domingo, 6 de março de 2016

Estado Islâmico copia recrutamento e doutrinação nazi

 | Hoje às 09:56
Uma investigação sobre os métodos de treino e doutrinação de crianças do Estado Islâmico revela que os extremistas terão estudados o regime nazi para preparar a nova geração de terroristas.
 
1/5|06.03.2016  FOTO: DR
Propaganda do Estado Islâmico
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O estudo "Crianças do Estado Islâmico" foi elaborado pelo grupo de reflexão sobre extremismo "Quilliam" e vai ser apresentado na próxima quarta-feira no Parlamento inglês, revela o jornal britânico "The Guardian".
Segundo o trabalho apoiado pelas Nações Unidas, uma nova geração de recrutas está a ser preparada fisicamente e mentalmente para a guerra desde a nascença. É uma forma de conseguir uma "versão mais pura" dos jiadistas atuais, já que estão a ser criados desde tenra idade dentro de uma doutrina de extremismo e violência, ao contrário dos pais, que foram convertidos ou radicalizados.
"A organização esforça-se na doutrinação das crianças através de um plano curricular baseado no extremismo, garantindo que se tornam futuros terroristas. A atual geração de combatentes vê estas crianças como guerreiros mais bem preparados e letais, porque foram doutrinados desde a nascença ou tenra idade", referem os autores do estudo, que recorreu a várias fontes dentro do autodenominado califado.
Os rapazes que vivem dentro da região controlada pelo grupo extremista, mesmo que não sejam filhos de jiadistas, são forçados a juntarem-se ao Estado Islâmico em campos de treino, onde aprendem a guerra e são doutrinados na visão mais extremista da religião muçulmana. A pena para quem não cumpre esta ordem podem ser castigos físicos públicos (como chicotadas) ou até mesmo a morte.
Para dessensibilizar as crianças da violência extrema, os grupo usa"as crias do califado" em momentos como execuções ou punições públicas, para que isto se torne algo cada vez mais normal ao longo da vida.
Muitas destas crianças são treinadas como espias, pregadores, soldados, carrascos e bombistas suicidas, como foi possível constatar pelos investigadores através das 254 peças de propaganda em que crianças foram utilizadas (no período entre 1 de agosto de 2015 e 9 de fevereiro deste ano). Na propaganda analisada, foram encontradas 12 crianças que cometeram homicídios.
O estudo compara a situação das crianças do Estado Islâmico àscrianças soldado da Libéria sobo jugo de Charles Taylor, revela o "The Guardian", e concluiu que o processo de doutrinação daAlemanha Nazi foi também estudado. Há ainda relatos credíveis, mas não confirmados, de que existe mesmo uma organização juvenil dentro do grupo terrorista, a Fityan al-Islam (rapazes do Islão).

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