quinta-feira, 21 de abril de 2016

SABE, EM MORRUMBALA desprovida de serviços básicos de saúde e educação


1 SABE, EM MORRUMBALA Liberdade & Independência Quelimane, 21 de Abril de 2016 |Ano I | Edição no 02 | Preço 30 Meticais www.txopela.com | e-mail: jornaltxopela@gmail.com Director: Zito Ossumane 
A sede da Localidade de Sabe, no distrito de Morrumbala na Zambezia, encontra-se desprovida de serviços básicos de saúde e educação devido o abandono dos professores e pessoal medico, que temem serem mortos pelos ataques atribuídos aos homens armados da Renamo e repostados pelas Forças de Defesa e Segurança - FDS. Depois de um período bastante conturbado de ataques armados subsequentes iniciados de ambas as partes a vida da população da vila sede de Morrumbala voltou a normalidade, embora prevaleça o clima de medo e terror na localidade de Sabe. No final do ano passado vários alunos não concluíram as aulas tendo imigrado para outras regiões da província devido aos confrontos armados em Sabe. Os cidadãos ficaram vedados aos cuidados de saúde por culpa da tensão política militar instalada na região. Entretanto, os nossos entrevistados falam de redução dos ataques nos últimos dias, momentos de calma e tranquilidade na localidade de Sabe embora a situação ainda não esteja efectivamente controlada. As autoridades Provinciais de Educação e Desenvolvimento Humano da Zambezia ordenaram a transferência dos Professores e alunos da Escola de Sabe para outros cantos te Morrumbala a fim de não perderem o ano lectivo 2016. Alguns dos pais encarregados de educação preferiram mesmo sair do distrito temendo nova onda de confrontações armadas entre a Renamo e as forças Governamentais. O comércio funciona a meio gás. Várias áreas ficaram afectadas. Há registo de pequenos agricultores e empreendedores que abandonaram a região. Alias, mesmo a entrada do cruzamento zero, em direcção ao distrito de Morrumbala o ambiente de negócios ficou afectado. lê se no semblante das pessoas um clima de medo e desconfiança. (Rizique Zacarias) Pag. 03 Pag. 06 Pag. 04 e 05 2 www.txopela.com www.txopela.com 7 “ É isto que nós queremos: um governo que assente numa ética que coloca a vida e a dignidade humana acima do lucro. Um programa que coloque a saúde e a educação de qualidade acima de um poder de consumo ilusório. Um governo que privilegie a paz, a paz e ainda a paz e promova o diálogo acima de disputas domésticas pelo poder. Um governo que privilegie a solidariedade, acima da competição desleal. Uma governação que pensa nas gera- ções futuras e por isso, entenda a importância de agir ecologicamente na exploração dos recursos naturais.” – Extracto do discurso proferido pelo Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, na cerimónia de investidura em Maputo no dia 15 de Janeiro de 2015. A maior parte dos moçambicanos ouviu Filipe Jacinto Nyusi discursar pela primeira vez à precisamente um ano e quatro meses em Maputo, no que os analistas sócio políticos na altura consideraram o melhor discurso inclusivo e pacifista que um Presidente de Moçambique independente já proferiu na sua cerimó- nia de investidura, era o reavivar da esperança de um povo, foi motivo de conversa de bares, as televisões e rádios promoveram debates fervorosos e quase toda gente esfregava as mãos de contente, afinal o País iria mudar, as coisas iriam mudar para melhor depois do abismo que sem piedade o seu antecessor mergulhou o País. Assistimos hoje um clima de medo instalado nos diferentes pontos do País, em que as forças militares da Renamo e do Governo da Frelimo estão a digladiarse para ver quem realmente tem poder absoluto sobre a nação. Em consequência desta demonstração de forças bélicas somamse mortes, prejuízos económicos, morais, sociais e de outra índole. Num momento agudo de tensão, urge a necessidade de as partes cultivarem acções de paz, dialogarem e alcançarem consensos a bem da própria nação. Uns desejam governar outros não desejam reduzir as províncias que governam. Nisto, o mais importante é Paz, o povo quer somente a paz, poder circular, trabalhar, estudar e viver em paz. Senhor Presidente, faça tudo o que fizer mas o apelo é para que devolva a paz a esse povo inexigente. Todos os moçambicanos aguardam ansiosamente que o Chefe do Estado na qualidade de alto magistrado da na- ção moçambicana negocie com o partido Renamo a fim de devolver a paz a pátria amada. Os membros da Assembleia Municipal de Quelimane queixaram-se à dias de atraso no pagamento dos seus ordenados a que tem direito, que por lei são pagos pelo Conselho