quarta-feira, 13 de abril de 2016

Os erros de Guebuza

Estou a ver algumas pessoas a esfregarem as mãos à espera de me verem aqui a me contradizer. Vejo outros consternados com o receio de que esteja prestes a proporcionar lenha para o fogo dos outros. Nem uma, nem outra coisa. Na verdade, esta postura “preto/branco” incomoda-me muito. Mais do que qualquer outra coisa, ela é provavelmente responsável por uma boa parte dos nossos problemas políticos. Diálogo entre gente intransigente apostada apenas em proteger as suas crenças é impossível. De cada vez que abro o “Facebook” e vejo alguns textos ou discussões sobre qualquer assunto pérola indiano fico decepcionado não só com a qualidade do debate neles patentes, como também com a banalização do conhecimento e do estudo profundo dos assuntos.
Recentemente, vi dois “posts” que me incomodaram muito, ambos compartilhados por “face-amigos”. Um foi sobre uma entrevista que Sérgio Vieira concedeu à STV. Vinha do director do semanário “Canal de Moçambique”, Fernando Veloso, e acompanhava-o, se bem me lembro, uma frase com os seguintes dizeres: “a entrevista do assassino confesso Sérgio Vieira”. O outro era de Nini Satar e era sobre o comentário do jurista João Carlos Trindade acerca do caso da espanhola que foi expulsa do país. O texto começava por referir que durante o monopartidarismo ele teria condenado gente à morte (fuzilamento) e a castigos corporais (chambocada). Prosseguia depois para “dar aulas de direito” a uma autoridade nessas matérias, aulas dadas, note-se, por um leigo na matéria. Não me interessa discutir o passado destas pessoas embora seja minha convicção que a consolidação da democracia passe por uma reconciliação com a nossa história e com os crimes que cometemos, fomos obrigados a cometer ou foram cometidos em nosso nome. Nenhum de nós, pelo menos a minha geração, é inocente.
O que me interessa destacar é esta cultura problemática de debate que cada vez mais toma conta da nossa esfera pública. A extrema polarização da esfera pública criou uma situação em que o conhecimento profundo, disciplinado e sistemático das coisas passou a contar menos do que a coragem de dizer aquilo que certas pessoas (da nossa malta) gostariam de ouvir e a coragem de se ser mal-criado. Mais do que uma crise política o país vive uma crise de legitimidade do pensamento disciplinado. Quem pensa e tem o hábito de tentar ir ao fundo das questões é objecto de troça e serve de espantalho para que gente sem muita coisa na cabeça (mas mal educada e sem vergonha) se sinta no direito de pôr em causa aquilo que gente bem abalizada (em virtude de anos de estudo, milhares de páginas de leitura e dura reflexão) tem para dizer. Nisto, os intelectuais eles próprios não são inocentes, pois há muito charlatão que confunde o seu posicionamento ideológico com profundidade analítica, toma a repetição de lugares-comum que ele encontrou em livros como a revelação da verdade e acha que o simples facto de ter um canudo que confirma que ele fez um certo curso lhe confere o direito, e a prerrogativa, de falar verdade toda a hora. Portanto, embora seja lamentável o nivelamento por baixo que a polarização política suscita, há também uma cultura intelectual e académica que deixa muito a desejar e acaba convidando uma parte dessa imbecilização a que assistimos.
O intelectual, ao que parece, participa no debate apenas para atear o fogo com a sua autoridade, não para introduzir elementos sistemáticos que permitam abordagens mais frias das coisas. Essas abordagens frias não garantem a veracidade, claro, mas fazem uma coisa que é absolutamente necessária à sanidade da esfera pública: ajudam na construção de espaços onde podemos concordar sobre os méritos das questões mesmo que tenhamos preferências ideológicas diferentes e até antagónicas. Gostaria de exemplificar isto com uma problematização do que considero a indústria dos erros de Guerra que ganhou força na esfera pública como quadro explicativo do que corre mal. Vou ilustrar o meu argumento com dois temas quentes, a situação político-militar e os problemas da EMATUM. O discurso que ajuda muita gente a perceber estes dois assuntos é simples. Fomos governados por um indivíduo corrupto que abusou do poder para se enriquecer juntamente com os seus sequazes. A consequência disso é a crise política e a crise financeira. O país está a pagar as consequências do erro de termos colocado um bandido no poder. Tornamo-nos num estado gangsterizado, ladrão, falido e instável por conta desse erro. Este é o esquema analítico duma boa porção das pseudo-análises que vejo por aí. A sua plausibilidade depende do grau de identificação com esta narrativa de base. Quanto mais forte for essa identificação, mais contundentes nos parecem as “análises” e mais vigoroso é o nosso comentário de apoio aos autores dessas grandes “análises”.
Pessoalmente, tenho muitos problemas com isto, dois dos quais podem ser rapidamente expostos. Primeiro, há um erro crasso que se comete nestas “análises”. Consiste em dar por adquirido aquilo que precisa ainda de ser demonstrado. Por exemplo, no caso da EMATUM a suposição é de que o negócio foi feito para benefício próprio (o mesmo para Cabora Bassa). Pode ter sido. Mas não está provado. As suspeitas podem ser fortes. Mas ainda não foram confirmadas. Logo, construir toda uma análise que dependa disso é tudo menos académico. É nivelamento por baixo. Segundo, existe a tendência de reduzir os problemas que constatamos ao indivíduo em detrimento dos factores estruturais e contextuais que propiciam a emergência de certos comportamentos e fenómenos. Nenhuma pessoa, nem mesmo Guebuza, é maior do que um país, logo, reduzir os problemas do país aos apetites individuais duma pessoa é obra, mas obra fútil que serve apenas para dar conforto aos que têm preguiça de pensar.
Existe uma narrativa diferente da do Guebuza ladrão e bandido. É uma narrativa que presta atenção ao contexto dentro do qual certos comportamentos se tornam possíveis e certos fenómenos se tornam visíveis. Essa narrativa parte da natureza do seu mandato e sua articulação com o tipo de país (sistema e cultura políticas) que Moçambique é. Uma característica particular do primeiro mandato de Guebuza foi o de ter conferido legitimidade a uma maneira de fazer política que vincava o papel forte do Estado e premiava a mentalidade de fazer contra a deliberação pelo simples prazer de deliberar. Algumas pessoas esquecem, mas muitos dos que criticam Guebuza hoje aplaudiram esse estilo de governação. Pessoalmente, sempre critiquei essa postura, sobretudo na manifestação que ela teve por via do então ministro da saúde que foi celebrado por alguns dos críticos de hoje como a re-incarnação de Samora. O problema desta postura é que no contexto daquilo que chamo de “poder da Frelimo” (escrevi esta série de textos nessa altura e inspirado pelos problemas que já via surgirem) criou necessariamente espaços de arbitrariedade que podiam ser aproveitados por indivíduos espertos para seguirem agendas que não eram necessariamente a agenda pensada por Guebuza. O reforço do partido, que era necessário para que a postura do Estado no comando fosse credível, também contribuiu para que aquela cultura da Frelimo gloriosa (uma cultura que é partilhada por quase todos nós independentemente das nossas preferências políticas) de confundir os interesses do partido com os interesses nacionais e de recorrer ao patriotismo para retirar legitimidade à opinião diferente se instalasse com mais força ainda e oferecesse argumentos fáceis aos que não tinham nenhum escrúpulo em abusar do poder do Estado.
O que no primeiro mandato era apenas uma postura virou ambiente político no segundo mandato com algumas consequências dramáticas. No caso da Renamo, e ao contrário do que muitos pseudo-analistas pensam, não foi a postura autoritária e intolerante de Guebuza que nos levou à crise. O seu sucesso político privou a Renamo, sobretudo o seu líder, duma ficção que tinha sido instrumental para a assinatura do acordo de paz em Roma, nomeadamente a ficção segundo a qual haveria no país duas forças políticas com mais ou menos a mesma força e de cuja concertação dependeria a paz no país. A verdade é que o curso errático do próprio líder da Renamo tinha enfraquecido o seu partido e tinha tornado claro que o “consenso de Roma” dificilmente seria um bom guia para a paz em Moçambique, pois ele implicaria sempre tornar o país refém dessas duas forças. Não quero escrever um tratado sobre estas coisas, mas apenas indicar que é muito complicado reduzir a crise política à arrogância de Guebuza (e no mesmo fôlego enaltecer o papel de Chissano – que pode ser enaltecido por outras razões – mas decididamente não porque ele preservou melhor a paz, pois mesmo no seu mandato enfrentou crises graves criadas pela própria inépcia da Renamo). No caso da EMATUM o ambiente político que se consolidou no segundo mandato também ajuda a entender melhor o que se passou. É possível que se tenha tornado difícil internamente questionar decisões problemáticas num ambiente discursivo e político que enfatizava o dirigismo (decisão tomada, decisão cumprida), patriotismo e empreendedorismo. E é bom não esquecer que, apesar de tudo, a decisão de conceder os empréstimos a quem quer que seja que teve a ideia de fazer esses investimentos foi apreciada e tomada por especialistas dessas entidades estrangeiras (bancos) que não tinham necessariamente esquemas de corrupção com a malta de Guebuza. Aqui também não quero escrever nenhum tratado. Só quero sugerir que facilitamos muito a nossa vida (e por essa via nos iludimos) partindo de esquemas analíticos simplistas e normativos que só nos permitem ver aquilo que queremos ver assim como concluir aquilo que nos vai confortar.
Para os menos atentos: este esquema alternativo de leitura do que aconteceu não nega que Guebuza possa ter sido ladrão e apenas motivado pelos seus próprios interesses. Simplesmente não impõe isso como a única grelha de leitura, pois ao fazer isso inviabiliza todas as outras leituras possíveis. Eu fico arrepiado quando leio “análises” que depois são aplaudidas no Facebook como a revelação da erudição e profundidade, mas análises que são no fundo apenas a repetição com grande alarido dos nossos próprios palpites. O problema destas análises é que distorcem a situação do país, não nos permitem entender o que de facto está em questão e, pior ainda, são incapazes de ver que os nossos problemas são na realidade a manifestação local de padrões políticos gerais que são acessíveis à análise séria e objectiva. O que resta depois de feitas estas pseudo-análises é apenas o grito de desespero, tipo “estamos entregues à bicharada”, gritos esses que de tanto serem ecoados vão contribuir para cimentar uma representação falsa do país e vão encorajar pseudo-soluções sem nenhum sustento.
Uma coisa é desabafar, outra é procurar tirar proveito político de alguma situação, outra ainda é analisar objectivamente. Em momentos cruciais da evolução política dum país é importante que a apetência pelas duas primeiras coisas seja vista como uma ameaça ao bom senso e que a terceira, a análise objectiva, encontre mais espaço. Uma condição para que isso aconteça devia ser a contenção, isto é que todo aquele que pensa que entendeu o problema submetesse esse seu entendimento ao teste duro não da plausibilidade, mas da solidez analítica. E a pergunta aí é: se eu não tivesse a postura política que tenho será que esta explicação continuaria ainda a fazer sentido para mim? Só que isso é difícil, pois exige honestidade intelectual, algo que rareia em ambientes políticos polarizados.


