sábado, 30 de abril de 2016

Governo vai assegurar que peso da dívida não recaia no bolso do cidadão


O Primeiro-Ministro (PM), Carlos Agostinho do Rosário, assegurou, quinta-feira última, ao povo moçambicano que o Estado irá assumir somente as dívidas que tiverem sido contraídas tendo como finalidade o interesse público sendo que a parte referente a componente comercial “obviamente deverá ser paga pelas respectivas empresas”.
Falando no decurso da Comunicação Oficial do Governo em torno da actual situação económica do país e sobretudo da dívida pública, particularmente a externa, o PM garantiu ainda que “o executivo tudo fará para que o peso da dívida destas empresas não recaia no bolso do cidadão, o Governo está a trabalhar com as empresas com vista a assegurar que iniciem as suas actividades e honrem os seus compromissos”.
No que se refere ao tema da actualidade que é a dívida externa ligada as empresas EMATUM, PROINDICUS e Mozambique Asset Management (MAM), O PM reconheceu que a existência destas dívidas deveria ter sido partilhada, em tempo útil, com o povo moçambicano e com os parceiros de cooperação internacional, incluindo o FMI e o Banco Mundial.
“Mas o momento sensível caracterizado pela instabilidade aliado ao processo da transição de um Governo anterior para o novo ciclo de Governação que iniciou em 2015, fez com que tivéssemos conhecimento e contacto gradual com os dossiers destas dívidas à medida que fossemos aprofundando a análise dos já conhecidos”, explicou o PM.
Na sequência desta omissão em reportar a existência e os valores da dívida em causa o Governo enviou recentemente uma delegação à Washington, Chefiada pelo PM, para junto do FMI e Banco Mundial “partilhar e esclarecer informação relativa a toda dívida do País, em particular as garantias emitidas a favor da PROINDICUS e MAM”.
E, segundo fez questão de dizer o PM, foi no âmbito do espírito de transparência, que o Governo tomou iniciativa, durante as conversações com o FMI, em Washington, “para informar sobre a existência de uma dívida bilateral contraída entre 2009 e 2014, no montante global de USD 221,4 milhões no quadro do reforço da capacidade para assegurar a ordem e segurança pública”.
“O valor global da dívida pública, incluindo garantias emitidas pelo Governo e dívidas contraídas pelo Banco de Moçambique para financiamento à Balança de pagamentos, reportada à 31 de Dezembro de 2015 é de USD 11,64 mil milhões. Deste montante, USD 9.89 mil milhões correspondem a dívida externa, incluindo USD 247 milhões do Banco de Moçambique”, revelou o Primeiro-Ministro.
Importa referir que, o saldo da dívida interna, a 31 de Dezembro de 2015, é de USD 1.75 mil milhões, estando ainda em reconciliação USD 233 milhões. De destacar que do endividamento do Estado, cerca de 60%, foi alocado para infra-estruturas de estradas, pontes, energia, água e transportes, 17% para agricultura e educação e o remanescente para outros sectores. (GPM)
Mauro Benedito Chilaule Com ou sem dívidas o cidadão já vem se ressentindo da deterioração das condições de vida em Moçambique.
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Anselmo Caetano Mulungo vampiros malditos não nos enche o saco
Hermenegildo Menete Matsinhe Choramos tanto há muito tempo mas nada se vê, nada se concretiza e nada se torna realidade. Estão sempre com discursos enganadores que nem vos importa por falar bujardas do tipo, enquanto Moçambique se aruína ao prejuízo do POVO. A crise política, a crise económica, tudo está a cafumbar-nos. Por serem cabobos, o que vocês falam acabo ñ percebendo nada, falam a toa e por fim nada se vê na íntegra.
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Andrade Nguenha O PM ainda está a fazer nos de parvos. Já acordamos chefe parar de blablas aqui o custo de vida subiu mais de 100 % e nós o povo é que sentimos isso na pele. Já estamos a pagar por essa factura que vocês mesmo toraram o dinheiro e deixaram nos na miséria
Lucas Chave Povo já está a pagar essa dívida, ora vejamos: Vou ser breve para não falar de muitos serviços em que faz sentir o povo que realmente está pagar a dívida, faz sentido nos serviços notariados houver uma subida acima de 100%, isto é , autênticar um documento antes custava 5mts por documento e hoje custa 25mts!! qual é análise que faz sobre essa situação?
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Abdul Magide Sidi Hassam Estado vai assumir o interesse público. Quanto sera isto? Receio que o público va ter que ficar com a parte maior da responsabidade. E a parte privada, quanto vso pagar de impostos e licenças? Desculpem mads apenas perguntas de um ingénuo.
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Arone Cuco Encontrem os responsáveis por essas omissões, honrem o principio de responsabilização, demonstrem que sóis um governo sério e comprometido
José Valentim Promessas falsas nao enchem barriga meus caros... Ha mto bla bla bla e pouka accão por ixo estams ond estams...
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Nando Chimene Sr: PM fala verdade.. Nao é bom fazer de Moçambicanos de malucos. Por favor
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Jf Dias Cambada de ladrões moçambicanos já acordaram
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Juma Mussagy Abdul Mutualibo De que forma o senhor ministro? Se desde de 2014 nós o POVO já estamos a nos ressentir dessa dívida apesar de que não sabíamos das razões por de traz da fome generalizada. E este ano as coisas atingiram o pico ,nós os vossos patrões estamos com fome e sem segurança. Por favor façam algo para devolver a tranquilidade ao povo.
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Genito Francisco Auonauaia Como vai ser isso so talves imprimindo na impressora
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Arsenio Manjate Essas promessas ate parece que estamos em campanha eleitoral.

Tensão política agudiza-se em Moçambique

mediaRFI/Orfeu Lisboa
Maputo permaneceu hoje com um rosto de muito menos movimento do que o habitual, sob o espectro de protestos que a polícia conseguiu inviabilizar. Em causa um movimento nas redes sociais apelando a protestos contra a elevada dívida pública.
A cidade de Maputo viveu momentos de relativa acalmia nesta sexta feira devido à ameaça de marchas em protesto contra a elevada dívida pública contraída pelo Estado junto dos seus credores. A polícia garante o porta voz da cidade de Maputo, Orlando Modumane, mobilizou-se em força para desencorajar e reprimir qualquer tentativa.
As instituições públicas incluindo escolas só abriram as portas ao início da tarde. Os privados mantiveram-se na sua maioria encerrados. O número de viaturas a circular era pouco elevado. Entretanto a ameaça de greve convocada através das redes sociais mantém-se. Em causa a dívida pública contraída pelo Estado segundo instituições financeiras internacionais e doadores de forma nada transparente.
Mais pormenores com o nosso correspondente Orfeu Lisboa.
Correspondência de Orfeu Lisboa29/04/2016Ouvir

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