Municipal de Quelimane. A bancada da Frelimo na Assembleia Municipal de Quelimane que levantou a queixa durante os trabalhos da 1ª Sessão Ordinária daquele Órgão para este ano, falou da falta de uma viatura para o transporte dos membros no trabalho de fiscalização da acção governativa municipal. Rijone Bombino, Chefe da Bancada da Frelimo na Assembleia Municipal de Quelimane disse que a sensivelmente um ano que aquele órgão fiscalizador não se beneficia de reabilitação, apetrechamento com mobiliário de escritório incluindo equipamento informático. “Não temos transporte, já vai um ano que o edifício não e reabilitado, estamos a trabalhar em situações extremamente défices, se o presidente do Município foi eleito nos também fomos eleitos para fiscalizar a acção governativa, então deve respeitar a assembleia como o órgão fiscalizador”-disse. Em resposta a essa preocupa- ção, o Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane Manuel de Araújo afirmou que a questão dos atrasos salariais não afecta apenas os membros da Assembleia Municipal mas também os funcionários da Edilidade. O Problema, segundo Araújo tem a ver com atrasos verificados ao nível do Governo Central na transferência dos fundos legalmente devidos ao Município. O Autarca, destacou que o facto já é do conhecimento do Ministério das Finanças, da Administração Estatal e de outros órgãos competentes cabendo a estes transferirem atempadamente os fundos para evitar que os salários quer dos Funcionários do Conselho Municipal bem como membros da Assembleia recebam tardiamente os seus ordenados. Reconheceu que o Edifício da Assembleia Municipal carece de reabilitação e apetrechamento mas anunciou que emitiu ordens para que a Vereação das Finanças pudesse disponibilizar as verbas necessárias para a sua reabilitação facto que até ao momento não veio a acontecer. O Semanário Txopela tentou ouvir a Vereação das Finanças esta disse estar a espera de um levantamento das necessidades que foi encarregue a Vereação da urbanização e Construções do Conselho Municipal. (Rizique Zacarias) Editorial: FICHA TÉCNICA SEDE: Av. Liberdade | Bairro Popular | Cidade de Quelimane | Zambézia | Moçambique REGISTO Nº: 01/GABINFO-DEC/2016 DIRECTOR: Zito Ossumane (e-mail: jornaltxopela@gmail.com | 843636403) EDITOR: Rizique Zacarias - REDACÇÃO: Cristóvão Francisco | Messias Saidane | Alcides Madeira | Rogério Marques FOTOGRAFIA: Manuxo Soares - GRAFISMO: José Vicente - ASSINATURA E PUBLICIDADE: Neusa Duarte | email: jornaltxopela@gmail.com CONTABILIDADE E DISTRIBUIÇÃO: Enos Maulate | email: jornaltxopela@gmail.com TIRAGEM MINIMA: 2000 Exemplares - IMPRESSÃO: Afro Media Company – Agência de Comunicação e Imagem. PROPRIEDADE: AFRO MEDIA COMPANY O clima de guerra instalado no troço Caia-Nhamapandza na região centro de Moçambique está criar elevados prejuízos humanos, económicos, sociais e polí- ticos para a população daquela região e para os utentes da via. A presença de homens armados da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança no terreno está mutilar o modo de vida da população e a retroceder os passos que o País deu para o crescimento. O Jornal Txopela esteve a trabalhar durante quatro dias no terreno e assistiu cenas de terror, arrepio e medo a que a população está sujeita. Exibi- ção de armamento pesado e escolta militar para alegadamente garantir ordem e segurança aos utentes da via. Por outro lado, homens armados da Renamo camuflados na população e nas matas a comandarem o destino dos passageiros, ou seja, decidem quem deve passar e quem deve ser atacado. Nunca se sabe o momento certo nem o alvo dos ataques armados, a verdade é que o clima de guerra voltou ao País seja em zonas localizadas de forma tímida ou não. Há compatriotas moçambicanos a morrerem, pessoas gravemente feridas e futuro de muitas gerações ameaçado pelos horrores desta tensão política militar. Quelimane à Caia um troço relegado ao esquecimento, quilómetros de estrada maioritariamente esburacados, a fraca circulação de viaturas para a zona do mítico rio Zambeze, denuncia QUELIMANE: 6 www.txopela.com www.txopela.com 3 PUBLICIDADE Com sua diversidade de conteúdo, abrange todos os segmentos de públicos provendo assim, várias opções para os anunciantes. Ao mesmo tempo, está entre os mais modernos periódicos do país – por seu texto e design – referência quando se trata de credibilidade e independência. Seus leitores se distribuem entre todas as classes sociais. O Txopela é também um dos preferidos dos formadores de opinião. É distribuído sistematicamente nas principais redes sociais , cativando deste modo leitores de todo o país e do mundo. Entre em contacto com nosso departamento comercial para obter mais informações sobre valores e condições de pagamento. Departamento Comercial (+258) 822599426 e-mail: jornaltxopela@gmail.com POR QUE ANUNCIAR NO JORNAL TXOPELA? o que os telejornais e alguns negam fervorosamente aceitar. “A guerra voltou!”