Quero pedir uma coisa. Quem quiser comentar aqui discordando comigo é bem-vindo. Mas, por favor, antes de discordar escreva o que pensa que eu quis dizer no texto. Infelizmente, tenho reparado que algumas discussões que tenho por aqui resultam de as pessoas terem entendido algo diferente do que eu próprio pensei ter comunicado. Toca daí a disparatar, qual munícipe simples de Quelimane.

O melhor momento para entender o lider de hoje eh amanha
Estou a ver, com muita frequencia, pessoas jovens, adultas, da terceira idade, com formacao academica ao nivel superior ou com formacao basica a reclamar da situacao actual da divida publica de Mocambique. A reclamacao vai ao nivel de exigir responsabilizacao do anterior governo, principalmente do Presidente Guebuza. Acho isto um bom exercicio de cidadania e uma revelacao de maturidade. Contudo, este exercicio de cidadania peca pela tamanha hipocrisia que reina na exigencia. Digo isto porque todos nos queremos desenvolvimento, mas somos os primeiros que nao pagamos impostos como deveriamos. Alias, pagar impostos eh o sinal alto do contrato social que nos da o direito de exigir o que quer que seja. Entao, como ter desenvolvimento sem dinheiro para gerar desenvolvimento? Ficar inerte ou pedir dinheiro? Pedir pouco para fazer coisas pequenas e permanecermos subdesenvolvidos? Pedir muito dinheiro para fazer coisas grandes, permanecermos subdesenvolvidos, mas com perspectivas desenvolvimentistas?! Sera estamos condenados a pensar pequeno para ter ganhos pequenos? Sera que estamos condenados a fazer coisas pequenas para contemplarmos sempre o nosso sofrimento?! Sera que estamos fatalmente condenados a ter visao imediatista? Depois de respondermos a todas estas perguntas vamos perceber que o melhor momento para entender o lider de hoje eh amanha.
Ao ver a exigencia da responsabiliacao, constato que ha uma expressao (i)legitima de frustracao, mas que peca pelo auto-flagelo e pela visao desenvolvimentista imediatista. Entendo esse problema, pois nao se pode exigir paciencia a uma pessoa que sente profundamente a insatisfacao das necessidades basicas e a dor da pobreza. Por esse motivo percebo a exigencia. Contudo, parece um erro de abordagem, pois quem exige responsabilizacao esquece de dizer que tambem eh parte do problema, pois se todos fossemos “cidadaos de verdade” (aquele que paga impostos), talvez nao teriamos necessidades de andar a pedir muito dinheiro.
Ademais, ao ver a exigencia de responsabilizacao, constato que ha muita emocao e pouca racionalidade e ponderacao. Digo isto porque nao vejo nessa exigencia uma clareza do significado de responsabilizacao. O que significa responsabilizacao? Mandar gente para cadeia?! Mandar gente devolver dinheiro?! Quem deve devolver e quanto dinheiro deve devolver? Devolver os barcos da EMATUM? Devolver o equipamento adquirido para a defesa nacional?! Seria mandar parar a construcao da circular? Seria mandar parar a construcao da ponte?! Seria mandar parar a construcao da estrada Beira - Machipanda?! Aqui eh onde esta evidente a visao imediatista e fatalista. Ninguem esta a perguntar quanto vamos ganhar com todo esse investimento, amanha?! Ninguem esta a dizer se o que vamos ganhar amanha compensa o sacrificio de hoje?! Uma coisa eh certa. Quando comecarem as inaugaracoes dos grandes empreendimentos vamos nos lembrar da palavra responsabilizacao e vamos nos lembrar da lideranca. Por isso, o melhor momento para entender o lider de hoje eh amanha.
Por ultimo, quero reiterar que o melhor momento para entender o lider de hoje eh amanha! Os mais atentos e mais pragmaticos vao se lembrar que Samora foi velipendiado, mas hoje eh "Endeusado". Chissano foi velipendiado. Mas hoje eh venerado. Que bases existem para pensar que Guebuza nao vai passar pela mesma trajectoria?!


