sexta-feira, 4 de março de 2016

Jorge Khalau – Um Bode Expiatório


O recente afastamento de Jorge Khalau do cargo de Comandante-Geral da PRM é visto como uma forma do governo moçambicano dar uma satisfação a círculos diplomáticos em Maputo e no Malawi, que manifestaram desagrado quanto à forma como as FDS têm vindo a lidar com a população civil nas zonas fronteiriças entre Moçambique e o país vizinho. Entidades governamentais moçambicanas viram-se confrontadas com relatos do ACNUR no Malawi que contrariavam a versão oficial do governo de Filipe Nyusi, que ora atribuía o fluxo de refugiados a questões climatéricas, à acção da Renamo, ou a movimentos migratórios normais, excluindo a hipótese de maus tratos infligidos pelas forças armadas. Numa tentativa de inserir os confrontos militares com a Renamo no contexto de ‘recolha’ de armas, o governo de Nyusi apresentou as acções de guerra não declarada como mera questão policial. Khalau “sente-se hoje como bode expiatório quando a decisão do recurso à força militar partiu das altas esferas da área da defesa, mormente o titular da pasta, com o apoio do CNDS”, opinam círculos diplomáticos na região da SADC. Para salvarem a diplomacia moçambicana da “situação profundamente embaraçosa em que se encontra, jogaram mão de um bode expiatório mais conveniente”, acrescentaram.

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