. Ninguém ultrapassa a linha imposta pelas forças militares governamentais, de Caia à Nhamapandza “só com escolta e a essas horas (14 horas) não é possível passar vão ter que dormir e aguardar amanha as 13 horas para seguir viagem”.- Explica serenamente jovem de aparentemente vinte e poucos anos de idade, é gerente do Bhissimilai (um pequeno restaurante de comida barata) onde os passageiros das frotas inter-provinciais preferem acomodar -se para passar refeição. O distrito de Caia dista a cerca de duzentos e dez quilómetros de Quelimane, zona lodosa, física e politicamente, a sua capacidade de produção agrícola é notória, as culturas de milho e mapira tem maior expressão, no entanto é a prostituição infanto-juvenil que tira sono as autoridades locais e as taxas de seroprevalência do HIVSIDA não deixam nenhum equí- voco. Apesar de tudo isto o confronto militar que é travado entre as forças de segurança e a Renamo a poucos quilómetros dali é que domina as conversas da população e passageiros dos autocarros interprovinciais que seguem rota Quelimane - Beira ou Quelimane – Maputo que começam a perder esperanças de um futuro promissor para um Moçambique que não consegue desarmar-se. “A Frelimo e a Renamo estão a usar o povo, os passageiros estão a morrer, os militares estão a morrer e todo o mundo aqui não esta feliz com esta situação, ninguém percebe o porque disto tudo, se, não há razão suficiente para justificar mortes desta dimensão”- declarou Simões Alexandre de 41 anos de idade, um dos muitos passageiros que não tem condições financeiras suficientes para viajar com os seus três filhos num voo da LAM para fugir desta triste e perigosa situação. A outra verdade é que ninguém sabe ao certo se chegará ao destino, em aproximadamente cento e dez quilómetros de estrada que se tem de percorrer de Caia à Nhamapandza tudo pode acontecer, inclusive perder a vida, sem no entanto ter culpa “A luta é deles, se querem tanto matar-se podem faze-lo não precisa usar-nos como escudos, nós não somos moedas de troca, é gente sem fé e muito maldosa” - disse Fernanda Raul de 27 anos de idade, com um timbre de voz agudo. A fonte fala de situações macabras que vivenciou e do luto nas famílias que o governo e a Renamo plantaram. O MILLENNIUM BIM entregou na última quinta-feira (15 de Abril de 2016) um cheque no valor de 50 mil meticais ao Conselho Municipal da cidade de Quelimane para apoiar nos trabalhos de reedificação do mercado da Feira das Actividades Económicas (FAE), destruí- do por um incêndio ocorrido a 8 de Março último. J amal Ualique, director do MILLENNIUM BIM em Quelimane, referiu que o acto enquadra-se no âmbito da responsabilidade social que o banco tem para com a comunidade onde esta inserido e por conseguinte apoiar a reconstrução do mercado significa na visão do banco alavancar a economia da cidade dado que a FAE contribui em grossa parte para as receitas da edilidade e não só. No acto da entrega formal do cheque, o Presidente do Conselho, Manuel de Araújo, reconheceu o apoio disponibilizado como fundamental para o retorno às actividades comerciais que são o sustento de mais de 300 famílias. A FAE era o ponto principal do comércio de abastecimento da cidade de Quelimane. (Redacção) QUELIMANE: 4 www.txopela.com www.txopela.com 5 O conflito armado que se regista em diferentes pontos do País está arrastar várias empresas nacionais e estrangeiras à falência, constatou adias em Quelimane, Rogério Manuel, Presidente da Confederação das Associações Económicas de Mo- çambique -CTA. “ É claro que qualquer conflito armado impacta directamente na economia, a várias empresas no País que estão a fechar as portas, outras ainda estão a caminho de decretar falência”- precisou. Rogério Manuel, falando em conferência de imprensa, defendeu que o País precisa de alcançar a paz para que os empresários voltem a investir e contribuir para o crescimento económico. Lembrou que nenhum empresário sente-se confortável em investir num País em conflito. Apelou ao Líder da Renamo e ao Presidente da República para que produzam um diálogo franco, honesto e frutífero visando por termo a tensão político militar que se vive no País. As transportadoras Maning