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27 comentários
Comentários
Zeze Junior Sempre bom beber dessa Fonte.Ser Grande é isso.Ensinar aos mais novos a pensarem oque não pensavam, analisarem oque não analisaram antes e entender oque não entendiam!

Feliz por esse esclarecimento.

Frelimo Sim Obrigado pelo texto. Um abraco amigo
Valter Tale Caro Calton Cadeado, o que nos entristece não são os empréstimos que foram contraídos, mas sim a falta de transparência. Não se justifica que um Estado contraia um financiamento, e meia dúzia de pessoas é que tenham conhecimento. Em outros países esse tipo de assuntos são debatidos no parlamento, porque afecta a vida do país e dos cidadãos. Respeito a sua opinião, embora não concorde. Teria muito mais por escrever, mas aguardo pela sua resposta.
Amilton Munduze Calton, fizeste um bom exercício para nos fazer perceber que nada está perdido e que o sacrifício de hoje pode trazer-nos dias melhores. Ao mesmo tempo fizeste um bom exercício para colocar-me no meio do problema como um dos culpados do nosso subdesenvolvimento porque não pago imposto, daí que eu cidadão comum e Guebuza estamos na mesma situação, a diferença é dos níveis de responsabilidade. Meu caro, neste país não pagar imposto é até uma regra, e pagar é excepção. Veja que quanto maior for o teu cargo público maiores são as tuas isenções fiscais. Daí que quanto a isso ninguém tem moral de apontar o dedo a ninguém. Converse com alguém das Alfândegas em privado para ouvir o que os barrões deste país fazem no que diz respeito à fuga ao fisco nas suas importações. 


Em relação a EMATUM e hoje Proindicus, meu caro, duvido que haja advogado que ilibe os seus mentores porque a olho de qualquer um é visível que foi um péssimo negócio. Estão ali no porto os barcos atracados sem fazer nada. Quem não os vê? Mais do que isso, tu mesmo Calton um dos aspectos que domina as tuas aulas é a questão da transparência no contexto da boa governação. Como é que hoje podes ser advogado da EMATUM, um negócio que não respeitou os preceitos básicos de transparência? Não houve concurso público! Não se discutiu no parlamento! Tivemos informação da sua existência através de jornais de fora. Etc. Enfim, é legítimo o grito dos moçambicanos porque foram burlados. Não atire culpa a mim porque não pago impostos. O Estado tem meios para me cobrar porque voluntariamente não temos nem educação para tal.

Agnaldo Antonio Pedro Thanks Amilton Munduze falou e disse tudo ja nem da para comentar mas nada
Filipe Chissequere Júnior Amilton ... importa Realçar que não é para parar com a obra da circular nem da ponte. mas sim parar de pedirem valores muito acima do necessário para estas actividades... ainda tento perceber porquê a ponte maputo Katembe custa aquele balurdio todo
GostoResponder311/4 às 11:31Editado
Amilton Munduze É um aspecto a realçar.
GostoResponder111/4 às 11:25Editado
Calton Cadeado Amilton Munduze, meu caro amigo! Eu lembro de uma reclamacao de alguem da Zambezia que dizia que estava zangado porque la so se constroem coisas pequenas e as coisas grandes so se constroem em Maputo. Esta eh uma constatacao politicamente muito forte que, para mim traduz a ideia de que na Zambezia tambem pensamos grande. Acima de tudo, diz-me que na Zambezia tambem merecemos e queremos coisas grandes. A minha pergunta eh a seguinte. Como fazer coisas grandes com pouco dinheiro?! Veja o grande hospital provincial da Zambezia que vem ai?! Repito! Grande hospital. Esse hospital foi construido so com o dinheiro dos nossos impostos?!?!? bviamente que nao. A outra pergunta que nao quer calar! Devemos responsabilizar o anterior governo e Guebuza por ter colocado esse grande hospital?! A UP vai construir a grande cidadela que custa 87 milhoes de meticais....!
Amilton Munduze Meu caro, o hospital central de Quelimane é um financiamento do Governo Sul-Coreano em forma de transferência unilateral. 

Mas ok, Calton, já te fizeste a seguinte pergunta: neste contexto de fazer grande foi construída a ponte que liga Caia a Chimuara, no rio Zambeze. Porque é que os moçambicanos não fizeram tanto barulho?
Uma pergunta a ti: como cidadão moçambicano, qual é a tua expectativa em relação a EMATUM?

Calton Cadeado O finaciamento da Coreia nao eh divida?! A ponte no rio Zambeze menos de 100 milhoes de dolares. Eh uma ponte consensual. Quem finaciou foram os donos do dinehiro que hoje estao a fazer barulho por causa do nosso endividamento - queria ver se o endividamento tivesse sido feito com eles haveria tanto barulho assim. Quanto a minha visao em relacao a EMATUM, penso que eh um investimento grande cujos resultados nao podem ser vistos apenas nadimensao economica. Alem disso, penso que a EMATUM eh um investimento grande cujos ganhos nao podem ser medidos de forma imediatista...! Quero ser pragmatico. Se ficar claramente provado que eh um fiasco, virei, com a mesma frontalidade, reconhecer o fiasco. So nao sou adepto de fatalismos e discussoes emocionadas que ns levam a discutir pessoas em vez de assuntos. Com isto, meu caro amigo, quero terminar a minha resposta tua pergunta dizendo que sobre a EMATUM o debate nao eh debate, pois os que exisgem responsabilizacao estao a discutir alegada corrupcao que nao foi ainda provada. Estao a discutir a pessoa do Presidente Guebuza. Eu nao tenho evidencia para discutir isso. Se eu me envolver nessa dimensao da discussao estarei a agir na emocao e na especulacao...!
Amilton Munduze Há pessoas discutíveis. Guebuza era a última unidade decisória deste país, daí que a sua pessoa é susceptível de ser discutida. 


OK, Calton, os instrumentos internacionais de medição do exercício financeiro desabonam os investimentos na EMATUM e na tal de Proindicos que era desconhecida. Já analisaste os seus relatórios para tirar tuas ilações. Eu não tenho dúvidas que EMATUM é um fiasco porque estou a ver os barcos ali atracados. E, para a amortização da primeira tranche consta-me que o Governo teve que se endividar mais. Tudo isso não te diz algo?

