quarta-feira, 27 de abril de 2016

Investidores poderão processar Credit Suisse e VTB por omissão de informação sobre os empréstimos moçambicanos

VOA Português


Partilhe

Veja Comentários


Os investidores envolvidos na transação de títulos da Empresa Moçambicana de Atum (Ematum) poderão processar os facilitadores do negócio, Credit Suisse e VTB, alegadamente por os dois bancos terem retido informação crucial, noticiou a agência Reuters.

O Governo de Moçambique viu, recentemente, aceite, por investidores dos referidos títulos, a extensão da sua maturidade até 2023. Foram investidores com mais de 80 por cento dos 850 milhões de dólares das obrigações.

A troca, cujo objectivo era aliviar a pressão de Moçambique no pagamento da dívida, teve a intermediação do Credit Suisse e VTB.

A agência apurou que, na altura da negociação, os investidores não tinham a informação de que os dois bancos haviam dado empréstimos bilaterais à empresas do governo moçambicano, cujo prazo de pagamento será antes da nova maturidade acordada.

Os investidores alegam que, ao não revelar claramente os empréstimos, os bancos agiram de forma desonesta, adianta a reportagem da Reuters.

Consta que a Credit Suisse emprestou 620 milhões de dólares à Proindicus, uma empresa do governo moçambicano, que deverão ser reembolsados até 2022.

Por seu turbo, o banco russo VTB disponibilizou para outra empresa do governo 520 milhões de dólares a serem devolvidos ate 2021.

Derrocada!
É dessa forma como se pode chamar o nosso país nos últimos dias, diria mesmo que não se trata de uma simples derrocada, mas sim, vertiginosa e acentuada.
Não é novidade para ninguém o actual cenário de crise a que chegamos, como se não bastasse a Guerra, hoje temos todas as condições criadas para entrar numa crise económica sem precedentes.
Do mesmo jeito que o Presidente Samora Machel em 1984 se deslocou aos Estados Unidos da América com vista a pedir ajuda externa às instituições da Bretton Woods (Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial) e depois ter implementando o Programa de Reabilitação Económica em 1987.
Hoje, 32 anos depois, o actual Governo conseguiu a triste proeza de fazer o menos provável, destruir a confiança e parceria que essas instituições tinham com o nosso país.
Todos sabemos e valorizamos a “ajuda” que o FMI e BM sempre concederam ao nosso país, em particular no apoio directo ao nosso orçamento ou a estabilização das nossas contas e finanças.
Ontem foi o FMI a suspender (temporariamente) a parceira e hoje é o Banco Mundial que suspende o apoio directo ao Orçamento, ficando-se apenas pelo apoio para projectos específicos.
Se nós mesmos não nos conseguimos aguentar para ter um Orçamento próprio, o que vai ser do que resta do presente ano?
Há quem diz que um mal nunca surge só, estou a ver tristemente qual vai ser o posicionamento agora da União Europeia e do grupo dos países que apoiam o Orçamento de Estado, espero que esteja enganado.

Like
Comment
Comments
Hilardino Muiambo Pois é, bem tu disseste estão reunidas as condições para entrarmos numa crise económica. Sinceramente nunca imaginei que o país chegasse a este extremo. Sinceramente sem o FMI e BM é caso para dizer estamos entregues.
LikeReply153 mins
Mateus Gil Muchanga Matanda Tams entregues a nsa propria sorte por causa d ambicao e ganancias d alguns tas ditos dirgents
LikeReply150 mins
Emanuel Anti-Heroi Nkojola Como disse no outro post, sentimos que estamos equilibrados suficientes a caminhar na corda bamba. Aguentemos.

Vejo isso como sendo uma pressão ao actual governo para responsabilizar os arquitectos do mega-escândalo. Suposição.
LikeReply140 mins
Lucia Dos Anjos Ulisses O que mais doi é esse silêncio dos nossos dirigentes: Procuradora da República, Presidente da República, entre outros que sabem que existem meios de punir os culpados e nada farão por saber que os mesmos são seus camaradas. Estamos entregues a nossa própria sorte.
LikeReply7 mins
Nelsonpita Sauca Todo pecado tem suas consequências, as consequências da dívida pública estão a vista quando faltar dinheiro para sector público aí sim o descontentamento vai se generalizar quando assim for a fúria vai ser maior, a cobrança pior ainda..
LikeReply3 minsEdited
Abneusa Stefania Vamos substituir este governo, não tem orientação nenhuma, não está preparado para nada, não tem noção de nada, esta perdido. Não sabe nada de política, só está interessado no dinheiro... eu estou indignada. unsure emoticon

Sem comentários:

Windows Live Messenger + Facebook