Nice e Nagi Investiment por exemplo queixam-se de prejuízos avultados não quantificados devido a perca de clientes e danifica- ção dos autocarros que efectuam as rotas interprovinciais. O Semanário Txopela ouviu algumas empresas que actuam no ramo madeireiro e constatou que o clima de guerra está dificultar seriamente os trabalhos de transporte e venda de recursos florestais. Mesmo assim, ainda há empresas que conseguem superar os prejuízos e arriscar-se no mercado. Camionistas de longo curso falam de elevadas somas em dinheiro perdidos na rua devido ao O drama dos camionistas A o semanário Txopela os camionistas de ve- ículos pesados aproveitaram para apelar as partes beligerantes para porem fim aos confrontos armados em Moçambique, que estão a prejudicar em grande medida o transporte de pessoas e mercadorias. Os prejuízos dos empresários desde o início dos ataques, em 2013, estimam-se em mais de dois milhões de dólares norte americanos e alguns ameaçam fechar portas. Várias empresas de transporte moçambicanas anunciaram na sequência dos ataques de que iriam paralisar a sua actividade. “Trago aqui comigo, produtos diversos para Maputo, irei levar tirando os dias normais de viagem mais três dias para aturar as escoltas para chegar ao meu destino é lamentável o que um governo é capaz de fazer com o povo que o elegeu, é simplesmente inacreditável, a RENAMO deve ser ouvida e encontrar-se formas pacificas de eles também participarem na governação, qual o problema nisso? Já lhes demos o poder afinal o que querem mais?”- disse Teodoro Marques, um camionista, apontando a cedência do governo frente as exigências da Renamo como condi- ção principal para o reavivar da paz em Moçambique. (Zito Ossumane, nosso enviado a zona de conflito politico militar CaiaNhamapandza) conflito armado que se vive no País. Um dos camionistas abordados pelo nosso Jornal no troço CaiaNhamapandza, conta que vezes há em que leva dois a três dias para fazer o transporte de bebidas da Beira à Quelimane. “Isso não só afecta a nós os transportadores mas também as nossas famílias que precisam de algo para comer lá em casa, os utentes dos produtos que transportamos, como cimento de construção civil, refrigerantes, açúcar, óleo alimentar, farinha de trigo, ovos, frangos e outros produtos que abastecem as cidades”- desabafou. A gentes desonestos exigem valores monetá- rios aos transportadores e cidadãos singulares que se fazem transportar em viaturas particulares com destino à Beira, Maputo e outros pontos de Moçambique. A nossa reportagem para além de relatos assistiu de perto cenários tristes de extorsão protagonizados por agentes das Forças de Defesa e Segurança que ofereciam protecção em coluna militar aos cidadãos que faziam aquele troço rodoviário. Relatos popu- lares indicam também que homens armados da Renamo foram igualmente vistos a pedir dinheiro em detrimento de não atacar aos cidadãos que passavam pela mesma via em dias e locais diferentes. São 10 horas, a temperatura amena de Caia remete a uma aná- lise profunda sobre as reais motivações desta guerra não declarada, o Bhissimilai alberga mais de duas centenas de passageiros das frotas: maningue naice, Etrago e outras, aqui fala-se um pouco de tudo, ouvem-se murmuros carregados de frustração. “A guerra voltou …este País nunca terá paz com essa gente a controlar isto”- senhora de idade, suspira enquanto contempla a imensa fila de camiões de alta tonelagem carregando diversos produtos de diversas categorias desde: alimentar, construção e entre outros. Por volta das 12 horas uma nuvem escura paira sobre caia e com ela vem uma longa fila de veículos de todo o tipo de dimensão “a coluna chegou!”- ouve-se ao fundo, é a tão aguardada força militar, armada até aos dentes, trouxe consigo mais de uma centena de carros da zona de Nhamapandza e que seguirão viagem a zona da Zambézia e a região norte do País. As 13 horas sai-se de Caia em direcção a Inchope é momento de seguir viagem, todos os carros perfilados as forças militares governamentais dão instruções numa encruzilhada manhosa, motoristas, passageiros, veículos de pequena e alta cilindragem, ninguém escapa, uma campanha de extorsão camuflada em pedidos é encetada, a coluna não arranca antes que todos os militares tenham algum no bolso. “É Moçambique isto” comenta-se em voz baixa. Alguns elementos das forças militares de defesa e Seguran- ça quer da Renamo foram vistos pela população a extorquir cidadãos que fazem o troço Caia-Nhamapandza, no centro do País, região assolada pelo clima de tensão política militar. 