Amilton Munduze Uma pergunta: porque é que um negócio tão grande foi feito às pressas? Não se deu tempo para discutir profundamente a todos níveis. O que esteve por de traz?
GostoResponder111/4 às 14:23Editado
Calton Cadeado A minha visao de endividamento publico nao se resume a EMATUM nem a Proindicus. Sobre a EMATUM sei o que sei e sobre a Proindicus nao sei absolutamente nada. A minha visao de endividamente nao eh reducionista. A EMATUM eh apenas uma parte do assunto global. Ademais, as minhas analises nao se resumem a dimensao puramente economicista e de ganhos imediatos...! Por isso digo que o melhor momento para entender o lider de hoje eh amanha...!
Amilton Munduze Respeito. Todavia, sob qualquer dimensão os negócios públicos têm de garantir a devida transparência. Hoje os moçambicanos estão frustrados porque muitos negócios ignoraram este tão importante instrumento. Se as coisas tivessem sido claras talvez não houvesse tanto barulho.
Mc Nota Passe Li o texto, ele traz alguns aspectos meritórios. Por exemplo, "o melhor momento para entender o líder de hoje é amanha". Mas nem sempre acontece (boas práticas de liderança sim).

O que não percebo é: que relação existe entre a Gestão dos Recursos Financeiros postos a disposição de um servidor público com o pagamento de impostos? 
A resposta é simples, nenhuma. 
A despesa Pública tem as suas fases diferentes das da receita pública. A despesa fixa-se, enquanto a receita prevê-se. A não cobrança da receita programada é uma coisa. 
Por outro lado, a realização da despesa pública é outra coisa. Não kero aqui, com isso, dizer que houve má gestão da despesa, não sou a pessoa indicada. Mas também, sob ponto de vista da Ciência Política, como é do domínio do ilustre, quando alguém é eleito significa que não tem poder, logo, deve satisfação ao seu eleitor por tudo a que o eleitor, pela sua ignorância, não perceba. Não acha que alguém devia dar uma explicação aplaudível sobre o assunto, há vários estudos que mostram que, por exemplo, a EMATUM esta tecnicamente falida, o que contrasta com a posição do Governo que garante que esta a trabalhar.
Há um adágio que diz: quando quem devia dar a informação certa não o faz, as mentiras e desinformações tornam-se legitimas informações. 
Esta última informação pode concorrer para sustentar o seu post.
Por fim, informar que o cidadão, por natureza, não gosta de pagar impostos, ao que é tarefa da Administração Financeira (AT e outros) dispuserem-se de meios e optarem pela coerção. Mas também, nem todo o cidadão não paga impostos.

Edson Chiziane Caro Calton Cadeado primeiro quero lhe parabenizar pelo texto, mesmo porque a maior parte das opiniões, pelo menos a nível das redes sociais diverge da sua, isso é bom e enriquece o debate. Gostaria de saber o seguinte : 

1- Na sua perspectiva quais serão os ganhos da tamanha dívida e se os FINS realmente justificam os MEIOS, ou seja era necessário que fosse gerida da forma que foi? 
2- Pela dimensão da dívida, não acha que os governantes deviam consultar ao povo (seus patroes) através da submissão do assunto ao debate na casa do povo (Parlamento) afinal não foi para isso que os elegemos? 
3- Até que ponto é legítimo que EU e TU e as gerações vindouras paguem por algo que nem se quer entendem? 
4- Por último, até que ponto seria legítimo não responsabilizamos os agentes que contraíram dívidas sem o nosso consentimento e com o agravante de só nos empobrecer cada vez mais? 
Estas questões não são necessariamente direccionadas a si mas faço -as como um exercício de cidadania para todos nós reflectirmos. Cmpts

Calton Cadeado Mano! Thank you so much! Gotei da forma como colocas as questoes. Vamos aos ganhos. Primeiro, quando se falam de ganhos eh preciso ver os ganhos tangiveis e os ganhos intangiveis. Segundo, eh evitar a visao reducionista de ganhos economicos. Exitem muitos mais ganhos politicos, sociais e de oder internacional. Agora que falamos, meu caro amigo, quem passa pela estrada circular sente a diferenca entre o sofrimento de antes e o de hoje. Aqui nao estou a falarapenas da transitabilidade de quem conduz. Estou a falar de pessoas pacatas que hoje tem a facilidade de transportar a sua pequena producao para a sua sobrevivencia. Hoje eh possivel ver pessoas que usam a qualidade da estrada circular para fazer ginastica com a familia para o beneficio da saude e da qualidade de vida (eh uma minoria, mas nao deixa de ser um ganho).
Calton Cadeado Meu caro amigo! Nao podemos ignorar as projeccoes economicas da viabilizacao do turismo em Macaneta, os postos de trabalho, a industria de construcao civil que sera dinamizada pela existencia da estrada circular com a qualidade que demonstra. Os Sul-africanos, em Durban, ja estao felizes com a ponte Maputo-Katembe devida as possibilidade de negocio que se abrem. Nao podemos ignorar os ganhos economicos que vao surgir com a existencia da estrada Beira-Machipanda para servir o hinterland e o comercio interno. Nao podemos ignorar que muitas pessoas vao criar negocios de transporte com estas estradas. Nao podemos ignorar que ha comboios que estam a ser colocados ao servico da economia e de pessoas...!
Calton Cadeado Em termos politicos, parte das dividas que estao a ser objecto de critica foram contratadas como foram (sem a transparencia), mas traduzem um equilibrio de investimento para resolver problemas de assimetrias regionais. Podemos, todos nos, perguntar, por que cargas de agua, ninguem apoia a ideia da cancela no Rio Save?!
Valter Tale Caro Calton Cadeado os projectos da Circular, Ponte Maputo catembe, e a estrada Beira - Machipanda, são projectos que já estavam no plano, nunca foi segredo para ninguém. O que o sr. Fez foi tentar fugir das questões como Ematum e a Pro-indicus. A ponte Maputo - catembe é um projecto que foi concebido no tempo de Joaquim Chissano, e seria financiado pelos Portugueses. Gostaria que fizesse uma explanação em termos de rentabilidade para os processos da Ematum, e da Pro - Índicus.
Calton Cadeado Caro Valter Tale! A divida publica que esta a ser discutida nao se resume a EMATUM e a Prondicus! Eu sei o que sei da EMATUM, mas nao sei nada da Proindicus. Sobre este assunto de divida publica, contrariamente a muitas analises, eu nao tenho uma visao reducionista...!
Valter Tale Obrigado Calton Cadeado, já percebi onde não quer chegar.
Calton Cadeado Fine! Eu sou reponsavel pelo que digo e nao pelo que voce percebe caro amigo Valter Tale!
Jay Cee Malôa Weak connection of arguments my friend... Amilton Munduzeand Mc Nota Passe are fully right. They gonna kill your game on this one.
Ver tradução
Calton Cadeado Jay Cee Malôa! É surpreendente o teu posicionamento por dois motivos. Primeiro por afirmar a fraqueza de argumentos sem mostrar com argumentos. Segundo e último, por ver um absolutismo "fully right" sem, outra vez, apresentares argumentos! A importância e a qualidade do debate, my friend, está na robustez dos argumentos. Please, make the diference with robust arguments, senão vou pensar que estás a exteriorizar um simples sentimento e não uma ideia robusta!
Jay Cee Malôa Hehehehe... me cutucaste... da me umas horinhas que voltarei a ti.
Calton Cadeado Ok! Eu quando penso e escrevo também levo um tempinho...!
Jay Cee Malôa Nem era por aí. Estava a terminar um relatorio. Mas vamos ao que gostamos de fazer. Ñ irei me deter nos teus argumentos porque outros já o fizeram e eu me subscrevi. Contudo, me permita tb discordar das tuas premissas. 

