segunda-feira, 7 de março de 2016

Resposta de Dhlakama pode ser conhecida hoje

Pressionado com a deterioração do conflito, Nyusi quer retomar o diálogo

- Num recente pronunciamento público, o líder da Renamo tinha deixado claro que a retomada do diálogo só poderia acontecer depois do início da chamada governação autónoma provincial
A resposta da Renamo, à carta enviada pelo Presidente da República, na última sexta-feira, poderá ser conhecida esta segu nda-feira , segundo avançou, ao mediaFAX, fonte partidária autorizada.
António Muchanga, porta-voz da Renamo, assegurou em contacto com o mediaFAX que, efectivamente, o seu partido e especialmente o presidente Afonso Dhlakama tinham já recebido a correspondência encaminhada pelo Presidente da República, no âmbito das démarches para a retomada do diálogo político.
“Já recebemos sim” – confirmou Muchanga, acrescentando que “a resposta pode sair provavelmente amanhã (hoje)”.
O diálogo político foi interrompido, recorde-se, há mais de um ano por decisão unilateral da Renamo. Para esta atitude, a Renamo justificou a inoportunidade de se continuar a dialogar sem resultados efectivos, pois, já muito tempo passava sem que as partes conseguissem aproximar os seus pontos de vista.
Com o diálogo interrompido e com a situação política e militar a deteriorar-se acentuadamente a cada dia que passa, o Chefe de Estado decidiu convocar o Conselho Nacional de Defesa e Segurança que, reunido, decidiu pela necessidade urgente de criação de condições de segurança para o reinício do diálogo ao mais alto nível.
Ou seja, criação de condições de segurança para que Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama se reunissem nos próximos tempos, tudo na perspectiva de se encontrar caminhos para devolver a paz e tranquilidade efectivas ao país.
Nisto e em seguimento às recomendações do Conselho Nacional de Defesa e Segurança, o Chefe de Estado constituiu uma equipa que se vai encarregar pela criação das respectivas condições para que o encontro ao mais alto nível se concretize. A equipa, anunciada na tarde da última sexta-feira, é composta por Jacinto Veloso, membro do Conselho Nacional de Defesa e Segurança, Benvinda Levi, assessora do PR e ainda por Alves Muteque, quadro da Presidência da República. Ainda na mesma sextafeira, o documento, pedindo a constituição urgente da equipa da Renamo, foi encaminhado ao partido Renamo.
É desta carta que se aguarda alguma reacção, acto que, segundo Muchanga, pode acontecer ainda ao longo desta segunda-feira.
Apesar de se acreditar numa resposta positiva, Afonso Dhlakama tem reiterado, nos últimos tempos, que a retomada do diálogo só deverá acontecer depois do início da chamada governação autónoma provincial, isto nas províncias onde teve maioria na votação de 15 de Outubro de 2014.
MEDIAFAX – 07.03.2016

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