segunda-feira, 11 de abril de 2016

PR deixa de trabalhar às sextas-feiras


Lisboa – Verificada na ação laboral de José Eduardo dos Santos (JES) um abrandamento respeitante a sua carga horária de trabalho nas suas funções de Chefe de Estado. De acordo com um levantamento, o Presidente entra para o seu gabinete às 8h30 da amanha e depois da 13h retira-se para o almoço e já não volta para trabalhar no período de tarde.
Fonte: Club-k.net
Manifestações de cansaço e fatiga 
Até o ano de 2014, quando chegasse às sextas-feiras, largava mais cedo, ao período de tarde e rumava com a família para a sua residência privada ao Miramar. Aos dias de hoje foi notado que o Estadista deixou de comparecer ao seu  gabinete  de trabalho  às sextas-feiras, salvo em caso excecionais.

A nova conduta laboral do Presidente é associada a manifestações de  cansaço e fatiga  decorrente da idade. A referida tese é sustentada em sinais involuntariamente demonstrativos no mesmo. JES deixou de ler ou apreciar aos detalhes,  volumosos dossiês que lhe fazem chegar ao gabinete para decisão de alto nível.

Quando se trata de assuntos de natureza militar reencaminha para o Chefe da Casa de Segurança, general Hélder Manuel Vieira Dias “Kopelipa” que entra para o seu gabinete de trabalho as 5h da manha. Para os assuntos de natureza domestica, intercala com o Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Edeltrudes da Costa.

Os assuntos de natureza partidária remete a Antônio Paulo Kassoma, o Secretário dos Quadros, mas que na pratica tornou-se os “seus olhos e ouvidos” na sede do partido. Deu poderes a Kassoma para lhe propor   a configuração da lista dos deputados as próximas eleições. Fez-lhe também chegar folhas brancas, com a timbre do partido e com a sua assinatura para que Kassoma possa tomar decisões a seu favor.


A alegada manifestação de fatiga de JES, agora refletida da desconcentração de tarefas, aos principais homens da sua confiança não é estranha a um recente anuncio feito segundo a qual abandonaria a vida politica activa depois de 2018. Dá sinais de pretensão de apresentar-se como candidato do MPLA as eleições de 2017, de fazer-se eleger a sua sucessão e depois retirar-se da Presidência da República, mas mantendo-se na liderança do partido. A Presidência da República seria entregue a um quadro obediente cujo perfil se enquadraria ao estilo de confiança mutua correspondida no filho José  Filomeno dos Santos ou ao amigo Paulo Kassoma.

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