saias e as calças ora mencionadas asseguram a decência e a saúde de quem usa um uniforme. Várias escolas e até no meu bairro vejo meninas com calças decentes do uniforme.
Em toda a parte do mundo uniforme quer dizer isso mesmo, igual, variam nas cores definidas e nos modelos regulamentados.
Isto vale tanto para os discentes como para os docentes, estes últimos não sujeitos a uniformes, mas recomenda-se uma bata para não se sujarem com o giz.
Nas escolas primárias e secundárias, nos Institutos médios, nas Faculdades, quer se trate de instituições públicas ou privadas, quaisquer locais de trabalho do Estado, dos privados pouco importa. As regras da decência e bom gosto devem primar.
Não consigo compreender que estas exigências ofendam as gentes femininas e sobretudo as ONGestrangeiras.
Não vejo estrangeiros e nacionais manifestarem-se contra as horrorosas burcas. Elas em qualquer local público constituem uma ameaça contra a segurança de terceiros. Ninguém sabe se burca e o traje comprido e negro até aos pés escondem um homem ou mulher, alguém com um colete explosivo, se o saco não transporta materiais letais. Mas vemos nos aeroportos e até dentro dos aviões essas vestimentas.
Sabemos que as nossas fronteiras se mostram mais que porosas. A emigração clandestina como os BI e passaportes vendidos a granel proliferam. O Islão com mais de mil anos em Moçambique jamais difundiu o primitivismo da burca. Estas surgem muito recentemente com imigrantes vindos das regiões mais atrasadas do Médio Oriente e do Paquistão. Se essas pessoas não gostam dos nossos costumes e tradições que regressem aos locais primitivos de onde vieram.
As burcas deviam estar proibidas em todos os locais públicos para a protecção das vidas e bens dos pacatos cidadãos.
Quanto às manifestações contra as decisões da Educação, por favor, vão fazê-las no Médio Oriente, no Paquistão, entre as tribos dos Talibãs no Afeganistão, no Sudão. Aqui, não!
Basta o termos aqui albergado o chamado cérebro dos atentados de Paris, que com os seus sequazes tomava um chá verde num café emblemático na Julius Nyerere.
Parece-me que as regras da decência e bom gosto farão diminuir os assédios sexuais, as violações, as violências domésticas males que efectivamente assolam a sociedade moçambicana.
Deixemos as discussões fúteis de fora, examinemos e olhemos para o sério.
Devemos sim, todos nos unirmos e juntos combater com energia os verdadeiros males.
A Polícia, a Procuradoria, os Tribunais com um verdadeiro Código Penal severo, devem punir estes crimes, violações, assédios, violências domésticas ou não. Queremos paz, quanto à porcaria já existe o suficiente, com os nossos bandidos e terroristas.
Decência e bom gosto, lutemos para isso na nossa sociedade. Um abraço,
P.S. Pela comunicação social tomei nota que um semi-iletrado denunciou a captura de armas de uma organização terrorista, alegando que os Acordos de Roma a isso davam direito. No AGPestabeleceu-se e o chefão assinou estabelecendo que com as eleições de 1994 todas as armas deviam-se entregar, assim como os homens armados para se integrarem nas FADM. De onde vem a patacoada? Má fé? Ignorância. Leia o AGP.
SV

