terça-feira, 19 de abril de 2016

Membro da Renamo baleado em Inhambane


Vítima suspeita que se trate de ajuste de contas
O segundo Vice-Presidente da Assembleia Provincial de Inhambane foi baleado na noite de ontem, em frente à sua residência, na cidade de Maxixe. A vítima, que é membro da Renamo, está internada no Hospital Provincial e em estado grave.

Trata-se de António Chulo. O membro da Renamo conta que era seguido por tês homens, que o alvejaram pelas costas, tendo, em seguida, fugido do local do crime.
“As pessoas perseguiram-me por trás. Entretanto, haviam estacionado a viatura ao lado de um vizinho meu. Depois de me balearem fugiram pela direcção que eu tomava, entraram na viatura e fugiram. Eram três indivíduos. Não falaram nada comigo. Apenas balearam-me e cai no local”, disse António Chulo, na cama do Hospital onde luta pela sobrevivência.
António Chulo diz que nunca tinha recebido ameaças, mas que há poucos dias teria sido abordado para ordenar que os homens da Renamo estacionados em Mabote e Funhalouro saíssem daqueles lugares, e como não colaborou acredita ser este o motivo do atentado contra a sua vida.
“Quando fui abordado sobre esse assunto, respondi que não tinha controlo de nenhum homem. Disse-lhes que não sabia como estão lá e como fazem as operações. Por isso não estava em condições para colaborar. Acredito que tenha sido isso que contribuiu para este ataque. Na altura, eu falei disso na Assembleia Provincial”, afirmou o segundo Vice-Presidente da Assembleia Provincial de Inhambane.
 Apesar de a vítima estar consciente, os médicos do Hospital consideram que o estado da é grave, dado que as balas perfuraram-lhe vários órgãos no corpo. “A situação é grave porque o paciente foi baleado com três balas. Uma bala penetrou-o pelo ombro, a outra pelas costas, e saiu pela parte inferior do abdómen. No total foram quatro perfurações”, revelou o corpo médico.
 António Chulo é desde o ano passado segundo Vice-Presidente da Assembleia Provincial, para qual foi eleito membro do órgão pela Renamo.
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“Por favor: Entendam-se”

Tensão política foi tónica da aula de sapiência de Hélder Martins
No início da década de 1960, Hélder Martins jurou defender e lutar pela vida, na sua graduação em medicina, mas viu se condenado a morte, num julgamento à revelia, por um tribunal militar português por ter desertado das fileiras da Marinha de Guerra.
Na sua fuga ao regime colonial, juntou-se, em 1961, a causa do nacionalismo moçambicano, terra que lhe viu nascer, tendo sido membro da União Democrática Nacional de Moçambique (UDENAMO) e foi um dos membros fundadores da Frelimo, e foi o primeiro ministro da Saúde em Moçambique.
Cinco décadas depois de trabalho intenso ao serviço da libertação nacional, educação e saúde, onde é considerado um dos mentores do sistema nacional, Hélder Martins viu parte do seu trabalho reconhecido, nesta segunda-feira, com a atribuição do grau de Doutoramento Honoris Causa em Ciências da Saúde, pelo Instituto Superior de Ciências e Tecnologias (ISCTEM).
Na sua primeira oração de sapiência, Martins falou de tudo um pouco, mas foi a tensão político-militar que mereceu o maior apelo para os políticos do dia. “Nós médicos e outros profissionais da saúde, não podemos ficar resignados diante destas questões. Temos que levantar bem alto o nosso grito pela paz. Temos que dizer aos políticos: Por favor, entendam-se,” desabafou, depois de recordar o impacto directo da tensão político-militar no sector da saúde, dos quais destacou o que chamou de “hemorragia dramática do orçamento da saúde”.
Sobre a saúde, área que conhece como poucos, Martins lançou críticas incisivas para dentro e fora do sistema. Saudou os sinais de abertura de Filipe Nyusi, mas recordou com mágoa o tratamento que o executivo de Armando Guebuza, deu à classe médica.

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