sexta-feira, 25 de março de 2016

Advogado que pedia prisão de Lula executado com 12 tiros

Clientes e mãe do advogado ouviram disparos. 

Por Domingos Grilo Serrinha, correspondente no Brasil Um jovem advogado de Guarulhos, importante cidade na Grande São Paulo, que ganhou notoriedade nas redes sociais por pedir a prisão de Lula da Silva por corrupção, foi executado a sangue-frio dentro do próprio escritório. Leandro Balcone Pereira, de 35 anos, foi abatido com 12 tiros de uma potente pistola 380 disparados à queima-roupa pelo assassino, que fugiu antes de ser possível fazer alguma coisa para ajudar a vítima ou mesmo chamar a polícia. O assassino, um homem com excesso de peso, aproximadamente 50 anos e calvo, combinou um encontro com Leandro por telefone. Ao chegar ao escritório de advocacia, no centro da cidade, o criminoso, como qualquer outro cliente, foi levado até à sala do advogado. Num ato contínuo, funcionários, outros clientes e a própria mãe de Leandro, que estava na sala ao lado, ouviram as detonações e depois viram o assassino a sair do escritório a correr. Desde o momento em que entrou na sala da vítima e até fugir, o criminoso levou menos de um minuto, ou seja, assim que entrou começou a disparar e fugiu. Leandro Balcone Pereira, que ganhou fama na cidade como criminalista, ficou igualmente famoso nas redes sociais nos últimos tempos pela defesa que fazia da luta contra a corrupção nos meios políticos. Defensor de rigor absoluto contra detentores de cargos públicos envolvidos em corrupção, Leandro pedia insistentemente que as autoridades prendessem o que ele chamava o chefe da quadrilha, referindo-se ao ex-Presidente Lula da Silva. Na semana passada, o advogado publicou no seu site que estava a ser ameaçado de morte, sem especificar, no entanto, a origem ou o motivo dessas ameaças. A polícia está a investigar o caso e a tentar confirmar a identidade do assassino, que chegou ao edifício a pé e fugiu pela rua da mesma forma, mas que, segundo os agentes, devia ter um carro à sua espera numa rua próxima. Crime político ou passional? Devido ao envolvimento do advogado com movimentos anti-Dilma e anti-Lula e a favor da destituição da Chefe de Estado, a imprensa local avançou inicialmente com a hipótese de crime político. Mas, como soube o Correio da Manhã em diligências realizadas ao longo de quinta-feira, essa hipótese ganha cada vez menos espaço nas investigações. O secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, Alexandre de Moraes, afirmou ao CM estar totalmente afastada a hipótese de crime político no caso. O responsável pela investigação, que pediu para manter o nome em sigilo, declarou não concordar com o secretário e não ter afastado de todo a hipótese de crime político, mas acrescentou que este cenário não é a principal linha no esclarecimento do brutal crime. Segundo o responsável policial, as duas hipóteses mais prováveis para a execução de Leandro Balcone Pereira são desavença com algum cliente, já que lidava com criminosos, ou crime passional. Esta possibilidade, a de crime passional, justificaria o grande número de disparos feitos pelo executor, demonstrando aparentemente não ser um assassino profissional, que age friamente e normalmente dispara só para matar, e sim uma pessoa que sentia muito ódio pelo advogado. Alexandre de Sá Domingues, presidente da secção de Guarulhos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também recomenda cautela na análise da situação, para não provocar pânico desnecessário na população. Alexandre lembra que, além de ativista pela ética, a favor da destituição de Dilma e da prisão de Lula e de ser candidato a vereador nas eleições municipais do próximo mês de outubro, Leandro Balcone Pereira relacionava-se por força da profissão com pessoas violentas e que, além disso, já foi proprietário de uma casa noturna, onde pode igualmente ter gerado inimizades.

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