quinta-feira, 28 de abril de 2016

A trágica história dos ‘idiotas’

A trágica história dos ‘idiotas’ de ‘Jackass’

Tornaram-se os maiores ícones da MTV competindo para ver quem era o mais desmiolado. Resultado? Um deles morreu, os outros enfrentaram sequelas físicas irreversíveis, problemas com alcoolismo e internação em clínica psiquiátrica

Segundo o Google, entre todas as buscas relacionadas a Bam Margera, um dos mais conhecidos membros do Jackass, uma se destaca: “como morreu”. O que isso tem de curioso? Margera não está morto. Mas não espanta que muita gente ache que está.
Os caras do ‘Jackass’ em seus anos de glória.
Para entender, é preciso voltar 16 anos atrás, quando a MTVestourava com Jackass, um programa delirante que estreou em 2000. Não existia YouTube e rapazes desmiolados reuniam diante da TV adolescentes ávidos para ver as pancadas e brincadeiras mais absurdas.
Seus protagonistas (o próprio Margera, Ryan Dunn, Johnny Knoxville, Jason Acuña, Steve-O e Chris Pontius) metiam-se em todo tipo de encrenca por pura diversão. Antes que adolescentes morressem tentando fazer selfies nos edifícios mais altos do mundo, eles já estavam brincando com a morte e acreditando que nunca ia acontecer nada. Mas aconteceu. E alguns deles acabaram mortos de verdade...

Ryan Dunn, o acidente que mudou tudo

Em 20 de junho de 2011, um dos integrantes do Jackass, Ryan Dunn, morreu depois de bater o carro contra uma árvore. Junto com ele, que dirigia embriagado, morreu o assistente de produção do programa, Zachary Hartwell. Durante uma entrevista no local do acidente, o melhor amigo e colega Bam Margera expôs seu lado mais vulnerável
As mesmas câmeras que o acompanhavam em suas peripécias acrobáticas, entre risadas insanas, agora faziam outro tipo de zoom mais selvagem. Os gritos de raiva, as lágrimas de resignação e a dor apareciam pela primeira vez diante de milhares de seguidores. E Bam Margera, não suportando a realidade, desabou.

Bam Margera, ou como renascer graças a um reality

Margera deixou de ser o rei da irreverência para se tornar um sujeito amargurado, alcoolizado e depressivo, para quem a aventura televisiva não fazia mais nenhum sentido. Engordou e trocou a rampa de skate pelo balcão do barBeber para esquecer. Começou a ter medo da morte e mergulhou em uma fase sombria em que suas aparições beiravam o pateticismo absoluto.
Mas a televisão tem o poder de transformar em fenômenos as celebridades que um dia foram rebeldes. Bam Margera decidiu degradar-se e abrir a caixa de Pandora participando de um reality que lhe desse dinheiro. Na atração do canal VH1, intituladaFamily Therapy with Dr. Jenn (Terapia familiar com a doutora Jenn), pululam subcelebridades que não se importam de expor suas mazelas ao lado de entes queridos. Margera, por exemplo, apareceu em companhia da mãe, April. O programa parece ter servido para o ex-Jackass ficar sóbrio por três meses, encher os bolsos e conseguir um novo filão de seguidores.
Para isso também serve seu perfil no Instagram, onde exibe seus hematomas e marcas no rosto resultantes das frequentes brigas de bar. Até pede aos seguidores para lhe darem um like se acharem que está com uma aparência péssima. A ideia é tirar rentabilidade até do fracasso.

Johnny Knoxville, o líder que urina por uma sonda

Desde que o programa acabou, Johnny Knoxville, que era de certa forma o líder o grupo, protagonizou coisas tão díspares como as Tartarugas Ninja, onde dubla a voz de Leonardo, ou O Clube dos Pervertidos, de John Waters, em que interpretou um guru do sexo.
Como principal sequela de suas palhaçadas, hoje é obrigado a urinar através de uma sonda que conecta o seu pênis à bexiga, depois de literalmente partir o membro em um truque. No afã de averiguar a própria árvore genealógica, descobriu as relações endogâmicas e incestuosas de boa parte da família. Talvez isso explique muito de seu comportamento, mas é melhor não brincar com essas coisas...

Steve-O, o Jackass que acabou em um hospital psiquiátrico

Foi o que protagonizou as propostas mais insólitas (foi artista circense) e midiáticas. Por exemplo, tatuou uma caricatura de si mesmo nas costas e grampeou o escroto na perna. Editou vários discos de rap, fez comédia stand-up e chegou a escrever suas memórias sobre “um idiota”.
Depois de uma tentativa de suicídio, os colegas do Jackass o internaram em um hospital psiquiátrico, reabilitou-se, mas logo começou uma turnê cujo maior atrativo era vê-lo atear fogo nos cabelos. Algo mais? Foi detido várias vezes por urinar em público.

Chris Pontius, o Jackass que continua vivendo da fama

Outro Jackass percebeu que sempre que corria, pulava ou se metia em confusão pelado tinha a risada do público garantida. Assim, um programa sim e outro também, os produtores tinham que gastar dinheiro para cobrir seu pênis com uma imagem borrada. Com um tanga, disfarçado de bicho de pelúcia gigante, com orelhas de coelho ou biquíni, o mais palhaço do grupo se superou em Jackass 3D, filme em que bebe o sêmen de um cavalo. Continua explorando a veia cômica em seu Instagram (onde tem quase meio milhão de seguidores) e até faz turnês pelo Canadá com alguns companheiros do programa.

Jason Acuña, empresário e ‘acrobata de circo’

Mais conhecido como Wee Man, ganhou popularidade mundial quando começou a ser lançado como foguete humano por seus “amigos” do Jackass. Sua acondroplasia o fez se destacar no grupo, safando-se como nenhum outro e rindo de si mesmo. Levou pancadas na cabeça, imitou um Oompa-Loompa e até carregou a gigante Shaquille O’Neal nas costas. Skatista profissional, tornou-se empresário, é dono de um restaurante na Califórnia e competiu no concurso Celebrity Circus onde se destacou realizando acrobacias circenses.

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