1 CHISSANO: Pag. 04 Pag. 4 e 5 MUNICÍPIO DE QUELIMANE CONSELHO MUNICIPAL GABINETE DE COMUNICAÇÃO E IMAGEM NECROLOGIA O Conselho Municipal da Cidade de Quelimane tomou conhecimento na última quarta-feira (6 de Abril de 2016) da morte súbita numa das clínicas privadas da cidade da Beira, de Dom Jaime Gonçalves, Bispo Emérito da Beira. Dom JAIME PEDRO GONÇALVES – Nasceu em 1937, na Barrada, distrito do Búzi, província de Sofala; Arcebispo da Beira, exerceu as suas funções naquela Cidade desde 3 de Dezembro de 1976, sendo elevado à dignidade de Arcebispo a 4 de Junho de 1984 e resignou do seu cargo, aos 75 anos de idade, a 14 de Janeiro de 2012, aposentando-se a 26 de Novembro. Dom Jaime Gonçalves, assumiu, interinamente, a Diocese de Quelimane, no perí- odo antes da nomeação de Dom Bernardo Governo para Bispo desta Diocese. Foi patrono da Universidade Católica de Quelimane. Um dos mediadores do Acordo Geral de Paz, em Roma; figura relevante que prestou o seu apoio incondicional à Diocese de Quelimane. Neste momento de dor e luto, o Presidente do Conselho Municipal, funcionários e munícipes em geral endereçam à família enlutada e a igreja católica romana as mais profundas condolências. QUE A SUA ALMA DESCANSE EM PAZ! Quelimane, 12 de Abril de 2016 ANÚNCIO Liberdade & Independência Quelimane, 14 de Abril de 2016 |Ano I | Edição no 01 | Preço 30 Meticais www.txopela.com | e-mail: jornaltxopela@gmail.com Director: Zito Ossumane 2 www.txopela.com www.txopela.com 7 V oltamos com a mesma determinação de sempre porque, mais do que nunca, a diversidade informativa e o pluralismo editorial continuam a fazer muita falta em Moçambique. E o Jornal Txopela deixou vago o seu espa- ço na comunicação social, porque o jornalismo não é o mesmo que vender salsicha, porque um jornal deve ser expressão genuína de liberdades, e porque os jornalistas não são moços de recados! O Jornal Txopela voltou mais animado, mais jovem e com nova imagem, mas com a substância de sempre: dizer as coisas pelos nomes e sem medos, sem hipocrisias, sem maquilhagem. Foi a isto que habituamos os leitores, é este o nosso renovado compromisso! Voltamos! Vamo -nos vendo por aqui. São muitas as missões da imprensa numa democracia - informar, entreter, ajudar, inspirar. Há uma, porém, que ganhou destaque recentemente: fiscalizar, voltamos também para ajudar os nossos governos a trilharem por caminhos pragmáticos. Somos um semanário independente, de orientação liberal, defensor da democracia, pluralismo, liberdade de imprensa, da total independência da imprensa face aos poderes políticos e aos poderes económicos monopolistas. Um jornal com imensas tendências, sem ser tendencioso! Esta é a edição número 1 que chega às suas mãos. Esperamos que te agrade e traga as notícias e informações sobre a zona centro de Moçambique de forma clara e cristalina como você deseja. Você, leitor arguto, naturalmente não se deixa enganar por notícias contendo meias verdades ou parciais. É preciso cuidado ao informar, principalmente quando se fala sobre política e sociedade. Não se deve tomar partido, nem agredir a inteligência do cidadão. Faremos o possível para um convívio permanente com a isenção. Esperem do Jornal Txopela somente notícia de interesse da população, sem eufemismos nem precipitações. Muito menos, queremos apresentar manchetes sensacionalistas. Cumprimos no passado a nossa tarefa, por isso podemos afirmar que já fomos o jornal mais lido e aguardado pelo leitor arguto, sensato e ávido por notícias, simplesmente notícias, sem paixões ou tendências. Criamos um jornal chamado Txopela, cheio de nuances e desafios, na esperança de inovar e atender os verdadeiros anseios de cidadãos afeitos a uma boa leitura e ávidos pelas notícias por inteiro, e aqui, mais uma vez, repetimos: “Notícias nunca derrubam o mundo. O que o derruba são os factos, que nós não podemos modificar, pois já aconteceram quando a notícia nos chegar” Durrenmatt. Seguimos de forma linear, altiva e cheia de sonhos…principalmente aquele que nos norteia – dormir tranquilo, com a sensação do dever cumprido. Nossa profissão nos remete ao humanismo e às questões filosóficas, que não nos permite o engodo. Pois bem caro leitor, veja se não falamos a verdade quando ler estas páginas, aqui você encontrará LIBERDADE E INDEPENDÊNCIA. Voltamos! No dia em que fechamos portas e fomos fazer contas às nossas vidas, escrevemos “Até breve!”