terça-feira, 29 de março de 2016

AFONSO DHLAKAMA ALERTA PARA O RECRUDESCER DA SITUAÇÃO MILITAR NO PAÍS

Propriedade do Departamento de Informação Sai as Quinta Feiras * Distribuição Gratuita * Maputo, 24.03.2016 * Edição nº 169 Ano 4  Numa nota de imprensa tornada pública a partir do gabinete do Presidente da RENAMO em Maputo, o Presidente Dhlakama denuncia a contínua movimentação de efectivos militares e policiais da região sul e norte do país, com destino à região central, com a finalidade de levarem a cabo acções militares contra si e seus guardas. O Presidente Dhlakama denuncia igualmente o recrudescimento dos raptos a membros e simpatizantes da RENAMO, que são protagonizados por esquadrões de morte constituídos para essa finalidade. Passamos a transcrever na íntegra o seu conteúdo: 2 Editorial SERÁ QUE NOS FALTA DE AJUDA? Esteve de visita ao nosso país um dos principais mediadores do Acordo Geral de Paz de 1992, Mário Raffaeli, da Comunidade de Sant´Egídio, que na quarta-feira, 16 de Março, reuniu-se em Maputo com Filipe Nyusi para exortá-lo à buscar a Paz e estabilidade política e militar no país. Segundo informações, da Presidência da República, no final do encontro o conselheiro de Nyusi para os assuntos diplomáticos, Manuel Mazuze, disse aos jornalistas que Mário Raffaeli nesta sua missão de busca da Paz, exortou á Filipe Nyusi a encontrar caminhos para uma estabilidade duradoura em Moçambique. O assessor não tornou claro se Nyusi mostrou receptividade em relação à exortação do representante de Sant’Egidio para essa busca da Paz ou se foi meramente um exercício da praxe tal como os que anteriormente haviam acontecido. No entender da RENAMO, exortações ou apelos nunca faltaram desde que a actual crise começou ou mesmo antes de chegar aos níveis em que estamos. O que tem vindo a acontecer como é sobejamente conhecido, é a ignorância ou desprezo pelas propostas até agora avançadas quer por moçambicanos como pela Comunidade Internacional, interessados em ver o conflito resolvido pacificamente. Aliás, como sempre reportam os em diferentes ocasiões, a RENAMO e o seu Presidente têm vindo a defender, é a resolução pacífica e negociada do conflito. Também a Igreja Católica e parte da sociedade civil moçambicana já se sentiram decepcionadas com a postura de Filipe Nyusi após diversos encontros e missivas propondo uma solução negociada. Por um silêncio absoluto Nyusi manifestou recusar as propostas que vinham contidas na carta que os Bispos Católicos moçambicanos dirigiram a Presidência da República e da RENAMO, Nyusi e a sua comissão política jamais se abriram em relação a proposta de mediação internacional e da Igreja Católica, avançada pela RENAMO e aceite por aqueles mediante a aceitação do Governo. Nunca houve falta de apoios para que Moçambique vivesse em Paz e estabilidade política. Também nunca faltou a cumplicidade de parte da Comunidade Internacional sobre a situação que o país atravessa. A Comunidade Internacional continua a assistir impavidamente todas as injustiças que acontecem no país, sobretudo quando essas são cometidas pelo Governo da Frelimo, inclusive na Assembleia da República. É preciso tratar a RENAMO e outros actores políticos do país em igualdade de circunstâncias, enquanto também garantes da Paz e da estabilidade que se pretende que Moçambique viva. A RENAMO não permitirá que seja tratada como uma oposição “para o inglês ver” deixando-se que seja sujeita a qualquer tipo de humilhação. É Preciso a comunidade internacional compreender que a RENAMO é parte, por sinal a mais significativa do universo dos moçambicanos que é desfavorecida neste país. Da parte da RENAMO, todo o apoio que visa levar os moçambicanos a uma verdadeira unidade nacional e inclusão sem quaisquer distinção é bem-vinda. Queremos bases duradouras para a Paz, e para tal já temos vindo a avançar propostas concretas. Queremos uma legislação que respeita