1- o melhor momento para entender um lider de hoje é amanha. Esta afirmação ñ procede quando o assunto é accountability. Existem mecanismos para acautelar riscos de investimento e todos esses conhecimentos ñ foram aplicados no nosso caso. Existe sempre uma lógica nas despesas públicas, logo, quando ninguêm entende a mesma e só o lider, as pessoas irão se questionar,
2- A divida de um pais é determinada pela poupança, investimento e produtividade. Quando ñ poupamos o suficiente, temos que recorrer a poupanças de outros países. Paises que poupam abaixo de 14% do PIB tem sempre problemas de gestão da divida. Ñ tem como seres efectivo na cobrança de impostos quando os teus niveis de produtividade são estes que conheces em Moçambique. O moçambicano mal consegue poupar, quanto mais pagar impostos de forma efectiva. Então, a correlação que tentas fazer entre divida externa e impostos é muito forçada. Dizer que o aumento da divida externa é determinada pelo fraco pagamento de impostos é falacioso e tentar forçar o teu argumento de hipocrisia quando disseste e muito bem que o povo exerce sua cidadania com maturidade.

Jay Cee Malôa Agora, o nosso presidente esta entre a espada e a parede. Esta espada tem dois gumes. Uma auditoria séria a estes investimentos ilucidaria muita zona de penumbra. Tanto dinheiro assim ñ pode evaporar sem retorno. Auditorias de desempenho servem para mitigar esses problemas, verificando cada tostão gasto, no que foi gasto, se o preço foi apropriado, e a alocação efectiva. Mesmo o TA esta preparada para tal em relação ao armamento. O problema é que estas acções mexem com sensibilidades, e avaliar os pros e os contras da mesma cabe ao Presidente. Lembre-se que Guebuza levou Manhenge a barra do Tribunal por algo bem menor.
Juma Aiuba Caro Calton Cadeado, boa reflexão esta. Só para entender: Quem não paga impostos neste país? Quem é esse cidadão que não para impostos, mas reclama? Por acaso, eu não conheço e não vejo nenhum. É que toda a gente paga IVA quando compra algo ou paga algum serviço. Os trabalhadores e funcionários públicos pagam tudo isso, mais INSS e IRPS. Os que têm viaturas, motas e bicicletas pagam os MANIFESTOS respectivos. Ou seja, neste país você não tem como escapulir-se dos impostos. Você paga impostos quando compra CERVEJA ou usa PORTAGEM ou quando sobe MY LOVE.


Se, por ventura, existe um cidadão que não paga impostos é por fragilidade do sistema de cobrança. E isso não é culpa minha.

- AFINAL DE CONTAS, QUEM É E ONDE ESTÁ ESSE CIDADÃO QUE NÃO PAGA IMPOSTOS?

Calton Cadeado Juma Aiuba! Eh bom acusar so aquele que esta no poder. Mas, seja honesto e diga-me se voce exige recibo quando faz pagamentos! Seja honesto e diga-me quantos "mukheristas" pagam imostos?! Pagamos manifestos?!?Pagamos IRPS?!?! Acho que estamos a viver em paises diferentes, pois o que vejo sao reclamacoes de problemas de pagamento de impostos a todos os niveis. Todos somos parte do problema, meu caro! Nos ja nao vivemos no soialismo, meu caro. Estamos no capitalismo. As regras sao outras, mas o contrato social eh o mesmo.
Juma Aiuba Dr. Calton Cadeado, ainda bem que sabe não pagamos. Todos somos parte do problema: o Estado e o povo. O Estado porque tem fragilidade de colecta de impostos e gere muito mal os poucos impostos que consegue colectar. O povo porque ainda lhe falta a educação tributaria e porque continua a colocar no poder empregados que não criam bons mecanismos de colecta de impostos e gerem mal os poucos que colectam. 


O mais importante, meu caro, é entender que é preciso que o Estado saiba gerir os poucos impostos que consegue colectar para que esses poucos que pagam se sintam motivados e continuem a pagar e a incentivar os que ainda não pagam ou por ignorância ou por desmotivação. Eu te garanto que se alguns impostos fossem pagos à boca do guiché muitos cidadãos não pagariam por desmotivação. Por causa de falta de transparência na gestão da coisa pública muitos cidadãos (os poucos que o fazem) não pagariam impostos.