… é só para dizer que voltamos! Txopela voltou Um membro da RENAMO foi morto a tiro na noite de quinta-feira, 31 de Março na varanda da sua residência na presença dos seus dois filhos e esposa, no Bairro Novo, arredores da cidade de Quelimane. O episódio macabro que se suspeita estar ligado a esquadrões de morte criados para abater opositores, assunto levantado na edição nº 1157 de 11 de Março de 2016 do jornal SAVANA , onde se pode ler o seguinte: “Todos os líderes comunitários, nas províncias, trabalham com as forças governamentais; eles dão informação. Têm a missão de vigiar na aldeia, e informar sobre a presen- ça de elementos da Renamo; quem são os responsáveis, quem são os delegados, etc. Então nós chegamos, batemos à porta e levamos a pessoa.”- deu-se por volta das 19 horas quando um desconhecido escalou a residência do finado exigindo que os filhos e a mulher fossem para dentro da casa de construção precária. A esposa teria perguntado insistidamente porque razão tinha de entrar no interior da casa, porque um desconhecido lhe obrigava a se manter dentro e de que assunto pretendia falar com o esposo. O membro da Renamo questionava sobre que assunto iria tratar com o desconhecido naquela hora da noite. Sem muito espaço de tempo, a esposa do membro da perdiz conduziu aos filhos para que fossem para o interior da sala e de seguida o membro da Renamo teria explicado ao estranho que a senhora era sua esposa e que não tinha segredos com ela. Depois de várias tentativas o assasino exibiu uma arma de fogo do tipo pistola e atirou sobre a cabeça do membro da Renamo. Depois do assassinato a sangue frio, o desconhecido foi visto a sair lentamente e sem disfarce em direcção a estrada principal. Na altura do incidente, a vizinhan- ça suspeitou tratar-se de assalto a mão armada e ficou horrorizada e em estado de choque se no entanto poder agir para repreender ou identificar o estranho assassino. Fontes contactadas no local apontam para esquadrões de morte que eventualmente tenham sido criados para abater opositores, intimidar e acabar com o partido de Afonso Dhlakama. Uma das razoes desta suposta caça aos homens da Renamo teria a ver com baixas registadas nas forças governamentais em conflito nas diferentes regiões do País. Gloria Fernando, esposa do malogrado conta que parecia que o assassino tinha objectivos claros, “chegar e matar”. Até aonde ela sabia o marido não tinha dividas ou problemas graves que o levasse a ser assassinado. Recorda que no passado, o falecido já foi guerrilheiro da Renamo e não descarta a possibilidade de que o baleamento mortal do marido esteja relacionado com o facto. Editorial: FICHA TÉCNICA SEDE: Av. Liberdade | Bairro Popular | Cidade de Quelimane | Zambézia | Moçambique REGISTO Nº: 01/GABINFO-DEC/2016 DIRECTOR: Zito Ossumane (e-mail: jornaltxopela@gmail.com | 843636403) EDITOR: Rizique Zacarias - REDACÇÃO: Cristóvão Francisco | Messias Saidane | Alcides Madeira | Rogério Marques FOTOGRAFIA: Manuxo Soares - GRAFISMO: José Vicente - ASSINATURA E PUBLICIDADE: Neusa Duarte | email: jornaltxopela@gmail.com CONTABILIDADE E DISTRIBUIÇÃO: Enos Maulate | email: jornaltxopela@gmail.com TIRAGEM MINIMA: 2000 Exemplares - IMPRESSÃO: Afro Media Company – Agência de Comunicação e Imagem. PROPRIEDADE: AFRO MEDIA COMPANY 6 www.txopela.com www.txopela.com 3 O antigo Chefe de Estado moçambicano defende que o alcance da paz no País passa por descobrir em primeiro lugar o que essencialmente o Líder da Renamo, Afonso Dhlakama e o seu partido desejam, por conseguinte analisar se as matérias enquadram-se ou não no interesse do povo. Texto: Rizique Zacarias Foto: Zito Ossumane J oaquim Chissano, falava adias, momentos após desembarcar no aeródromo de Quelimane, onde participou da via-sacra, cerimonia religiosa que simboliza as catorze estacões que antecedem a crucificação de Jesus Cristo. Chissano, que também inaugurou o edifício do Instituto Superior de Humanidades e Tecnologias, salientou que no período particularmente da pascoa os corações dos políticos deveriam se amolecer e se curvar diante da fé, das minorias, do povo e dos mais necessitados. Na percepção do antigo Chefe de Estado, a situação política nacional era bem mais difícil e conturbada no período pósindependência, bem