quarta-feira, 9 de março de 2016

JULIAO CUMBANE E ORLANDO CHIRRINZE VENDERAM-ME POR 30 MOEDAS DE PRATA


Tudo começou quando publiquei um artigo através do qual, manifestava a minha preocupação em torno da situação dos refugiados no Malawi, que segundo dados recentes o número oscila actualmente aos 11.000.
Fiquei chocado pelas imagens publicadas pela STV, mostrando as condições desumanas que os nossos irmãos estavam votados. Fiquei ainda mais preocupado quando a TVM, o Notícias e outros médias públicos, banalizavam o assunto, que em cada notícia trazem algo novo. Ora são emigrantes, ora são soldados da Renamo que abandonam as suas armas e se alojaram naquele lugar ora é isso ou aquilo.
Inversamente, não via medidas enérgicas por parte do Governo com vista a solucionar o problema, e minimizar as vidas daqueles concidadãos.
É preciso frisar que, minutos após a minha publicação a Taisse Sigaúque partilhou um comunicado do Conselho de Ministros que dizia que o Governo tencionava tomar medidas tendentes a minimizar o sofrimento dos nossos concidadãos, ao que, fiquei feliz com o comunicado.
O MEU PECADO PERANTE OS OLHOS DO Julião João Cumbane E Orlando Chirrinze
O meu maior pecado, foi ter abstractamente colocado o Governo num cenário idêntico ao do Kapisse, em que os visado são os nossos irmãos de cá do sul; eu disse que se assim fosse talvez o cenário não seria idêntico, talvez pudessemos ver uma atitude mais enérgica do Governo tal como aconteceu durante as cheias de 2000, no acidente de Tenga de 2002, na explosão do Paiol em 2007, em que todos os visados, dentro das capacidades financeiras Estado, beneficiaram de cestas básicas, talhões entre outras benesses.
13h depois da minha surge o post do Julião Cumbane, dizendo que eu fomentava o divisonismo, na família moçambicana, ao que respondi a família moçambicana sempre esteve unida desde os tempos de Mondlane, e que o meu artigo era uma simples reflexão de um moçambicano que sente a dor do sofrimento dos outros moçambicanos que estão sofrendo por uma guerra injusta, que eles não sabem porquê. É esse o tal divisonismo? Se sim, Perdoe-me meu irmão.
4 horas depois o Orlando Chirrinze escreveu, pedindo que eu pusesse a mão na consciência, visto que apoiva a guerra que o líder faz contra os moçambicanos, a morte de civis entre outros aspectos, ao que lhe pedi que me mostrasse em que meio de comunicação social ou em que rede social eu publiquei um artigo em que apoiava a guerra.
Aliás, perdi muitos familiares na guerra dos 16 anos, motivo bastante para eu detestar a guerra.
O que eu defendi e sempre defenderei são as causas que deram origem a guerra em que vivemos, a minha consciência não consegue dissociar as irregularidades eleitorais como a causa principal que provocou o conflito em que vivemos, facto esse que o Orlando faz ouvido de mercador. Todos nós vimos como o fogo começou que até qualquer pessoa podia apaga - lo, o que infelizmente, nós enquanto colectividade, não o fizemos.
Por isso meus irmãos nesta rede social, se depois deste post, eu for crivado de balas tal como aconteceu com o Prof. Cistac, os factos que acima arrolei foram o meu maior pecado, sendo o Orlando Chirrinze e Julião Cumbane, os que em plena praça pública venderam - me por 30 moedas de prata. Conheço o País em que vivemos, mas jamais alienarei a minha consciência.

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