a vontade popular e o sentido de voto dos moçambicanos, um exército e polícia republicanas ao serviço do povo e não como instrumentos de repressão brutal das massas e de facilitação de desvio de votos e invenção de resultados eleitorais. Afinal porquê a Frelimo teme descentralizar as forças armadas e a polícia? Nós sabemos a razão disso. É que eles não confiam no povo, têm medo do povo e só desejam aniquilar os moçambicanos usando o exército e a polícia. A RENAMO continua aberta para uma negociação cooperativa em que a relação é de confiança entre as partes, e os riscos envolvidos na negociação são compartilhados. Uma negociação que tem em vista um instrumento de solução de problemas comuns, não como fonte de exercício de poder como a Frelimo tem vindo a fazer até agora. Para isso, nunca nos faltou a ajuda dos amigos, mas sim sempre faltou vontade da Frelimo que se acha todo-poderoso. A RENAMO continua firme na sua posição de negociar com seriedade para uma paz duradoira. Para que isso aconteça, é indispensável a ajuda dos amigos de boa vontade. Ficha técnica Director:Jeronimo Malagueta; Editor: Gilberto Chirindza; Redacção:Natercia Lopez; Colaboradores: Chefes regionais de informação; Maquetização: Sede Nacional da Renamo Av. Ahmed Sekou Touré nº 657; Email: boletimaperdiz@gmail.co.mz Cells: 829659598, 844034113; www.renamo.org. Nº de Registo 07/GABINFO-DEC/2015 3 Deputado Ivan Mazanga, critica a actuação das FDS e a arrogância, falta de honestidade e dissonância entre o discurso da Filipe Nyusi. Acompanha na integra a sua intervenção: Resistente Povo moçambicano! Ë a vós que dedico as minhas primeiras palavras nesta intervenção, como forma de os saudar, tendo em particular destaque os residentes na Cidade de Maputo, meu círculo eleitoral, que continuam a sofrer com as restrições constantes e agudas de água e luz. Estamos num momento em que o Presidente Afonso Dhlakama, depois de por duas vezes atentada a sua vida, cercada a sua residência, está neste momento a ser perseguido militarmente, sob fortes bombardeios por forças mistas, fortemente armadas, treinadas e apoiadas por especialistas internacionais. (o primogénito do Régulo Mangunde), Senhor Presidente, neste calvário, o Povo moçambicano, jovens e mulheres estão consigo e apoiam incondicionalmente a sua causa! É na sequência deste apoio que lhe é direccionado, que os quadros, membros e simpatizantes da Renamo e a população em geral, estão a ser assassinados, baleada, perseguidos, suas residências queimadas e saqueadas, o que faz com que esses se refugiem no vizinho Malawi. A condição destes nossos concidadãos no Malawi, tem sido usada pelos arautos da distracção como fonte de confusão, portanto, importa abrir um parênteses para clarificar algo. Segundo o ACNUR, refugiado é alguém que “temendo ser perseguido por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, se encontra fora do país de sua nacionalidade e que não pode ou, em virtude desse temor, não quer valer- -se da proteção desse país”. Esta população, relatou à organiza- ção Médicos sem Fronteiras, agencias noticiosas nacionais e internacionais, que encontra-se no Malawi (campos de Kapize, Ntcheu ), fugindo as atrocidades perpetradas pelas FDS porque esta, como a maioria da população moçambicana, apoia a governação da Renamo nas 6 Províncias aonde ganhou. Portanto, segundo esta definição, se fizermos a relação causa- -efeito iremos concluir que realmente estamos perante refugiados. Contudo, conceitos à parte, o que resta é que temos nossos concidadãos fora do país não por vontade própria mas forçados pelo conflito armado causado pelo cercear da democracia, arrogância, falta de honestidade e dissonância entre o discurso e a prática por parte do Comandante me Chefe das FDS, que sistematicamente vem sendo desautorizado pelos que deviam lhe obedecer, ou será que actuação destes está sob o comando obscuro da figura supracitada? Este