como na senda da guerra fria e do movimento racista do Apartheid. Nesse período, Chissano aproximava-se para entender melhor a Renamo. “O alcance da Paz passa por descobrir o que a Renamo quer, o que é que Dhlakama quer, se é algo que se pode inserir no interesse do povo; houve conflitos, houve rupturas desde o tempo de Eduardo Mondlane, naquele tempo a situação era bem difícil, tínhamos o factor da guerra fria, do apartheid entretanto conseguimos mediar”-disse. O Antigo Presidente da Repú- blica assegurou que as exigências da Renamo não se tratam de assuntos pessoais mas questões de âmbito nacional devendo por isso ser alvo de uma análise profunda e urgente conducente a cessão de hostilidades militares, através de um diálogo franco, aberto e honesto. É preciso ir ao encontro do Líder da Renamo para perceber dele onde esta o problema. Nessa altura as intenções da Renamo deCHISSANO: Joaquim Chissano, antigo Chefe de Estado moçambicano PUBLICIDADE mento, que temos vindo a citar nas próximas construções das bancas na FAE, deve ser observada a questão segurança, começando pelo material a ser usado, seguido de interdição de manter no seu interior lâmpadas ligadas durante a noite com a banca encerrada. O Relatório preliminar recomenda que o Conselho Municipal da Cidade de Quelimane junto os comerciantes (na qualidade de ofendidos directos), submetam uma denúncia à Procuradoria Provincial da Zambézia contra o Corpo de Salvação Pública, para ficar esclarecido em processo-crime, a negligência ou omissão do dever de socorrer na qualidade de profissional habilitado para efeito. O Conselho Municipal da Cidade de Quelimane, no acto da denúncia à procuradoria poderá facultar (embora sem carácter vinculativo) o referido relatório, caso entenda, para a procuradoria identificar as pessoas a serem ouvidas em peça própria do processocrime. A denúncia vai permitir que se possa aferir com precisão o modo de organização e funcionamento do corpo de salvação pública. Alguns agentes do corpo de salvação Publica ouvidos pela nossa reportagem na altura do incêndio, teriam afirmado que a mangueira era curta e a viatura não tinha espaço para circular no interior do mercado uma vez que as bancas estavam apertadas e desordenadas. Com sua diversidade de conteúdo, abrange todos os segmentos de públicos provendo assim, várias opções para os anunciantes. Ao mesmo tempo, está entre os mais modernos periódicos do país – por seu texto e design – referência quando se trata de credibilidade e independência. Seus leitores se distribuem entre todas as classes sociais. O Txopela é também um dos preferidos dos formadores de opinião. É distribuído sistematicamente nas principais redes sociais , cativando deste modo leitores de todo o país e do mundo. Entre em contacto com nosso departamento comercial para obter mais informações sobre valores e condições de pagamento. Departamento Comercial (+258) 822599426 e-mail: jornaltxopela@gmail.com POR QUE ANUNCIAR NO JORNAL TXOPELA? 4 www.txopela.com www.txopela.com 5 vem ser bem clarificadas e estudadas se podem ter ou não enquadramento com os interesses do povo moçambicano. Joaquim Chissano, recordou que no passado conseguiu contornar às pretensões da Renamo por ter sido aberto e seguido os passos de Samora Machel. “Em 1986, tomando as pegadas de Samora Machel, eu fiz o que era compatível com os interesses nacionais, se o que a Renamo quer for compatível com os interesses nacionais deve haver cedências das partes”-apelou. Criticou por outro lado a actual ideologia política com que a Renamo se apresenta. Nessa componente, o Partido de Afonso Dhlakama, precisa de se desarmar para que seja visto como uma organização amante da paz. “Hoje estamos com a atmosfera da Renamo não ter medo, esse discurso já não tem cabimento. Ele deve começar a ver que os seus irmãos estão no poder. Se ele deseja o estado moçambicano deve encontrar mecanismos adequados para atingir esse objectivo, o problema não é da mudança de Liderança, eu sai do poder, o Presidente Guebuza deixou o poder e Nyusi também irá deixar de assumir a presidência do Pais, acredito que vamos conseguir, porque todo povo quer a paz, quer o diálogo”-tranquilizou. A paz em Moçambique poderá ser restabelecida quando as partes colocarem as questões de fundo a mesa do diálogo com humildade, abertura