Calton Cadeado Concordo consigo. O Estado deve ser robusto na colecta de impostos. Mais do que ser robusrto, deve ser eficaz na colecta e na aplicacao dos impostos. Mas, meu caro amigo, gerirpouco dinheiro de impostos num pais em que tudo eh urgente, tudo eh prioridade leva-me a concluir que a ultima parte do seu post eh puro idealismo. Puro idealismo! Estamos na era capitalista, meu caro! Governar e desenvolver nao eh fazer coisas pequenas. No capitalismo, na sociedade aberta, governar e desenvlver eh fazer coisas grandes. As coisas grandes fazem-se com muito dinheiro...! Ja esteve nos paises grandes e desenvolvidos?! Achq que aquele desenvolvimento todo fez-se a gerir poucos impostos?! Nao! Nao! Nao! Pensar assim eh auto-condenacao a ser pequeno. Pensar assim eh auto-flagelo...!
Juma Aiuba Aquele desenvolvimento envolve a gestão de muito dinheiro - sim, senhora - mas começou gerindo pouco dinheiro. Talvez até menos do que temos.
Marcelo Marcelino Meus caros, eu mesmo nao quero pagar imposto. Aqui neste 'sitio" que se chama mocambique nao vejo o beneficio disso. Pelo menos do anglo em que me encontro . Aqui pagar imposto é a ajudar alguns PCAs , directores de qualquer coisa a construirem castelos ( em Chumene e B. Horizonte), a ajuda-los a comprar os carros dos seus sonhos, a ajuda-los a pagar mesadas dos seus e muito mais. Nao trabalho pra sustentar outras familias... A mim nao me falta a educacao tributaria é que cansei de apertar o sinto enquanto os outros aliviam..
Atanásio Khosa Sempre que vejo posts dos meus (ex)professores, leio com muita atenção, cuidado e muita expectativa de, mais uma vez, aprender deles, como já o fiz algumas vezes... No entanto, há vezes que essa minha expectativa é TOTALMENTE FRUSTRADA! Caro Pensador Calton, estará a procurar responder (indirectamente) ao Pensador Chacate?
Calton Cadeado Caro Atanasio Atanásio Khosa! Quem esta habituado ao debate sabe que o mais importante nao sao os aplausos. O mais importante eh a relevancia das ideias. Por isso, a frustracao nem sempre eh culpa de quem pensa/ do pensador. Alem disso, quem esta a procura bater palmas no debate reduz a sua importancia intelectual e a sua potencial contribuicao para o desenvolvimento de ideias.... Quanto a respostas, meu caro amigo, o debate esta aberto e existem varios debates a ocorrer sobre este e outros assuntos associados. Se acompanha as minhas intervencoes vai constatar que eu exteriorizei um pensamento que ja venho elaborando faz tempo. Se isso serve de resposta ao pensador Chacate, fine. Se nao serve de resposta, fine, na mesma. O mais importante para mim eh exercer a minha liberdade de pensar e a minha liberdade de expressar o meu pensamento. O resto, ....!
Mauro Dos Santos Silva Mestre Calton Cadeado; quero lhe felicitar plea coragem em abrir o seu peito e abordar as coisas como elas realmente sao. Esta de parabens igualmente, pelo facto de ter feito um exercicio que poucas pessoas tem feito, somente limitando-se a olhar para o superficial sem analisar os pros e contras.
Mauro Dos Santos Silva Na sua analise esta patente o realismo e o pragmatismo, elementos que sempre guiaram o Estado Mocambicano e espero que sempre ira guiar, visto que na verdade precisamos de remedios duros mas com efeitos efectivos. Como se diz na giria popular, se voce quer estar bem amanha, sofra hoje, mesmo que para isso sejam concentidos alguns sacrificios. So para finalizar, gostaria de incentiva-lo a promover mais e mais este tipo de efeito critico, onde o resultado deve ser, uma plataforma de solucoes aos mais variados desafios prementes. Bom trabalho e sucessos!
Calton Cadeado Meus caros amigos! Querem responsabilizacao pelos procedimentos ou querem responsabilizacao pelo dinheiro?! Queremos responsabilizacao pelo uso do dinheiro?
GostoResponder111/4 às 12:47Editado
Calton Cadeado Na NBA existe um spot publicitario que diz mais ou menos o segunte: "No matter who you are, where you come from or how big you are. Think big" Nao importa quem tu es, de onde vens ou o quao grande es. Pensa grande). Na base deste spot eu acrescento PENSA GRANDE E HAJA EM GRANDE. Isto so se faz com muito dinheiro e com visao de longo prazo.
Amilton Munduze Mas procure sempre fazer bem para não deixar dúvidas que a tua intenção era boa. Não faça, no interesse do Estado, negócios duvidosos. Salvaguarde sempre a transparência.
Calton Cadeado Aqui vejo uma visao bastante reducionista de analise. Vejo analises focalisadas na EMATUM como se este fosse o fundo de todo o problema. Ha muitas outras dividas que adicionadas a EMATUM. Vamos abordar todas dividas e ver os beneficios amanha. Eu ja coloquei, aqui. Circular. Ponte Maputo-Katembe. Estrada Beira-Machipanda. Por ultimo, meus caros amigos, quero sugerir que nas analises reducionistas que se fazem nao fiquemos apenas na dimensao economica. Ha muitos ganhos intangiveis, mas fundamentais para a construcao e consolidacao do Estado que devem ser equacionados....!
Armando De Sousa Pereira "Cada ponto de vista e visto de um ponto, pois ate a subida pode ser vista como descida dependendo do ponto de vista" Ilustre Calton eh com muita estima e entusiasmo que vejo que juntou se a nos neste debate que envolve na totalidade os Moçambicanos, Permita me que lhe diga que pagar impostos eh algo que todos fazemos directa ou indirectamente e por conta disso gostávamos de ter um governo mais actuante no que concerne a responsabilização destes valores públicos que tocam a todos directa ou indirectamente. Tentou cá dizer que os investimentos de hoje são melhores avaliados amanha concordo mas quando esses investimentos feitos nao sao claros surge a necessidade de questionar ate que ponto este investimentos sao rentaveis ? E quantos mais sacrifícios tera de fazer o povo? o cidadão pacato que só vê o custo de vida elevar se a cada dia que nasce? Pedimos no minimo uma responsabilização ou um esclarecimento profundo sobre esta matéria pois esses negocios de estado nao podem deixar sombras tem de ser transparentes, no final do dia PAGAMOS TODOS PELA MAÇA QUE NÃO COMEMOS.
Calton Cadeado Meu caro! Afial qual eh o ponto?! Querem responsabilizacao pelos procedimentos ou querem responsabilizacao pelo dinheiro?! Queremos responsabilizacao pelo uso do dinheiro?
Armando De Sousa Pereira Queremos esclarecimentos pois tudo nos leva a crer que os investimentos supra mencionados nao foram claros, como pedir ao povo que faça sacrificios quando nao vemos esses sacrifios dos servidores do povo? Queres responsabilizar-los pelo mau uso do dinheiro se assim ficar provado, e so. Na pior das hipoteses que pra mim e melhor devolve se o dinheiro publico desviado, pois esse negocio nao foi CLARO para ninguem. SE ESTIVER ERRADO PEÇO EVIDENCIAS QUE PROVEM O CONTRARIO.
Calton Cadeado Ah! Aqui esta o ponto de problema nas analises que eu estou a ver, meu caro amigo! Todo o mundo esta a fazer comentarios na base de uma pretensa hipotese de desvio de dinheiro, de corrupcao. Eu nao entro nessa discussao que nao eh discussao, eh acusacao de corrupcao, pois nao tenho evidencias. Discutir corrupcao vai me levar a emocao de discutir pessoas e nao assuntos. Discutir corrupcao sem evidencias vai me levar a especulacao...!
Armando De Sousa Pereira OBRIGADO POR MAIS UMA VEZ POR OS PONTOS NOS "iiis" e traçcos nos "tttts" saudacoes presadoCalton Cadeado
Agnaldo Antonio Pedro Aqueles que mais defendem impostos são os que menos pagam

Há, no entanto, algo de extremamente interessante nos "Panamá Papers", o qual deveria ser a principal lição a ser extraída da notícia: a maioria das elites políticas — de todos os países do mundo — está utilizando corruptamente as instituições estatais para lucrar à custa de seus compatriotas, remetendo o esbulho para as offshores por meio de testas-de-ferro.

Calton Cadeado Concordo plenamente! Mas, eu nao vou discutir corupcao, aqui, pois nao tenho evidencias. Discutir corupcao vai me levar a emocao de discutir pessoas e nao assuntos. Discutir corrupcao sem evidencias vai me levar a especulacao...!
Agnaldo Antonio Pedro Desculpe nao sitei foi um past cop de um artigo sobre os papeis de panama
Edgar Barroso O mesmo aparelho teórico serve para analisar Dhlakama? 
Emoji smile

Calton Cadeado Yes. Sem duvidas! A unica diferenca eh que Dhlakama nao dirigiu o Estado. No seio da Renamo, com certeza, o mesmo aparelho teorico sera aplicado...!
Egidio Vaz Ilustre Calton Cadeado. Apreciei o engenho. Concordo no princípio geral segundo o qual " O melhor momento para entender o lider de hoje eh amanhã". Mas este é um aforismo que, sem a necessária depilação, se transforma num autêntico boomerang.