cercear das liberdades políticas constitucionalmente consagrados é também demonstrado pelo cerco às delegações políticas do Partido RENAMO, com maior enfoque para a Cidade de Maputo, acto que teve seu clí- max no dia 29 de Dezembro de 2015 e nos dias 18 e 19 do mês de Janeiro do corrente ano. Povo moçambicano, não pode permitir que os comandos constitucionais sejam invocados para limitar a vontade popular (autarquias provinciais) e pontapeados quando este precisa de exercer o seu poder. A RENAMO, inspirado nos anseios da maioria da população, lutou durante 16 anos para trazer a democracia multipartidária no país, portanto, não irá permitir que esta seja sequestrada pelos saudosistas do mono- -partidarismo, usará todos os mecanismos democráticos apoiados pela maioria da população para que esta prevalece. Sou um homem pacifico, Deus sabe o quanto amo a paz. Porém, espero jamais ser tão covarde que confunda a opressão com paz. Lajos Kossuth ACTUAÇÃO DAS FDS SOB COMANDO OBSCURO DE NUYSI “Povo moçambicano, não pode permitir que os comandos constitucionais sejam invocados para limitar a vontade popular (autarquias provinciais) e pontapeados quando este precisa de exercer o seu poder.”
SOCORRO SOCORRO EM ZAMBEZIA/MANICA/SOFALA/TETE
O medo de uma nova guerra é evidente. Esta ameaça vem em um momento em que o país tem experimentado enormes descobertas de carvão, gás natural e petróleo que podem mudar a vida de uma grande parte da população que vive em extrema pobreza. A economia foi impulsionada pela entrada de grandes projectos dedicados à exploração de recursos minerais, que empregaram milhares de moçambicanos. Ele também vem num momento em que a primeira geração nascida após a guerra civil votou pela primeira vez, nas eleições municipais de novembro, que foram boicotadas pela Renamo.

Moçambique tem sido uma história de sucesso em termos de preservação da paz, e agora corre o risco de se tornar um Estado fracassado. A pobreza absoluta (pessoas que vivem com menos de US $ 1 por dia), o que afeta 59,6% da população, pode piorar se nada for feito para reduzir as tensões.
Um conflito armado teria implicações importantes a nível regional e internacional desde Zimbabwe, Malawi e Zâmbia depende amplamente em portos moçambicanos. Um conflito armado prejudicaria também todo o investimento estrangeiro em Moçambique que tem sido significativo nos últimos anos. Os Estados Unidos têm investido bilhões de dólares na exploração de petróleo no norte de Moçambique e tem havido um grande investimento estrangeiro nas areias pesadas na província de Nampula. Moçambique poderia perder tudo o que ganhou com esforço real nos últimos anos.
Uma das primeiras medidas necessárias para superar a crise é um diálogo sério e um compromisso dos dois lados. diálogo político inclusivo, onde os representantes da sociedade civil e instituições religiosas podem participar, é necessário.
A comunidade internacional, que contribui com mais de 40% para o orçamento de Estado de Moçambique, pode exercer pressão sobre o governo para propor uma solução urgente para o conflito. A Comunidade Sul Africano de Desenvolvimento (SADC), a União Africano, a União Europeia, a ONU e tantas outras organizações internacionais podem igualmente desempenhar um papel importante mediador nas negociações entre o governo e Renamo.
Estas organizações não pode apenas sentar e assistir o país que é considerado a "pérola do Oceano Índico" a afundar em uma nova guerra civil. Moçambique não é um país isolado do resto do mundo, e a necessidade de se considerar uma intervenção internacional na mediação hastes a partir deste. Uma nova guerra teria implicações regionais e continentais, causando um fluxo de refugiados para países vizinhos e forçando África para mudar o enfoque de combate à pobreza e promoção do desenvolvimento econômico para resolver mais um conflito

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