e honestidade. Chissano, acredita que o Líder da Renamo e o Presidente da Repú- blica poderão chegar a um acordo em breve com vista por termo os confrontos armados que estão a regredir o País e a ceifar vidas humanas. INCENDIO NA FAE: - Relatório preliminar da Comissão de inquérito O Relatório preliminar foi apresentado na sexta-feira, 01 de Abril corrente aos comerciantes do mercado da FAEZA. O documento em nosso poder indica que houveram Bombeiros que subtraíram bens em quantidades não especificadas, tendo transportado na viatura do corpo de Salva- ção Publica sem no entanto informar o destino da mercadoria. A Comissão do Inquérito constatou que o camião tanque dos bombeiros não continha água no interior na primeira vez que estes se fizeram ao mercado da FAE, enquanto as chamas se propagavam para outras bancas. Constatou-se no terreno que houve negligência dos bombeiros em accionar as suas congéneres nomeadamente do Porto de Quelimane e do Aeroporto de Moçambique que vieram mais tarde ajudar apagar as chamas. O Edil de Quelimane Manuel de Araújo que presenciou a apresentação do relatório preliminar da Comissão de inquérito afirmou que se for provada a negligência de um grupo de pessoas ou de uma instituição deve ser responsabilizada criminalmente. De acordo com o relatório, os membros da comissão iniciaram os trabalhos de apuramento das causas no dia 14 de Março, seis dias depois do acto se ter consumado. As constatações foram obtidas com base em inquéritos aos comerciantes, guardas, moradores do bairro Novo e evidencias retiradas do local do incêndio. Do apuramento feito, estimase que tenham sido destruídas 217 bancas, 57 das quais pertencentes a cidadãos moçambicanos e os restantes de nacionalidade estrangeira e outras avaliadas num prejuízo total de perto de 3 milhões de Meticais em mercadoria diversa e valores em dinheiro vivo. Eulália Sidique, comerciante da FAE citada no inquérito diz que perdeu 107 mil meticais em dinheiro que guardava no interior do seu estabelecimento comercial. Outra vitima, Lucas Augusto, refere que perdeu 688 pares de sapatos masculinos e 57 femininos, um prejuízo total de 400 mil Meticais. Entretanto, Hortênsio Alberto, guarda de seis bancas no mercado municipal da Fae, foi citado pelo inquérito como tivesse sido ouvido para reconstituir as causas do trágico acidente que prejudicou a vida de vários cidadãos e suas famílias. Hortênsio, disse que horas antes do incêndio uma lâmpada fundiu no interior de uma das seis bancas em que controla. Momentos depois houve corte de energia eléctrica que veio a demorar cerca de 30 minutos. O incêndio teria deflagrado após a reposição da corrente eléctrica. O guarda, explica que o incêndio quando começou no interior de uma das bancas imediatamente dirigiu-se ao posto policial do mercado, onde encontrou uma agente apenas que não se recorda do rosto. Após comunicá-la, esta teria efectuado uma chamada telefónica para o seu Comandante que viria enviar agentes da Policia e corpo de salvação Pública. Segundo o relatório a prová- vel causa do incêndio foi a descarga da corrente eléctrica, havida na banca do senhor Mathy, devido a um corte que durou aproximadamente trinta minutos, facto presenciado pelo guarda, Hortênsio Alberto, quando espreitou no interior da banca devido ao barulho do contador e do tilintar da lâmpada fundida. As bancas fixas construídas no mercado da FAE, são de material precário altamente inflamável sendo construídas de madeira toda com revestimentos de chapas de zinco por fora, aliado a isso, é o material usado para instalação eléctrica, que não é de qualidade, facto confessado pelos donos das bancas, o que torna fácil fundir a temperaturas elevadas, sobretudo em descargas de corrente eléctrica e oscilações, o que aconteceu no dia do incêndio. Ainda de acordo com o docuAlguns agentes da Policia da República de Moçambique (PRM) e do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) foram vistos a extraviar bens dos comerciantes durante o incêndio que deflagrou no passado dia 8 de Março deste ano, no Mercado Municipal da Feira de Actividades Económicas da Zambezia (FAEZA) vulgo FAE em Quelimane, aponta o relatório preliminar da comissão de inquérito criada para averiguar as causas que teriam originado o acidente. 

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