Comecemos pelo princípio. Líder. Existem claras distinções conceptuais entre um líder e um dirigente. Se Guebuza foi um líder ou dirigente, este é um debate que pode levar séculos. Pessoalmente, ainda estou por aferir as qualidades de liderança deste homem. Ora, nem todos líderes fazem boas coiss e nem todos dirigentes fazem boas coisas. Mas deixe-me citar as palavras do Professor Prof. Felipe Aquino, Doutor em Engenharia Mecanica na Universidade de São Paulo.
"O chefe é obedecido porque manda; o líder porque tem competência no assunto e sabe orientar. O chefe se impõe pela autoridade, e às vezes pelo autoritarismo; o líder se impõe pela capacitação e porque sabe motivar e orientar seus auxiliares. O chefe manda fazer alguma coisa; o líder a realiza junto com os seus companheiros. O líder sabe despertar cooperação, sabe integrar as pequenas capacidades e aptidões de cada um, sabe aproveitar as individualidades. Para isso, ele procura conhecer a cada um, perscrutar suas almas, conhecer seus defeitos e suas qualidades. O chefe atua isolado, o líder age em conjunto, discute, ouve, pergunta, deixa todos falarem."
Da citação depreende-se o desafio em chamar o Presidente Guebuza de líer. Chissano foi um líder. Samora foi um chefe. Porque cada cabeça é uma sentença, deixo ao critério dos outros decidirem o que foi o Presidente Guebuza. Se líder ou chefe.
Em segundo lugar, a questão mais importante que coloca. Existe no direito um tipo legal de crime chamado crime de responsabilidade. Quando pessoas responsaveis deixam falir uma empresa, consciente ou não, estamos perante um crime de responsabilidade. Quando dirigentes analfabetos mas com poderes de se aconselhar da melhor forma sobre como conduzir os detinos confiados, estamos perante o desleixo, o deixa-andar, a inercia, incompetência, tudo, configurando este tipo legal do crime. 
Ora o que o ilustre Calton Cadeado quer é que as pessoas não assaquem as responsabilidade à quem permitiu um endividamente insustentável a curto e longo prazo, apesar da nobreza da ideia. Os endividamentos tomaram como certas as projecções económicas e os recursos minerais e energéticos que nem começaram a jorrar. Na melhor das hipóteses, se tivesse acontecido como estava previsto, provavelmente tivessemos muito pouco a reclamar a estas altura. Mas tal não aconteceu. Os projectistas erraram. Os dirigentes devem ser responsabilizados por isso.
E olhe que ainda não falei do roubo. Porque neste negócio todo, existem sim indícios de más-práticas que configuram o tipo legal do crime de corrupção ou tráfico de influência. 
São estas por enquanto asminhas reservas em relação ao seu texto e ao tema em discussão.

Calton Cadeado Ilustre Egidio Vaz ! Acho interessante os dados que apresenta sobre o conceito de líder. Eu acho que não uma pessoa que só tem características de líder ou de chefe. Isto significa que o Homem é um ser dinâmico e, em função dos contextos, pode sobressair mais as características ou de líder ou de chefe. Portanto, uma pessoa pode ser um líder num assunto, hoje e amanhã ser chefe noutro assunto. 

Em relação àquelas questão da responsabilização, eu estou a aprender a perspectiva legalista com o "caso Dilma", no Brasil. Esse conceito de crime de responsabilidade está em voga. Confesso que ainda não percebi a profundidade do conceito e não sei se na nossa constituição está prevista a figura de crime de responsabilidade. 
Eu sou pela boa governação (transparência, prestação de contas e responsabilização). Mas, no caso vertente da dívida pública (que para mim não se resume ao Caso EMATUM), eu acho que a responsabilização eh um exercício de cidadania que expressa uma visão imediatista, uma visão economicistas que ignora outros ganhos não tangíveis que separo gerados a médio e longo prazo. Eu acho que a responsabilização será mais legítima quando discutirmos os ganhos e as perdas, em vez de falarmos apenas de perdas, de forma alarmista!
Quanto à corrupção, prefiro não discutir, pois não tenho evidências e não quero cair no domínio de discussões emocionais e especulativas!
Salomão Zandamela É incrivelmente um texto e tanto Dr. Cadeado, porém, permita-me trazer uma pobre opinião relativamente às questões por si trazidas Dr. ora, se a essência da autenticidade humana é tentar aproximar o discurso às suas práticas, entretanto, construir a Ponte sobre a baía da Katembe é uma obrigação d'um funcionário público e nós como povo não podemos simplesmente fechar os olhos perante tamanha atrocidade econômica a que o nosso País se encontra mergulhado, pelo que amanhã iremos louvar os fazedores desta problemática. Chega de acreditar num amanhã cheio de vazios, onde cegos são guias de outros cegos. vamos tomar uma postura de cidadania e dizer não a corrupção, não a usurpação dos nossos esforços para atender agendas inconfessáveis.
Calton Cadeado Caro Salomão Zandamela! Concordo consigo que devemos dizer não a corrupção. Mas, neste caso, eu não tenho evidências para falar de corrupção e temo que eu entre numa discussão emocional e especulativas, em vez de racional! Eu acho que nessa discussão sobre responsabilização deveria-se pensar em ver as leis que obriguem os políticos/ os governantes a irem ao Parlamento antes de contrair certas dívidas de grande magnitude, com todos os riscos
João Barros Calton Cadeado, fica difícil comentar o teu post! Devias sim perguntar se haverá razões para responsabilização. Penso eu que o pagamento ou não de impostos não tem nada a ver com esse assunto!
Calton Cadeado Ok! O pagamento de impostos não tem nada a ver com este assunto! Isto é uma opinião válida. Mas, o mais importante é o argumento para mostrar que os impostos não tem nada a ver com o assunto! Note que a questão de impostos não é o centro do debate no meu POST!
Campos Sarmento Boa noite, bom dia e boa tarde; a todos que interagem neste post, de Moçambique para o Mundo e do Mundo para Moçambique.

Quero elucidar aos de mais, que Moçambique é do Rovuma a Ponta do Ouro e do Zumbo ao Indico. A ponte Maputo-Katembe é uma das fazes de construção do nosso belo Moçambique. A EN1 já passará a Brigada à Ponta do Ouro.
"A comunicação estratégica do pais é a forma de atrair mais investimentos internos e externos." 
A planificação do pais é inclusiva, tendo em conta à nossa educação e instrução para fazer opinião, todavia porém, os órgãos de decisão estão a funcionar hoje com os atores de hoje e, funcionarão amanhã com os decisores de amanhã, tendo em conta o contexto (politico, econômico e social) intitucional e estrutural do pais.
Melhores cumprimentos,
Marcelo Marcelino O que o cidadão exige é a transparência Dr. Aqui em moz a gestão da coisa pública é subterrânea, tudo é obscuro. No caso ematum disseram uma coisa e agora se diz outra coisa ( nao aquele montante agora é outro, a divida nao é comercial é soberana) convenhamos!!! E mais, a cultura de responsabilizacao deve ser cultivada nao vejo mal nisso. E se o cidadao questiona eh no exercicio de cidadania. Nao podemos deixar os politicos hipotecar (ou alienar) nossas vidas (destinos) e nos calarmos.
Chacate Thinker Só agora é que tive oportunidade de ler o seu posto ilustreCalton Cadeado. Acho que faz muita salada russa, acho que ninguém pediu responsabilização sobre circular, ponte Maputo catembe, etc. O objecto de responsabilização é EMATUM, é a nova divida que foi revelada a poucas semanas, de 787 milhões de dólares, quem nem se quer os que vão pagar tinham conhecimento.

