sábado, 5 de março de 2016

Mãe de Rodrigo protegida pela GNR no funeral do filho


 | Hoje às 10:37, atualizado às 11:21
A mãe de Rodrigo, o rapaz que foi descoberto morto em Portimão, depois de ter sido dado como desaparecido na semana passada, chegou este sábado de manhã sob escolta policial à igreja matriz de Estômbar, em Lagoa.
 
1/3|05.03.2016  FOTO: JOÃO MATOS/GLOBAL IMAGENS
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Terminada a cerimónia religiosa, a mãe de Rodrigo não foi ao cemitério e saiu da igreja por uma porta lateral, novamente escoltada pela GNR.
Filha retirada à mãe
A irmã de Rodrigo, que terá sido morto pelo padrasto, foi retirada, sexta-feira, à mãe. Célia Barreto concordou com a decisão da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Portimão em colocar a bebé de seis meses numa instituição de acolhimento temporário. "Ela agora está protegida e está bem. Não vou dizer mais nada", disse Célia, quando regressou, em lágrimas, a casa de uma amiga onde tem estado a viver.
A iniciativa de institucionalizar a criança partiu da CPCJ e foi aceite pela mãe. Um dia antes, a pedido do Ministério Público, os técnicos da Comissão tinham estado na casa para avaliar as condições de habitação, alimentação e higiene, e decidiram ser necessário vigiar de perto a bebé.
Desde que foi ouvida pela Polícia Judiciária (PJ) de Portimão pela última vez, na quarta-feira, dia em que o corpo do filho Rodrigo, de 15 anos, foi encontrado, que Célia se refugiou com a filha em casa de uma amiga e vizinha, nas traseiras da sua própria residência, em Malheiros. Célia está desempregada e conta com a ajuda dos amigos.
Corpo de Rodrigo entregue ao pai
A retirada da bebé aconteceu no dia em que o corpo do jovem de 15 anos foi entregue ao pai para ser velado. Visivelmente abalado, o homem teve de ser amparado à saída do Gabinete Médico Legal. No exterior, estavam elementos da PSP e da GNR, que seguiram o carro da agência funerária até à igreja da Misericórdia. Ao início da noite, Célia deslocou-se à capela onde foi recebida com insultos e teve de ser escoltada pela Unidade de Intervenção da GNR para não ser agredida.
A autópsia confirmou que Rodrigo foi estrangulado. No pescoço, tinha marcas de um fio elétrico e de um braço, que o terá apertado até à morte. Tinha uma forte pancada na cabeça. A PJ acredita que o homicídio aconteceu durante uma discussão.
O padrasto, Joaquim Lara Pinto, acusava o jovem de lhe ter furtado parte do dinheiro que tinha amealhado para a viagem ao Brasil, que aconteceu a 22 de fevereiro, quando a mãe deu o alerta para o desaparecimento. Versão que Célia só contou à PJ quando o corpo foi encontrado.
ARTIGO PARCIAL

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