sexta-feira, 22 de abril de 2016

Dilma: povo brasileiro saberá impedir qualquer retrocesso


A presidenta Dilma disse que a sociedade brasileira soube vencer o autoritarismo e assumiu o compromisso de assegurar a pronta entrada em vigor do acordo no Brasil

Por Redação, com ABr – de Brasília:
A presidenta Dilma Rousseff discursou na manhã desta sexta-feira na sessão de abertura da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Dilma Rousseff mencionou a crise política que vive o Brasil. Dilma disse que a sociedade brasileira soube vencer o autoritarismo, construir
a democracia e saberá impedir retrocessos.
– Não posso terminar minhas palavras sem mencionar o grave momento que vive o Brasil. A despeito disso, quero dizer que o Brasil é um grande país com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma punjante democracia. Nosso povo é um povo trabalhador e com grande apreço pela liberdade. Saberá, não tenho dúvidas,
impedir qualquer retrocesso. Sou grata a todos os líderes que expressaram a mim sua solidariedade – disse no encerramento do discurso.
Dilma
Na ONU, Dilma assumiu o compromisso de assegurar a pronta entrada em vigor do acordo no Brasil
Dilma assumiu, diante dos chefes de estado e de governo presentes na cerimônia na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), o compromisso de assegurar a pronta entrada em vigor do acordo no Brasil.
– O caminho que teremos que percorrer agora será ainda mais desafiador, transformar nossas ambiciosas aspirações em resultados concretos; realizarmos compromissos que assumimos irá exigir a ação convergente de todos nós, de todos os nossos países e sociedades rumo a uma vida e uma economia menos dependente de combustíveis fósseis, dedicadas e comprometidas com práticas sustentáveis na sua relação com o meio ambiente – disse Dilma.
O acordo global sobre clima foi aprovado durante a 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Paris, em dezembro de 2015.
A presidenta Dilma também disse que é fundamental ampliar o financiamento para o combate aos efeitos negativos das mudanças climáticas. “É indispensável criar meios de reorientar os fluxos financeiros internacionais de modo permanente para apoiar ações que representem soluções para o problema global”, disse Dilma. Ela destacou também que é necessário que o setor privado desenvolva um esforço robusto na redução das emissões de gases.
A presidenta Dilma lembrou que o Brasil traçou metas ousadas sobre o meio ambiente e disse ter orgulho do trabalho desenvolvido por seu governo e pelo país para a construção de Acordo de Paris. Afirmou, ainda, que os efeitos negativos das mudanças ambientais recaem principalmente sobre as populações mais pobres.
– Meu governo traçou metas ambiciosas e ousadas porque sabe que os riscos associados aos efeitos negativos recaem fortemente sobre as populações vulneráveis do nosso país e do mundo quando nós não tomamos medidas corretas para contenção da mudança do clima. Essa preocupação deve ser compartilhada agora e por todos nós. Sem a redução da pobreza e da desigualdade não será possível vencer o combate à mudança do clima – afirmou.
Ao longo do discurso, Dilma citou metas brasileiras já anunciadas por ela em evento da ONU, em setembro do ano passado, de contribuir com a redução de 37% na emissão de gases de efeito estufa até 2025 e de 43% até 2030, tendo 2005 como ano-base.
Representantes de cerca de 160 países assinam o acordo de Paris, que foi fechado em dezembro de 2015, depois de difíceis negociações entre 195 países e a União Europeia. Para que entre em vigor em 2020, o acordo, no entanto, só se concretizará quando for ratificado por 55 países responsáveis por, pelo menos, 55% das emissões de gases de efeito de estufa.
Indicações
A presidenta enviou ao Congresso Nacional mensagem pedindo que sejam desconsideradas as indicações dos deputados Ricardo Barros (PP-PR) e Hugo Leal (PSB-RJ) para as funções de vice-líderes do governo. A mensagem presidencial está publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira.
No último domingo, quando a Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, os dois parlamentares votaram a favor da abertura do processo de afastamento da petista.
Barros e Leal faziam parte dos dez parlamentares escolhidos vice-líderes do governo em fevereiro de 2015. Na época, Barros já fazia parte do PP, que integrava a base de apoio do governo Dilma, enquanto Leal estava filiado ao Partido Republicano da Ordem Social (Pros). Barros chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Saúde.
Os outros oito deputados indicados, à época, para auxiliar o governo na defesa dos projetos que tramitam na Câmara foram Sílvio Costa (hoje no PTB-PE), Paulo Magalhães (PSD-BA), Carlos Zarattini (PT-SP), Orlando Silva (PCdoB-SP), Marcelo Castro (PMDB-PI) e José Rocha (PR-BA), que votaram contra o pedido de impeachment, e Antonio Bulhões (PRB-SP) e Luiz Carlos Busato (PTB-RS), favoráveis ao impedimento da presidenta.
O Diário Oficial da União desta sexta-feira traz também a nomeação de quatro novos ministros: Inês da Silva Magalhães para o Ministério das Cidades, no lugar de Gilberto Kassab (PSD); Alessandro Golombiewski Teixeira assume o Ministério do Turismo no lugar de Henrique Eduardo Alves (PMDB); Marco Antônio Martins Almeida para Minas e Energia, no lugar de Eduardo Braga (PMDB-AM), e Maurício Muniz Barreto de Carvalho para os Portos em substituição a Helder Barbalho (PMDB-PA).

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