terça-feira, 19 de abril de 2016

‘É de chorar de vergonha! Simplesmente patético’, diz Joaquim Barbosa sobre votação do impeachment


POR MATEUS COUTINHO, JULIA AFFONSO E FAUSTO MACEDO
19/04/2016, 13h14
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Ex-presidente do Supremo manifesta sua indignação com os votos dos deputados que usaram a própria família, e outras desculpas, para justificar o apoio ao impeachment de Dilma Rousseff
Joaquim Barbosa. Foto: André Dusek/Estadão
Joaquim Barbosa. Foto: André Dusek/Estadão
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e hoje advogado Joaquim Barbosa utilizou nesta segunda-feira, 18, seu perfil no Twitter para desabafar sobre seu descontentamento com o teor dos votos dos deputados no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no último domingo. O ex-ministro não se manifestou a favor nem contra o impeachment da petista.
“É de chorar de vergonha! Simplesmente patético!”, afirmou o ex-ministro que ficou famoso pela sua atuação dura no processo do mensalão, que levou à prisão os principais nomes da cúpula do PT. O comentário de Barbosa foi feito logo após criticar a imprensa brasileira e recomendar aos seus seguidores assistirem a entrevista de Glenn Greenwald à emissora de TV americana CNN e também lerem a matéria da revista britânica The Economist listando as justificativas dos deputados em seus votos pelo impeachment.
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Nos votos, a maioria dos parlamentares favoráveis ao afastamento da petista não fizeram nenhum comentário ou posicionamento sobre as pedaladas fiscais – manobras contábeis que embasam o pedido de impeachment – e utilizaram como justificativa seus próprios familiares, “deus”, “cristianismo”, o fim da corrupção, dentre outros motivos que surpreenderam até jornais internacionais.
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“Anotem: teremos outras razões para sentir vergonha de nós mesmos em toda essa história”, seguiu Barbosa, que em nenhum momento se manifestou se era favorável ou contra o afastamento da presidente. No último domingo, 17, a Câmara dos Deputados aprovou, com 367 votos favoráveis, mais do que os 342 necessários, a continuidade do processo de impedimento de Dilma Rousseff, que agora está sob análise no Senado. Se for aceito também no Senado, a presidente será afastada por 180 dias para ser julgada pelo Congresso e, neste período, o vice-presidente Michel Temer assume a Presidência.
Se ao final do processo o Congresso decidir pelo afastamento da petista, o vice segue como presidente até o final do mandato, em 2018.


Comentários

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Carlos Vilas
Carlos Vilas
Fazem um carnaval sobre o que é totalmente insignificante. Na verdade, suas excelências não tinham que pronunciar nada além do "sim", "não" ou "me abstenho". Mostraram com isto, indisciplina, desrespeito à ordem e ao povo, levando horas desnecessárias para a conclusão do processo. Como podemos querer um país ordeiro, disciplinado e progressista com um bando de desordeiros desse naipe?
eliana espindola
eliana espindola
Estou com o ex-Ministro Joaquim Barbosa pois a seção era para votar apenas pelo SIM ou NÃO me envergonho destes parlamentares que nos representam por não saberem se comportar e nem entender a ordem da seção que estavam participando e também do Presidente da Câmara que não teve pulso para conduzir a seção dentro da ordem e respeito entre os parlamentares.
Shigueo Kuwahara
Shigueo Kuwahara
Idolatria pela imprensa estrangeira, como se tivessem informações melhores e mais isentas do que a imprensa livre do Brasil. Patética a manifestação do ex-ministro. Talvez por isso tenha ido morar nos States comprando apartamento por meio de empresa fantasma denunciada nos Panama Papers.
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