quarta-feira, 9 de março de 2016

EUA: ameaçar candidatos nas redes sociais dá visita dos Serviços Secretos

 

Além disso pode valer multas, pena de prisão até cinco anos ou mesmo expulsão do país.

EUA: ameaçar candidatos nas redes sociais dá visita dos Serviços Secretos

Quem fizer ameaças de morte a Donald Trump ou a qualquer outro dos pré-candidatos às eleições presidenciais dos Estados Unidos através das redes sociais vai receber a visita dos Serviços Secretos norte-americanos. A notícia está na imprensa dos EUA e conta a história de vários cidadãos que foram contactados após iniciativas do género.
Eli Martinez, de 20 anos, vive numa zona a noroeste de Chicago e estava a dormir quando os Serviços Secretos bateram à porta. O pai abriu e foi informado de que os agentes pretendiam falar com o filho. "Quando ele me contou pensei que era uma brincadeira ou eu estava a sonhar", contou.
Foi interrogado de forma "áspera" pelos referidos agentes na sequência de uma mensagem que escreveu no Twitter sobre a possibilidade de "assumir a tarefa de matar Trump". No interrogatório nada ficou para trás – o passado pessoal, médico e profissional de Martinez, mas também as dúvidas acerca de ter cidadania norte-americana e se alguma vez comprara armas.
De acordo com a imprensa dos Estados Unidos, um porta-voz dos Serviços Secretos rejeitou comentar a situação, embora indicasse a existência de duas leis que abrem caminho a procedimentos deste género para qualquer ameaça aos candidatos. "Se virmos alguma coisa que esteja sob alçada dessas leis, é óbvio que vamos investigar", referiu o porta-voz.   
Uma dessas leis estabelece que "quem ameaçar de morte, rapto ou colocar em risco a integridade física" de um candidato vai receber a visita dos Serviços Secretos, enfrenta multas e uma pena de prisão que pode chegar aos cinco anos.
A imprensa norte-americana recorda que casos deste género já aconteceram noutras situações. Em 2009, por exemplo, os Serviços Secretos alargaram o âmbito da designada "Internet Threat Desk" com o intuito de ser analisado o aumento das ameaças contra o presidente Barack Obama. Três anos depois, os responsáveis pediram mesmo aos utilizadores do Twitter que os informassem acerca de 'tweets' suspeitos.
Um homem de Detroit contou a história de ter sido interrogado por agentes dos Serviços Secretos depois de ter brincado com a colocação de uma mensagem no Twitter sobre o assassínio de Trump, Jeb Bush, George W. Bush e do governador Rick Snyder.
Uma trabalhadora de um hospital em Des Moines escreveu no Twitter uma mensagem aludindo à hipótese de matar Donald Trump. Não só recebeu a visita dos Serviços Secretos no próprio local de trabalho como foi questionada perante os restantes funcionários acerca da sua atitude. Quando começou a chorar, um dos agentes deixou-lhe uma sugestão: "Devias ter mais respeito."
Há ainda outro tipo de casos: um estudante egípcio que escreveu uma mensagem no Facebook sobre matar Trump foi preso na escola e o desenvolvimento seguinte surgiu sob uma forma simples - tem 120 dias para abandonar os Estados Unidos.

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