Porque estamos saturados de serviços cada vez piores

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CARTA A MUITOS AMIGOS

 Sem dúvida que a má prestação de serviços nos satura, irrita. Pagamos o que nos forçam a entregar, mas contrapartida do que pretendemos quando entregamos o dinheiro que nos custa ganhar, isso vai de mau a péssimo, que se trate da EDM, da FIPAG, dos transportadores semi-públicos ou públicos, das operadoras dos sistemas móveis de comunicação, dos serviços públicos, da limpeza das ruas e valas, dos buracos nas avenidas, ruas, na eternidade de vias de comunicação transformadas em matope e buracos.
Compreende-se assim que o cidadão, o residente esteja irritado, revoltado e inclusive deixe de votar pelo partido no poder, abstenha-se, não compareça nas urnas ou até busque alternativas noutras forças políticas, provavelmente muito menos idóneas, mas que dão a ilusão de mudança real.
Quantas vezes todos ficam sem energia por razões de manutenção? Sobretudo nos Domingos, feriados, quando a canícula aperta e queremos juntar família e amigos. Nos demais países não se faz manutenção? Então porque cortam cá e não lá? Que histórias ocorreram recentemente de se comprarem equipamentos inadequados? Que negociatas houve aí e quem vai pagar? Nós! Quem se sancionou nas altas ou altíssimas e direi intocáveis entidades que geram a empresa?
Já quantos ficaram com electrodomésticos avariados e até destruídos devido a oscilações brutais de corrente. Manda até hoje a Lei que a EDM indemnize o lesado. Acontece isso ou ficamos achuchar no dedo e a lamentarmo-nos?
Para quem se fizeram as cadeias, quem deve pagar multas e reembolsar danos? Quem deve ser corrido?
A maravilhosa FIPAG priva-nos em toda a parte de água ou limita brutalmente a quantidade que nos fornece, quando a sua obrigação e a razão da sua existência e dos seus gestores está no fornecimento regular e na quantidade necessária da água?
Pela comunicação social sabemos que se compraram machibombos novinhos em folha. Onde circulam? O que testemunhamos a total ausência no RomãoZimpetoD. Alexandre,Albasini e demais bairros. Circulam onde? Para quem?
Entregam as rotas aos ditos chapas my love onde se apinham pessoas como nunca se poderia transportar o gado.
Não defendo a eliminação dos transportadores privados, podem bem coexistir com os transportes públicos. Inadmissível importar-se viaturas em quinta mão, que as alfândegas deixam entrar no país e regularmente tomamos conhecimento que morreram X pessoas em acidentes, Y ficaram feridas, ninguém indemniza as vítimas, ninguém mete na cadeia os proprietários e os motoristas, estes até sem carta para transportarem pessoas.
Mas… Com bons pneus, luzes, pisca-pisca, limites dos números de pessoas que cada viatura pode transportar. Estacionam onde bem lhes apetece, violam sistematicamente o código, fazem ultrapassagens perigosíssimas, numa curva, numa rotunda, estacionam numa lomba, numa curva. Fazem rallies entre eles para capturar mais passageiros.
A polícia nada vê, talvez porque os agentes algo recebem.
Faz uns dias mandou-me um dito cinzentinho, pela manhã, cerca das 07h30, quando nada constatou de ilegal, pediu-me um cafezinho, respondi que não levava café no carro e nada podia-lhe dar para comprar, porque até me dirigia ao banco para levantar dinheiro.
Pobre novo Comandante-Geral que herdou toneladas de porcaria e vai-se ver obrigado a limpar a sujidade, deve fiscalizar, mandar gente para controlar, punir, expulsar!
Não poderão os municípios com olhos de gato e bandas sonoras assinalarem lombas, rotundas, outros locais perigosos? Quantas vidas e ferimentos pouparíamos, quantos feridos diminuiríamos? Quanto pouparia o país em peças para reparar os danos nas viaturas, os seguros? Porque não fazemos? Indiferença às vidas e gastos?
Estamos a falar com alguém num celular, de repente cai a chamada. Voltamos a ligar. A operadora cobra ambas. No meio da conversa a operadora interrompe e aparece a indicaçãonúmero inexistente! Como inexistente se estávamos em comunicação?!
Há que perguntar quem põe o guizo ao gato, quem fiscaliza o desempenho das operadoras? Acredito que estes problemas também pesam sobre as diferentes pessoas que fazem parte das entidades fiscalizadoras. Os factos provam que cada uma se esforça por demonstrar que consegue estar abaixo dos demais concorrentes! Vale?
Discutamos um pouco sobre as nossas ruas, avenidas, limpeza das mesmas para as quais pagamos taxas de lixo, o cuidado com as valas que devem evacuar as águas e se transformaram em focos de nojo, bases para proliferarem mosquitos, ratos, cobras, bases para o surgimento de malária, cólera e milhentas doenças.
Nas nossas cidades, incluindo na capital, existem deputados da urbe e até da Assembleia da República, em Maputo há administradores de distritos urbanos, existem secretários de bairro que auferem vencimentos pagos pelos nossos impostos, edis que recebem bons dinheiros, Presidentes e mais Presidentes, quem vê, quem intervém para que se corrija o que mal vai, quem luta pela higiene e limpeza?
Há muitos anos alguém disse a Samora que Maputo estava mais limpo que Dar-es-Salam, Samora respondeu que queria ouvir quando se pudesse comparar com Genebra!
Repito o que já escrevi: Compreende-se assim que o cidadão, o residente esteja irritado, revoltado e inclusive deixe de votar pelo partido no poder, abstenha-se, não compareça nas urnas ou até busque alternativas noutras forças políticas, provavelmente muito menos idóneas, mas que dão a ilusão de mudança real.
Edis e secretários e vereadores, deputados todos pagos mas que só se importam com venderem terrenos, cortar árvores, matarem locais para praticar desporto e receberem trocos de comissões, algumas vezes até palacetes? Basta!
Maputo e as urbes municipais em Moçambique fazem parte dos casos muito raros onde circulam camiões carregados e até com atrelados durante o dia, estacionam nas ruas. Existem parques, noutros países só podem fazer o seu trabalho pela noite e até ao levantar do sol, para não prejudicarem que vai ao trabalho, às compras, ao café ou restaurante. Onde se vêem barraquinhas nas zonas turísticas como na Marginal de Maputo e noutras urbes nacionais? Vendem comida, bebida até a menores? Onde está a polícia, a fiscalização? De preferência só os vemos nas horas em que trabalham os funcionários públicos!
Insisto mais uma vez no que já escrevi: Compreende-se que o cidadão, o residente esteja irritado, revoltado e inclusive deixe de votar pelo partido no poder, abstenha-se, não compareça nas urnas ou até busque alternativas noutras forças políticas. As eleições municipais de 2009 e as gerais de 2014 mais que provam esta asserção.
Haja hombridade e serviços reais! Para isso o meu abraço.
P.S. Condeno os atentados de Bruxelas, como todas mortandades de inocentes, na Bélgica, na França, na Líbia, na Tunísia, no Senegal, na Nigéria, no Quénia, no Sudão, em Moçambique onde os terroristas matam!
Bom a Torre Eiffel iluminar-se com as cores belgas, o Secretário de Estado Norte-Americano levar um abraço solidário a Bruxelas. Mas alguém ouviu ou viu a Torre Eiffel com cores de outros países, o Secretário de Estado Norte-Americano levar abraços solidários a países não brancos? Vidas humanas ou apenas vidas brancas?
                                                                                                     SV

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