Quem benefícios EMATUM vai trazer, se o próprio Manuel Chang assumiu na Assembleia da Republica, que o seu maior pecado chama-se EMATUM? Se o Ministro de Economia e Finanças assumiu que a divida é insustentável? Que benefícios poderá trazer está empresa cujo barcos não estão operacionais?
Mas como se pode defender uma divida que foi contraída a margem dos que irão pagar. Ademais, esta divida é inconstitucional. A constituição da republica prevê que uma divida do tamanho desta, deve ser primeiro debatido e aprovado pela Ass. Da Republica, o que não aconteceu. Esta empresa começou a operar sem Nuit e nem sede. Meu caro Calton, não ponha área na cara dos que conhecem bem o assunto.
De que imposto está a falar. Devo lembrar lhe que todo moçambicano paga impostos, directo o indirectamente. Mesmos oa desenpregados quando compram bens e serviços paga IVA, e ninguém tem como contornar isso. Dai que todos nós pagamos impostos e temos o direito de exigir responsabilidade e transparência no uso dos bens públicos.
O ultimo valor da divida (787 milhões de dolares) , nem o próprio ministro da economia e financas, governador do banco sabiam da sua existência, avaliando pelo o seu expanto, quando foram indagados. Calton acha isso normal. Está defender que essas duas dividas que foram contraídas nestes ambiemntes obscuros e inconstitucionais vão tornar Guebuza num grande lider amanha? Meu caro Calton, vamos lá falar a serio!

Calton Cadeado Chacate Thinker! Uma dúvida uma observacao! O que significa quando diz "meu caro Calton não ponha areia na cara dos que conhecem o assunto"? O que é que eu devo entender nestas palavras? O que é que significa quando diz "meu caro Calton, vamos lá falar a sério"? Faço essas perguntas para eu não tirar conclusões precipitadas! Em relação a observação, é difícil debater um texto que não se percebe se é uma exteriorização de frustração, se é uma lamentação ou se é uma ideia ou uma reflexão.
João Barros Calton Cadeado, não é por, no futuro, aparecerem essas infraestruturas que o espectro da má gestão e por conseguinte a responsabilização desaparece. Caso contrário, por exemplo, a sub facturação não constituiria crime uma vez que sempre aparecem os bens!
Antonio A. S. Kawaria A provocação foi útil porque permitiu a excelentes contribuições.
Calton Cadeado Hoje ouvi alguém a dizer que as pessoas não lutam para melhorar ideias. As pessoas lutam para melhorar suas vidas...! Eu estou nas duas frentes! Como? Discutindo ideias. Criticando as minhas ideias e convidando outras pessoas a criticarem-me e a criticarem as suas próprias ideias. Além disso, luto arduamente para melhorar a vida sem exageros, sem ganância!

“Pecados” do Governo de Armando Guebuza desinteressam a Frelimo

A Frelimo bloqueou, na terça-feira (12), em sede da Assembleia da República (AR), o debate urgente, a pedido da Renamo, das dívidas ilegalmente contraídas pelo Governo de Armando Guebuza, através da Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM) e da Proindicus, SA, firmas que juntas significam um peso de 1,47 bilião de dólares norte-americanos para os moçambicanos, que deverão pagar uma dívida sobre a qual não foram consultados.
A “Perdiz”, que fora da Casa do Povo está em guerrilha com o seu maior adversário político, disse que pretendia, com o agendamento urgente do debate sobre a dívida do país, colocar o Executivo a explicar aos moçambicanos que passos foram seguidos para contrair os 850 milhões de dólares da EMATUM e os mais 622 milhões de dólares da Proindicus SA. Todavia, não é desta vez o Governo far-se-á presente à AR para abertamente esclarecer as dúvidas em torno do negócio feito à margem da Constituição. A Frelimo travou tal possibilidade, votando contra o debate a pedido da Renamo.
Na legislatura passada, o partido no poder detinha uma maioria qualificada no Parlamento, o que dava a Amando Guebuza “poderes” bastantes para impingir os negócios da EMATUM e da Proindicus, SA à AR, para que a Frelimo aprovasse e, a partir da dai, deixariam de ser inconstitucionais. O que não se percebe é por que carga de águas o antecessor do Presidente Filipe Nyusi não usou desse “privilégio”.
Aliás, das vezes que a questão EMATUM foi referenciada na AR, por solicitação dos partidos da oposição, a Frelimo evitou ir a fundo, para além de que sempre saiu em defesa do Executivo.
Aparentemente emocionada com o nível da dívida do país, Ivone Soares, chefe da bancada parlamentar da Renamo, disse, algumas vezes em tom de exaltação, que “ninguém sabe onde foi parar” 1,47 bilião de dólares, uma vez que deste montante nenhum tostão foi canalizado ao erário. “Esta situação faz com que o negócio seja ruinoso e altamente lesivo ao Estado moçambicano (…)”.
“A Renamo exige saber qual é a real dívida pública que os moçambicanos têm neste momento”, disse a deputada classificando a Frelimo de “bancada da pseudo-maioria”, que não consente que “este assunto seja devidamente esclarecido, alegadamente porque a imprensa não pode servir de base para agendar matérias que devem ser discutidas” em sede de Parlamento.
Em voz ligeiramente amplificada, Ivone Soares considerou que “enquanto a Frelimo continuar a roubar o dinheiro dos impostos dos moçambicanos (…) vamos continuar subdesenvolvidos, um país do terceiro mundo, onde há doenças, calamidades, fome, raptos e baleamentos sem explicação. O mesmo país onde a justiça não funciona (…)”.
Num outro desenvolvimento, a deputada repetiu que o apregoado futuro melhor dos moçambicanos depende do afastamento compulsivo da Frelimo do poder. “Ou tira-se este partido do poder ou vamos continuar reféns dele”. E acrescentou que o seu adversário político é assassino, rouba e defende os interesses de grupinho (…)”.
Por sua vez, Margarida Talapa, chefe da bancada da Frelimo, instou a Renamo a deixar “o Governo trabalhar (…). Entreguem as armas, deixem de matar ao povo (…) e organizem-se. O povo quer a paz. Deixem a Frelimo”.
Em resposta Ivone considerou ser ridículo ouvir a Frelimo falar da paz, pois é tão assassina como a quem acusa.
Elena Música, do partido no poder, disse que a pretensão da “Perdiz” de debater a dívida do país é uma artimanha para granjear simpatias e manipular a opinião pública, supostamente porque não cabe ao Parlamento agendar matérias em função do que a comunicação social estrangeira veicula (…).
Por sua vez, Mohamed Yassine, da Renamo, afirmou ser intrigante a forma como a Frelimo defende a questão da EMATUM, por exemplo. “Mas que fique claro para o Governo que este assunto é um crime doloso. As pessoas envolvidas nesta negociata merecem ser responsabilizadas judicialmente. O Parlamento foi fintado (…)”.
@VERDADE – 12.04.2016

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