segunda-feira, 21 de março de 2016

"Quando a saia vira desculpa para o nosso fracasso!"


Depois dos celulares, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano continua a dar nas vistas e nos últimos dias não se falou em outra coisa a não ser a polémica das ditas "max-saias".
Quando vi a notícia veio-me um espanto porque não conseguia perceber os reais fins para que se adoptou tal decisão. Fiquei ligeiramente de fora para acompanhar o debate que ia se desenrolando, mas percebi que nem as pessoas que defendem ou estão contra conseguem trazer argumentos bastantes sobre tal porque o assunto merece um profundo debate.
Eu penso que esta não passa de mais uma medida que o nosso ilustre ministro tenta adoptar para fugir ou se desculpar dos níveis baixos da qualidade da nossa educação, com destaque para a hecatombe dos exames finais de 2015.
Elevar os níveis do aproveitamento não se vai fazer com este tipo de medidas paliativas e infundadas que em nada ajudam o nosso processo de ensino, pois não há uma relação directa comprovada/evidenciada entre saias curtas e baixo aproveitamento.
Não podemos tentar justificar maus comportamentos de algumas raparigas com a questão da saia, mesmo com calças ou tais "max-saias" se elas forem mal comportadas irão continuar.
E mais, esquecemos que não são só as alunas que fazem parte do processo, mas os professores também. O que se vai pedir as professoras que usam saias/batas curtas?
Não vi nenhum estudo de base ou inquérito feito para adoptar tal medida na Cidade de Maputo, por isso digo que essa é uma decepcionante desculpa para fugir do problema, sem contar que interfere na vida privada dos estudantes.
Há quem fale de moralização do sector da educação, até pode ser. Mas, convenhamos que as saias são uma gota no oceano, o problema é muito mais profundo. Não conheço nenhum país do mundo onde as sais ajudaram as raparigas a passar de classe.
Vasco Ernesto Muando No último parágrafo Dercio, penso eu que aí onde surge esse alarido, moralização. Moz é um país onde a liberalização é uma autêntica marca.
Dércio Tsandzana Vasco Ernesto Muando, proibir essas saias estamos a moralizar alguma coisa?
Sic Spirou penso que a questao deve partir do principio mesmo: ha ou nao regulamentacao da uniformidade do.....uniforme escolar? eh so voce saber a cor da roupa e mandar fazer a tua medida ou existe medida padrao adoptada pelo Ministerio? vamos la comecar dai e ver se acertamos o passo.
Dércio Tsandzana Sic Spirou, não existe isso, se existisse o próprio MEDH devia ter apresentado ou propor melhor discussao sobre o assunto de forma atempada. E mais, deve o Ministério provar que há relação directa entre saias curtas e aproveitamento escolar.
Vasco Ernesto Muando É preciso regulamentar. Sabe meu caro Dércio, a situação de mini saias é crítica, o país deve viver de valores.
Sic Spirou entao se existe porque muitos alunos andavam a niggas e muitas meninas andavam com saias feitas a gosto delas?
Dércio Tsandzana Sic Spirou, quis dizer: NÃO EXISTE, perdão.
Sic Spirou ok.... vamos pressionar pra que haja essa medida padrao...nao sei se eh preciso haver um estudo pra saber as medidas....penso que eh preciso envolver os encarregados de educacao pra eles terem uma palavra sobre as vestes dos seus educandos..
Vasco Ernesto Muando Qual será a concentração de professor ao ver partes íntimas da aluna na sala?
Dércio Tsandzana Meu amigo Vasco Ernesto Muando, no dia que me provarem por A+B que as meninas chumabm por causa das saias venha me dizer e mostrar tal estudo. Nessa publicação coloco varias questões que problematizam essa decisão que me parece precipitada.
Egidio Vaz Dércio Tsandzana não se trata de saias que ajudem a passar de classe. Trata-se de uma regra indumentária. Qualquer instituição tem as suas. Os bancos exigem que sejam fatos e vestidos decentes. O termo decente depende do que o Banco entender. E, os empregados bancários, obedecem estas regras. Noutros estabelecimentos de ensino do outro mundo, também existem regras indumentárias concretas. O que é básico é que como estudantes/alunos, OBEDECER é um principio de disciplina. As mini-saias são tão boas, elas podem ser usadas em outras ocasiões, principalmente para a Igreja e entrevistas de emprego ou mesmo festas e outras ocasiões. É uma questão de OBEDIÊNCIA, principio de boa educação. Quando a sociedade civil começa a entrar na escola NÃO para ajudar a melhorar mas para combustibilizar a confusão e desobe diência, então, estamos muito mal.
Abdala Abílio Suleiman Bem dito meu ilustre Egídio Vaz
Dércio Tsandzana Vasco Ernesto Muando, elas vão nuas? Quais partes intimas? Essas saias são de hoje?
Dércio Tsandzana Egidio Vaz, o ponto que eu coloco aqui passa pela forma com o Minsietrio introduz tal medida e sustenta. O que vi, li e ouvi foi de que essa medida era para evitar o que sucedeu nos exames de 2015. Percebo quando fala de OBEDIÊNCIA, principio de boa educação, mas, que se fundamente melhor tal medida.
Egidio Vaz Eu não vi tal fundamentação. E julgo que era dispensavel. O comunicado podia começar desta maneira, tão simples.

Com vista a padronizar as regrs indumentárias nas escolas públicas e privadas em todos subsistemas de ensino do país, o Ministerio da Educação determina.
1-
2-
3-
A medida entra em vigo a partir do dia xyz.
A questão é simples: quem não cumprir está fora da escola. Há coisas que o Estado não deve negociar. Pricnipalmente quando este estado é também tutelar da instrução do seu povo.
Dércio Tsandzana Nem mais, mas quem dirá isto ao Ministério? Então, andaremos aqui nas redes sociais em debates sem fim?
Samuel Brilhante Mandlate Sabe, Dercio Dércio Tsandzana tem muita razao quanto a isso, porque nao vai mudar nada!!!!! nao sao as Max Saias que faram com que os alunos mudem de comportamento.
Fernando Costa Quantos professores foram presos e punidos criminalmente por se terem aproveitado sexualmente das suas alunas ou terem facultado antecipadamente enunciados de teste e vendido notas a troco de dinheiro? 

parecem -me muito mais graves essas situações que o facto de as meninas usarem fardamento 15 ou 20 cm acima do joelho ..
Concordo no entanto com a padronização do fardamento em cada escola ou no todo. Só que me parece que se está a atacar o problema de um ponto de vista errado. A questão é muito mais ampla e deixar que seja nas meninas que recaia a culpa toda pelo fracasso do modelo vigente é redutor e uma medida minimalista que nada vai resolver. .

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