quinta-feira, 24 de março de 2016

Entre mentes curtas e saias curtas lá vai a terra de pandza


A natureza, ao longo de milhares e milhares de anos deu ao homem um material genético que fecunda, então, o fez com características psicológicas de sempre buscar, incessantemente fecundar, ou mesmo como uma máquina perfeita de fazer sexo. O instinto sexual animal domina mais os homens que as mulheres, porém o exagero em qualquer característica desagradável, ou agradável, incluindo a forma de vestir, dançar etc. pode afastar ou aproximar o homem nessa sua carreira instintiva sexualmente insaciável . Após a revolução sexual e a constante incidência da erotização, os meios de comunicação social vem ensinando o homem a manifestar seus impulsos naturais de forma animalesca ao invés de trabalhar para tranquilizá-los e conviver pacificamente com estes, pois isso é o normal e perfeitamente natural. É verdade que com falta de educação os homens não podem conseguir controlar seus apetites sexuais, desde a auto-estimulação dos órgãos genitais para obter prazer sexual. até os que chegam a cometer um acto criminoso.
A sexualidade é matéria de educação. Os homens e as mulheres não devem ignorar o seu corpo e todos conjuntos complexissimos, físicos e quimicos que ocorrem nele
Paralelamente, a mídia e os mentores da revolução sexual forçada, vem inculcando nas mulheres que seu valor está na auto imagem, em parte como forma de especular a personalidade feminina e ter ganhos com a sua degradação moral, nos prostíbulos, nas ruas e nas instituições através da indústria do sexo, como se os anseios mais profundos do coração feminino pudessem ser preenchidos quando ela se torna bela e desejável, só que pela via mais primitiva e superficial impressão dela mesma, que é a sensualidade.
Ao usar roupa curta e justa que marca praticamente tudo, incluindo a fenda vaginal e anal, qualquer mulher sabe que vai chamar a atenção, qualquer mulher sabe que os homens irão olhar para ela, mas sua intenção é de ser notada, ser bem vista, ser reconhecida, de forma normal e natural. Ela geralmente não entende que está sendo provocativa, pois ela não é tão visual quanto o homem, as vezes age com instinto ingénuo.
Ela pensa que sendo percebida, consequentemente aumentará sua autoestima e ela terá uma boa impressão de seu valor perante as outras mulheres e perante a sociedade inteira, pensa que tera melhor emprego, e boa aceitação. Essa moça ao sentir-se bonita e notável pensa que está despertando nos outros o interesse pela sua pessoa e por aquilo que ela porta em seu íntimo.

Mas, quando um macho olha para ela, não é bem isso que pensa. A formosura e a notoriedade que ela quer e precisa estão muito além da sensualidade. “O que é mais importante é invisível aos olhos”, entretanto ao vê-la com vestes assim, primeiramente nesse homem despertará a sua fantasia sexual, e muito provavelmente é essa a impressão que o homem levará dela. Infelizmente, daí vem a pobre afirmação: “tem mulher que é pra casar, tem mulher que é pra cama”.
E o pior, é que existem mulheres que estão condicionadas, reféns de uma necessidade dos elogios vindos de quando usam essas vestimentas tipo “arrasa todo mundo”, ou “de parar o trânsito”.
Estas conclusões são fruto de uma forma superficial de analisar o problema. Culpar a cultura machista ou o comportamento feminino pela crescente violência que estamos presenciando é equivalente a cuidar dos sintomas sem querermos nos esforçar por descobrir a doença. Daí então questiono se não seria tudo isso, antes, o reflexo de uma cultura que quer nos impor a todos, homens e mulheres, uma idolatria ao sexo, em formar as mentalidades para o culto ao corpo e a expressar os impulsos sexuais como forma de liberdade ou felicidade plena?

Ninguém se transforma num estuprador de noite para o dia. Até chegar ao ponto de cometer uma atrocidade dessas, o estupradore é motivado por estímulos, iniciando pelos mais simples que parecem inofensivos como as dançarinas seminuas num programa da TV, ou na esquina como as raparigas dançam a Pandza movendo de forma provocante suas nádegas, até ele ir para a pornografia e depois cometer um crime. Não estou justificando o acto violento, que fique claro isto. Em hipótese alguma a mulher deveria sofrer este tipo de agressão, nem qualquer outro tipo. Mas, é preciso denunciar que estamos sendo violados – mulheres e homens – em nossa dignidade de seres humanos, por tanta sexualização em nosso meio.
Que tal em Moçambique proibir a TV de mostrar programas de caracter sexual antes das 23:00 Horas? Para que menores de idade não vejam esses programas e para que não passemos vergonha em frente de nossos filhos, ao assistirmos um programa educativo que logo é interrompido por publicidade de pornografia ou de teor sensual. 
Que tal o ministerio do interior criasse uma linha de telefone gratis que vai funcionar 24 sobre 24 horas para as denuncias contra a violência da mulheres, idosos e crianças?
Que tal se nas aulas de educação física ensinassem ás meninas, técnicas mínimas de defesa contra estupradores?
Que tal em caso de estupro, a lei culpasse sempre ao estuprador, e as penas fossem reais e não terminassem em multas e admoestações simples, o que pode estimular o estupro.
Que tal se proibissemos nas escolas a prática daquelas dancas que emitem movimentos sexuais , como a pandza, ja que estas danças são um dos motivos que podem despertar a sensualidade dos homens ao ver como as meninas produzem movimentos que imitam o sexo, ainda que em idade menor?

Pensemos nisto!..

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