quarta-feira, 9 de março de 2016

Protocolo obrigado a gerir falta de primeira-dama

09.03.2016 às 8h23


JOSÉ CARLOS CARVALHO
O habitual guião protocolar da tomada de posse do Presidente da República teve que ser alterado por não haver primeira-dama. Maria Cavaco Silva fica a ganhar




O protocolo de Estado teve que rever o figurino habitual das tomadas de posse dos Presidentes da República pelo facto de, com Marcelo Rebelo de Sousa, não haver primeira-dama. Quem fica a ganhar é Maria Cavaco Silva, a mulher do Presidente cessante. Porquê? Porque a primeira-dama que está de saída teria, de acordo com a tradição protocolar, que ceder o lugar na galeria da Assembleia da República à sua sucessora. Assim, fica na cadeira até ao fim.

O guião prevê que o Presidente da República cessante e o Presidente eleito se sentem, respetivamente, à direita e à esquerda do Presidente da Assembleia, Ferro Rodrigues. Mas mal Marcelo jure cumprir a Constituição e assine o auto de posse com a respetiva declaração de compromisso, procede-se à troca de cadeiras: Marcelo Rebelo de Sousa assumirá o lugar de Cavaco Silva e este passa para a cadeira onde Marcelo estava sentado.

É precisamente neste passo que era suposto as primeiras-damas também trocarem de lugar, na galeria onde é habitual sentarem-se, à direita e à esquerda da mulher do presidente do Parlamento. Mas desta vez será diferente. Maria Cavaco Silva permanecerá sentada à direita de Filomena Agguillar, mulher de Ferro Rodrigues, até ao fim da cerimónia, sem troca de lugares. Porque com Marcelo não haverá primeira-dama.

O sucessor de Cavaco sempre disse que consigo seria assim. A sua namorada Rita Amaral Cabral também prefere não assumir qualquer papel ao lado do Presidente E o protocolo adaptou-se. Definitivamente, a tomada de posse do Chefe de Estado, com Marcelo, já não é o que era.

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